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1. CHAPTER: INTRODUCTION

4.2 PRESENTATION OF RESULTS

5.1.1 Addressing the thesis key research question

Para Slevin (2000), neste momento da modernidade, as organizações estão engajadas na dinâmica e na complexidade das novas práticas organizacionais, e na busca do entendimento da forma com que as novas tecnologias, como a Internet, podem ajudar na tentativa de gerenciar tais práticas.

Alguns exemplos ilustram os esforços das organizações na reestruturação dos processos de trabalho: (1) a implementação do controle de qualidade total; (2) a reengenharia de processos de negócio; e (3) a criação de organizações baseadas no mercado.

Assim como novas idéias sobre reorganização de práticas de trabalho, as idéias de como usar a Internet são discutidas pelas organizações com certo entusiasmo; no entanto, muitas oportunidades e riscos envolvidos no seu uso mantêm-se pouco compreendidos. Para Slevin (2000), as pesquisas evoluíram no sentido de explicar o uso de redes e aplicações de redes, e mesmo o potencial da Internet como recurso de negócios; porém, pouco se sabe sobre o impacto que terá a Internet na interação. Consequentemente, algumas organizações tendem a tratar a Internet, Intranets e Extranets22 como modismos, que eventualmente desaparecerão, como já aconteceu com outros sistemas. Outros vêem os sistemas de e-mails e Web sites23 como

acessórios que podem ser simplesmente agregados a outros canais de comunicação. Desta forma, as aplicações relacionadas à Internet são tratadas como

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An Intranet is a local area network (LAN) used internally in an organization to facilitate communication and

access to information that is sometimes access-restricted. Sometimes the term refers only to the most visible service, the internal web site. An Extranet is a piece network that uses Internet technology and the public telecommunication system to securely share part of a business's information or operations with suppliers, vendors, partners, customers, or other businesses (WIKIPEDIA, 2005).

23 Web Site, ou simplesmente site, é a presença de uma organização ou de um indivíduo na World Wide Web. Um

Web site é uma coleção de páginas Web, que são documentos codificados em HTML (HyperText Markup Language), vinculados um ao outro e, frequentemente, também a páginas de outros Web sites (WIKIPEDIA,

formas alternativas de distribuição de informação, ao invés de representarem novas formas de ação e interação que requerem novas formas de racionalização e fundamentação que as motive. O autor cita o exemplo do e-mail. Algumas organizações explicam o uso do e-mail para seus membros comparando-o com um sistema de correio convencional. Embora esta analogia sirva para propósitos educacionais, ela certamente não é um modo apropriado para entender o impacto da Internet na cultura organizacional. Uma conseqüência não-intencional do uso de tal analogia é que muitas oportunidades oferecidas pela tecnologia da Internet não são utilizadas e muitos riscos associados ao seu uso permanecem desconhecidos. O mais importante destes riscos é um reconhecimento insuficiente de como esta nova tecnologia pode dar origem a novas formas de ação e interação.

Slevin (2000) argumenta que o sucesso da utilização da tecnologia da Internet no sentido de evoluir novas formas de organização depende de dois pontos: entender a cultura organizacional e reconhecer a importância de tecnologias como modalidade de transmissão cultural. O autor desenvolve um raciocínio detalhado onde examina o impacto sobre a cultura organizacional do uso da Internet; e demonstra que compreender a Internet como modalidade de transmissão cultural pode ajudar a identificar como as organizações podem traçar um caminho mais cuidadoso e positivo entre sua recém adquirida autonomia e as responsabilidades que emergem de contextos onde a Internet é utilizada.

Para o autor, as vantagens do uso da Internet não surgem automaticamente para as organizações. Para que estas últimas possam utilizar a tecnologia da Internet considerando seus riscos e explorando suas oportunidades, elas devem incorporar quatro atributos relacionados ao aparato institucional que governa o uso da Internet, que são: (1) o uso da tecnologia da Internet para encorajar envolvimentos reflexivos; (2) o uso da tecnologia da Internet para desenvolver intervenção produtiva; (3) o uso da tecnologia da Internet para promover a inclusão organizacional; e (4) o uso da tecnologia da Internet para limitar danos.

O uso da tecnologia da Internet para encorajar envolvimentos reflexivos (1) refere-se à mobilização da Internet para facilitar relacionamentos inteligentes e promover o diálogo na comunicação interna e externa das organizações. Web sites na Internet,

ou na Intranet ou Extranet, devem ser entendidos como projetos reflexivos que estão envolvidos de forma elaborada no que as organizações estão fazendo de si mesmas. O segundo (2) atributo refere-se à mobilização da Internet pelas organizações para possibilitar que grupos e indivíduos “façam as coisas acontecerem”, ao invés de "ter as coisas acontecendo a eles"; o que para o autor exige mais gerenciamento. O uso da tecnologia da Internet para promover a inclusão organizacional (3) refere-se à utilização da Internet por aqueles que estão no topo das organizações para ativamente colaborem com outros, que estão tanto dentro das organizações quanto na arena externa; e também, utilizar a Internet para facilitar e incorporar alianças bottom-up ativas, voltadas a responder a novos cenários de risco. Por último, o uso da tecnologia da Internet para limitar danos (4) refere-se ao fato que as organizações deverão encontrar formas de usar a Internet para lidar com eventos danosos, uma vez que aconteçam, e também lidar com as fontes de conflito e violência em rede, antes que venham à tona. Um exemplo de conflito possível é a colisão de valores entre aqueles que estão utilizando a Internet.

Slevin (2000) argumenta que estes quatro atributos apontam para como o uso da Internet pode ser propositadamente direcionado para levar a novas formas de ação e interação nas organizações. Isto não pode ser alcançado se tratarmos a Internet como meramente uma forma alternativa de distribuição da informação.