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Para comprovar a efetividade que a estruturação de um processo de Inteligência Competitiva poderá trazer para os gestores, buscou-se analisar por meio de um questionário estruturado, do levantamento das necessidades de dados requeridos pelos gestores e o que a literatura traz de conceitos pertinentes sobre o assunto, para, em confronto com a prática e adoção de um conjunto de ferramental de busca e coleta de dados, ajudar e viabilizar o processo de tomada de decisões.

Ficou evidenciado por meio das respostas aos questionamentos, nos quesitos relacionados aos fatores críticos para a atuação do DAF, que existe a necessidade de obtenção de dados corretos e precisos para se conhecer a capacidade e potencial do mercado em que se está inserido. Está idéia esta relacionada ao conceito de IC de Valentim (2002), que é definida em um processo de coletar, tratar os dados, analisar e contextualizar os mesmos para gerar produtos que agreguem “inteligência”, facilitando assim o processo de tomada de decisões. Segundo Fuld (2007), esta quantidade de

3 Fonte acessada no site da NASDAQ, no endereço (http://www.nasdaq.com/aspx/company- news-story.aspx?storyid=200906161119rttraderusequity_0882&title=biomarin-says-temporary-

production-interruption-at-allston-landing-manufacturing-facility-has-no-impact-on-aldurazyme---quick- facts)

dados disponíveis e por vezes desordenados devem ser organizados, não somente pela lógica comum ou a necessidade específica da organização, mas fazendo uso de um processo criativo. Para que se faça uma boa gestão da Assistência Farmacêutica, deve procurar observar requisitos de qualidade de informação, tais qual a seleção adequada do que se vai adquirir, formulando a programação de quando ocorrerão as compras e seus quantitativos, e conseqüentemente finalizando na compra (BRASIL, 200b), perfazendo assim uma seleção de informações e sua correta análise e contextualização com a real necessidade.

No que tange às principais fontes de informações, foi evidenciado pelos gestores, uma quantidade diversa de órgãos e fontes, onde são realizadas as pesquisas necessárias a cada tipo de demanda. Atualmente o que ocorre é o excesso de informação, e não a falta, como ocorria há algum tempo atrás. Neste contexto, Davenport e Harris (2007) evidenciam o cenário atual, no qual se observam organizações de diferentes setores ofertando produtos parecidos e fazendo uso de tecnologias semelhantes. Em decorrência deste fato, os gestores devem não somente ter preocupações com a quantidade de fontes de dados, mas principalmente com sua qualidade. Observou-se também, que existem recursos de ferramental para consultas dos produtos de saúde, em suas diversas fases até a chegada para o consumo humano, fato este que garante uma maior confiabilidade acerca de controles e fases de ensaios clínicos (ANVISA, 2009a), que é, por exemplo, uma das fontes de informações coletadas e analisadas pelos gestores entrevistados.

Para o quesito processo de monitoramento, o órgão não faz uso nem tem um processo formal para sua utilização, apenas consultas normais a sítios de internet públicos. Segundo Battaglia (1998), para se ter um processo de Inteligência Competitiva deve existir duas características, a informação propriamente dita, e a velocidade do seu uso. Para que a informação tenha valor de vantagem competitiva, ela deve acompanhar a velocidade que as mudanças ocorrem, devendo considerar para tal, também os fatores de conhecimento das fontes geradoras dos dados. Corroborando com o conceito de monitoramento, Canongia et al. (2004), justificando que a IC deve ser um conjunto de procedimentos de coleta e análise dos dados, de forma a propiciar para a organização um processo de aprendizagem, que se explica e se justifica por meio de um sistema de monitoramento. Uma das ferramentas

apresentadas para processo de monitoramento, em se tratando de alertas antecipados, é a PrecisionAlert, que tem características funcionais apropriadas e sem custo para utilização (até o momento em que foram realizados os ensaios).

Com relação às principais forças de atuação e competitivas que foram relatadas pelos gestores, ao longo da entrevista diz respeito ao potencial de compra que o Ministério da Saúde detém, sendo para alguns produtos o maior ou o único comprador. Item que chama atenção para um cuidado maior com os fornecedores e os preços praticados, visto que ocorrendo uma concorrência de menor ou maior grau, o impacto financeiro pode ficar comprometido. Os dados necessários dos concorrentes, segundo Porter (1986), são provenientes de diversas formas e meios, porém, geralmente não vêm agrupados e compilados com as informações que o gestor fará uso diretamente. O cerne da questão está em reunir e organizar os dados para compor uma base de dados e a partir daí, compilar e analisar os dados brutos por meio de um sistema de inteligência. Existe a preocupação do governo brasileiro para esta questão, visto que já foi editada portaria para regulamentar o processo de aquisição, focando nos requesitos de economicidade e ganhos terapêuticos advindos com a correta compra (BRASIL, 2006b).

