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In document Aleneforeldres levekår og tidsbruk (sider 74-77)

III.2.1. Área de Estudo.

Os estudos de repelência foram realizados na área da Comporta (38°22'41.93"N; 8°47'14.93"O), freguesia portuguesa do Concelho de Alcácer do Sal, situada na região do Alto Alentejo, com 112 km² de área e aproximadamente 1500 habitantes (INE1, 2001). Caracteriza-se por ser uma zona costeira, localizada entre a margem sul do estuário Sado e o Oceano Atlântico (Figura III.1). Apresenta diferentes tipos de habitats e várias potenciais áreas para a criação de mosquitos, e.g. pântanos (Ramos et al., 2001, não publicado). É uma zona rural, onde o cultivo do arroz é a principal actividade agrícola (INE1, 2003).

A região da Comporta é uma zona de baixa altitude, que varia entre o nível do mar e os 60 metros. A oeste, em paralelo com a estrada e as habitações locais, existe uma vasta extensão de campos de arroz. A norte e a noroeste da área de estudo há uma paisagem protegida nacional (RNES2). Este local possui zonas pantanosas, cerca de 600 hectares de campos de arroz e algumas salinas abandonadas (Ramos et al., 2001, não publicado).

A característica mais saliente do clima regional é a nítida influência mediterrânica, traduzida por um Verão pronunciado e seco e um Inverno relativamente ameno. A média mensal das temperaturas diárias oscila ao longo do ano entre os 10ºC e 21ºC. A precipitação concentra-se principalmente nos meses frios de Inverno e rareia na Primavera/Verão (Programa de Desenvolvimento Agrícola Regional, 1990)3.

Figura III.1. Localização geográfica da área de estudo.

Imagem adaptada de Google Earth (@2010 Google TM), acedido em 28 de Dezembro de 2010.

III.2.2. Voluntários humanos.

Foram seleccionados cinco voluntários saudáveis para o ensaio. Cada colheita diária foi efectuada por grupos de quatro voluntários diferentes (designados de 1, 2, 3 e 4), dos quais apenas três dos voluntários efectuaram a totalidade de dias de captura de culicídeos. Durante a experiência, os sujeitos permaneceram sentados, cada um envergando uma peça de vestuário de tecido tratado ou tecido controlo, idêntico ao anterior mas sem o composto activo. Os voluntários actuaram simultaneamente como isco e colector. De acordo com as condições específicas de cada ensaio, cada um dos elementos protegeu-se com o vestuário adequado para minimizar as picadas de mosquitos (i.e. no rosto com redes mosquiteiras e luvas de látex para as mãos).

III.2.3. Metodologia dos ensaios de campo efectuados

Durante o trabalho de campo foram efectuados dois tipos de ensaios:

Ensaios A: Com os quais se pretendeu avaliar o efeito da impregnação no número de

mosquitos fêmeas que pousavam sobre peças de vestuário (perneiras), confeccionadas com tecidos tratados.

Ensaios B: Em que se avaliou o efeito de repelência de uma peça de vestuário tratada (t-

shirt) sobre o número de mosquitos, que tentam picar os humanos em zonas expostas e não protegidas por tecido tratado.

Os ensaios na Comporta decorreram na época seca no período de 7 a 12 de Agosto de 2010, no âmbito do projecto TINAMAR. A colheita de mosquitos teve uma duração de três horas, das 20h00 às 23h00.

Nos ensaios A, cada um dos voluntários envergou um par de perneiras tratadas ou perneiras controlo (idênticas às impregnadas mas sem produto). Utilizando um aspirador de mosquitos eléctrico e uma lanterna, cada voluntário capturou os mosquitos que pousaram sobre as respectivas

perneiras. Nos ensaios B, os iscos/colectores vestiram t-shirts impregnadas ou t-shirts controlo e protegeram-se contra a picada de mosquitos com vestuário adequado, à excepção dos membros inferiores que permaneceram descobertos durante todos os períodos de captura. Cada voluntário capturou os mosquitos que pousaram nos seus membros inferiores expostos, com o auxílio de um aspirador e de uma lanterna.

Inicialmente cada um dos elementos colocou-se em uma de quatro posições disponíveis ao longo do campo, distanciados cerca de 5 m um dos outros, e envergando uma peça de vestuário de tecido tratado com diferentes lavagens (zero, 25 e 50) ou o tecido controlo (com textura e cor semelhante, mas sem composto activo). Antes do início da colheita os voluntários friccionaram o tecido tratado ou controlo cerca de 10 vezes, quer para a t-shirt quer para o par de perneiras. A cada 15 minutos todos os iscos/colectores mudavam simultaneamente de posição segundo o esquema abaixo apresentado (Figura III.2). Assim, ao final de cada hora de colheita todos os voluntários tinham estado em todas as posições de colheita. Nesta altura e sempre que o voluntário regressava à sua posição inicial, trocava de tubo de colheita registando neste o seu nome, período de colheita, tipo de peça de vestuário que envergava, e tipo de tratamento/lavagem ou controlo do tecido de que era confeccionada o vestuário a testar. Os ensaios A e B foram efectuados em dias alternados, numa sequência de seis noites de colheita. Em cada dia, cada isco/colector envergava uma t- shirt/perneiras diferente mas iniciava o ensaio sempre na mesma posição de captura.

Figura III.2. Esquema representativo da mudança de posição de cada voluntário, quer com perneiras ou t-shirts.

III.2.4. Análise e tratamento dos resultados.

Os mosquitos capturados foram mantidos em contentores separados por dia, hora e por colector. Foram transportados para o laboratório, separados segundo o sexo e identificados até ao nível de espécie, ao estereomicroscópio (Olympus modelo SZ-30, EUA), de acordo a chave de identificação de Ribeiro & Ramos (1999). Na análise dos resultados utilizaram-se os programas Microsoft Excel® 2007 e SPSS para Windows®, versão 18. Os resultados foram analisados com recurso a estatística não paramétrica através da aplicação do teste de Friedman e do teste emparelhado de Wilcoxon.

III.3. Efeito de repelência dos tecidos seleccionados em relação à espécie mais abundante na

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