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3.2 Application to EMC
Para que o Objeto de Aprendizagem possa ser reutilizado, Gomes (2005) diz que o mesmo deve ser compatível entre diferentes ambientes educacionais, ou seja, de modo interoperável, e isso ocorre por meio da definição de padrões, e para que Objeto de Aprendizagem se enquadre em contextos distintos, faz-se necessário que seja modular, como também possuir alguma estrutura que o descreva, para que possa ser descoberto por projetistas, sendo que essa se denomina metadado.
Reforçando esse conceito, Gazzoniet al (2006) e Zaina (2012) dizem que uma das formas de organizar Objetos de Aprendizagem para que eles possam ser reutilizados e empregados, modo sistêmico na educação, é por meio do uso de metadados., Gadekha, Castro e Fuks (2007) também concordam que, para se garantir a reusabilidade dos Objetos de Aprendizagem, torna-se necessário que os mesmos sejam descritos de acordo com algum padrão de descrição, facilitando dessa forma a aquisição, localização e identificação dos mesmos, tornando possível o efetivo reuso, e esse padrão de descrição se consiste no metadado. Pode-se definir os metadados como dados sobre dados, que fornecem informações sobre um determinado recurso, tanto físicos quanto digitais, promovendo a interoperabilidade, identificação, compartilhamento, integração, utilização/reutilização. Os metadados são dados descritivos que possibilitam informações tais como: título, autor, data, publicação, palavras-chave, descrição, localização de recursos, seus objetivos e características, detalhando como, quando, por quem o recurso foi armazenado e sua formatação.
Gomes (2005) diz que os metadados são utilizados para descrição e categorização dos objetos de aprendizagem, sendo possível compará- los a um catálogo de biblioteca, que possui informações sobre os livros
que a integra. Vale salientar que muitas instituições trabalham para a definição de padrões de metadados, entre essas, pode-se citar o IMS
Global Learning Consortium (IMS), a Dublin Core MetadataInitiative, a
CanCoreMetadataInitiative, LTSC IEEE, entre outras.
É importante ressaltar que os Objetos de Aprendizagem possuam um local de armazenamento, para que possam ser acessados e descobertos, pode-se denominar esses locais como Repositórios de Objetos de Aprendizagem, enquanto que os ambientes educacionais que recebem os Objetos de Aprendizagem para distribuir aos estudantes se denominam Sistemas Gerenciadores de Aprendizagem (LMS – Learning
Management Systems). Estes Repositórios se baseiam em sistemas que
possuem como objetivo a disponibilização de maneira centralizada: a busca, o acesso e a recuperação de objetos de aprendizagem.
Sabe-se que os repositórios de Objetos de Aprendizagem são locais que fornecem acesso a uma ampla variedade destes Objetos para o contexto educacional, e que funcionam como uma biblioteca, em que são catalogados, para que a busca se torne mais rápida e eficiente ao usuário. Nascimento (2007) diz que os repositórios digitais devem armazenar conteúdos que possam ser pesquisados por meio de busca e possibilitem sua reutilização, o autor também destaca a importância dos mecanismos de identificação, armazenagem e acesso do mesmo.
Por meio dos repositórios, o usuário pode encontrar Objetos de Aprendizagem de diferentes conteúdos, níveis, qualidade e formatos. Geralmente os repositórios concentram catálogos com divisões por assunto, com uma descrição sobre os objetos. Também é possível encontrar guia do professor, em que o usuário acessa informações sobre a utilização do Objeto de Aprendizagem selecionado. Também, emprega- se um controle sobre o número de vezes em que os objetos foram visualizados e/ou baixados. Estes repositórios, também, são ferramentas que facilitam a atualização e a busca de novos Objetos de Aprendizagem.
Exemplos de repositórios podem ser encontrados nos sites: www.rived.mec.gov.br, www.merlot.org, www.labvirt.futuro.usp.br, demonstrados nas figuras 9 e 10.
Figura 9: Página Inicial do RIVED
Fonte: RIVED3
Figura 10: Página Inicial do Merlot
Fonte: MERLOT4
Estes repositórios, também, contribuem na atualização rápida e segura dos Objetos de Aprendizagem, pois o desenvolvedor pode realizar a atualização do Objeto de Aprendizagem, diretamente, no repositório onde ele está armazenado, tornando-o disponível, já atualizado aos usuários.
No Brasil, a Rede Interativa Virtual de Educação (RIVED), um programa da Secretaria de Educação a Distância (SEED), fomentou a produção de módulos educativos apoiados em objetos de aprendizagem, para serem integrados ao currículo do ensino médio. Este programa visa
a ampliação das ferramentas de ensino-aprendizagem disponíveis para professores e alunos (NASCIMENTO, 2007). Mais recentemente, o MEC criou o Banco Internacional de Objetos Educacionais, um repositório que já catalogou 6.912 materiais digitais na forma de imagens, vídeos, animações, simulações entre outros.
Há, também, os referatórios que se distinguem dos Repositórios de Objetos de Aprendizagem, basicamente, no sentido de armazenamento de informações. Para os autores Almeida (2010) e Hart e Albrecht (2004), os referatórios possuem apenas o endereço (URL) da localização efetiva do conteúdo, ou seja, um site que fornece uma catalogação dos repositórios, funcionando como um indicado de fontes de informação, e, assim, não armazena os recursos propriamente ditos. Assim, estes denominados referatórios contribuem na demonstração dos locais mais prováveis para se encontrar o Objeto de Aprendizagem referente à pesquisa do usuário. É possível se localizar, atualmente, uma diversidade de repositórios e referatórios disponíveis na rede. O Portal EducaOnline (http://www.labvirt.futuro.usp.br/) apresenta uma lista destes, tanto no âmbito nacional quanto internacional.
3.1.2 Metodologias de desenvolvimento de Objetos de