4.2 The antibacterial effect of einerlog
4.3.4 Aromatic components
A coleta de dados para a pesquisa quantitativa, através de projeto de
experimento, seguiu os procedimentos dessa metodologia.
Foram mantidos como fatores controláveis10 o método de treinamento e a
habilitação do instrutor. Quanto ao método foram utilizados as duas formas de treinamento operacional praticadas pela empresa:
por “encosto”, ou seja, as atividades são aprendidas com a ajuda de um instrutor (colega experiente), não seguindo nenhuma orientação metodológica;
“procedimento”, composto por duas etapas. Na primeira etapa do método “procedimento”, o treinando responde a questionários sobre os diversos conteúdos que compõem a sua atividade através da observação de outros trabalhadores, consulta a documentos e contato com especialistas (qualidade, manutenção, produção). Na segunda etapa, com a ajuda de um instrutor (colega experiente) inicia a aprendizagem prática
10
Fatores controláveis: são um subconjunto dos parâmetros do processo; são aqueles parâmetros do processo que foram elegidos para serem estudados a vários níveis no experimento (RIBEIRO e CATEN, 2003, p.10).
das atividades. No que diz respeito ao instrutor foram definidos dois níveis: instrutor habilitado (trabalhador com experiência que passou pelo curso de habilitação promovido pela empresa) e não-habilitado (trabalhador experiente sem a formação fornecida pela empresa).
Foram mantidos fixos11 os seguintes fatores: resultado do psicotécnico na
admissão (mesmo nível de raciocínio abstrato e atenção concentrada), origem (todos recém-admitidos), incidência no turno rotativo (mesmo número de dias com trabalho das 6 às 14h, 14h às 22h e das 22h às 6h) e o posto de trabalho.
A fim de responder à pergunta norteadora - o treinamento realizado com instrutores previamente habilitados e método definido contribui para o resultado
produtivo da organização - foi utilizado um projeto experimental, fatorial 22 (com e
sem método / com e sem habilitação), ou seja, quatro rodadas – o que define o tamanho da amostra - quatro treinandos e quatro instrutores, formando quatro duplas. A composição das variáveis de controle nas duplas é: instrutor não habilitado e método “encosto”, instrutor habilitado e método “encosto”, instrutor não habilitado e método “procedimento” e instrutor habilitado e método “procedimento”. Cabe destacar que quatro é o número total de trabalhadores no posto de trabalho pesquisado.
Como métricas de processo, ou seja, variáveis de respostas foram definidas: cargas conformes (com padrão de qualidade estabelecido) acumuladas no dia, cargas não-conformes (não atendem ao padrão de qualidade estabelecido) divididas pelo total de produção diária e índice (%) de comportamento seguro.
Para a coleta de dados quantitativos foram elaborados os seguintes instrumentos: folha de coleta diária das cargas trabalhadas, utilizada pelo instrutor (anexo A), check-list para observação de comportamento seguro (anexo B). O período de coleta de dados foi de 75 dias.
O resultado das cargas produzidas foi avaliado pelo especialista da qualidade da área, assim como as folhas de coleta do comportamento seguro foram avaliadas por técnico de segurança da L’Azienda, a partir dos parâmetros definidos
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Fatores constantes ou fixos: são os parâmetros do processo que não entram no experimento e que são mantidos constantes durante o experimento (RIBEIRO e CATEN, 2003,p.10) .
pela empresa. Os dados resultantes foram inseridos no programa estatístico JMP12, por especialista estatístico presente na empresa, para posterior análise.
Para a análise dos resultados, considerou-se como índice de significância de p<0,05 - o que significa que a probabilidade da hipótese ser verdadeira deve ser superior a 95%.
No que se refere a coleta de dados qualitativos para esse estudo de caso,
foram realizadas entrevistas individuais.
Em sua fase inicial, esse estudo de caso compreendeu a definição do problema e questões norteadoras de pesquisa (detalhadas neste capítulo, no item 3.3 e 3.4, respectivamente), e a busca por um referencial teórico que abarque aos objetivos propostos (apresentados no capítulo 2).
A partir da delimitação do problema foi elaborado um roteiro de entrevista (anexo C), com predominância de perguntas abertas, utilizado em entrevistas semi- dirigidas. Para Yin (2005, p. 99), as questões são feitas para o pesquisador e não ao entrevistado, pois servem como lembretes das “informações que precisam ser coletadas e o motivo para coletá-las”.
