Actividad enzimática del suelo
AHULUQ 15 Extracto húmico total (%)
E. Suelo cultivado [Eutric Leptosol (Aric, Loamic)]
6.4. Resultados y discusión: horizontes minerales
6.4.3. Actividades enzimáticas Actividad deshidrogenasa
Foto: Cleyderson Freire, fev 2012. Foto : Clayderson Freire, fev 2012.
A inspiração para suas criações vem da natureza:
O peixe boi, a temática é a questão da preservação do meio ambiente, a questão do animal estar ameaçado de extinção desde quando a gente começou a fazer o peixe boi, tinha essa visão . Aí o que é que agente usa? Faz flores, faz animal, arara, urubu e o urubu é feio, mas ele é muito importante para o meio ambiente, então vamos fazer o urubu que é representação nossa, daqui também, a gente busca estar fazendo , englobando aqui a cultura amazônica, mas também o que tem na música que a gente está aproveitando o que tem nas letras e o que pode também estar sendo feito (idem).
Quanto ao cuidado com o meio ambiente e melhoria da qualidade de vida a partir das ações do IAPAV, para o artesão o processo pedagógico se faz a partir das mensagens através da música, dos adereços e nas falas dos integrantes do IAPAV, que contratam um carro (Rádio Margarida) que vem transmitindo as mensagens educativas. Os participantes efetivos dos cortejos já são elementos multiplicadores da proposta de realizar a partir da cultura.
4.1.2.2 Os arrastões da quadra junina
Os arrastões do mês de junho são antecedidos pelas tradicionais oficinas ainda no mês de maio, seguidas dos ensaios nas ruas até junho e um ensaio geral. O Instituto Arraial do Pavulagem iniciou o processo de construção dos cortejos da quadra junina 2011 com as oficinas de canto, dança, percussão e artes circenses
para quem ainda não fazia parte do Batalhão da Estrela, ou seja, para os iniciantes, divulgadas no site do Instituto, para as inscrições. Para os veteranos, estes só precisam participar dos ensaios e fazer inscrições para confirmar presença nos cortejos do ano. As oficinas e ensaios ocorreram na sede do Instituto e nas ruas da praça.
O primeiro arrastão do ano de 2011 foi no Dia dos Namorados, 12 de junho. A concentração ocorreu na Praça Princesa Izabel, no Bairro do Guamá, em Belém, por volta de seis horas e meia de domingo. Aos poucos, brincantes foram chegando, vestidos a caráter. Os mastros de São João, que depois seriam fincados na Praça da República para festejar o início da quadra junina, foram arrumados por mulheres e crianças que amarraram fitas coloridas em toda extensão (Foto 30). O Boi Orube (Foto 31), foi um dos convidados do cortejo, trazido pelos brincantes do Conjunto Satélite.
Foto 30 - Decoração dos mastros na Praça Princesa Izabel
Foto 31 - O Boi Orube
Foto: Joana Barretto, jun, 2011.
Na embarcação que levou os bois Pavulagem, Malhadinho e Orube (Foto 32), e os mastros até a escadinha da Estação das Docas, houve apresentação de banda musical e grupo de danças regionais. Enquanto isso o povo se aglomerava e se contagiava com a roda cantada na Estação das Docas, onde a banda do músico Allan Carvalho e integrantes do Batalhão da Estrela tocavam e dançavam ao som de ritmos diferenciados como carimbó, xote, boi bumbá e quadrilha, enquanto aguardavam o barco com os bois e os mastros para saída rumo à Praça da República.
Foto 32 - Bois Malhadinho, Pavulagem e Orube
Para suportar o calor intenso da cidade, as sombrinhas e os guardassóis (Foto 33) fazem parte do colorido do Arraial do Pavulagem, enfeitadas com imagens dos santos da quadra junina.
Foto 33 - Guardassol com imagens de santos
Foto: Nelson André Santos, jun 2011.
O cortejo com comitiva de aproximadamente quinhentas pessoas foi composto de orquestra de metais, bonecos cabeçudos, crianças em cavalinhos (Foto 34), senhoras com estandartes e bandeiras dos santos juninos, percussionistas, dançarinos, pernas de pau (Foto 35), músicos do Arraial do Pavulagem e crianças e jovens do Projeto Orube de Arte e Educação.
