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Antall utleieboliger som kommunene tildeler

Retomando a discussão proposta em 641, sobre o banquete com vinho e a descoberta das disposições naturais humanas, o estrangeiro ateniense, em 652a a 653b, acha devido definir melhor o conceito de educação e desenvolver ideias a respeito de como os elementos dessa educação devem ser estabelecidos para que a sociedade se forme com base nas virtudes.

Diante disso, as exposições passam pelos benefícios da música numa sociedade bem educada, a instituição dos três coros, críticas à educação espartana, valor técnico e valor moral, o valor das artes, a ginástica e a música juntas na composição do coral e mais regras relativas ao uso do vinho.

Logo adiante, em 653c-d, o estrangeiro ateniense coloca em pauta a maneira com que os deuses se compadeceram dos humanos, haja vista que, segundo ele, essa espécie é fadada à miséria,150 e depois mostra, em 653e-654a, que os deuses se prontificam a serem nossos parceiros de dança, concedendo a agradável

lei nós temos que cooperar sempre pois considerando-se que a avaliação é sumamente boa, porém mais branda do que dura, seu fio condutor requer colaboradores para assegurar que a raça áurea dentro de nós possa derrotar as outras raças. Deste modo a alegoria que nos compara a marionetes não será sem efeito e o significado das expressões superior a si mesmo e inferior a si mesmo se tornará um tanto mais claro,e também quão necessário será para o indivíduo compreender o verdadeiro valor dessas forças de tração interiores e viver de acordo com isto, e quão necessário ao Estado (quando este recebeu tal valor seja de um deus, seja de um homem esclarecido) fazer disso uma lei para si e ser guiado por meio dela em sua relação tanto consigo mesmo quanto com outros Estados. Assim, tanto o vício quanto a virtude seriam para nós diferenciados com maior clareza (…)”.

150 O ateniense: (...) E prosseguindo notaremos que essas formas de treinamento infantil, que

consistem na correta disciplina dos prazeres e das dores, se afrouxam e se debilitam numa grande medida ao longo da vida humana: assim, os deuses, compadecidos pela espécie humana deste modo nascida para a miséria, instituíram os banquetes de ação de graças como períodos de trégua em relação às vicissitudes humanas; e à humanidade conferiram como companheiros de seus banquetes as Musas, Apolo, o mestre da música e Dionísio para que pudessem, ao menos, restabelecer suas formas de disciplina se reunindo em seus banquetes com os deuses.

percepção do ritmo e da harmonia que nos liga mediante canções e danças. E conclui em 654b: “O ateniense: E portanto o homem bem educado terá a capacidade tanto de cantar quanto de dançar bem”.151

O ateniense resume seus pensamentos até aqui em 655b, ao afirmar:

O ateniense: (…) E para nos poupar uma discussão tediosamente

longa, resumamos todo o assunto afirmando que as posturas e as melodias que se vinculam à virtude da alma ou do corpo, ou a alguma imagem deste, são universalmente belas, enquanto que aquelas que se vinculam ao vício, são exatamente o contrário.

No pensamento platônico, a figura do homem mais velho, ou seja, aquele que tem mais de trinta anos,152 é dotada de experiência de vida e, portanto, tem mais autoridade para opinar e decidir o que é melhor e mais justo. Em 659d diz: “O ateniense: a educação é o processo de atrair e orientar crianças rumo a esse princípio que é pronunciado como correto pela lei e corroborado como verdadeiramente correto pela experiência dos mais velhos e dos mais justos”.

A partir dos novos pensamentos a respeito da educação, em 662c-d, surge também a preocupação sobre como pode e deve ser a vida ideal, agradável e justa e como é a definição de uma vida injusta e desagradável. Então, o estrangeiro e “Clínias” concordam, em 663d que a vida injusta não é apenas mais ignóbil como também desagradável face a vida justa e piedosa.