A abordagem nas entrevistas individuais foi semi-estruturada, permitindo uma flexibilidade tanto para o entrevistador, quanto para o entrevistado. Assim o discurso mostrou-se fluido permitindo um nível adequado de interação entre ambos. As entrevistas foram gravadas e, posteriormente, transcritas, respeitando a linguagem própria de cada entrevistado.
Nesta pesquisa, todos os entrevistados foram consultados sobre o interesse em participar da mesma, permitindo-lhes a escolha da mesma. A aceitação do convite foi formalizada através da assinatura do “Termo de Consentimento Informado” (modelo no anexo D) garantindo a confidencialidade de seus nomes e do local de pesquisa.
A análise do conteúdo das entrevistas e, posteriormente, a definição das categorias permitiu delimitar os dados a partir dos objetivos dessa pesquisa. Essa fase encontra-se detalhada no capítulo 4, item 4.2 e tem como objetivo melhorar a compreensão do problema de pesquisa proposto nesse estudo.
As entrevistas foram realizadas durante o horário de trabalho dos participantes, com duração média de trinta minutos, no período de fevereiro a junho
12
de 2009, coincidindo com período de duas férias coletivas decorrentes do contexto econômico atual.
Os oito instrutores entrevistados, três mulheres e cinco homens, apresentam as seguintes características:
Tabela 4- formação escolar:
Nível Nº
ENSINO MÉDIO COMPLETO 4
SUPERIOR (INCOMPLETO/ EM CURSO) 2
SUPERIOR COMPLETO 1
PÓS-GRADUAÇÃO 1
Fonte: A autora, 2009.
Tabela 5 - Tempo de empresa Tempo (em anos) Nº
ATÉ 2 ANOS 0
DE 2 A 5 ANOS 1
DE 5 A 10 ANOS 2 MAIS DE 10 ANOS 5 Fonte: A autora, 2009.
Tabela 6 - Cargo e área de trabalho:
ÁREA
CARGO Operacional
Técnica/
Especialista Administrativa
Técnico Segurança Trabalho 1
Especiliasta Efic. Processo 2
Coord Laboratório e Auditorias 1
Operador de Máquina 3
Inspetor de Qualidade 1
Fonte: A autora, 2009.
Tabela 7 - tempo que atua como instrutor Tempo (em anos) Nº
Até 1 ano 0
De 1 a 3 anos 1
De 3 a 6 anos 2
Mais de 6 anos 5
Tabela 8 - Idade IDADE Nº Até 20 anos 0 De 21 a 30 anos 1 De 31 a 40 anos 3 De 41 a 50 anos 4 Fonte: A autora, 2009.
Com o objetivo de manter a confidencialidade do local de pesquisa e dos participantes, os mesmos serão identificados por números, ou seja, Instrutor 1, Instrutor 2 e assim sucessivamente. As referências às pessoas ou locais de trabalho serão substituídas por nome genérico. No caso de pessoas será utilizado o nome do cargo (gerente, coordenador, especialista...); para o local utilizar-se-á a nomenclatura da área de trabalho (produção, laboratório, escritório...). Referências a produtos serão omitidas. Nas transcrições de partes das entrevistas, manter-se-á a exatidão da linguagem utilizada pelos entrevistados. A transcrição das entrevistas foi validada pelos participantes.
As considerações finais encerram o estudo de caso, fechando esse conjunto que compõem a própria dissertação.
Cabe destacar que estas fases não foram vivenciadas, pela autora, numa seqüência linear. Elas interagiram entre si a cada novo questionamento, nova reflexão, promovendo revisões nas produções já feitas e influenciando as novas produções, numa relação dialética.
Quando a opção é pela realização de um estudo de caso qualitativo, é importante considerar que o problema de investigação (a indagação epistemológica) e o lugar (o caso) que se elege para o estudo guardem estreita relação. Entende-se que este aspecto foi respeitado neste estudo, pois a prática educativa dos instrutores entrevistados acontece no próprio campo de pesquisa.
4 PARA IR ALÉM DAS PALAVRAS: A ANÁLISE DE DADOS