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Aktivitetsrapport for tilsyn med høyere utdanning

3.1 Norsk utdanning – kvalitetssikring

3.1.2 Aktivitetsrapport for tilsyn med høyere utdanning

Tanto na AM Navalhas Ltda. quanto na Fabbro SRL, não há tratamento para os poluentes na água ou no sistema de exaustão. A AM Navalhas possui a despesa de descarte de seu resíduo sólido, pois contrata uma empresa para que o destino do lixo seja adequado ao meio ambiente. Além desta despesa, a AM Navalhas Ltda. também possui um sistema de separação de lixo em todas as etapas do processo produtivo; a Fabbro SRL, não. A diferença entre a fiscalização entre os dois países e o nível de exigência quanto à gestão ambiental por parte dos clientes diretos parece ter feito com que a AM Navalhas Ltda. fosse mais rigorosa.

Nenhuma das duas possui frete considerado carbono zero para aquisição de matérias-primas e venda de produtos acabados. A AM Navalhas Ltda. responsabiliza-se mediante pagamento de 100% do frete de produtos vendidos, enquanto a Fabbro SRL é responsável por 60% do frete de produtos vendidos. Com isto, a Fabbro SRL utiliza um automóvel por 2 mil quilômetros ao mês, enquanto a AM Navalhas Ltda. percorre 8 mil quilômetros para atender seus clientes, sendo 50% do frete em motocicleta e 50% em automóvel de pequeno porte.

A Fabbro SRL não possui responsabilidade objetiva pelo frete de matérias- primas, enquanto a AM Navalhas Ltda. possui sob sua gestão o frete de aço do porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, até Campo Bom. Neste caso, considera-se dois transportes por ano, a uma distância de 366 quilômetros cada, utilizando um caminhão

movido a diesel. Para fins de simplificação, e também por se tratar de uma despesa voluntária, não será considerada, aqui, a responsabilidade solidária (quadro 11).

Empresa Tipo de frete

Veículo Quilômetros percorridos (ano)

Emissão de gases de efeito estufa (ano)

Árvores para compensar (ano)

AM Navalhas

Compra Caminhão 366 0,14 tCO2 1

AM Navalhas Ltda. Venda Automóvel 48.000 9,38 tCO2 47 Ltda. Venda Motocicleta 48.000 6,25 tCO2 32 Fabbro S.R.L. Venda Automóvel 7.200 1,407 tCO2 7,2

Quadro 11 - Diferenças no frete na AM Navalhas Ltda. e na Fabbro S.R.L.

Fonte: Adaptado da calculadora de emissões de gases de efeito estufa. (Disponível em http:// www.carbononeutro.com.br. Acesso em 23. abr. 2010).

Na AM Navalhas Ltda., são consumidos mensalmente 10 mil KWh, registrando uma conta de R$ 5 mil ao mês. Como neste valor não está incluída a neutralização de carbono, é necessário incorporar esta externalidade. No caso da Fabbro SRL, a utilização energética é metade da empresa brasileira (quadro 12).

Empresa KWh/mês Emissão de gases de efeito estufa (ano)

Árvores para compensar (ano)

AM Navalhas Ltda. 10 mil 63,10 tCO2 316

Fabbro S.R.L. 5 mil 31,6 tCO

2 158

Quadro 12 - Diferenças no consumo de eletricidade entre AM Navalhas Ltda. e na Fabbro S.R.L.

Fonte: Adaptado da calculadora de emissões de gases de efeito estufa. (Disponível em http:// www.carbononeutro.com.br. Acesso em 23. abr. 2010).

De acordo com o Edital de Leilão número 001/2010, realizado pela BM&F Bovespa S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, o preço mínimo de uma unidade de carbono seria de R$ 10 (BM&F Bovespa, 2010). Contudo, frente à dificuldade de compra de um lote mínimo, composto por 60 mil unidades, optamos por utilizar para o provisionamento de recursos a média registrada pelo Ecosystem Marketplace, de US$ 7,34 por tCO2 (ECOSYSTEM MARKETPLACE, 2009).