Quando o questionamento se referia a fontes de consulta para obter informações necessárias ao trabalho, identificou-se junto aos gestores a existência de algumas diferenças nas fontes consultadas, justificadas, porém pelo perfil de atuação de cada um. Nesta linha de trabalho, McGee e Prusak (1997), explicitam a importância da existência de uma gestão apropriada e mais cuidadosa para com as informações, visto que a relevância e importância dada para a informação advêm do agente a utiliza, possuindo a informação, também uma característica de ser reutilizável e novamente ser manipulada.

Para o tema tratado referente às barreiras de compartilhamento de informações, identificou-se esta ocorrência, mesmo junto a outros órgãos próprio Ministério da Saúde, como também a órgãos externos e relacionados com a mesma atividade fim. Uma das características que diferencia a Inteligência Competitiva da Gestão do Conhecimento, segundo Valentim (2002) é a capacidade que a segunda tem de compartilhar os conhecimentos gerados, a fim de estabelecer um ambiente propício

para a criação de novos conhecimentos e inovação, fato este que não é observado como fundamental para a estruturação de IC. Já é esperado, por meio dos objetivos do governo, segundo Brasil (2008), que o acesso e compartilhamento das informações propicie visibilidade e transparência na utilização dos recursos do SUS, onde os vários órgãos interajam entre si; como tem prerrogativa de aumentar os acessos entre os entes compradores e fornecedores de produtos para saúde. Todavia, o compartilhamento de algumas informações e as atividades decorrentes deste processo é inerente e de responsabilidade de cada órgão, conforme determinado em portarias específicas e regulamentações (BRASIL, 2005b)

Por fim, quando questionados sobre os produtos de Inteligência Competitiva que gostariam de receber para garantir a eficiência de seus trabalhos, os gestores responderam que se faz necessário ter acesso a informações financeiras, novos produtos inseridos no mercado, novos produtos genéricos, fornecedores novos, dentre outros. Alguns dos requisitos importantes para se ter uma interação com o ambiente, incluindo neste, novas tecnologias que surgem e a entrada de novos concorrentes, no caso do Ministério da Saúde de novos fornecedores, faz parte dos conceitos de IC propostos por Prescot e Miller (2002), que fundamentam ainda o conceito ético e legal de se apropriar das informações.

5 CONCLUSÕES

O principal objetivo deste trabalho foi o de investigar, na instituição objeto deste estudo, quais são as principais necessidades em relação aos requisitos de fontes de informações, requisitadas pelos entrevistados e que serão aplicadas nas atividades de gestão. Fez parte do estudo, colocar em prática os conceitos para metodologias, ferramentas públicas de consulta e os resultados práticos no trabalho.

Conforme foi visto na literatura os conceitos de Assistência Farmacêutica estão voltadas para atender e garantir a promoção e proteção, por meio do uso de medicamentos, tanto o indivíduo como o coletivo. Para que se possam cumprir as metas necessárias à garantia da saúde e estando em uma esfera (mercado farmacêutico) que tem um alto custo financeiro e interesses privados atuando, o gestor público (Ministério da Saúde) deve possuir informações de qualidade e no tempo hábil para embasar todo um processo de tomada de decisões.

No que tange a seleção e qualidade das fontes de informação o que se buscou foi atender ao máximo os requisitos explicitados pelos gestores. Nos exemplos demonstrados ao longo do trabalho, que foram sintetizados para efeito didático, ficou comprovado que, utilizando-se dos conceitos teóricos aplicado aos diversos tipos de ferramentas, o ciclo de Inteligência Competitiva apóia o processo de negociação da Assistência Farmacêutica, fornecendo insumos necessários e confiáveis, provenientes de fontes livres e no tempo hábil.

Como o modelo a ser utilizado para a pesquisa e trabalho da coleta de informações necessárias ao cumprimento das atividades de gestão, realizadas pelos componentes do DAF, sugere-se a utilização do modelo de circuito proposto por Prescott e Miller (2002), que tem como pontos os apresentados a seguir:

• Identificação dos usuários:

Estratégicos (definir as estratégias organizacionais de longo prazo) Táticos (tomadas de decisões de curto prazo);

• Avaliação de necessidades de inteligência:

Necessidades de avaliações de curto e médio prazo, o que implicam diretamente na continuidade de existência da organização;

• Identificação das fontes de informação: Fontes de informação disponíveis

• Coleta de informações: Pesquisa direta,

Dados secundários,

Sistemas de gestão de informação e Comunicação boca a boca e, por fim,

Conteúdo de banco de dados da própria organização;

• Interpretação da informação:

Fase onde se dá a compilação das informações que são coletadas das fontes diversas. Filtragem;

• Comunicação da inteligência

As formas de comunicação devem ser adequadas para seus interlocutores, a fim de obter um resultado eficaz.

