6. Albania case study
6.3 Anti-corruption functions and institutions
Os primeiros dados referem-se ao total de teses e dissertações encontradas
em cada descritor.
Tabela 7 - Número de produções por descritor utilizado.
Descritor Número de produções %
“Violência escola” 236 68,6
“Bullying” 65 17,1
“Violência professor” 52 14,3
Total 353 100
Fonte: Tabela elaborada pela autora, com base nas informações do banco de dados da CAPES20.
É possível observar que o descritor “violência escola” foi o que resultou em
maior número de trabalhos, correspondendo a 68,6% do total; seguido por “bullying”,
com 17,1%, e “violência professor”, com 14,3%. A predominância do descritor
“violência escola” talvez possa ser explicada por ser um descritor mais geral,
podendo incluir trabalhos que se referem a diferentes ângulos da violência na
instituição escolar, enquanto os dois outros exigem uma classificação mais precisa e
específica dos trabalhos.
20 Informações completas disponíveis em: <http://www.capes.gov>. Acesso em: entre jul. 2013 e nov.
60
Em seguida, passou-se a levantar duas outras informações sobre os
trabalhos, além dos descritores: considerou-se o nível de Pós-graduação, se
Mestrado ou Doutorado, e a área de conhecimento em que foram produzidos, como
mostra a Tabela 8:
Tabela 8 - Total de produções por nível de Pós-graduação.
Nível de Pós-graduação Número de produções %
Mestrado Acadêmico 254 72
Mestrado Profissional 28 08
Doutorado 71 20
Total 353 100
Fonte: Tabela elaborada pela autora, com base nas informações do banco de dados da CAPES21.
Quanto ao nível de Pós-graduação, predominaram trabalhos de Mestrado nos
três descritores, representando 80% do total de estudos. Embora seja um índice
significativo, cabe ressaltar que, normalmente, as instituições acadêmicas
desenvolvem mais dissertações do que teses, já que nem todos os mestres
necessariamente retornam às universidades para se formarem doutores.
No que diz respeito às áreas do conhecimento que mais produziram teses e
dissertações voltadas para o tema da violência na escola, foi feita uma catalogação
para dimensionar o envolvimento das áreas com a temática da violência na escola,
como se pode ver na Tabela 9, a seguir:
21 Informações completas disponíveis em: <http://www.capes.gov>. Acesso em: entre jul. 2013 e nov.
61 Tabela 9 - Total de produções por área de conhecimento.
Área de conhecimento Número de produções %
Educação 135 38,2
Psicologia 61 17,3
Enfermagem e Saúde Pública 36 10,2
Saúde e Ciências Médicas 16 4,5
Sociologia e Ciências Sociais 16 4,5
Outros* 10 2,8
Direito 09 2,5
Linguística 08 2,3
Teologia 07 2,0
Serviço Social 06 1,7
Adolescente em Conflito com a Lei 05 1,4
Artes 05 1,4
Gestão e Avaliação de Políticas Públicas 05 1,4
Letras 05 1,4
Políticas Públicas 05 1,4
Administração 04 1,1
Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente Urbano 04 1,1
Desenvolvimento Humano E Social 03 0,8
Odontologia 03 0,8
Cognição, Linguagem e Cultura 02 0,6
Economia 02 0,6
Engenharia 02 0,6
Planejamento Urbano e Estatísticas Públicas 02 0,6
Reabilitação e Inclusão 02 0,6
Total 353 100
Fonte: Tabela elaborada pela autora, com base nas informações do banco de dados da CAPES22. Legenda: * Ciências Ambientais, Relações Internacionais, Demografia, Literatura etc.
22 Informações completas disponíveis em: <http://www.capes.gov>. Acesso em: entre jul. 2013 e nov.
62
Somando os três descritores, foi possível observar, em um primeiro momento,
uma grande concentração em duas áreas, especialmente em Educação, seguida de
Psicologia, que, juntas, produziram 196 trabalhos, isto é, mais da metade das
pesquisas (55,5%). No entanto, ainda que se possa agrupá-las, é necessário
ressaltar que a contribuição da área de Educação foi mais do que o dobro da de
Psicologia, fato que pode ser explicado pelo compreensível interesse das áreas em
resolverem os problemas que as afetam diretamente.
Em seguida, aparecem áreas ligadas à saúde, separadas em dois grupos:
Enfermagem e Saúde Pública, que foi responsável por mais de 10% dos estudos
sobre violência na escola, e Ciências Médicas e Saúde, que somou 4,5% das
pesquisas. A separação entre essas duas áreas ocorre por conta de a primeira
demonstrar, em seus estudos, o interesse pelo atendimento coletivo, e a segunda,
pelo conhecimento de situações específicas que podem comprometer a saúde. Logo
após, aparecem as áreas ligadas aos estudos sociológicos, com índice idêntico ao
das Ciências Médicas, de 4,5%, fechando o segundo grupo.