Em termos de contas redutoras do passivo ambiental, encontrou-se registros apenas da AM Navalhas Ltda., relativos a doações de papel para APAE de Campo Bom. Foram, em 2009, 75kg. O preço obtido por cada kg deste tipo de papel, considerado

‘branco’ por não ter misturas com papelão, atinge aproximadamente R$ 0,20. Com isto, a doação totalizaria R$ 15.

As reuniões de educação ambiental promovidas pela AM Navalhas Ltda. não poderão ser consideradas, posto que não há estimativa de tempo, despesas e nem um programa estabelecido formalmente.

AM Navalhas Ltda. e Fabbro SRL não recebem qualquer benefício governamental por serviços prestados ao meio ambiente, eliminando, também, esta conta redutora do passivo ambiental.

Na AM Navalhas Ltda., são descartados 1.440 litros de água com resíduos de metal por conta de processos de resfriamento. Outros 480 litros de água oriundos do ventilador/climatizador existente na fábrica são igualmente descartados sem tratamento. Verniz e solvente, na AM Navalhas Ltda., possuem consumo de 960 litros e 240 litros, respectivamente. Ambos são recolhidos por empresa especializada, junto aos resíduos sólidos, ao mesmo custo de R$ 500 mensais.

Na Argentina, os consumos apresentados são de aproximadamente 50% do consumo da empresa no Brasil. Para fins de simplificação, em nível gerencial a AM Navalhas considera que este consumo da Fabbro seja de exatamente a metade do consumo da empresa brasileira.

Nenhum destes consumos, entretanto, pôde ser calculado em termos monetários por dificuldades de mensuração do impacto ambiental. Tanto no Brasil quanto na Argentina, procurou-se auxílio governamental e de empresas privadas, mas em ambos os casos fez-se necessário um conhecimento técnico mais acurado sobre quais análises deveriam ser realizadas. No caso brasileiro, protocolou-se uma análise de resíduos líquidos na Prefeitura Municipal de São Leopoldo, que, além de não ter emitido nenhum parecer como resposta, extraviou a amostra.

Considerando impostos em nível federal do Brasil, deve-se atentar para a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental, imposta pela Lei 10.165, de 27 de dezembro de 2000. Como a AM Navalhas Ltda. é do ramo metalúrgico, pequena, e de alto impacto ambiental, o dispêndio trimestral deveria ser de R$ 225, desde a fundação da empresa, em 2003.

Já na Argentina, a Tasa Ambiental Anual, imposta pela lei 24.051, de 1991, e que teve sua fórmula de cálculo modificada em 2005, para resíduos gerados a partir de 2004, traz um cálculo específico para sua composição. A Fabbro SRL está incluída na categoria Y48, e também nas categorias Y21, Y22, Y23, Y17. Como a empresa nunca realizou a medida solicitada pela lei, em quilogramas, naturalmente deverá ser calculado sua contribuição pelo maior valor previsto em lei. A saber, a 1% do lucro bruto da atividade geradora de resíduos. Como em 2009 não houve lucro bruto, estima-se para este ano o mesmo valor de 2008: 1.440,67 pesos. Para os anos anteriores teríamos os seguintes valores: 2007 - Arg$ 1.152,53, 2006 - Arg$ 922,03, 2005 - Arg$ 737,62, 2004

- Arg$ 590,10. Entretanto, como a Tasa Ambiental Anual é aplicada sobre os dados do ano anterior, e não do ano corrente, é preciso atualizar os valores, pagando-se em 2009 o valor gerado em 2008, em 2008 o valor gerado em 2007. Como a empresa iniciou suas atividades em 2004, a Tasa Ambiental Anual deveria ter sido paga a partir de 2005, o que não ocorreu.

