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4. FUTURE PERSPECTIVE

4.3 C OUNTER - TERRORISM MEASURES AND INTERNATIONAL HUMAN RIGHTS

4.3.2 Article 2

A interpretação do resultado será efetuada por meio da análise do sinal dos parâmetros estimados, e do impacto na probabilidade de default decorrente da variação de uma unidade no valor do parâmetro com manutenção das demais variáveis constantes. Esse impacto toma como base a informação Hazard Ratio apresentada nas Tabelas 1 e 2.

A análise dos parâmetros indica para as variáveis com coeficiente estimado negativo comportamento contrário à probabilidade de default, ou seja, quanto maior o valor da variável menor será a probabilidade de default. De forma inversa, as variáveis com coeficiente estimado positivo apresentam relação direta com a probabilidade de default, ou seja, quanto maior o valor da variável, maior será a probabilidade de default.

A Tabela 2 apresenta os parâmetros identificados no modelo bem como o impacto de variações nos valores do parâmetro sobre a taxa de default:

Tabela 2

Variável Parâmetro Hazard Ratio

HR Impacto na taxa de Default Tx Juro Real -1,556280 0,211 -78,91% Vl Empréstimo 0,002050 1,002 0,21% Idade -0,034910 0,966 -3,43% Renda Tomador -0,004340 0,996 -0,43% Solteiro 0,061670 1,064 6,36% Casado -0,062820 0,939 -6,09%

Garantia 0-Financeira 1-Imóvel -2,751910 0,064 -93,62%

Cota de Financiamento 0,694820 2,003 100,30%

PIB -0,117150 0,889 -11,05%

Vl. Garantia -0,064654 0,937 -6,26%

Taxa do Contrato 0,102960 1,108 10,84%

O aumento de um ponto percentual na taxa do contrato mantendo as demais variáveis constantes aumenta em 10,84% a chance de o contrato entrar em default. Este resultado ratifica a relação positiva apresentada no modelo teórico entre taxa de juro do contrato e taxa de default, e indica que elevações na taxa de juro do contrato provocam elevação da taxa de default da carteira, isso é economicamente justificado, pois quanto maior a taxa de juros cobrada no empréstimo maior será o comprometimento da renda do agente.

Analogamente, ceteris paribus o aumento de um ponto percentual na variável cota de financiamento, indica aumento na probabilidade de ocorrência de default da ordem de 100,3%.

A cota de financiamento corresponde à razão entre valor do financiamento e valor da garantia e possui relação positiva com a probabilidade de default, ou seja, quanto maior a cota, maior será o valor financiado conseqüentemente, maior será o comprometimento da prestação sobre a renda do tomador que terá reduzida sua capacidade de pagamento.

A variável taxa de juro real da economia possui parâmetro negativo, e taxa de risco de -78,91%. Isso indica que o aumento de um ponto percentual no valor da taxa implica redução na probabilidade de default da ordem de 78,91%. O resultado identificado ratifica o comportamento apresentado no modelo teórico. Economicamente podemos explicar a situação da seguinte forma, redução da taxa de juros decorrente de política monetária expansionista implica em menor retorno financeiro nas operações de tesouraria realizadas por instituições financeiras, essa perda de receita deve ser compensada por meio da expansão da carteira de crédito. Para aumentar o volume de aplicação na carteira de crédito a instituição financeira deve flexibilizar sua avaliação de risco, ou seja, o banco deve conceder crédito a agente com maior risco tendo como conseqüência elevação na sua probabilidade de default.

Quanto ao valor do empréstimo verifica-se que esta variável apresenta relação positiva com a probabilidade de default. Quanto maior o valor do empréstimo maior a probabilidade de default, ou seja, o aumento de um ponto percentual no valor do empréstimo aumenta em cerca de 0,20% a probabilidade de default. A interpretação econômica para esta variável é a mesma dada para a taxa de juros, ou seja, quanto maior o valor do empréstimo, maior será o comprometimento da renda e conseqüentemente maior será a taxa de default.

A variável idade apresenta relação negativa com a probabilidade de default, indica que quanto mais velho o tomador de crédito menor é a probabilidade de default, sendo este impacto da ordem de 3,43% para cada unidade de variação da idade. Supõe-se economicamente que os indivíduos de menor idade possuem menos experiência profissional, ou seja, estão ingressando no mercado de trabalho, logo, possuem menor renda o que eleva a probabilidade de default.

A renda real do tomador apresentou relação negativa com a probabilidade de default indicando que quanto maior a renda menor é a probabilidade de inadimplência. A elevação de um ponto percentual na renda implica em redução na probabilidade de default da ordem de 0,43%. Esse comportamento é economicamente justificado pelo seguinte argumento, quanto maior a renda, menor será o comprometimento na capacidade de pagamento o que assegura menor probabilidade de default, sendo verdadeiro o raciocínio inverso, menor renda, maior comprometimento na capacidade de pagamento e conseqüentemente maior probabilidade de default.

A análise do estado civil indica relação positiva entre estado civil solteiro e probabilidade de default e relação negativa entre estado civil casado e probabilidade de default. Isto indica que a concessão de crédito para pessoas solteiras elevam a probabilidade de default e para pessoas casadas esta probabilidade diminui, a intensidade do impacto na probabilidade de default é de 6,36% e -6,09%, respectivamente. Supõe-se intuitivamente que a pessoa casada possui maior nível de maturidade e responsabilidade com os compromissos assumidos. Esse grupo de pessoas costuma ter maior idade e maior estabilidade econômica.

O parâmetro identificado para a variável tipo de garantia apresentou sinal negativo indicando que quando a garantia oferecida é um imóvel a probabilidade de

default reduz em cerca de 93,62%, nesses casos a penalidade do agente em caso

de default é a perda do bem financiado (imóvel) cuja propriedade é transferida para o credor, podendo este incorporar o bem a seu patrimônio ou vendê-lo para amortizar a dívida.

Para as variáveis dummy de estado a interpretação é feita por meio do Hazard

Ratio, e indica o risco de um contrato assinado em um determinado estado da

federação comparado com o risco de um concedido no estado do Tocantins, estado esse selecionado como categoria base. Exemplo, um contrato originado no estado de Minas Gerais apresenta 1,075 vezes o risco de uma contrato originado em Tocantins; um contrato originado no Maranhão apresenta 0,97 vezes o risco de um contrato originado em Tocantins. Mesma interpretação deve se dada para os demais estados da federação.

As variáveis: PIB e Valor da garantia apresentam sinais negativos indicando que estas possuem comportamento contrário à probabilidade de default, ou seja, o

aumento de um ponto percentual no valor dessas variáveis implica em redução da probabilidade de default, da ordem de 11,05% e 6,26% respectivamente.

Crescimento do PIB indica economia aquecida, pessoas empregadas e elevação da renda, fato que implica menor taxa de default. Quanto a garantia, esta pode ser oferecida por bem cujo valor seja maior ou igual ao valor da dívida, quanto maior o seu valor menor será a probabilidade de default pois a dívida será paga com a venda desse bem.

Os sinais das variáveis também foram testados na carteira geral composta por 637.704 contratos, sendo 20.520 com default e 617.184 com censura.

Verifica-se nesse teste que à exceção da variável cota de financiamento que apresentou sinal positivo na carteira geral, as demais variáveis apresentaram o mesmo sinal identificado na amostra. O resultado identificado na carteira geral encontra-se no anexo I deste documento.