Outro grupo de áreas produziu entre seis e nove trabalhos cada uma, em um
total de 30 trabalhos, ou seja, 8,5% dos estudos realizados. As áreas em questão
referem-se ao Direito, à Linguística, à Teologia e ao Serviço Social.
Verifica-se, no terceiro grupo, que produziu de duas a cinco pesquisas cada,
uma grande diversidade de áreas, como Artes, Administração, Odontologia,
Economia e Engenharia, que apresentaram, juntas, 49 produções, correspondendo
a 13,8% do total.
Porém, ainda é possível perceber que o tema foi abordado por diferentes
áreas do conhecimento, as quais, somadas, resultaram em mais 10 trabalhos, isto é,
3,0% do total, e foram agrupadas em um estrato que denominamos de “Outras”.
Esse estrato corresponde às áreas que contribuíram com apenas um trabalho cada.
Outro ponto que foi identificado diz respeito à distribuição das produções por
Instituição de Ensino Superior (IES). A pesquisa apresentou o seguinte resultado,
apresentado na Tabela 10:
63 Tabela 10 - Distribuição de produções por IES.
IES Qtd. % IES Qtd. % IES Qtd. %
UFMG 17 4,8 UNESP-Arar. 03 0,8 CAIRU 01 0,3
UFRGS 13 3,7 UNESP-Marília 03 0,8 ESALQ 01 0,3
UFPB 12 3,4 UFSC 03 0,8 UCPEL 01 0,3
USP 10 2,8 UFAM 03 0,8 UCDB 01 0,3
UFBA 10 2,8 UFMA 03 0,8 UNICSUL 01 0,3
UNESP-Pr.Prud. 09 2,5 UFF 03 0,8 UCS 01 0,3
UFC 09 2,5 UTP 03 0,8 UPF 01 0,3
PUC-SP 08 2,3 CESUMAR 02 0,6 UNISC 01 0,3
UERJ 08 2,3 IPA 02 0,6 UNITAU 01 0,3
UFJF 08 2,3 EMESCAM 02 0,6 UNIUBE 01 0,3
UFRJ 08 2,3 UPE 02 0,6 UDESC 01 0,3
EST 07 2,0 PUC-RS 02 0,6 UNESC 01 0,3
PUC-RJ 07 2,0 UNAMA 02 0,6 UNOESTE 01 0,3
UNISINOS 07 2,0 UNEB 02 0,6 USC 01 0,3
UFPE 07 2,0 UNESP-Bauru 02 0,6 UNIVALI 01 0,3 UFES 07 2,0 UNESP-Rio Claro 02 0,6 UNESP 01 0,3
UCB 06 1,7 UEFS 02 0,6 UNESP-Assis 01 0,3
UnB 06 1,7 UECE 02 0,6 UNESP-Botucatu 01 0,3
UFSM 06 1,7 UFMT 02 0,6 UNESA 01 0,3
UNIFESP 06 1,7 UNIR 02 0,6 UEPB 01 0,3
UFPA 06 1,7 UPM 02 0,6 UNICAMP-Piracic. 01 0,3
UFRN 06 1,7 UNIVERSO 02 0,6 UEM 01 0,3
UFMS 05 1,4 USJT 02 0,6 UNIMONTES 01 0,3
UFPI 05 1,4 CESJF 01 0,3 UENF 01 0,3
PUC-Goiás 05 1,4 FAE 01 0,3 UFAL 01 0,3
PUC-PR 05 1,4 FMU 01 0,3 UFCG 01 0,3
UNIBAN 05 1,4 UNILASALLE 01 0,3 UFPEL 01 0,3
IMIP 04 1,1 CUML 01 0,3 UFU 01 0,3
USP/Rib. Pr. 04 1,1 UNIPLI 01 0,3 FURG 01 0,3
UNICAMP 04 1,1 EBMSP 01 0,3 UFTM 01 0,3
UFG 04 1,1 FGV 01 0,3 FEEVALE 01 0,3
UFSCar 04 1,1 ENCE 01 0,3 ULBRA 01 0,3
UFPR 04 1,1 FADISP 01 0,3 UNIMEP 01 0,3
UNISAL 03 0,8 FDV 01 0,3 UNIMES 01 0,3
FGV-EAESP 03 0,8 UNIHORIZONTES 01 0,3 UNINOVE 01 0,3
FIOCRUZ 03 0,8 FIPEL 01 0,3 UP 01 0,3
UNISO 03 0,8 FJP 01 0,3 FURB 01 0,3
INIPLAC 03 0,8 UFS 01 0,3 UNIT 01 0,3
TOTAL 353 100
Fonte: Tabela elaborada pela autora, com base nas informações do banco de dados da CAPES23. Nota: As siglas de todas as IES encontram-se na Lista de Abreviaturas e Siglas deste trabalho.