Além disso, em dezembro de 2007 a Resolução Conjunta 98/2007 e 1973/2007 regulamentou as pautas básicas para as condições contratuais das apólices de seguro de dano ambiental de incidência coletiva, seguro este previsto no artigo 22 da Lei Nº 25.675. Com isto, criou-se a possibilidade real de contratação deste seguro, que não é considerado pela Fabbro SRL, posto que a não cobertura por uma apólice atualmente não gera qualquer tipo de multa.

5.4 INCORPORAÇÃO DAS EXTERNALIDADES NO BALANÇO SOCIAL E NO DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO

Conforme mencionado no capítulo anterior, para esta pesquisa são evidenciadas as externalidades ambientais em contas especiais.

No Demonstrativo de Resultados do Exercício da empresa, considera-se as Receitas Ecológicas, os Custos Ecológicos, as Despesas Ecológicas.

No Balanço Patrimonial, inserem-se as Externalidades Ativas no Ativo da empresa, e as Externalidades Passivas, os Passivos Ambientais e as Reservas para Contingências Ambientais no Passivo.

A AM Navalhas Ltda. passaria a apresentar seu Demonstrativo de Resultados do Exercício da seguinte forma (quadro 13):

Descrição Valor

Receita operacional R$ 2.398.461,11

Receita de vendas e serviços R$ 2.398.461,11

Deduções da Receita Bruta R$ (296.263,63)

Devoluções e abatimentos R$ (6.713,17)

Impostos sobre vendas e serviços R$ (289.550,46)

Receita líquida R$ 2.102.197,48

Custo das mercadorias vendidas R$ (2.044.266,28)

Custos dos produtos vendidos R$ (853.346,24)

Custos de mão-de-obra e encargos R$ (1.190.920,04)

Custos ecológicos R$ 0,00

Descrição Valor

Despesas administrativas

Despesas administrativas R$ (12.000,00)

Despesas tributárias

Despesas tributárias diversas R$ (11.659,78)

Despesas tributárias ecológicas R$ (1.937,00)

Despesas financeiras Despesas financeiras R$ (20.108,37) Receitas financeiras Receitas financeiras R$ 3.178,52 Despesas ecológicas Despesas ecológicas R$ (6.000,00) Receitas ecológicas Receitas ecológicas R$ 0,00

Outras despesas operacionais

Despesas gerais R$ (283.844,11)

Outras receitas operacionais

Receitas diversas R$ 468,87

Resultado Operacional Líquido R$ (273.970,67)

Despesas não-operacionais Despesas não-operacionais R$ (55.221,31) Receitas não-operacionais Receitas não-operacionais R$ 54.500,00 Resultado antes do IR R$ (274.691,98) Prejuízo do Exercício R$ (274.691,98)

Quadro 13 - Demonstrativo de resultados do exercício da AM Navalhas Ltda. reconhecendo custos, despesas e receitas ambientais

Fonte: adaptado a partir de Demonstrativo de Resultados de 2009 da AM Navalhas Ltda. Observação: Alterações em relação ao DRE original, apresentado no Quadro 7, estão em negrito.

Já o Balanço Patrimonial adquire a seguinte configuração (quadro 14):

Descrição Saldo Atual

Ativo R$ (1.035.237,02) Ativo circulante R$ (557.498,89) Disponível R$ (82.347,30) Caixa R$ (30.512,05) Aplicações financeiras R$ (51.835,25) Créditos R$ (60.404,31) Clientes R$ (59.289,72) Adiantamentos diversos R$ (1.114,59) Estoques R$ (414.743,28) Estoques R$ (414.743,28) Imobilizado R$ (477.742,13)

Descrição Saldo Atual Imobilizado R$ (477.742,13) Bens e direitos R$ (477.742,13) Externalidades ativas R$ 0,00 Ativos ambientais R$ 0,00 Passivo R$ 1.035.237,02 Passivo circulante R$ 558.596,99

