4 Contextualizing the Quran’s environmental conditions
6.4 The Anthropocene in Islamic eco-theology
No Canadá, o Canadian Geospatial Data Infrastructure (CGDI) também conhecida pela sua designação mais orientada para o mercado “GeoConnections” é a IDE Nacional. Uma vez que pretende que os utilizadores, criadores e fornecedores de dados SIG encontrem, avaliem, acedam, visualizem e publiquem dados geoespaciais e geocientíficos, não podia deixar de ter uma componente de dados espaciais relativos ao ambiente marinho. Exemplos das várias aplicações que pode ter são a navegação marítima, o controlo da poluição, a gestão da zona costeira e a monitorização ambiental. Por este motivo surgiu a necessidade de criar uma IDE Marítima. Neste sentido, surgiram as iniciativas Marine Geospatial Data Infrastructure e a COINAtlantic.
3.4.1. Marine Geospatial Data Infrastructure
A Marine Geospatial Data Infrastructure (MGDI) é uma subcomponente da CGDI (Figura 3.9). Esta infraestrutura é vista como uma extensão da CGDI, para responder à necessidade de uma infraestrutura de dados espaciais marinha comum, integrada e acessível a todos os interessados.
O principal objetivo da MGDI é permitir, aos interessados, um acesso simples a dados e informações, que facilitem a tomada de decisões, de uma forma mais eficaz para qualquer pessoa envolvida na gestão das zonas costeira (Gillespie et al., 2000). As componentes da MGDI Canadiana incluem dados e informações, políticas institucionais, normas e ligações de rede.
O conceito para uma MGDI como uma rede de informação foi proposta pela primeira vez em 1988 como “Inland waters, Coastal and Ocean Information Network (ICOIN)” (Gillespie et al., 2000), um projecto para desenvolver uma infraestrutura integrada, baseada em informação marinha. O ICOIN foi planeado para ser construído sobre uma rede e normas comuns, permitindo aos interessados o simples acesso. A MGDI atual foi construída sobre esta ideia e tem os mesmos princípios básicos subjacentes. Sob os auspícios da GeoConnections, foi criado em 1999 o Marine Advisory Commitee, para garantir a total funcionalidade da CGDI na prestação de serviços a todas as partes interessadas em dados marinhos (Gillespie et al., 2000). Para ajudar a atingir este objetivo, foi criada uma Marine Advisory Network para agir como ponto focal físico para a divulgação e consulta das partes interessadas. O nodo Marine Advisory Network é co-presidido pelo Department of Fisheries and Oceans (DFO) e pelo Canadian Centre for Marine Communications (CCMC) (Gillespie and Poulin, 2002).
O fornecimento de informação geoespacial digital num ambiente de rede integrada requer muito mais do que apenas o armazenamento de dados em si. Requer ainda uma definição e aplicação cuidadosa. Desta forma, a arquitetura proposta para a MGDI canadiana, foi a seguinte:
• Um modelo de dados geoespaciais comum;
• Um ambiente de modelação de dados e processos integrados, para garantir uma rápida e clara comunicação entre as partes interessadas;
• Um formato de troca e linguagem comum de dados espaciais, para garantir o acesso aberto aos dados;
• Mecanismos para gerir, consultar e fornecer dados, que garantam a integridade e o fornecimento dos dados;
• Ferramentas de produtividade de código aberto, para garantir que todos têm acesso. A MGDI reconhece a necessidade de normas comuns para que os dados possam ser utilizados sem qualquer problema entre as disciplinas e os sistemas.
