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CHAPTER 6 COMPARISON ON COPING EXPERIENCES

6.5 Acceptance of Caregiver Role

Para Niklas Luhmann os sistemas ps’quicos e sociais, tal como qualquer sistema vivo, s‹o redes autopoiŽticas de comunica•›es que produzem e processam informa•›es, que podem ser vistas como matŽria prima b‡sica para o funcionamento desses mesmos sistemas. Informa•‹o

Ž entendida no sentido de novidade ao cont’nuo repetitivo e redundante da comunica•‹o e Luhmann usa a defini•‹o de Bateson, Ôuma diferen•a que faz a diferen•aÕ. TambŽm para Daniel Bougnoux Òinformar significa selecionar e avaliarÓ e, na linha de Luhmann, tambŽm considera que a Òcomunica•‹o est‡ relacionada ˆ previsibilidade e ˆ redund‰ncia, enquanto a informa•‹o, com o novo e o imprevistoÓ (CAPURRO e HJORLAND, 2007, p.172/173).

Frederick Dretske (1932- ), conhecido por suas contribui•›es nos campos da epistemologia e filosofia da mente, prop›e uma teoria sem‰ntica da informa•‹o que se baseia na distin•‹o entre informa•‹o e significado, onde afirma que o processo interpretativo Ž condi•‹o necess‡ria ˆ aquisi•‹o de conhecimento. Os conceitos de informa•‹o e significado s‹o diferentes mas relacionados pelo sistema cognitivo do receptor e para Dretske a informa•‹o Ž sempre relativa ao Òconhecimento anterior do receptorÓ e Ž Òalgo que Ž necess‡rio para o conhecimentoÓ; ÒO conhecimento Ž uma cren•a produzida por informa•‹oÓ (CAPURRO e HJORLAND, 2007, p.170). J‡ Sandra Braman, no seu texto ÔDefining informationÕ (1989), avan•a com uma proposta de hierarquia de defini•›es de informa•‹o para os respons‡veis pol’ticos, gestores e decisores. Da defini•‹o mais limitada ˆ mais abrangente ter’amos 1) informa•‹o como recurso, 2) informa•‹o como uma mercadoria, 3) informa•‹o como percep•‹o de padr›es e 4) informa•‹o como for•a constitutiva da sociedade, e neste caso, definir informa•‹o seria assim uma a•‹o pol’tica.

Para o investigador dinamarqu•s Peter Ingwersen, Òinforma•‹o s‹o dados gerados e percebidos que podem transformar estados de conhecimento produzindo v‡rios tipos de a•‹oÓ (1992, p.309 Ð tradu•‹o livre do autor). No contexto da gest‹o do conhecimento, a informa•‹o Ž vista como os agregado de dados com significado que, quando interpretados dentro de um contexto, podem constituir conhecimento. De acordo, primeiro, com Michael Polanyi e mais tarde com Nonaka (1991) e Takeuchi, somente o conhecimento expl’cito (informa•‹o) pode ser gerenciado; o conhecimento (t‡cito) n‹o pode ser gerenciado, apenas possibilitado. Para Alfons Cornella, Ôas empresas s‹o informa•‹oÕ12, ideia expressa no titulo

de seu livro de 2000. Brown e Duguid em ÔA vida social da informa•‹oÕ (2001), discutem a rela•‹o das tecnologias de informa•‹o com as formas de organiza•‹o social e argumentam

que n‹o Ž a informa•‹o compartilhada, mas a interpreta•‹o compartilhada, que mant•m as pessoas unidas.

Benny Karpatschof, professor de psicologia na Universidade de Copenhaga, Ž citado por Capurro e Hjorland como tendo sido o pesquisador que Òidentifica uma perspectiva chave do conceito de informa•‹o sobre a qual a maioria das discuss›es interdisciplinares pode concordarÓ; Karpatschof n‹o considera a informa•‹o como uma coisa ou algo objetivo e, com essa perspectiva,

ele nos for•a a mudar a perspectiva de olhar a informa•‹o como um objeto para focalizar os mecanismos subjetivos que s‹o respons‡veis pela discrimina•‹o, interpreta•‹o ou sele•‹o. O que distingue as diferentes teorias de informa•‹o Ž, portanto, n‹o apenas o conceito de informa•‹o em si. ƒ, em um grau mais elevado, a natureza do mecanismo de libera•‹o (ou mecanismos de processamento de informa•‹o), os seletores ou interpretes. Perguntar sobre a natureza desses mecanismos significa, por exemplo, perguntar sobre a natureza dos organismos vivos, sobre a natureza dos seres humanos, da linguagem humana, da sociedade e da tecnologia (CAPURRO e HJORLAND, 2007, p.176).