Obrigações a curto prazo R$ 558.596,99

Fornecedores R$ 54.012,88

Credores R$ 40.877,91

Obrigações tributárias R$ 9.523,21

Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental a pagar R$ 7.708,74

Obrigações sociais R$ 21.667,16

Obrigações trabalhistas R$ 45.676,00

Contas a pagar R$ 2.719,03

Empréstimos R$ 378.120,80

Externalidades passivas R$ 12.704,46

Geração de resíduos sólidos e líquidos R$ 6.000,00

Geração de dióxido de carbono R$ 6.704,46

Patrimônio Líquido R$ 475.632,50

Capital realizado R$ 10.000,00

Capital subscrito R$ 10.000,00

Reservas R$ 465.632,50

Reservas para contingências ambientais R$ (6.704,46)

Reservas para pagamento de Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental R$ (7.708,74)

Lucros e/ou prejuízos acumulados R$ 451.219,30

Quadro 14 - Balanço Patrimonial da AM Navalhas Ltda. considerando as externalidades ambientais

Fonte: adaptado a partir de Balanço Patrimonial de 2009 da AM Navalhas Ltda. Observação: Alterações em relação ao BP original, apresentado no Quadro 8, estão em negrito.

Notas explicativas sobre as externalidades ambientais:

a) . Informações ambientais em 31/12/2009 (quadro 15):

1. Ativos ambientais

2. Contingências ambientais:

2.1 Reservas para cobrir danos não incorridos e inevitáveis R$ 6.704,46 3. Custos / Despesas ecológicas:

3.1 Recolhimento de resíduos sólidos e líquidos 3.2 Gastos com educação ambiental

3.3 Separação de resíduos na produção

3.4 Tratamento de efluentes (água com resíduos de metal) 3.5 Tratamento de ar (particulados da solda)

3.6 Gastos com preservação e/ou recuperação de ambientes degradados R$ 6.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 4. Obrigações ambientais: 4.1 Multas ambientais

4.2 Impostos ambientais devidos (Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental)

4.3 Impostos ambientais pagos

R$ 0,00 R$ 7.708,74 R$ 1.937,00 5. Indicadores ambientais:

5.1 Ativos ambientais totais 5.2 Passivos ambientais totais

R$ 0,00 R$ 20.413,20 Quadro 15 - Notas explicativas referentes às externalidades ambientais:

Fonte: adaptado pelo autor

Os danos ambientais provocados a partir do processo de soldagem, com alteração da qualidade do ar e contaminação dos cursos de água serão avaliados por peritos em 2010. Tão logo seja disponibilizado o laudo pericial, as informações serão agregadas às demonstrações contábeis e constarão no próximo quadro complementar de informações ecológicas.

b) Provisão para cobrir danos ambientais ocorridos

As provisões para cobrir danos ambientais ocorridos foram calculadas a partir do total de emissões de CO2 da AM Navalhas Ltda., multiplicadas pelo valor em dólar da tonelada de carbono.

A empresa contabiliza, considerando transporte e energia elétrica, um dispêndio de 78,87tCO2 ao ano. Multiplicando-se este valor pela cotação média da tonelada de carbono, e considerando o fechamento do dólar em 31/12/2009, chega-se ao valor de R $ 1.007,53. Este valor foi atualizado pelo IGP-M, e considerado desde 2004. Optamos por não considerar o período de 2003 porque a empresa ainda estava ajustando sua situação tributária naquele período.

Optou-se por utilizar para o provisionamento de recursos a média registrada pelo Ecosystem Marketplace em 2009, de US$ 7,34 por tCO2. Esta é uma obrigação construtiva e justa, ou seja, a empresa está se propondo a cumpri-la por fatores éticos e morais, independente de lei.

A reserva para pagamento da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental foi calculada considerando o valor total corrigido pelo índice IGP-M, além de 20% de multa sobre o valor devido, conforme Lei 10.165, de 27 de dezembro de 2000.