3.4.2. Department of Fisheries and Oceans
O Department of Fisheries and Oceans (DFO) desenvolveu sobre o trabalho anterior um nodo para dados marinhos na CGDI. O DFO definiu a MGDI como uma infraestrutura de dados espaciais e temporais, que compreende um sistema de tecnologias de fornecimento de dados que são cruciais para o controlo, gestão e desenvolvimento sustentável das áreas de água doce, costeira e marinha nacional. O DFO reconheceu que a fim de ser bem sucedido, a MGDI teria que responder às necessidades das potenciais partes interessadas. Assim, realizou vários workshops por todo o
Canadá, para saber quais eram as pretensões dos utilizadores (Gillespie and Poulin, 2002). Os resultados permitiram concluir que a maioria dos utilizadores pretendia:
• Informação e não dados, embora alguns pretendessem ambos;
• Um portal único, onde toda a informação/dados estivessem disponíveis;
• Duas subestruturas na infraestrutura onde eles pudessem aceder (orientada para o cliente) e contribuir ou atualizar dados (colaborativa);
• Uma MGDI que pudesse fazer parte de uma IDE Marinha Global; • O acesso a dados em mais quantidade e com uma melhor qualidade; • A interoperabilidade dos dados;
• A existência de metadados que listassem, nomeadamente, qualidade e precisão dos dados;
Os workshops também realçaram que há conjuntos de dados na plataforma de trabalho, a que a maioria dos utilizadores quer ter acesso, tais como a batimetria, as fronteiras e a linha de costa. A partir destes workshops, a DFO também identificou que em comparação com os dados terrestres, havia um foco maior por parte dos utilizadores na qualidade e precisão dos dados, já que o ambiente marinho é mais dinâmico e que os dados mais antigos são menos apropriados para representar o mundo real.
O progresso na implementação da MGDI, como um sistema coerente, foi mais lento que o previsto devido aos desafios que foram identificados no desenvolvimento da MGDI, tais como:
• Utilizadores diferentes tinham necessidades diferentes da MGDI; • Direitos de autor, propriedade, privacidade e de licenciamento;
• Níveis diferentes de interoperabilidade, qualidade e precisão dos dados recolhidos e disponíveis;
• Preços e recuperação de custos; • Financiamento e parcerias; • Adoção de normas comuns.
Muitas destas questões estão associadas às técnicas de implementação da MGDI. É reconhecido que a parte do suporte técnico que consiste em aplicações, dados, ferramentas, métodos, padrões, etc., necessita de ser equilibrada com a vertente da procura, isto é, com a informação, o conhecimento, as pessoas, as decisões, etc. Desenvolver a MGDI de uma forma que seja útil e acessível é vital para a sustentabilidade do sistema.
descarregar outros dados espaciais de interesse. O GeoPortal não pretende ser um armazém de dados, mas sim atuar como uma clearing house para dados espaciais marinhos, utilizando uma arquitetura baseada em padrões abertos. Atualmente, os mapas do seu GeoBrowser, estão a ser transferidos para o atualizado Interactive Maps Website, sendo posteriormente melhorado o antigo GeoBrowser.
Na página do DFO Canada, encontramos uma aplicação na galeria de mapas interativos, que se chama Mapster v3 (Figura 3.10). O Mapster v3 é uma aplicação de mapas interativos disponibilizados na Internet baseada na Internet, que está disponível a todos os utilizadores. O objetivo do Mapster é permitir o acesso simples à informação sobre peixes e a mapas de habitat de peixes, para um grupo muito disperso e diversificado de utilizadores. Os utilizadores incluem a equipa do DFO, ONG’s, indústria, consultores e o público em geral. Mais de 700 camadas de informação relativa a peixes e habitats de peixes cobrem a região de British Columbia, o território Yukon, e o alto mar do Pacifico Canadiano, a qual pode ser atualmente exibida e consultada, através da interface do mapa interativo Mapster.
Figura 3.10 – Department of Fisheries and Oceans - Mapster v3 (DFO, 2012)
As camadas disponíveis no Mapster representam temas de peixes e habitats de peixes, tais como: • Ecologia marinha em águas interiores;
• Informação económica das pescas;
• Informação do programa Wild Salmon Policy;
As camadas de mapas podem ser visualizadas individualmente ou combinadas umas com as outras, para obter uma vista geográfica dentro da área de interesse. O Mapster utiliza o Microsoft Bing como mapa base e motor de pesquisa de endereço.
3.4.3. Coastal and Ocean Information Network Atlantic
Outra iniciativa dentro da CGDI é a Coastal and Ocean Information Network Atlantic (COINAtlantic) (Figura 3.11) que implementou uma rede de informação costeira e oceânica para o Oeste do Atlântico Norte. A iniciativa é liderada pelo Atlantic Coastal Zone Information Steering Committee (ACZISC) e pretende fornecer acesso aberto a dados espaciais, informação e aplicações relevantes para o Atlântico do Canada, bem como para apoio da Integrated Coastal and Ocean Management (ICOM), adotando todas as suas normas em conformidade com a arquitetura da CGDI.
Figura 3.11 – Geoportal COINAtlantic (ACZISC, 2012)