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5. ANALYSE OG VIDERE TREND

5.4 A SIA

5.4.2 Asias videre trend

O traçado do EEG é influenciado por vários fatores que induzem o desenvolvimento morfológico do cérebro. Os cães, entre duas e quatro semanas de idade, demonstram mudanças significativas em relação aos elementos neuronais do córtex cerebral, como o desenvolvimento dos componentes dendríticos, redução da densidade neuronal, rápida ocorrência de mielinização e o grande aumento do peso cerebral (FOX, 1963).

A utilização de elétrodos corticais inseridos na subdural de cães neonatos confirmou a diferença da configuração eletroencefalográfica durante o sono e a vigília no primeiro dia de vida, e também confirmaram que o traçado de adulto é visto nos animais somente com quatro semanas de idade (PETERSEN et al., 1964). Já Werner (1961) usando eletrodo bipolar de superfície observou que entre a terceira e a quarta semana de idade inicia-se uma evolução progressiva do EEG do cãozinho e que na quinta semana existe uma distinção entre o sono e a vigília.

Fox (1963) utilizando elétrodos subcutâneos em cães neonatos não anestesiados, encontrou mudanças no EEG durante o desenvolvimento pós-natal que ocorriam de maneira descontínua, porém progressiva. Os períodos de

aparecimento de atividade (5 a 7Hz, 12 a 15 Hz, 30 a 50 µV), seguidos por períodos

de quiescência com assimetria, foram vistos nos diferentes lobos ao nascimento e aos sete dias de idade (FOX, 1963; PAMPLIGLIONE, 1963; FOX, 1964; BREAZILE, 1978; TOURAI et al., 1985). A atividade contínua pôde ser vista após este momento e a estimulação olfatória causou pouca mudança no EEG (FOX, 1963).

Entre a terceira semana e meia até a quarta semana de idade os

componentes lentos do EEG tiveram um aumento (2 a 5Hz e 40 a 80 µV) e a

diferença pôde ser vista durante o sono e vigília. O complexo K pôde ser visto nestes momentos quando seguidos por estimulação auditiva, tátil e visual, embora nenhuma diferença marcante foi vista entre as regiões posterior e anterior dos hemisférios cerebrais. Entre a quinta e sexta semana de idade foram encontradas grandes diferenças entre a região anterior e posterior dos hemisférios. A região frontal

demonstrou atividade rápida, mas com baixa amplitude, enquanto a região posterior apresentou alta frequência e grande amplitude. O registro que mostra a estabilização da atividade rítmica foi relatado entre a sétima e nona semana de idade com quatro a seis c/s que persiste até o quarto ou quinto mês de idade quando a frequência muda para um traçado de adulto com seis a oito c/s e

amplitude de 20 a 40 µV (PAMPIGLIONE, 1963; FOX, 1963). A atividade

hipercinética e/ou movimentos musculares espasmódicos repentinos, movimentos de sucção e choros repentinos foram descritos como fenômenos típicos de cães neonatos (PAMPIGLIONE, 1963; FOX, 1963; MORGAN et al., 1973; BREAZILE, 1978).

Fox (1964) trabalhou com cães neonatos com e sem anestesia e observou grandes mudanças entre a terceira e quarta semana de vida, quando o componente alfa rápido foi observado, indicando uma atividade cortical. Os traçados de sono foram indistinguíveis até 18 a 20 dias. A atividade rápida é um componente definitivo do EEG do cãozinho em alerta e pode ser visto primeiramente na quinta semana. Mudanças no desenvolvimento do córtex occipital e frontal podem ser vistas entre a terceira e quarta semanas de idade, sendo que a atividade elétrica é maior na região do córtex frontal que na região do córtex occipital. Na sexta semana os registros apresentaram freqüência e amplitude similares as do cão adulto. Pouca atividade pode ser vista até os 21 dias de idade e uma diferença marcada entre a atividade

occipital e frontal foi claramente distinta no 22° dia. A anestesia com barbitúrico

eliminou a atividade descontínua e de surtos irregulares do cão mais novo e alterou a freqüência e amplitude do cão adulto. A atividade elétrica do cérebro de animais jovens é extremamente diminuída, por isso neste trabalho os registros foram amplificados em oito vezes.

Um estudo comparativo do desenvolvimento eletroencefalográfico entre filhotes de coelhos, gatos e cães demonstrou presença de atividade elétrica de forma contínua no primeiro dia de vida. Já no segundo dia pôde-se observar o “sono quieto” com um aumento da amplitude e um leve decréscimo da frequência em comparação com os traçados durante a vigília. As espículas de sono tardio variaram conforme as espécies. Nos coelhos a estabilização do EEG de adulto ocorre a partir

do 14° dia após o nascimento, com os gatinhos a maturação inicia-se na segunda

maturação ocorre na quarta semana e torna-se estável a partir da sétima (PETERSEN et al., 1964).

Em cães anestesiados com barbitúricos, Fox (1964) observou que existe um efeito paradoxal no cérebro em relação à idade do paciente, e que em cães neonatos de 22 a 24 dias teve um decréscimo da amplitude e atividade rápida com um período normal de surto repentino de atividade de dessincronização suprimida.

