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1.4 AKTUELLE BEGREPER

Durante as discussões do grupo as professoras trocaram experiências relacionadas ao ensino da matemática. Aprenderam umas com as outras quando as professoras descreviam como ensinavam os diferentes conteúdos. De forma explícita podemos perceber nas transcrições abaixo, exemplos dessas trocas sejam por meio de dicas ou mesmo por solicitação de uma professora a outra.

* Professora utilizando dica dada por outra participante do grupo para o ensino da multiplicação:

Professora 3 – Multiplicação até que vão. Até que já estão pegando. Pegaram bem. Depois que a... Aí eu peguei o papel quadriculado que a Professora 4 estava falando, tudo. Aí parece que melhorou. Deu certo.

Professora 1 – Deu certo?

Professora 2 – Ainda bem (Transcrição do 12º Encontro – 24/08/04).

* Professora explicando a outra como realiza o ensino de uma determinada operação:

Professora 1 – É eu precisava ver com você, P2, lá da soma com reagrupamento, como que você ensina mesmo, que eles pegaram facinho? Foi esse tipo de continha? Que eu passei pra minha turminha e eu lembrei dela, aí eu falei...

Professora 2 – Porque o problema são eles entenderem que quando você diz tira da dezena... Por exemplo, tem quatro dezenas, a dezena que você... Deixa eu por uma aqui que é mais fácil pra você visualizar.

Professora 1 – Que aí eu lembrei dela.

Pesquisadora – Pode fazer aqui mesmo no papel, viu P2, não tem problema.

Professora 2 – O duro são eles entenderem que você vai transformar uma dezena em dez unidades. Então assim, eu trabalhei bastante com papel quadriculado antes, você entendeu? Professora 1 – Ah! Isso eu não trabalhei ainda com eles. Eu vou tentar. De repente eles podem...

Professora 2 – Porque assim, então eu... Lá tem material dourado, não tem?

Professora 1 – Tem.

Professora 2 – Então a unidade, aí a dezena eu sempre colocava ela em pé.

Professora 1 – Isso.

Professora 2 – Eu não trabalho com ela deitada e aí a centena, né?...

Professora 2 – Na dezena. Professora 1 – Na dezena.

Professora 2 – Então eu trabalhava bastante com material dourado. Então aí... Deixa eu ver uma aqui. Setenta e seis menos cinqüenta e nove. Então aí pra eles... Assim, as primeiras vezes... Quando eu ensinei com reagrupamento foi muito difícil. Então eu trabalho muito com a questão assim... Você fala assim: “Eu só tenho seis em cima, seis unidades, quero tirar nove...” Essa coisa de unidade pra eles ficou muito abstrato. Eu acho que o concreto tem que estar ali: chicletes.

Professora 1 – Ah! (risos)

Professora 2 – Eles adoram chicletes e bala. Então você fala assim: “Olha eu tenho seis chicletes, quero chupar nove chicletes. Tem como?” Quando eu comecei eu até punha os seis chicletes lá e punha os nove. Então eu falo: “Só tenho isso, quero chupar tudo isso. Dá?” “Não professora”, eles respondem. Então eu falei assim: “O que que nós podemos fazer?” Então eu expliquei, eu falei: “Olha aqui o que que é? A dezena. Tem sete dezenas. Você vai emprestar uma dezena pra unidade. Então oh, você já tem seis unidades e vai por mais dez unidades. Quanto que dá seis mais dez?” Então esse processo foi muito difícil pra eles entenderem, você entendeu, que aqui vinha dez, que aqui... “Aí quanto você tem agora?” “Ah, professora, seis mais um sete”. Eu falei: “Não, não esqueçam que vocês estão emprestando uma dezena que são dez, que ela se transformou em dez unidades”. Então foi difícil. Eu fiquei uma semana pra eles pegarem, que a 2ª série já está mais madura que a primeira. Agora eles já... Eu nem preciso mais falar: “Aí professora empresta do vizinho”.

Professora 1 – Aí que gracinha!

