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Assembly Support Initiative (ASI)

4. ANALYSE: FORMELT DEMOKRATI I KOSOVO

4.4 INSTITUSJONENES EFFEKT PÅ EN MANGLENDE DEMOKRATISK KULTUR

4.4.2 Assembly Support Initiative (ASI)

Um tópico também explorado durante a entrevista foi o referente ao uso, pelo professor, de práticas pedagógicas com o objetivo de promover o desenvolvimento e expressão da criatividade por parte de seus estudantes. Todos os participantes da pesquisa afirmaram utilizar algum tipo de prática.

Instigar o aluno por meio de questionamentos e desafios foi uma prática pontuada por oito dos 15 professores, como ilustra as seguintes respostas:

[...] suscitamos debate, suscitamos até pensamentos contrários. (P2)

[...] eu uso o discussões a partir da leitura de texto que o aluno lê antes e aí eu vou colocando questões pra que os alunos participem. [...] Então eu vou questionando para que o aluno vá refletindo o trabalho que é dele. (P5)

[...] instigar o saber do outro é um ato criador e um ato que possibilita a criação, não é? [...] Eu acho que criar desafios, né? No momento em que você cria desafios baseados nas situações que a educação hoje tá, no Brasil, uma educação falida. (P7) [...] Através de várias questionamentos que se faz... Até nas avaliações que eu faço, eu sempre trabalho muito com argumentações [...] (P8)

A utilização de filmes, obras literárias, encenações, artigos de jornal, revista, música,

videoclips, desenho e poesia foi mencionada por quatro dos 15 professores. Tais recursos,

segundo os professores, são utilizados para que ocorra uma contextualização. Desses professores, dois estão continuamente pesquisando novos materiais para relacionar com o conteúdo ministrado e tornar a aula mais interessante e, ainda, possibilitar a descoberta das habilidades do aluno.

[...] representar aquilo que estamos lendo através da representação, como teatro [...] (P2)

[...] Outra coisa, eu gosto de trazer clips. tô sempre investigando no You Tube. Procurando saber, que eu posso relacionar. [...] Então, tô sempre ligada no que é que tá acontecendo. Nas revistas... Se eu tô discutindo educação ambiental, aí eu vejo que saiu alguma coisa em alguma revista da semana, então, tiro cópia daquilo pra gente fazer a discussão, que acho que isso é contextualizar. Então, assim, são várias formas. A música e desenho. Por exemplo, colocar uma música que tenha a ver com o que eu vou trabalhar, e depois se expressar através de desenhos. Às vezes as pessoas se expressam muito mecanicamente. E com o desenho, vem uma coisa como se fosse da criança, da pessoa. Independente de tá na pós-graduação ou não, né? E aí, dessa... da criança que eu digo, é o que há de mais profundo na pessoa. Elas começam a fazer desenhos, e os desenhos vêm muito da emoção. [...] Quando eu sei que o aluno tem potencial pra fazer poesia... “Ah! Você pode fazer poesia desse tema, Cultura de Paz, pra mostrar no final da aula”. Então eles pegam elementos que

a gente estudou e podem trazer isso. Isso é muito interessante. [...] Percebo então o potencial do aluno, e procuro estimular pra que ele possa ser desenvolvido. (P12) Ontem eu fui dar aula, era pra falar de inclusão digital, foi só do que eu não falei. Peguei uma reportagem do jornal que tinha saído um dia antes, e passei da reportagem falando sobre inclusão digital, experiências inovadoras em escolas. (P14)

[...] Eu, agora, tô usando muito... o cinema e a literatura, né? Eu passo alguns textos básicos da área, que nós estamos estudando e sempre passo um filme ou uma obra literária pra eles fazerem o confronto com... [...] Eu acho assim, que esse mundo do sonho, da fantasia. Eu acho que é muito importante pra a gente pensar a realidade... Pois, a literatura, o filme, algumas coisas que façam eles fugirem um pouco da realidade, não fugir da perspectiva de deixar ela. Mas abrir um pouco do horizonte da realidade, porque às vezes a gente se envolve tanto no cotidiano. O cotidiano nos engole! Tem que ter muito cuidado pra não ser engolido pelo cotidiano! [...] (P15)

Dos 15 participantes da pesquisa, quatro relataram a relevância em promover a interação como forma de facilitar a expressão discente e concomitantemente, a criatividade.