Em síntese, atualmente na instituição estudada existem questionamentos e demanda por informações que podem ser facilmente suprimidas por meio de métodos e ferramentas, sem a necessidade de dispensa de um alto custo para este fim, ou seja, sem a necessidade de ferramentas especialistas em Sistemas de Informação.

Sobre a perspectiva da pesquisa aqui desenvolvida, no que tange a disponibilidade e quantidade de informações que tem características públicas, mostrou- se bastante satisfatória em relação aos dados disponibilizados. Entretanto, no quesito qualidade e tratamento de informação, chegou-se a conclusão que existe um esforço

maior para o processamento e formatação dos dados brutos em informações específicas para cada tipo de usuário.

Entende-se, portanto, que a partir deste trabalho a instituição objeto deste estudo pode ter acesso às informações necessárias para os trabalhos desenvolvidos, sem ter o alto custo de alguns sistemas de gerenciadores de informações, com algumas ressalvas, principalmente ao nível de profundidade das notícias.

Sugere-se que outros estudos sejam feitos para maior conhecimento do assunto, tendo em vista a limitação da amostra (questionários aplicados):

• Realizar a pesquisa em outros departamentos estratégicos dentro do Ministério da Saúde;

• Análise de outros mercados, principalmente a China. Como foi mencionada durante as entrevistas de coletas das informações junto aos gestores, algumas vezes este mercado não atende aos requisitos e respeito a patentes, o que pode afetar diretamente vários dos medicamentos e laboratórios de referência;

• Estudo comparativo e de análise dos resultados de informações provenientes de fontes públicas em relação aos resultados de softwares especialistas para esta finalidade, que muitas vezes traz um alto custo para aquisição;

• Estudo com foco em patentes, analisando as variáveis que suportam o mercado nacional e internacional, riscos, informações financeiras dentre outras;

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ANEXO A – Exemplo de Alerta Antecipado (PrecisionAlert)

terça-feira, 16 de junho de 2009 09:30:00

Genzyme Temporarily Interrupts Production at Allston Plant

CAMBRIDGE, Mass. --(Business Wire)-- -- Genzyme Corporation (NASDAQ: GENZ) today announced that it has detected a virus that impairs cell growth in one of six bioreactors at its Allston Landing manufacturing facility. The company has decided to temporarily interrupt bulk production at the plant to sanitize the facility. Genzyme is collaborating with regulatory agencies as it works to resume production. The company expects the plant to be fully operational by the end of July. The virus strain, Vesivirus 2117, has not been shown to cause human infection. It is known to interfere with the growth of CHO cells used to produce biologic drugs and was likely introduced through a nutrient used in the manufacturing process. Genzyme has now confirmed that this virus was the cause of declines in cell productivity at its Allston and Geel facilities in two previous instances in 2008, which were subsequently fully addressed. The company was able to detect the virus in this case using a highly specific assay it developed after standard tests were unable to identify the cause of the previous productivity declines. Genzyme is adding steps to increase the robustness of its raw materials screening and viral removal processes. Current inventories for Cerezyme® (imiglucerase for injection) and Fabrazyme® (agalsidase beta) are not sufficient to meet projected global demand. The timing and extent of the Cerezyme supply constraint is being clarified and will be communicated as soon as possible. The company expects Fabrazyme supply constraints to occur for a limited period beginning in September. The company will work with physicians, patients and regulators to minimize the impact of this constraint. “The patients who need these therapies are our priority,” said Henri A. Termeer, Genzyme’s chairman and chief executive officer. “We are confident in the quality of the products produced in Allston and in our ability to resolve the issue affecting the plant. The impact will be temporary.” Genzyme identified the virus at the Allston plant over the weekend. On Monday morning, the company submitted information to the FDA and EMEA on its findings. The company held a conference call with the FDA on Monday afternoon. With regulatory input, Genzyme is finalizing its action plan and assessing the business impact of this situation. The company will provide updated financial guidance as soon as possible. Conference Call Information Genzyme will host a conference call today at 12:00 p.m. Eastern. To participate in the call, please dial 773-799-3828 and refer to pass code “Genzyme.” A replay