Professora 2 – “Empresta do vizinho”. Então: “Quanto que você tem agora? Tinha dezesseis chicletes, chupou nove, ficou com quanto?” Eu falo pra eles: “Põe nove na cabeça e conta com os dedos até chegar no dezesseis”. Uns pegaram fácil, agora outros... Eu tenho cinco lá com bastante dificuldade de língua portuguesa, matemática que aí esses eu preciso trabalhar na bolinha ou no pauzinho, você entendeu? Ou mesmo com material dourado. “Aí se o vizinho tinha sete ele emprestou um pra unidade, ele vai ficar com quantos?” “Seis”. Então aí eu ponho seis aqui, sabe. Então, assim, eu trabalho muito... Se uma hora não é chicletes é bala, se não é bala é maça, é laranja, sabe? Porque eles precisam ver. Eu já cheguei até a desenhar as laranjas na lousa, porque senão... Hoje a minha sala está super bem, está super bem. É um ou outro que tem problema e eles perceberam sozinhos que... Porque aí eu não falo pra eles de reagrupamento. Eu falo conta que empresta pra eles entenderem mais fácil. Eles perceberam sozinhos. Eu não falei nada que quando o número menor está em cima é de emprestar.

Professora 2 – E eles mesmos perceberam. A minha sala está super bem de matemática e é o que eles mais gostam de fazer. Eles adoram. O dia que eu não dou matemática, assim, eles querem fazer tabuada de tarefa, querem fazer numerais...

Pesquisadora – Esses não vão ter trauma de matemática. Professora 2 – Não.

Professora 1 – P2 quando é na soma que vai a dezena pra lá você coloca o quadradinho em cima?

Professora 2 – Coloco, coloco aqui em cima.

Professora 1 – Ah, tá. Nós estamos na adição ainda né, então se põe o quadradinho em cima pra lembrar que é...

Professora 2 – Porque assim, eu trabalho assim meio que cantando com eles: “Uma conta começa por onde?” Desde quando eu apresentei a dezena e a unidade, que eles já sabiam, 2ª série, é: “Uma conta se começa por onde?” Porque que nem hoje eu estou na multiplicação, entrando na divisão com eles. Então falei pra eles que em todas as operações sempre vai começar pela unidade. Então eu estou lá na frente, principalmente na correção, eu estou sempre cantando. Aí eu me finjo de aluno, eles são professores...

Professora 1 – Aí que bacana.

Professora 2 – “Uma conta começa sempre por onde?” “Pela unidade”. Então eles não esqueceram. E quando eu ponho a atividade na lousa que eu esqueço de desenhar a unidade, eles vão lá colocar.

Pesquisadora – Aí você quer saber se ela põe um quadradinho aqui?

Professora 1 – Isso, pra ajudá-los.

Professora 2 – Isso. Aí, por exemplo, eu falo pra eles lá: “Começa pela unidade. Cinco mais seis quanto dá?” Eles vão falar: “Onze”. Aí olha só o que eu falo pra eles: “Escuta, eu ponho onze aqui?” “Não professora, só o um e o outro sobe lá em cima”.

Professora 1 – Aí eu mostro pra eles o que que é onze. Decomponho, né?

Professora 2 – Exatamente.

Pesquisadora – Você pode trabalhar agora no começo também com a divisão aqui.

Professora 1 – Isso, a casinha.

Pesquisadora – Pra eles saberem que não dá pra colocar dois números na mesma casa.

Professora 2 – Tanto é que nas primeiras contas eu punha assim, oh...

Professora 1 – Ah tá.

Pesquisadora – As primeiras vezes você pode até fazer casinha mesmo. Fecha aqui.

Professora 1 – Pra eles visualizarem a casinha da unidade e da dezena.

Professora 2 – Isso.

Professora 2 – Eu faço assim (Transcrição do 35º Encontro – 21/06/2005).

* Diante da dificuldade da Professora 1 no ensino da subtração, a Professora 2 dá dicas de como ela pode proceder:

Professora 1 – Então, eu percebi os .... na subtração. Tipo assim: Tinha cinco e perdeu três. O que que eles fazem? Somam. Gente, olha, mas pra tirar isso está sendo difícil viu, que a noção... Professora 2 – É.

[...]

Professora 2 – Você pode usar o ‘tazo’, que eles estão sempre jogando ‘tazo’. Então: você estava jogando ‘tazo’, você tinha cinco, perdeu... Aí eles... Porque na hora do jogo eles sabem. Professora 1 – Ah! Sabe quando perde.

Pesquisadora – Sabem e ninguém os passa pra trás.

Professora 2 – Professora perdeu e não quer me dar. Entendeu? Então eles sabem que eles perderam. Se você trabalhar esse bem próximo a ele as vezes pode ser que peguem.

Professora 1 – Boas dicas (Transcrição do 32º Encontro – 24/05/2005).

5.2.5. Discussão do livro – Didática da resolução de problemas de