[...] Promovo muito a interação entre eles [...] (P5)

[...] Se a gente trabalha com a ideia de que é possível fazer diferente, mas que pra fazer diferente, a gente precisa compreender como é que se faz diferente. Eu acho que isso vai estimulando uma outra lógica. A gente tem que sair dessas lógicas padronizadas e pensar que nós podemos, cada um de nós, nossa própria lógica, muito embora seja uma lógica de interação, né? Não pode ser uma lógica isolada; acho que ninguém cria sozinho, não! (P7)

[...] Os alunos estão condicionados, eles não abrem a boca, por mais que você estimule. Aí depois é que vai tomando alguma confiança, têm medo de falar alguma coisa e ser besteira. A besteira maior é você não falar o que pensa! Tem que haver um clima de interação que desenvolva essa confiança. Ë importante criar esse clima. (P9)

[...] um grupo bastante coeso, bastante amigo, que continuavam... E aí no final do semestre, toda vez tinha lanche, etc. e tal. As turmas ficavam de risada, às vezes gritos... um vínculo entre eles. E entrava e se descobria o jeito de investigação... ah! Isso aí tem coisas cujos refenciais são só meus! (P11)

Trazer a realidade, o cotidiano e fazer uma relação com o conteúdo, foi uma prática mencionada pelos professores “P4” e “P6”. Um destes professores ressaltou a relevância em saber escutar o aluno.

Acho que uma relação, no geral, a gente tem sempre que procurar aproximar o conteúdo da concretude da realidade. Então quanto mais a realidade puder entrar na escola, na universidade, isso é bom! (P6)

Olha! Eu já fracassei em muitos casos e já acertei em alguns. Nos casos em que fracassei, foi tentando acertar, nos casos em que acertei, foi justamente quando eu ouvi os alunos. Quando eu parti de uma situação comum, quando eu parti de uma situação do cotidiano que tivesse haver com as prerrogativas daquela aula e consegui puxar o campo de interesse dele do senso comum pra discussão científica. Mas quando parte dele é bem mais interessante! (P4)

A utilização de diversas técnicas foram práticas adotadas pelos professores “P2”, “P6” e “P10”.

[...] seminários inter-relacionais que eu mesma criei; chamar a atenção dos alunos de uma forma ou de outra, a partir de metodologias inovadoras, e essas metodologias que eu mesma crio, [...] representar aquilo que estamos lendo através da representação como teatro [...] um levantamento de expectativas [...] (P2)

Então, levar os alunos pra fora de sala, visitar a realidade, conhecer a realidade, trazer pessoas que representam essa realidade, que possam vir ampliar culturalmente, abrindo outras perspectivas de olhar pro mundo, principalmente nos conteúdos humanizadores... das pessoas que levem a uma perspectiva de maior humildade diante do mundo, do saber e da vida, qualquer prática nesse sentido eu acho que é importante. (P6)

Os debates, as visitas a determinadas instituições educativas, locais... trazer as pessoas, convidar as pessoas de fora, né? E a organização... ficar coordenando os seminários livres que eles dão, mais criativos. (P10)

Possibilitar que os alunos dialoguem com os teóricos foi uma prática mencionada pelo professor “P8”, tendo mencionado que esta prática estimula o aluno à produção do conhecimento.

