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Application of Vessel Monitoring Systems (VMS) in Market-based Biological

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No início do meu estágio profissional, nomeadamente na semana de observação do grupo de crianças da Sala Verde, deparei-me com uma situação problemática, a adaptação de uma criança chinesa e a adaptação progressiva de outras crianças da sala. No entanto, na semana seguinte esta situação pareceu equilibrada, sem necessidade de uma intervenção mais profunda. Perante esta evolução, decidi partir para outra situação procedente desta, o desenvolvimento da rotina diária e a sua contribuição para o grupo.

O Estágio começou no início de outubro, decorrido 1 mês de atividades na Sala Verde, um mês complicado com adaptações de crianças novas e experiências de adaptação (duas crianças estiveram à experiência noutra sala). Todo este processo, de uma certa forma, foi impedindo a progressão ou mesmo a execução de uma rotina diária estável. Desta forma,

decidi desenvolver o meu projeto em torno da evolução da rotina diária, com a intenção de contribuir para o processo de socialização do grupo e da sua autonomia.

De acordo com as OCEPE (ME, 1997), a organização do tempo e a criação de uma rotina diária flexível e previsível faz parte do ambiente educativo, sendo este responsável pela promoção de aprendizagens e desenvolvimentos, sobretudo a nível da segurança e da autonomia. Este estudo vem nesta ideologia no sentido de perceber que atitudes e atividades podem ser desenvolvidas para melhorar o desenvolvimento da rotina diária do grupo da Sala Verde, com vista ao estabelecimento da segurança, da socialização e da autonomia.

Além de ser um estudo necessário ao desenvolvimento do grupo, este é importante para mim como futura educadora. Geralmente, quando intervimos pedagogicamente em salas de creche ou pré-escolar, durante a formação académica, intervimos numa altura em que a rotina diária já está estabelecida e apreendida pelas crianças, o que impede a observação do desenvolvimento de todo este processo, neste caso é diferente, pude contribuir para este processo e percebi como este ocorre.

Após uma observação mais atenta da rotina diária para perceber como contribuir para o estabelecimento da mesma, deparei-me com quatro situações que me chamaram à atenção. A primeira situação observada foi a necessidade de definir regras que ajudassem as crianças a perceber que atitudes podiam ter dentro da sala com os colegas e criar a socialização. A segunda foi a necessidade de “atribuir” uma maior responsabilidade às crianças na sala de atividades. A terceira foi a dificuldade que as crianças, sobretudo as mais novas, tinham em respeitar o tempo de comboio. Finalmente, a quarta foi a necessidade de fazer alguma coisa para ajudar as crianças a entenderem e a cumprirem a rotina diária.

Através dos registos dos diários de bordo foi possível verificar algumas situações que levaram a estas conclusões. Em relação ao estabelecimento de regras e a socialização com o outro, estas questões surgiram como forma de criar uma dinâmica de grupo e de amizade entre as crianças. Alguns excertos dos diários de bordo demonstram atitudes menos corretas por parte das crianças, realçando esta necessidade, por exemplo “têm dificuldades em socializar e partilhar estes momentos de brincadeira livre. Muitas das vezes também são caracterizados por momentos de tensão, brigas e disputas com reações impróprias, pelas dificuldades na partilha, socialização e comunicação” (Diário de Bordo, dia 7 de outubro de 2013, p. 4) e “Analisei momentos de tensão, de choro por causa da partilha dos brinquedos e por consequência algumas tentativas para morder” (Diário de bordo, dia 14 de outubro de 2013, p. 9).

Neste problema são visíveis os vários acontecimentos que exigem a estipulação de regras em conjunto. Além destes acontecimentos, na entrevista à educadora cooperante, esta refere que as crianças da Sala Verde têm dificuldades na “ (…) partilha, integração do grupo e cumprimento de regras” (Entrevista à educadora cooperante, p. 2). Esta foca, ainda, que uma das suas prioridades é “trabalhar as regras da sala” (Entrevista à educadora cooperante, p. 2).

O segundo problema, a criação de responsabilidade, surgiu como forma de completar o primeiro problema, e dar à criança uma maior liberdade, sobretudo, nos diferentes momentos da rotina diária.

O terceiro problema pressupõe incutir nas crianças, especialmente, nas mais pequenas, noções de segurança e de organização. Este problema aqui levantado, não surge tanto pela organização, mas pela segurança das crianças. A deslocação que estas fazem da sala ao refeitório exige a travessia de um bloco do edifico para outro, ou seja, a passagem num átrio exterior o que requer da educadora uma atenção redobrada por questões de segurança, sendo usado o comboio feito pelas crianças para esta travessia. Porém, muitas das vezes, as crianças tendem a dispersar-se, não respeitando o comboio. Vejamos alguns excertos do diário de bordo relacionados com este aspeto:

(…) durante alguns momentos de observação, nomeadamente na deslocação das crianças para o refeitório reparei que as crianças mais novas têm dificuldades em movimentar-se no comboio, assim como as crianças mais velhas. Resultando por vezes em conflitos e “fugas” da fila como forma de pretexto ou defesa (Diário de bordo, dia 16 de outubro de 2013, p. 12).

Outra situação observada foi:

Durante a minha prática pedagógica uma das coisas que me chamou à atenção na rotina das crianças foi a dificuldade em conviver em grupo e sobretudo de formar o comboio. Principalmente as crianças mais pequenas têm dificuldade em acompanhar este comboio e além disso largam muitas vezes o colega da frente para sair do comboio. Em relação às crianças mais velhas, por vezes é visível alguns conflitos, porque o amigo de traz magoou ou puxou a camisola ao amigo da frente e estas situações servem de pretexto para largar o comboio. (Diário de bordo, dia 12 de novembro de 2013, p. 28).

Perante a responsabilidade de educadora, era necessário mudar a estratégia desta deslocação para minimizar qualquer problema.

O último problema vem da necessidade de dar a conhecer à criança a rotina diária e fazê- la entender que esta existe para ser executada e para orientar o dia do grupo. Como demonstram estes excertos, as crianças ainda têm dificuldade em fazer esta passagem, além de não conhecerem a rotina diária, vejamos um momento ilustrativo desta situação.

(…) Após esta atividade e na hora de arrumar a sala para começar a rotina da higiene pessoal, tentei abordar as crianças para explicar o que era para fazer, esta tentativa não foi

positiva, pois as crianças não queriam arrumar nem deixar de brincar. (Diário de bordo, dia 14 de outubro de 2013, p. 9).

Foi também detetado que “Quanto à rotina diária e ao cumprimento da mesma as crianças ainda estão a integrar-se e a aprender, verificando-se algumas recusas nas transições de atividades” (Diário de bordo, dia 9 de outubro de 2013, p. 7). Desta feita, tornou-se necessário ajudar as crianças na compreensão da rotina e nestes três problemas para uma melhor organização do grupo e uma aprendizagem mais produtiva.

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