4.3.I

NFORMA‚ÌO COMO COISA

,

COMO PROCESSO E COMO CONHECIMENTO O contraponto ˆ vis‹o cognitiva da informa•‹o expressa no par‡grafo anterior Ž a vis‹o objetivada da informa•‹o defendida por Michael Buckland (1941- ), professor de CI na escola de informa•‹o de Berkley na Universidade da California que num artigo intitulado Ôinforma•‹o-como-coisaÕ (1991)13, come•a por afirmar que a explora•‹o do termo

Ôinforma•‹oÕ encontra dificuldades imediatas na medida em que este tem a ver com tornar-se informado, reduzindo a ignor‰ncia e a incerteza, sendo ir™nico o fato de que o termo Ôinforma•‹oÕ ser ele pr—prio amb’guo e usado de diferentes formas. O autor considera que a necessidade de definir informa•‹o-como-coisa tem a ver, por um lado, com a expans‹o das tecnologias de informa•‹o, expans‹o essa que tornou comum referirmo-nos a comunica•›es, bases de dados e livros como informa•‹o, por outro, com o fato de que, em œltima an‡lise, os sistemas de informa•‹o s— conseguem tratar diretamente com informa•‹o-como-coisa, isto Ž, os sistemas de informa•‹o s— armazenam, processam, recuperam e transmitem informa•‹o- como-coisa.

Buckland prop›e uma abordagem pragm‡tica ˆ defini•‹o e ao estudo da Ôinforma•‹oÕ e com esse objetivo identifica os tr•s principais usos do termo:

a) informa•‹o-como-processo: quando alguŽm Ž informado; ato de informar; comunica•‹o de conhecimento.

b) informa•‹o-como-conhecimento: aquilo que Ž percebido na informa•‹o-como-processo; conhecimento comunicado referente a algum fato particular, sujeito ou evento; noticias; intelig•ncia. A informa•‹o-como-conhecimento Ž intang’vel, n‹o pode ser medida nem tocada de nenhuma forma. Assim, para ser comunicada deve ser expressa, descrita ou representada de alguma forma f’sica como sinal, texto ou comunica•‹o. Tais express›es, descri•›es ou representa•‹o seriam a informa•‹o-como-coisa.

c) informa•‹o-como-coisa: atributo de objetos como dados e documentos que s‹o referidos como informa•‹o porque s‹o vistos como sendo informativos, como tendo a qualidade de comunicar conhecimento ou informa•‹o.

O autor define ainda Ôprocessamento de informa•‹oÕ como informa•‹o em fluxo, manuseamento e manipula•‹o de documentos que possibilita novas formas e vers›es de informa•‹o-como-coisa; estes quatro aspectos da informa•‹o est‹o resumidos abaixo, na Tabela 1.

Tabela 1. Informa•‹o como coisa, como processo e como conhecimento.

Intang’vel Tang’vel

Entidade Informa•‹o-como-conhecimento Conhecimento

Informa•‹o-como-coisa

Dados, documentos, conhecimento registrado Processo Informa•‹o-como-processo Tornando-se informado Processamento de informa•‹o P r o c e s s a m e n t o d e d o c u m e n t o s , e n g e n h a r i a d o c o n h e c i m e n t o (Ôinforma•‹o em fluxoÓ: telefonemas, emiss›es de radio e TV, etc.)

Fonte: (CAPURRO e HJORLAND, 2007, p. 191; BUCKLAND, 1991, p.352).