Foto 34 – Cavalinhos e crianças aguardando o cortejo
Foto 35 - Descanso da perna de pau
Foto: Joana Barretto, jun 2011.
A concentração (Foto 36) foi em frente à sede do IAPAV onde, dentro, os brincantes finalizavam seus preparativos (Foto 37). Para esse dia foi convidado o Boi Malhadinho que, junto com o Boi Pavulagem, símbolo da festa, fizeram apresentações. Os mastros de São João foram carregados por homens e mulheres do Grupo Musical Sancari e fincados na Praça da República, onde o grupo Arraial do Pavulagem e convidados realizaram o tradicional show. Próxima ao palco, a barraca de venda das camisas dos arrastões.
Foto 36 - Concentração em frente à sede
Foto 37 - Preparativos para o cortejo
Foto: Joana Barretto, jun 2011.
No segundo domingo de junho, reuniram-se cerca de quatro mil pessoas que se juntaram ao cortejo e aos tradicionais convidados como os bois Malhadinho, do Guamá e Moleque, do Município de Ponta de Pedras (Foto 38). Nesse dia o convidado ilustre foi o Mestre Cardoso, guardião do Boi Ouro Fino, que prestigiou e participou do show da banda Arraial do Pavulagem, cantando toadas de boi.
Foto 38 - Boi Moleque, convidado
No terceiro domingo, o público aumentou, segundo avaliação da Guarda Municipal, que estimou quinze mil brincantes, e o cortejo finalizou com o show da banda e participação de Lucas, menino cantor, participante do Boi Malhadinho do Guamá. Outra atração foi o Mestre Apollo, de Caratateua, poeta de Outeiro48.
Nos cortejos semanais observaram-se várias situações, como a concentração dos brincantes em frente a sede; a roda cantada antes do cortejo; o movimento dos catadores de lixo do Programa de Coleta Seletiva (Foto 39); manifestações estudantis; manifestações populares (Foto 40); a participação do Projeto Orube com os brincantes portando chapéus de palha com a cuia, símbolo do Orube.
Foto 39 - Movimento dos catadores de lixo
Foto: Joana Barretto, jun 2011. Foto 40 - Manifestações populares
Foto: Lohana Schalken, jun 2011.
Divulgando campanhas educativas junto aos brincantes e orientando a multidão para garantir a segurança no evento, o IAPAV conta com o apoio da Rádio Margarida (Foto 41).
48 Ilha de Belém, no distrito de Icoaraci.
Foto 41 - Rádio Margarida Foto 42 - O comércio informal
Foto: Joana Barretto, jun 2011. Foto: Joana Barretto, jun 2011.
Nos cortejos acontece o comércio informal (Foto 42) praticado por pessoas de níveis diferenciados de renda, que aproveitam a oportunidade para apresentar suas produções, seja na moda, seja na venda de alimentos e bebidas, seja no artesanato; o público que acompanha e que assiste das janelas e sacadas das edificações; a presença dos órgãos públicos situados na avenida; a presença dos órgãos de segurança pública. Mas o que difere e encanta é a alegria e orgulho da entusiasmada turma de idosas (Foto 43) portando os estandartes, na frente do cortejo.
Foto 43 - Participação dos idosos
Na Praça da República, muitas pessoas aguardavam a chegada do cortejo. No show do grupo, participações especiais de músicos da terra alegravam os participantes que jogavam seus chapéus de palha com fitas para o alto. Os mastros são fincados na praça (Fotos 44 e 45) como parte do ritual que acontece durante quatro domingos.
Foto 44 - O processo de fincamento dos mastros na praça
Foto: Joana Barretto, jun 2011
Foto 45 - Os mastros fincados na Praça da República
O último domingo da programação dos arrastões, em dois de julho, foi dia do encerramento da quadra junina. O arrastão saiu depois que o Batalhão da Estrela aqueceu os tambores na roda cantada na concentração do folguedo na Praça dos Estivadores. O encerramento contou com o show da banda e músicos convidados e os mastros foram “derrubados” (Fotos 46 e 47), simbolizando o final do período junino.
Fotos 46 e 47 - A derrubada dos mastros no último arrastão junino Masculino Feminino
Foto: Joana Barretto, jun 2011. Foto: Joana Barretto, jun 2011.