Posteriormente, “O ateniense” menciona “os três coros”, clara referência a Esparta que habitualmente contava com três coros masculinos nos festivais que incluíam sempre a dança: o dos meninos, o dos moços e o dos homens mais velhos. Em 664c-d, explica a dinâmica dos coros. As crianças, em primeiro lugar, consagrariam as Musas para cantar essas máximas com vigor para toda a cidade, logo depois viria o coro daqueles que têm menos de trinta anos, invocando Apolo Paeon, em terceiro, viria a coro dos mais de trinta e menos de sessenta anos, que tem a responsabilidade de encantar os mais novos na arte da educação. Aqueles com mais de sessenta anos, com voz fraca, deveriam se ocupar dos mesmos temas

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Nota da p. 107 do tradutor. Platão, As Leis: Do ponto de vista da educação especialmente, Platão tem em altíssima conta a formação dos gostos e das aversões, o que detém um peso francamente estético. (…) Para Platão a criança bem educada deveria se sentir instintivamente atraída para o belo e experimentar uma repulsa imediata diante do feio. Isto conduz a uma espécie de conjunção entre o estético e o ético, pois o belo acaba se identificando com o bom e o feio com o mau.

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Vimos no contexto histórico que naquela época a faixa etária de 30 anos já poderia considerar-se velho. Nesse sentido: LOPES, José Reinaldo de Lima. Op. cit., p. 33-34.

morais em narrativas e por meio de discursos de inspiração oracular. Tal explicação, novamente, reitera a importância da idade como fator de valoração positiva do homem.

Em 666a-c, o ateniense faz um paralelo entre o canto e o vinho:

O ateniense: Então como os estimularemos a se prepararem para o

canto? Não deveremos promulgar uma lei segundo a qual em primeiro lugar nenhuma criança abaixo de dezoito anos pode tocar de modo algum o vinho, ensinando que é errado verter fogo sobre fogo no corpo e na alma antes que principiem a se ocupar de seus efetivos labores, e assim nos guardando da disposição excitável dos jovens? E em seguida regulamentaremos para que o jovem de menos de trinta anos possa tomar vinho com moderação, abstendo- se inteiramente da intoxicação e da embriaguez. Mas quando um indivíduo atingir quarenta anos, poderá participar das reuniões festivas e invocar os deuses, particularmente Dionísio, convidando este deus para o que é simultaneamente cerimônia religiosa e a recreação dos mais velhos, a qual ele concedeu à humanidade como um potente medicamento contra a rabugice da velhice, para que através deste possamos reavivar nossa juventude e que olvidando seu zelo, a têmpera de nossas almas possa perder sua dureza e se tornar mais macia e mais dúctil, tal como o ferro que foi forjado no fogo e passou a ser mais maleável. Não tornará esta disposição mais branda, em primeira instância, cada um daqueles idosos mais disposto e menos constrangido a entoar cantos e

encantamentos (como amiúde os chamamos) na presença não de

um grande grupo de estrangeiros, mas de um pequeno número de amigos íntimos?

Durante a elaboração das ideias sobre o coro, a música, esse método como meio de educar, desenvolve-se a teoria de que o prazer não é o critério da música, diz em 668a-b, que se esse for o critério devemos considerar essa música com a menos séria de todas.

Depois a discussão retorna à figura dos anciãos como aqueles que devem ser responsáveis por presidir e regular os banquetes e, assim, manter a ordem e a disciplina entre os mais jovens, em 671d-e.

Quanto ao vinho, em 672d, espera-se que as críticas se abrandem, uma vez que, mostrado tamanho benefício à sociedade, desde que bem administrado pelos mais velhos, pode ter peso medicinal para a aquisição de força ao corpo e pudor à alma.

Há ainda um ponto sobre o coro que deve ser esclarecido. Em 673c-d, o ateniense afirma que a música terá que estar em harmonia com o corpo, isto é, com a dança, para que tal ensinamento se revele completo.

Por fim, em 674a-b, “O ateniense” encerra a discussão discorrendo sobre algumas regras gerais em relação ao uso do vinho:

O ateniense: (…) eu daria minha adesão à lei de Cartago, a qual

ordena que nenhum soldado em campanha jamais prove a poção embriagante, limitando-se durante todo esse tempo a beber unicamente água. E eu acrescentaria que na cidade, também os escravos e escravas jamais a provassem; e que os magistrados no desenrolar do ano de seu mandato, os pilotos e os juízes enquanto no cumprimento de seus deveres não bebessem vinho algum, bem como qualquer conselheiro que fosse convocado a dar seu parecer colimando uma deliberação de considerável monta; nem qualquer pessoa durante o dia salvo por motivo de treinamento físico ou saúde; nem tampouco um homem ou uma mulher à noite, quando se propõem a procriar (...).

6.2.3 Livro III – A origem das constituições; hierarquia do Estado; legisladores e o