5 DE LEGE FERENDA
5.3 Advantages of defining the concept ’transfer’ of data
Abundância de recursos naturais Abundância de recursos culturais Viabilidade de serviços comunitários
Facilidade de acesso Desenvolvimento existente Desenvolvimento favorável da imagem
Aceitação local do turismo Controlos favoráveis do governo Disponibilidade de terra, gestão, trabalho
Universidade de Aveiro A Contribuição da Animação Turística
_______________________________________________________________________________________ Paulo Almeida Página 105 de animação ou eventos de outra natureza, mas incluídos nos programas de animação. Midletton (1989), dá-nos alguns exemplos no seguinte quadro, de espaços como atracções que se podem transformar em espaços de animação turística.
Quadro 3.1 – Ten Main Types of Managed Attractions for Visitors
1- Ancient Monuments Typically excavated and preserved sites such as fortifications, burial mounds and buildings dating up to the end of the Roman Empire. 2- Historic Buildings Castles, houses, palaces, cathedrals, churches, town centres, villages,
commonly termed heritage sites.
3- Parks and Gardens National parks, country parks, long distance paths, gardens (excluding urban recreation spaces), includes of particular scenic quality.
4- Theme Parks Mostly engineered as artefacts, such as Disney World, but may be associated with historic sites such as Colonial Williamsburg in the USA, or with gardens as at Alton Towers in Britain.
5- Wildlife Attractions Zoos, aquaria, aviaries, Wildfowl parks safari parks, butterfly farms. 6- Museums The range is enormous; it includes subject specific museums, such as
science, transport, farms, ships; site specific museums such as Ironbridge Gorge (Great Britain); or area based museums, either national, regional or local collections.
7- Art Galleries Most traditional galleries with collections built up over many decades. 8- Industrial
Archaeology Sites Mostly sites and structures identified with specific industrial and manufacturing processes such as mining, textiles, railways, docks or canals, and mostly relevant to the period post 1750.
9- Themed Retail Sites Mostly former commercial premises such as covered market halls, commodity exchanges or warehouses, used as speciality retail shopping malls, often themed.
10- Amusement and
Leisure Parks Parks designated primarily for permanent thrill rides, such as roller coasters, log flumes, dodgem cars and associated stalls and amusements.
Fonte: Middleton (1989, p228)
A animação promovida pelas empresas turístico/hoteleiras, depende muitas vezes do meio envolvente e da capacidade de exploração, dos meios e infra-estruturas
Universidade de Aveiro A Contribuição da Animação Turística
_______________________________________________________________________________________ Paulo Almeida Página 106 disponíveis. Segundo Carneiro (2003)18, “O sucesso das empresas, que trabalham com
animação turística, depende muitas vezes, da capacidade que estas têm, em absorver e trabalhar, tudo o que o meio envolvente lhes proporciona. Rentabilizando, espaços culturais, recreativos e desportivos, disponíveis na região, com um muito baixo investimento e com bons resultados, ao nível da satisfação dos clientes.”. Seguindo o
mesmo raciocínio, a grande mais valia das empresas poderá estar no aproveitamento dos recursos disponíveis numa região para actividades de animação turística/hoteleira.
De acordo com o quadro 3.1, todos os tipos de atracções referidos, poderão ser objecto de aproveitamento para a realização de actividades de animação turística/hoteleira.
“A animação turístico/hoteleira, desenrola actividades de animação de vários tipos, direccionada para os seus públicos, animação cultural, animação de entretenimento, animação desportiva e animação infantil.” (Rodrigues, 1996, p35)19. Este mesmo
profissional de hotelaria refere, como exemplos, algumas actividades:
Actividades Culturais – Exposições, fotografia, artesanato, seminários, projecção de
documentários, festivais de cinema e teatro, visitas a centros de cultura, jornadas gastronómicas, enológicas e etnológicas, passeios e visitas a monumentos históricos.
Actividades de Entretenimento – Concursos literários, organização de bailes e concursos
de dança, concursos de confecções culinárias, desfiles de moda, shows de magia, jantares temáticos, jogos de salão, concursos do saber fazer.
Actividades Desportivas – Concursos de petanca, pesca e minigolfe, torneios de xadrez,
bilhar, golfe, ténis, competições em instalações desportivas, actividades subaquáticas, jogos de praia, desportos radicais.
Actividades Infantis – Concursos e competições desportivas, trabalhos manuais, festas de
teatro, marionetas, disfarces, cursos de línguas, jogos tradicionais.
18 Entrevista realizada a: António Carneiro Presidente da Região de Turismo do Oeste. 19 Enrique Rodrigues, Director Hotel Falésia, Docente Universidade Algarve.
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A animação turística/hoteleira aparece nos nossos dias como uma necessidade imprescindível, tendo em conta as novas motivações do turismo. “As unidades hoteleiras
de vanguarda, tiveram que se adaptar às mudanças operadas na sociedade, indo ao encontro duma clientela que deixou de estar somente interessada num quarto ou apartamento confortável, ou comodamente sentados num restaurante com serviço impecável, para exigir também um complemento diferente, que ocupe os seus tempos livres, sem pressões e com liberdade para escolher o que pretende fazer, aumentando assim as suas taxas de ocupação e rentabilidade dos diferentes departamentos que as compõem.” (Rodrigues, 1996, p36).
A hotelaria adapta-se constantemente para conseguir os meios, o pessoal e as instalações necessárias para responder às necessidades implementadas pelos programas de animação. “A animação nas unidades hoteleiras, passa pelo comportamento do pessoal
dos diversos departamentos operacionais, na eficácia dos serviços que prestam, das estruturas complementares que apresentam, da comunicação constante entre os clientes, serviços hoteleiros e actividades de animação propostas.”. (Ibidem).
Os espaços e actividades de animação hoteleira, são hoje geridos de forma profissional por um departamento, com orçamento e objectivos a atingir. “O departamento
de animação funciona como o departamento comercial, (in house), assumindo as funções de operacionalização do (endomarketing), que é responsável pela conceptualização e diferenciação da estrutura anfitriã das actividades, através de um (out-flow). Contribuindo assim, para um enraizamento e solidificação da estrutura.”
(Rodrigues, 1996, p40). São investimentos que importa viabilizar, assentes numa gestão operacional e nos diversos estudos a efectuar.
Figura 3.4 – Processo da Organização e Gestão das Actividades de Animação
Fonte: Adaptado de Torkildsen (1994, p11.17) Identificação das
necessidades / clientes
Gestão dos serviços, equipamentos e recursos
Promoção e
implementação das actividades
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