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Del II Budsjettforslag

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Finalmente, admitiu-se uma terceira estratégia, a estratégia 3, que se distingue das duas primeiras pelo facto de serem aqui introduzidas opções de gestão de recursos hídricas menos convencionais, a saber: reutilização de águas tratadas para rega de espaços públicos municipais e medidas de conservação no sector doméstico, opções estas que foram apresentadas em detalhe no capítulo anterior. Ambas estas opções de gestão de recursos hídricos se inserem na mesma linha de acção, ou seja: diminuir a procura em água tratada nas ETA’s. A primeira opção permite diminuir essa procura satisfazendo parte dela com recursos a águas residuais tratadas, a segunda através da diminuição directa da procura no sector doméstico, neste caso especificamente da população residente. No entanto, da análise efectuada no capítulo anterior para cada uma das opções de forma Isolada, é possível afirmar que estas opções, por si só, não permitem atingir os objectivos fixados, uma vez que os seus efeitos na taxa de cobertura para abastecimento público nomeadamente são insuficientes. Nesse contexto, opta-se por introduzir também uma importação de água da albufeira de Santa Clara de 20 hm3/ano, à semelhança da opção isolada apresentada em 6.3.3. De notar que se admite uma captação constante de 3 hm3/ano no aquífero Querença-Silves até ao fim do período de simulação, ou seja 2035.

A Figura 7.3 evidencia os concelhos em que foram implementadas medidas de conservação. No que diz respeito à opção “reutilização de águas tratadas”, esta não está representada uma vez que incide sobre todos os concelhos da região (à semelhança da opção “redução de perdas”).

Figura 7.3: Estratégia 3 – Distribuição espacial das opções de gestão de recursos hídricos consideradas

Concelhos abrangidos pela opção “medidas de conservação” Aquífero Querença-Silves

O abastecimento público de água na região do Algarve: caracterização e perspectivas de evolução

A Tabela 7.3 apresenta sumariamente a calendarização das opções consideradas nesta última estratégia.

Tabela 7.3: Estratégia 3 – Calendarização das opções de gestão de recursos hídricos consideradas

Ano de implementação Opção de gestão de recursos hídricos

2010/2015/2020 Redução de perdas

De 2004 a 2035 3 hm3/ano captados no aquífero Querença-Silves para a ETA de Alcantarilha

2007/2008/2010 Expansão do sistema

2008 Importação de água da albufeira de Santa Clara

2008 Reutilização de águas tratadas para rega de espaços verdes municipais

2008/2011/2014 Medidas de conservação no sector doméstico

7.3. Resultados

Em termos de resultados, optou-se por apresentar, para cada uma das estratégias, a evolução dos três indicadores escolhidos para a análise das estratégias definidas neste capítulo, a saber: a taxa de cobertura para o abastecimento doméstico, a taxa de cobertura para a agricultura e ainda o índice de exploração dos aquíferos da região. Esses resultados são apresentados para os dois cenários estudados, C1 e C2, e comparados com o caso de referência (definido na secção 6.2).

7.3.1. Estratégia 1

Como foi referido aquando da definição das estratégias, a medida central da estratégia 1 é, a entrada em funcionamento da barragem de Odelouca em 2012. De facto, esta medida de carácter regional contribui largamente para os resultados alcançados com a aplicação desta primeira estratégia.

Figura 7.4: Estratégia 1 – Taxa de cobertura para abastecimento público da região do Algarve 60.00 65.00 70.00 75.00 80.00 85.00 90.00 95.00 100.00 2000 2003 2006 2009 2012 2015 2018 2021 2024 2027 2030 2033 C1: Caso de referência C2: Caso de referência

C1: Estratégia 1 C2: Estratégia 1

Assim, como seria de esperar, tendo em conta os resultados obtidos com a simulação da implementação da barragem de Odelouca de forma isolada, para ambos os cenários, a Figura 7.4 mostra que a taxa de cobertura para o abastecimento público ultrapassa os 95% até ao fim do período de simulação considerado, ou seja 2035.

No que diz respeito à taxa de cobertura para a agricultura (Figura 7.5), verifica-se que, mesmo antes da aplicação da estratégia, este indicador apresentava valores muito superiores ao mínimo desejável, ou seja 80%. No entanto, poderá aqui ser referido que, a introdução da estratégia e, mais especificamente a entrada em funcionamento da barragem de Odelouca permitiu anular os efeitos dos períodos secos existentes entre 2016 e 2019 e 2027 e 2030. De facto, a redução do volume de água subterrânea utilizada para o abastecimento público beneficia a agricultura permitindo solucionar algumas situações de escassez verificadas no caso de referência.