Já a Fabbro SRL traria seus demonstrativos contábeis da seguinte maneira (quadros 16 e 17):

31.12.09 31.12.08

Ventas del Ejercicio 1.029.209,73 1.063.819,16

Costo de las mercaderías vendidas

(888.763,02) (718.102,10) Costos ecológicos 0,00 0,00 Ganancia Bruta 140.446,71 345.717,06 Gastos de comercialización (39.805,72) (56.612,16) Gastos de administración (117.856,37) (134.690,30) Gastos ecológicos 0,00 0,00

Resultados financieros y por tenencia

(18.376,53) (10.348,10)

Ingresos ecológicos 0,00 0,00

Resultado antes de Impuesto a las Ganancias - Ganancia / (Pérdida)

(35.591,91) 144.066,50

Impuesto a las Ganancias 12.457,17 (50.423,28)

Gastos tributários ecológicos 0,00 0,00

Ganancia / (Pérdida) del ejercicio

(23.134,74) 93.643,22

Quadro 16 - Estado de resultados da Fabbro SRL reconhecendo custos, despesas e receitas ambientais

Fonte: Adaptado a partir de Estado de Resultados de 2009 da Fabbro SRL.

Observação: Alterações em relação ao Estado de Resultados original, apresentado no Quadro 9, estão em negrito.

31.12.09 31.12.08 31.12.09 31.12.08

ACTIVO PASIVO

ACTIVO CORRIENTE PASIVO CORRIENTE

Caja y bancos 59.945,39 109.743,49 Deudas Comerciales 166.744,36 23.078,34 Créditos por ventas 208.584,74 200.184,75 Deudas Sociales 50.305,40 28.106,24 Otros créditos 40.423,35 7.519,96 Deudas Fiscales 12.434,32 36.846,13 Bienes de cambio

120.215,10 20.621,22

Tasa Ambiental Anual

para pagar 4.842,94 3.402,27 Otras Deudas 0,00 15.000,00 Exterioridades passivas 38.158,13 30.684,81 Generación de dióxido de carbono 5.395,23 4.474,49 Generación de residuos sólidos y líquidos 32.762,90 26.210,32

Total del Activo

Corriente 429.168,58 338.069,42

Total del Pasivo Corriente

267.642,21 133.715,52 ACTIVO NO

CORRIENTE

PASIVO NO CORRIENTE

Otros créditos 17.627,01 0,00 Otras Deudas 233.824,05 45.000,00 Bienes de uso 322.744,90 140.769,06

Exterioridades activas

0,00 0,00

Total del Pasivo no

Corriente 233.824,05 45.000,00

Total del Activo no

Corriente 340.371,91 140.769,06

PATRIMONIO NETO

268.074,23 300.122,96

Reserva para el pago de

la Tasa Ambiental Anual (4.842,94) (3.402,27) Reserva para el pago de

contingências

ambientales (38.158,13) (30.684,81)

Total del Activo

769.540,49 478.838,48

Total del Pasivo y

Patrimonio Neto 769.540,49 478.838,48

Quadro 17 - Estado de Situación Patrimonial da Fabbro SRL reconhecendo custos, despesas e receitas ambientais

Fonte: Adaptado a partir de Estado de Situación Patrimonial de 2009 da Fabbro SRL.

Observação: Alterações em relação ao Estado de Situación Patrimonial original, apresentado no Quadro 10, estão em negrito.

Notas explicativas de las exterioridades ambientales:

a) Informaciones ambientales en 31/12/2009 (quadro 18).