Do nascimento à primeira semana de vida a atividade eletrocortical é

predominantemente de baixa amplitude (5 a 15µV) com freqüência de 6 a 8Hz

interpostas com surtos de atividade fuso-like e períodos de relativa equipontecialidade. Estes surtos de atividade, embora ocorram no estado de alerta, podem ser simétricos nos sítios homólogos do córtex ou aparecem assimétricos, e são chamados “fusos neonatais” (FOX, 1967b).

Fox (1967c), trabalhando com alguns neonato canino, comparou um estudo feito com neonato humano por Petre-Quadens (1966), e verificou que os cães apresentaram sonolência, sono quieto e sono ativo representados respectivamente pelos estágios A com EEG com aumento da amplitude, o C com surtos de ondas lentas e largas com fusos de 12 e 13Hz e D com EEG de baixa voltagem, movimentos rápidos dos olhos e surtos de fusos ocasionais no começo do estágio.

Segundo Morgan e colaboradores (1973), o desenvolvimento do EEG de cães ocorre de modo similar ao EEG humano, porém com mais rapidez, visto que a aparência do EEG de adulto no cão da raça Beagle ocorre com quatro meses. Estes pesquisadores estudaram o espectro de potência e a correlação cruzada utilizando EEG quantitativo (EEGq) com aparelho digital de seis canais, para mensurar as atividades relacionadas a ontogênese do EEG em cães da raça Beagle sob contenção pela administração de pentobarbital. Observaram que durante os primeiros períodos primitivos de vida, respostas comportamentais a estímulos se tornam mais organizadas e diferenciadas, o que sugere um desenvolvimento correspondente com a atividade elétrica entre as várias partes do cérebro. A técnica proposta demonstrou parâmetros significantes referentes à mudança da idade, mas

que puderam ser discriminados somente após 21o dia de idade.

Breazile (1978) descreveu que o cão neonato durante a primeira semana de vida demonstra um EEG irregular de baixa amplitude com mudança para amplitude alta e atividade rápida de 16 a 18 Hz durante o estado de sono e vigília, e esta atividade foi chamada de fusos neonatais que perduraram nas duas primeiras

semanas de vida. Com duas semanas de idade foi registrada uma atividade de ondas lentas principalmente durante o sono. Estas observações se prolongaram até a quinta semana de idade, registrando um EEG de alerta, sonolência, sono quieto (com ocorrência inicial com três semanas) e sono paradoxal ou ativo. Do nascimento até seis semanas de idade o registro EEG demonstrou um aumento na amplitude, principalmente entre a terceira e sétima semana. Nos cães mais velhos a amplitude tem um declínio parecido com a dos animais adultos. A freqüência do EEG mostra um aumento gradual na freqüência dominante de 6 a 8Hz durante a primeira

semana, 8 a 12Hz na segunda semana e 16 a 18Hz na 16a semana em diante.

A maturação considerável do SNC e SNP ocorre durante as primeiras três semanas de idade. Os reflexos e atividades comportamentais são modificados dia após dia durante este período e podem ser refletidos em fenômenos eletrofisiológicos, registrados pela EEG, eletrorretinografia (ERG) e o potencial evokado (PE). O estudo da variação normal destes fenômenos pode trazer muitos benefícios na detecção de alterações neurológicas e no acompanhamento do crescimento dos filhotes (BREAZILE, 1978).

Tourai e colaboradores (1985) em estudo sobre o desenvolvimento EEG de cães da raça Beagle, utilizando sedação com xilazina, observaram que os traçados visualmente se classificavam em três estágios, exceto os filhotes com duas semanas de idade, que apresentaram pouca atividade cortical com constantes surtos repentinos, evoluindo drasticamente na segunda semana, com um traçado similar ao segundo estágio com amplitudes elevadas. O primeiro estágio foi caracterizado por

ondas lentas com freqüência de 6 a 8Hz e amplitude de 30 a 70µV, o segundo

estágio caracterizou-se por ondas lentas de 3 a 5Hz e 50 a 200µV, e o estágio três

com ondas rítmicas de 3 a 7Hz e 10 a 50µV e ondas de baixa amplitude

com 5 a 10Hz e 10 a 20µV.

A maturação definitiva do sono NREM não foi possível de ser observada em um trabalho sobre o desenvolvimento EEG do sono NREM em cinco cães da raça

Beagle, pelo fato de que alguns cães tinham mais de um ano, perdendo-se assim o

parâmetro de maturação até um ano, necessitando estudos mais detalhados (TAKAHASHI e INADA, 1986). Outros trabalhos observaram que esta maturidade é próxima dos três meses (GOKHBLIT, 1958 apud TAKAHASHI e INADA, 1986) ou 50 semanas de idade (SENBA, et al., 1984).

Segundo Takahashi e Inada (1986), o desenvolvimento do SN utilizando EEG

na sensibilidade de 100µV, em cães da raça Beagle, ocorre rapidamente até a 4a

semana de idade e lentamente até a 10a semana, além de se observar que a porção

posterior do cérebro possui maior atividade que a anterior. Neste mesmo trabalho, a

freqüência de atividade fuso-like de 8 a 14Hz com 20 a 50µV de amplitude

ocorreram irregularmente e posteriormente ficaram com atividade de 12 a 13Hz com

20 a 40µV sobrepostas a uma atividade lenta. Com duas semanas de idade

os períodos de equipotencialidade diminuem ou desaparecem e ondas lentas de 1,5 a 4Hz são observadas.