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5. Catalan food supply chain models

5.2 Local food supply chain

5.2.3 Alternative models of consumption

Diante dos resultados limitados possíveis com o modelo completo apresentado na seção 3.3.3, um modelo aproximado foi desenvolvido. A mudança foi, basicamente, a eliminação das correções da demanda de uma rota devido à extinção de outra, ΔDqp. Sua aplicação demonstrou que as

taxas de recaptura e os limites de capacidade em outras rotas, indiretamente, ditam o número de passageiros que a empresa aérea consegue reacomodar de uma rota extinta para outras (LOHATEPANONT; BARNHART, 2004).

Este modelo é uma simplificação direta daquele apresentado na seção 3.3.3, eliminando-se os termos que envolvem o valor ΔDqp,

responsável pela correção da demanda, passando a usar uma taxa de recaptura ajustada, barp. Com isso, a variável binária Zq torna-se

desnecessária, tornando dispensáveis as restrições que a controlam. O resultado destas alterações leva ao modelo descrito a seguir (LOHATEPANONT; BARNHART, 2004).

A função objetivo deste modelo minimiza a somatória de dois componentes básicos: o custo operacional e a receita perdida devido à demanda não atendida. Considerando L como o conjunto de todos os arcos de voo na programação, K o conjunto de frotas, Cki o parâmetro que

representa o custo de alocar uma aeronave da frota k a cada voo i realizado, e a variável de decisão binária fki, que vale 1 apenas se o voo i está

associado à frota k, pode-se descrever o custo operacional conforme indicado no primeiro termo da Eq. 3.59. Considerando P o conjunto de todas as rotas, farean os parâmetros que representam as receitas de cada rota n,

e a variável de decisão tpr, que indica os passageiros perdidos da rota p e

que potencialmente serão transferidos para a rota r, poder-se-ia dizer que a receita perdida na rota p devido ao não atendimento dos passageiros seria dada pela somatória de fareap . tpr para todo r ∈ P. Entretanto, em cada rota

r, uma fração bapr destes passageiros será recapturada, de fato, desta

demanda perdida pela rota p, ocasionando um ganho de receita dado pela somatória de bapr . farear . tpr para todo r ∈ P; desta forma, a receita total

perdida de fato é expressa conforme o segundo termo da Eq. 3.59.

(3.59)

[min]

icL kcK

C

ki

.f

ki

+

pcPrcP

(farea

p

− ba

p

r

.farea

r

).t

pr

O primeiro, o segundo, o terceiro e o quarto conjuntos de restrições, que garantem, respectivamente, a cobertura dos voos obrigatórios, a cobertura dos voos opcionais, a continuidade das aeronaves e o número de aeronaves são exatamente iguais aos já apresentados nas Eqs. 3.43 a 3.46.

O quinto conjunto de restrições limita a capacidade das aeronaves, obrigando que a capacidade de um voo i deva ser maior ou igual à demanda não restrita deste voo, Qi. A capacidade da aeronave é composta

por três termos: o primeiro indica o número de assentos disponíveis no voo i, CAPi; o segundo termo, Roi, soma à capacidade a demanda perdida

devido à impossibilidade de atendê-la; e o último termo, Rii, reduz a

capacidade por conta dos passageiros que estão sendo transportados no voo i devido ao efeito de recaptura de demanda perdida em outras rotas. Esta restrição está representada na Eq. 3.64 e seus termos são detalhados a seguir.

(3.64)

CAP

i

+ Ro

i

− Ri

i

m Q

i

≤i c L

A capacidade do voo em assentos, CAPi, é a capacidade de uma

aeronave da frota k, CAPk, podendo ser descrita conforme a Eq. 3.65,

idêntica àquela da Eq. 3.48.

(3.65)

CAP

i

=

kcK

CAP

k

.f

ki

A demanda perdida pela falta de capacidade, Roi, é o total de

passageiros que excedeu a capacidade da rota p. Ela pode ser descrita conforme a Eq. 3.66, idêntica àquela da Eq. 3.49.

(3.66)

Ro

i

=

rcPpcP i p

.t

pr

Finalmente, a demanda recebida por recaptura, Rii, é obtida

multiplicando-se os passageiros que a empresa gostaria de transferir para as rotas p que compõem a demanda do voo i pelas respectivas taxas de recaptura, barp. Ela é descrita pela Eq. 3.67, similar àquela da Eq. 3.51,

substituindo-se brp por barp. (3.66)

Ri

i

=

rcPpcP i p

.ba

rp

.t

rp

O sexto conjunto de restrições limita a perda de demanda de uma rota à demanda máxima da rota origem. Considerando o parâmetro Dp como

a demanda máxima possível na rota p, e tpr como a demanda que será

perdida desta rota p para a rota r, a restrição pode ser descrita como representado na Eq. 3.67.

(3.67) rcP

t

p

r

[ D

Finalmente, as variável de decisão fki é declarada como binária e as

variáveis ykot e tpr são declaradas como não negativas, conforme indicado

pelas Eqs. 3.68 a 3.70, (3.68)

f

ki

c{0, 1}

≤k c K, ≤i c L

(3.69)

y

kot

m 0

≤{k, o, t} c N

(3.70)

t

pr

m 0

≤p, r c P

As informações de entrada para este modelo são, basicamente, as mesmas do modelo da seção 3.3.3. A mudança mais radical é a eliminação da necessidade de cálculo das variações de demanda não restrita de cada rota e na maneira de calcular o parâmetro de correção bapr que, neste

modelo, é o único parâmetro que incorpora o ajuste da demanda do mercado. Nos experimentos desse modelo, foi considerado que bapr = bpr

quando todos os voos são cumpridos (LOHATEPANONT; BARNHART, 2004).

Da mesma forma que o modelo da seção 3.3.3, ainda é necessária uma solução iterativa, realizando a programação com uma dada distribuição de demanda e, posteriormente, ajustando a demanda à programação definida, repetindo-se então o processo de programação (LOHATEPANONT; BARNHART, 2004).

Com a simplificação, resultados puderam ser obtidos com menores tempos de processamento. A instância com 753 voos e 4 frotas, que resultou em um modelo com cerca de 36.000 colunas e 3.000 linhas, foi resolvida em cerca de 40 minutos no mesmo computador HP C3000 com 2GB de memória RAM, usando o software CPLEX, proporcionando um aumento de receita da mesma magnitude com relação ao aumento proporcionado pelo modelo completo. Para a instância com 858 voos e 4 frotas, o modelo gerado tem 39.000 colunas e 3.300 linhas, com um

resultado que permitiu um aumento de receita de cerca de 60% com relação à atribuição feita pelo especialista (LOHATEPANONT; BARNHART, 2004).

Para problemas de dimensões maiores, com número de voos da ordem de 2.000 e 8 frotas, os tempos de processamento com o uso de um computador mais poderoso - com 6 processadores, 2GB de memória RAM e o software CPLEX capaz de paralelismo -, ficaram entre 16 e 19 horas, obtendo aumentos de receita da ordem de 1 a 3% (LOHATEPANONT; BARNHART, 2004).

3.3.4.1. Considerações Sobre o Modelo

Este modelo tem como ponto forte a simplificação do modelo original, tornando sua aplicação mais próxima da prática. Entretanto, como um grande ponto fraco permanece uma certa complexidade com relação à necessidade de definir a priori diversas características da demanda e de sua distribuição entre as diferentes rotas que podem atender a um mercado, além de manter o uso explícito de receitas e custos no cálculo da função objetivo.