23 Informações completas disponíveis em: <http://www.capes.gov>. Acesso em: entre jul. 2013 e nov.
64
É possível agrupar as IES, do ponto de vista do número de produções, em
cinco grupos. O primeiro grupo compreende as três instituições que mais produziram
sobre o tema, com um total de 42 pesquisas (11,7%). A Universidade Federal de
Minas Gerais (UFMG) foi a instituição em que se verificou o maior número de
trabalhos sobre o tema, sendo responsável por 17 teses e dissertações. Em
seguida, com 13 produções, aparece a Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS), e, com 12 pesquisas, a Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Em um segundo grupo, encontra-se a Universidade de São Paulo (USP) e a
Universidade Federal da Bahia (UFBA), que produziram 10 pesquisas cada,
enquanto a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” de Presidente
Prudente (UNESP-Pr.Prud.) e a Universidade Federal da Ceará (UFC) apresentaram
nove produções cada. Fechando o segundo grupo, com oito produções cada, estão
a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a Universidade Estadual
do Rio de Janeiro (UERJ), a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Juntas, as instituições deste grupo
produziram 70 trabalhos, que correspondem a 20% do total.
O terceiro grupo, com 22 instituições, apresentou de quatro a sete produções
cada, em um total de 120 pesquisas, e uma participação de 34% do total do que foi
produzido a respeito de violência na escola. Embora o número total de produções do
terceiro grupo seja maior do que o do segundo grupo, o número de instituições de
ensino é quase o triplo. A esse terceiro grupo pertencem instituições como a Escola
Superior de Teologia (EST), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e as Pontifícias Universidades
Católicas de Goiás, Rio de Janeiro e Paraná (PUC-Goiás, PUC-RJ e PUC-PR).
Referente ao quarto grupo, composto por instituições como Fundação Getúlio
Vargas (FGV), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade
Presbiteriana Mackenzie (UPM), a participação por instituição foi de duas a três
produções cada, o que totalizou 68 pesquisas, isto é, 19,3% dos trabalhos sobre o
tema.
Finalizando, o quinto grupo corresponde a 53 instituições que tiveram
somente uma pesquisa dedicada ao tema, o equivalente a 15% do total, realizadas
em instituições como o Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas
65
(FMU), a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e a Universidade Metropolitana
de Santos (UNIMES).
Nota-se também a prevalência de pesquisas oriundas de instituições públicas,
cuja participação nas produções superou 60% do conjunto, embora o total de
instituições públicas seja inferior ao de instituições privadas (53 ante 61). Esse fato
pode ser resultante mais do comprometimento das instituições públicas com a
pesquisa científica do que pelo interesse no tema propriamente dito.
A partir desses dados, foi possível verificar a distribuição das produções por
região, como ilustra a Tabela 11:
Tabela 11 - Distribuição de produções e de IES por região.
Região Número de produções %
Sudeste 168 47,6 Sul 72 20,4 Nordeste 71 20,1 Centro-oeste 29 8,2 Norte 13 3,7 Total 353 100
Fonte: Tabela elaborada pela autora, com base nas informações do IBGE e do Censo da Educação Superior 2012 (INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA, 2012)24.
No que se refere às regiões onde esses estudos foram realizados, observa-se
que há concentração dessas pesquisas na região Sudeste, cuja contribuição foi
quase a metade do total de produções (47,6%). Já as regiões Sul e Nordeste
apresentaram resultados semelhantes, com 20,4% e 20,1% das pesquisas,
respectivamente, que se voltaram a investigar o assunto. O Centro-oeste foi
24 Dados completos disponíveis em: <http://download.inep.gov.br/educacao_ superior/censo_superior/
encontro_nacional/2013/palestra_resultados_do_censo_da_educacao_superior_2012.pdf>. Acesso em: 10 fev. 2015.
66
responsável por 8,2% das produções, enquanto o Norte apresentou 3,7% dos
estudos. A diferença no número de produções por região pode estar relacionada
mais ao número de IES existentes em cada uma delas, ao tamanho, à antiguidade e
à concentração de recursos em pesquisa do que ao interesse específico em se
estudar a violência na escola.
Outro ponto levantando foi a distribuição de produções por orientador, a fim
de verificar se há tendência na definição de linhas e líderes de pesquisa sobre o
tema. A Tabela 12 mostra os resultados:
Tabela 12 - Distribuição de produções por orientador.
Orientadores Número de produções Total
01 04 04 11 03 33 27 02 54 259 01 259 Dado indisponível* 03 03 Total 13 353
Fonte: Tabela elaborada pela autora, com base nas informações do banco de dados da CAPES25. Legenda: * Tais pesquisas não disponibilizaram o nome do orientador.
Observa-se a grande dispersão de orientadores que se dedicaram ao tema
durante o período de 2011 a 2012. Dos 298 orientadores registrados (cabe observar
que, em três casos, isso não foi feito), 87% estiveram envolvidos em uma única
produção. Outros 9,0% foram responsáveis por duas orientações cada e somente
3,7% estiveram presentes em três produções. No entanto, como as produções
levantadas se referem ao período de dois anos, há de se relativizar tal dispersão.
Ainda assim, desperta atenção o fato de um orientador, que representa 0,3% do
67