Figura 7.5: Estratégia 1 – Taxa de cobertura para a agricultura na região do Algarve

Finalmente, no que ao índice de exploração dos aquíferos diz respeito, verifica-se que a introdução desta estratégia 1, muito assente na exploração de recursos superficiais, permite uma ligeira redução deste índice a partir do ano de 2012. No entanto, em nenhuma altura, para valores inferiores ao limite mínimo definido de 80%.A evolução deste índice á apresentada na Figura 7.6. 80.00 85.00 90.00 95.00 100.00 2000 2003 2006 2009 2012 2015 2018 2021 2024 2027 2030 2033 C1: Caso de referência C2: Caso de referência

C1: Estratégia 1 C2: Estratégia 1

O abastecimento público de água na região do Algarve: caracterização e perspectivas de evolução

Figura 7.6: Estratégia 1 – Índice de exploração dos aquíferos da região do Algarve

7.3.2. Estratégia 2

A estratégia 2 por sua vez prevê a intensificação das captações subterrâneas desde 2006 e a entrada em funcionamento de 4 dessalinizadoras logo em 2008. A implementação destas duas opções traduz-se numa subida da taxa de cobertura para o abastecimento público logo em 2008. Mais uma vez o objectivo principal é alcançado, com uma taxa de cobertura para o abastecimento público que se mantém acima dos 95% até ao fim do período de simulação (Figura 7.7).

Figura 7.7: Estratégia 2 – Taxa de cobertura para abastecimento público da região do Algarve

Com a implementação desta segunda estratégia, à semelhança do que já foi referido para a estratégia 1, a Figura 7.8 mostra que a taxa de cobertura para a agricultura apresenta valores muito superiores a 80%. Porém, neste caso, a intensificação das captações subterrâneas não

50.00 60.00 70.00 80.00 90.00 100.00 110.00 2000 2003 2006 2009 2012 2015 2018 2021 2024 2027 2030 2033 C1: Caso de referência C2: Caso de referência

C1: Estratégia 1 C2: Estratégia 1 % 60.00 65.00 70.00 75.00 80.00 85.00 90.00 95.00 100.00 2000 2003 2006 2009 2012 2015 2018 2021 2024 2027 2030 2033 C1: Caso de referência C2: Caso de referência

C1: Estratégia 2 C2: Estratégia 2

permite melhorar os resultados deste indicador em relação ao caso de referência, tal como tinha acontecido com a implementação da estratégia 1, para ambos os cenários C1 e C2.

Figura 7.8: Estratégia 2 – Taxa de cobertura para a agricultura na região do Algarve

Observa-se na Figura 7.9 que existe um ligeiro aumento do índice de exploração dos aquíferos, de cerca de 1.5%, a partir de 2006. Esse aumento traduz obviamente a intensificação das captações subterrâneas no aquífero Querença-Silves e afasta os valores do índice de exploração dos 80% fixados como máximo compatível com uma gestão sustentável dos recursos subterrâneos da região.

Figura 7.9: Estratégia 2 – Índice de exploração dos aquíferos da região do Algarve

7.3.3. Estratégia 3

Por fim, a estratégia 3 agrupa opções menos comuns, de âmbito local e que privilegiam a gestão da procura. A opção estrutural com maior impacte é a importação de água da albufeira de Santa

80.00 85.00 90.00 95.00 100.00 2000 2003 2006 2009 2012 2015 2018 2021 2024 2027 2030 2033 C1: caso de referência C2: Caso de referência

C1: Estratégia 2 C2: Estratégia 2 % 50.00 60.00 70.00 80.00 90.00 100.00 110.00 2000 2003 2006 2009 2012 2015 2018 2021 2024 2027 2030 2033 C1: Caso de referência C2: Caso de referência

C1: Estratégia 2 C2: Estratégia 2

O abastecimento público de água na região do Algarve: caracterização e perspectivas de evolução

Clara, directamente para a ETA de Alcantarilha a partir de 2008. É em grande parte esse volume de 20hm3 que permite alcançar valores da taxa de cobertura para o abastecimento público superiores a 95% até 2027 e 2028 para os cenários C2 e C1 respectivamente (Figura 7.10). Nos últimos anos, existe uma diminuição dessa taxa de cobertura para o abastecimento público, ainda que se verifique porém, um valor superior a 92.5% em 2035 para ambos os cenários.

Figura 7.10: Estratégia 3 – Taxa de cobertura para abastecimento público da região do Algarve

Em termos de taxa de cobertura da agricultura, a Figura 7.11 mostra que a implementação desta estratégia, tal como já tinha sido observado com a implementação da estratégia 2, não introduz alterações notáveis neste indicador, sendo os valores também aqui muito superiores a 80%.

Figura 7.11: Estratégia 3 – Taxa de cobertura para a agricultura na região do Algarve 60.00 65.00 70.00 75.00 80.00 85.00 90.00 95.00 100.00 2000 2003 2006 2009 2012 2015 2018 2021 2024 2027 2030 2033 C1: Caso de referência C2: Caso de referência

C1: Estratégia 3 C2: Estratégia 3 % 80.00 85.00 90.00 95.00 100.00 2000 2003 2006 2009 2012 2015 2018 2021 2024 2027 2030 2033 C1: Caso de referência C2: Caso de referência

C1: Estratégia 3 C2: Estratégia 3

Finalmente, verifica-se que o índice de exploração dos aquíferos também não apresenta alterações sensíveis com a implementação desta estratégia, sendo os valores obtidos no entanto inferiores aos verificados para o caso de referência (menos cerca de 1% em ambos os cenários).

Figura 7.12: Estratégia 3 – Índice de exploração dos aquíferos da região do Algarve