[...] Determinado ponto de vista que um autor defende, que ele possa justificar, ou que ele possa estabelecer relações entre os autores, identificando as diferenças, semelhanças, os pontos comuns. Entendeu? Não simplesmente recitando um conteúdo, recitando um teórico, mas sim dialogar com esse teórico, dialogar com esse conteúdo e... ao mesmo tempo estimular a elaboração conceitual desse aluno, pra que ele produza o seu conhecimento, e não fique se submetendo o tempo inteiro, segundo fulano, para sicrano, que ele possa também ter autoria de pensamento. (P8)

Alguns professores deram exemplos da sua prática criativa. O professor “P7” apresentou o que ele denominou de “grupos aprendentes”. Já o professor “P10” descreveu como realizou um júri simulado, onde os alunos não perceberam o tempo passar, enquanto que o professor “P14” expôs o que ele intitulou de “aula errada”.

A gente trabalha com a ideia de tessitura do que a gente chama de grupos aprendentes. Então, todo início de semestre, a gente trabalha nessa tessitura desse grupo aprendente, e esse grupo, então, se auto-gestiona, pensar de eu continuar atuando como professor e ter uma ação diretiva nesse processo. Mas há uma constituição de um acordo didático-pedagógico em torno da ideia de um grupo que aprende junto. Então, a gente começa a partir daí. Desde esse aprendizado inicial da tessitura desse grupo, a gente vai fortalecendo essa compreensão a partir de alguns conceitos com os quais nós trabalhamos. Por exemplo, o conceito de supra- alteridade, que é o respeito absoluto pelo outro do jeito que o outro é. [...] Então a gente trabalha muito com essas ideias de que os estudantes, eles devem aprender a ouvir o outro e dialogar com o outro implica nessa escuta respeitosa e valorada do que o outro tem pra dizer. (P7)

[...] E nos estávamos trabalhando universidades ONG’s, das organizações não- governamentais [...] A maioria já tinha tido inspeção em organizações não-

governamentais. Tinham prática. Então, eu disse: bom! É importante aproveitar a experiência dessas pessoas. Como é que eu vou fazer? E aí, como é que foi feito. Foi dado texto básico sobre organizações não-governamentais, terceiro setor e educação e movimentos sociais.... certo? Nas relações com o Estado. [...] propus pra eles se a gente tivesse uma aula diferente. A aula seria o seguinte: nós iríamos estabelecer ali um tribunal e metade da turma iria organizar argumentos... ia fazer um denúncia contra as ONG’s, e outra metade, outra denúncia. Eles iam encaminhar pra mim, e eu ia analisar qual era a denúncia que eu ia aceitar. [...] Ali estava denunciada, as ONG’s eram a ré, passamos a julgá-las, metade ia ser advogado de defesa, metade ia ser da promotoria. Eles teriam que tirar os argumentos de defesa do texto e da experiência deles, e os promotores tinham que tirar os argumentos contrários também do texto e da experiência dele. [...] Olha! Normalmente quando dá cinco horas da tarde, geralmente todo mundo já tá ansioso pra sair... pois seis horas, a gente ainda tava em pleno julgamento. Todas as argumentações muito bem postas! Muito bem colocadas! O texto foi explorado totalmente! Saiu todo mundo feliz, rindo... foi uma possibilidade assim [...] Maravilhoso! (P10)

[...] Então essas coisas funcionavam. E tinha um dia da aula errada, que eu fazia de vez em quando. Em cada semestre eu fazia de vez em quando. Era uma aula em que fazia tudo errado: demonstrava errado, definia errado, tá certo? E fazia a aula toda. De vez em quando um aluno percebia e dizia: “Professor, o senhor tá doido! O senhor dividiu por zero, não pode fazer”! Aí eu dizia: “Abestado é você, que devia tá prestando atenção, porque isso foi há muito tempo atrás. Vamo lá ver”! Então, isso pra mim, desenvolvia o caráter criativo deles, e hoje, do ponto de vista sociológico, tem o sentido da cidadania. E do poder dizer que tá errado, poder dizer que eu errei. Ta certo? E ter o senso crítico de não acreditar o que vem do professor. Ora! Se ele não acredita no que o professor diz, provavelmente ele não vai acreditar no que a Globo diz, no que o Fernando Henrique diz, no que o Serra diz, ele vai desconfiar, tá certo? (P14)

4.4 Fatores que dificultam a promoção, pelo professor, de condições adequadas ao