Concord‰ncia, ou pelo menos algum consenso, Ž o que nos permite ir alŽm da anarquia de opini›es individuais sobre o que deve ser tratado como informa•‹o. Em termos pr‡ticos, para

o autor, algum consenso Ž necess‡rio para acordar sobre o que deve ser considerado informa•‹o-como-coisa, isto Ž, que possa ser recolhido e guardado, e portanto com possibilidade de ser recuperado, em sistemas de informa•‹o, arquivos, bases de dados, bibliotecas e museus. Buckland entende tambŽm que ser informativo Ž situacional; informa•‹o-como-processo Ž situacional e portanto a prova envolvida, informa•‹o-como- coisa, Ž tambŽm situacional na medida em que depende da pesquisa e da per’cia do pesquisador. Ser informativo Ž, portanto, uma quest‹o de julgamento individual (BUCKLAND, 1991, p.356/357).

Para alŽm de exigir consenso e ser situacional, na opini‹o deste pesquisador, se informa•‹o Ž uma qualidade atribu’da ˆs coisas, podemos ent‹o perguntar-nos que limites haver‡ para o que poderia e o que n‹o poderia ser informa•‹o; de outra forma, Òque coisas n‹o poderiam ser encaradas como informativas? Podemos dizer que objetos dos quais ninguŽm tem conhecimento n‹o podem ser informa•‹o, mas podem tornar-se informa•‹o no momento em que alguŽm tome conhecimento delesÓ. Este ponto Ž exemplificado com as ‡rvores: uma arvore pode ser informativa enquanto elemento de uma espŽcie e atravŽs das caracter’sticas da espessura dos anŽis no seu tronco. Tudo Ž ou pode ser informativo e, portanto, tudo Ž ou pode ser informa•‹o. ÒMas se madeira e lenha podem ser informa•‹o, ser‡ dif’cil afirmar categoricamente que qualquer objeto n‹o pudesse ser informa•‹oÓ. Conclui o autor que Òsomos incapazes de dizer, de modo confi‡vel, sobre qualquer coisa que n‹o pudesse ser informa•‹oÓ (BUCKLAND, 1991, p.356 Ð tradu•‹o livre do autor). De forma aparentemente paradoxal, se tudo Ž ou pode ser informa•‹o, conclui-se que dizer que uma coisa Ž Ôinforma•‹oÕ Ž dizer pouco ou nada para a definir.

Na esteira da tradi•‹o documentalista, o professor de CI no Conservat—rio Nacional de Artes e Of’cios14 Jean-Fran•ois Le Coadic (1942- ), equipara informa•‹o-como-coisa a documento

enquanto termo genŽrico que designa objetos portadores de informa•‹o e, nas suas palavras, Òum documento Ž todo o artefato que representa ou expressa um objeto, uma ideia ou uma informa•‹o por meio de signos gr‡ficos e ic™nicos (palavras, imagens, diagramas, mapas, figuras, s’mbolos), sonoros e visuais (gravados em suporte de papel ou eletr™nicos)Ó (LE COADIC, 1996, p.5). Entretanto, para Le Coadic, o objetivo da informa•‹o Ž, em œltima

analise, a apreens‹o de sentidos sobre os seres vivos e os objetos do mundo, isto Ž, o objetivo da informa•‹o Ž o conhecimento e comporta um importante elemento de sentido;

[a informa•‹o] Ž um significado transmitido a um ser consciente por meio de uma mensagem inscrita em um suporte espacial-temporal: impresso, sinal elŽtrico, onda sonora, etc. Essa inscri•‹o Ž feita gra•as a um sistema de signos (a linguagem), signo este que Ž um elemento da linguagem que associa um significante a um significado: signo alfabŽtico, palavra, sinal de pontua•‹o (LE COADIC, 1996, p.4).

Informa•‹o-como-coisa ou documento, por um lado, e informa•‹o-como-conhecimento ou signo, por outro, s‹o duas das mais importantes acep•›es do termo informa•‹o e na opini‹o de Capurro e Hjorland representam a mais importante distin•‹o dos diversos conceitos de informa•‹o:

Em nossa percep•‹o, a distin•‹o mais importante Ž aquela entre informa•‹o como objeto ou coisa (por exemplo, nœmero de bits) e informa•‹o como um conceito subjetivo, informa•‹o como signo; isto Ž, como dependente da interpreta•‹o de um agente cognitivo. A vis‹o interpretativa desloca a aten•‹o dos atributos das coisas para os mecanismos de libera•‹o para os quais aqueles atributos s‹o relevantes. Esta mudan•a pode causar frustra•‹o porque Ž inerentemente dif’cil e porque envolve princ’pios teleol—gicos que s‹o estranhos aos princ’pios positivistas da ci•ncia. ƒ relativamente f‡cil contar o numero de palavras em um documento ou descrev•-lo de outras forma; muito mais dif’cil Ž tentar descobrir para quem aquele documento tem relev‰ncia e quais as perguntas que ele pode responder (CAPURRO e HJORLAND, 2007, p.193).