1. Activos ambientales 2. Contingências ambientais:

2.1 Reservas para el pago de generación de dióxido de carbono 2.2 Reservas para el pago de generación de residuos sólidos y líquidos

Arg$ 5.395,23 Arg$ 32.762,90

3. Costos / Despesas ecológicas:

3.1 Tratamiento de residuos peligrosos 3.2 Gastos con educacion ambiental

3.3 Separación de residuos en la producción 3.4 Tratamiento de água con residuos de metal 3.5 Tratamiento de aire

3.6 Gastos con preservación y/o recuperacion de ambientes degradados Arg$ 0,00 Arg$ 0,00 Arg$ 0,00 Arg$ 0,00 Arg$ 0,00 Arg$ 0,00 4. Obligaciones ambientales: 4.1 Multas ambientales

4.2 Tasas ambientales devidas (Tasa Ambiental Anual)

Arg$ 0,00 Arg$ 4.842,94 5. Indicadores ambientales:

5.1 Total de activos ambientales 5.2 Total de pasivos ambientales

Arg$ 0,00 Arg$ 43.001,07 Quadro 18 – Informaciones ambientales

Fonte: adaptado pelo autor.

El daño ambiental causado por el proceso de soldadura, con los cambios en la calidad del aire y la contaminación del agua serán evaluados por expertos en 2010, así como el valor del seguro ambiental obligatório, que será contratado. Tan pronto como el

informe de expertos, la información será agregada a los estados financieros que estará incluido en la próxima información ecológica complementaria.

b). Disposiciones para cubrir el daño ambiental producido

Disposiciones para cubrir el daño ambiental producido se calcula a partir de las emissiones totales de CO2 de Fabbro SRL., multiplicado por el valor en dólares por

tonelada de carbono.

Corresponde a la empresa, teniendo en cuenta el transporte y la energia eléctrica, un gasto de 33,007 tCO2 al año. Multiplicando este valor por el precio medio

por tonelada de carbono, y teniendo en cuenta el cierr del dólar en 31/12/2009, se llega a un valor de Arg$ 920,74. Esta cifra fue atualizada por el índice INDEC de inflación. Hemos optado por no considerar el período de 2004, porque la empresa todavía estaba ajustando su situación fiscal en aquel momento.

Hemos decidido utilizar para la dotación de recursos a la media registrada por el Ecosystem Marketplace en 2009, 7,34 dólares EE.UU. por tCO2.

La reserva para el pago de la Tasa Ambiental Anual fue calculada a partir de la máxima exigencia posible, o sea, uno por ciento (1%) de la ganancia bruta arrojada por la actividad generadora de residuos.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A despeito de existirem pesquisas que apontem para maneiras de identificação, avaliação e reconhecimento de fatos contábeis concernentes às externalidades ambientais, há pouca literatura sobre como realizar estas atividades na prática. Não foi objetivo deste trabalho construir um modelo para internalizar estas externalidades, mas aplicar as sugestões da literatura brasileira nos demonstrativos contábeis no Brasil e na Argentina, investigando, assim, facilidades e dificuldades destes modelos. Portanto, a pesquisa serve como um passo de investigação, como uma etapa de reconhecimento, exploração, crítica, rumo a qualquer modelo.

Estudos como de Lima e Viegas (2002), Cardoso et. al (2007), Motta (2007), Martinez-Allier (1995), diferentes entre si, apresentam a questão apenas em sua base teórica, sem trazerem a aplicação empírica do conhecimento. Mesmo assim, há base conceitual farta no que tange à necessidade de seguir o paradigma de ecodesenvolvimento aplicado à prática empresarial.

Há quem traga a necessidade de responsabilizar as entidades pelas externalidades no ambiente jurídico-legal - Benjamin (1998), Milaré (2000) e Cavalieri Filho (1997); e há quem defenda a aplicação dos deveres positivos, a responsabilidade moral (THIRY-CHERQUES, 2008); por fim, há quem argumente esta preocupação questionando o modelo de desenvolvimento existente até hoje, como Daly (1996), Bennett (1976), Diamond (2006), Gligo (2001) e Guimarães (2001).

O que pode-se concluir a partir dos resultados apresentados por esta pesquisa é que é sim, possível, considerando-se a característica qualitativa de materialidade, identificar, valorar e reconhecer as externalidades ambientais via demonstrativos contábeis como balanço patrimonial e demonstrativo de resultados do exercício. Os maiores empecilhos à realização desta contabilidade foram a falta de conhecimento da legislação por parte dos contadores e gestores das duas empresas, o que gerou uma busca em legislações dos dois países por parte do pesquisador, e o apoio técnico para medição de resíduos gasosos e líquidos, considerando-se os processos de soldagem e envernizamento.

Outra conclusão é de que esta prática pode ser realizada no Brasil e na Argentina, países integrantes do Mercosul, e que possuem uma convergência tocante à legislação ambiental (MERCOSUL, 1994). Nos dois países, a responsabilidade pelas externalidades é objetiva de quem a causou, e regulamentada com embasamento jurídico-legal, e a falta de harmonização entre as normas contábeis não pode ser considerada entrave para a comparação com fins de avaliar a geração de externalidades. Outra coincidência interessante é a não-prescrição da lei, fazendo com

que seja uma boa prática reconhecer as externalidades desde a fundação das empresas.

Uma terceira conclusão possível é de que a não-incorporação das externalidades aos demonstrativos contábeis não é ocasionada por receio de perda de competitividade, mas por fatores outros. Durante as entrevistas com os empresários Gilvan G. Maus e Fábian Di Libero, argumentos como fiscalização por parte dos governos locais, reconhecimento proveniente de marketing ambiental, cultura voltada à preservação ambiental e conhecimento sobre gestão ambiental pareceram-nos variáveis mais importantes para o reconhecimento, ou falta de, das externalidades ambientais.

Uma quarta conclusão que se apresenta diz respeito à perda de valor da empresa. O estudo apresenta que esta perda de valor pode ser significativa se a empresa não estiver adotando boas práticas de gestão ambiental. Na AM Navalhas Ltda., a relação entre suas externalidades ambientais e seu patrimônio líquido foi de 4,29%, enquanto que na Fabbro SRL, esta relação foi de 16,04%, o que respalda a declaração de Daly (1991) de que o incentivo ao comércio com países que não internalizem seus custos e despesas ambientais provoca injustiça. A diferença, desfavorável para a empresa argentina, vem de seu histórico de não-tratamento ou não- destinação adequada dos resíduos industriais. Como este passivo é oculto, e sua existência parece ligada à falta de fiscalização naquele país, os demonstrativos contábeis estão aumentando artificialmente seu valor de mercado. Inserir os dados restantes na análise, oriundos da mensuração dos processos de soldagem e envernizamento, aumentarão ainda mais a relação entre as externalidades e o patrimônio da empresa.

Em termos de impostos ambientais, contudo, a empresa brasileira arca com um valor maior proporcionalmente a seu patrimônio líquido considerando-se o regime de competência - e não os saldos existentes anteriores: 0,6% contra 0,53%. Claro que esta comparação poderá variar, dependendo da aplicação do seguro ambiental obrigatório para a empresa da Argentina, mas estima-se que este valor não altere sobremaneira a relação.

Considera-se que analisar a relação entre as externalidades ambientais e o patrimônio da empresa é mais adequado para fins de comparação que transformar os valores em dólar, posto que alguns países possuem políticas cambiais diferenciadas - há quem trabalhe com câmbio fixo, há quem tenha câmbio flutuante.

As oportunidades de aprofundamento desta e de novas pesquisas são diversas e importantes. Dentre elas, podemos citar de imediato:

1) Internalizar as externalidades ambientais de empresas concorrentes de todos os países constituintes do Mercosul, testando se o aumento da amostra trará conclusões diferentes desta pesquisa;

2) Internalizar as externalidades ambientais de empresas concorrentes oriundas de blocos econômicos diversos, como Mercosul x União Europeia, para testar se diferenças na legislação destes blocos econômicos causam diferenças significativas nas estruturas de custo destas empresas, e se alteram as forças de concorrência;