4.4.D

ADOS

,

INFORMA‚ÌO

,

CONHECIMENTO

,

INTELIGæNCIA E SABEDORIA A distin•‹o entre informa•‹o pela amplitude de sentido, isto Ž, Ôinforma•‹o em sentido estreitoÕ, Ôinforma•‹o em sentido mais amploÕ e Ôinforma•‹o no sentido mais amplo poss’velÕ tal como apresentada por Saracevic, tem grande paralelo com a distin•‹o feita por outros autores entre ÔdadoÕ, Ôinforma•‹oÕ e ÔconhecimentoÕ, equivalendo, naturalmente, ÔdadoÕ ˆ Ôinforma•‹o em sentido estreitoÕ e ÔconhecimentoÕ ˆ Ôinforma•‹o no sentido mais amplo poss’velÕ. Efetivamente, esses tr•s conceitos (ÔdadoÕ, Ôinforma•‹oÕ e ÔconhecimentoÕ) s‹o muitas vezes considerados elementos b‡sicas na constru•‹o de campo de estudos da informa•‹o, e por este motivo, a formula•‹o das suas defini•›es Ž tambŽm entendida como crucial no desenvolvimento da ‡rea. A literatura acad•mica e profissional de CI inclui

significados diversificados para cada conceito. Os tr•s conceitos est‹o, naturalmente, inter- relacionados, mas a natureza das suas rela•›es e os seus significados precisos s‹o discut’veis. Ao passo que alguns pesquisadores afirmam que dados, informa•›es e conhecimento constituem uma hierarquia l—gica, outros h‡ que consideram que o conhecimento Ž o produto de uma s’ntese na mente de cada pessoa e Ž constru’do nos processos individuais e sociais de cogni•‹o. Nesta se•‹o apresentam-se algumas reflex›es de alguns autores a este respeito.

Buckland explica que os ÔdadosÕ, datum do latim, s‹o as coisas que foram dadas, que normalmente se referem aos registros guardados num computador e que transformados atravŽs do processamento da informa•‹o se transformam em Ôinforma•‹o-como- coisaÕ (BUCKLAND, 1991, p.353) (ver Tabela 1. Informa•‹o como coisa, como processo e como conhecimento). Semelhante entendimento tem Le Coadic (1996), para quem Òdado Ž a representa•‹o convencional, codificada, de uma informa•‹o em uma forma que permita submet•-la a processamento eletr™nicoÓ(p.8), Òa informa•‹o Ž um conhecimento inscrito (registrado) em forma escrita (impressa ou digital), oral ou audiovisual, em um suporteÓ sendo que Òum conhecimento (um saber) Ž o resultado do ato de conhecer, ato pelo qual o espirito apreende um objetoÓ (p.4).

Tabela 2. Dados, informa•‹o e Conhecimento.

Dados Informa•‹o Conhecimento

Simples observa•›es sobre o estado do mundo

Dados dotados de relev‰ncia e prop—sito

Informa•‹o valiosa da mente humana. Inclui reflex‹o, s’ntese, contexto ¥ Facilmente estruturado

¥ Facilmente obtido por m‡quinas ¥ Frequentemente quantificado ¥ Facilmente transfer’vel ¥ Requer unidade de an‡lise ¥ Exige consenso em rela•‹o ao significado ¥ Exige necessariamente a media•‹o humana ¥ De dif’cil estrutura•‹o ¥ De dif’cil captura em m‡quinas ¥ Frequentemente t‡cito ¥ De dif’cil transfer•ncia

Fonte: DAVENPORT e PRUSAK, 1998, p.18.

Os pesquisadores e autores especializados em inova•‹o de processos de neg—cios e gest‹o do conhecimento Thomas Devenport (1954- ) e Laurence Prusak, que defendem uma abordagem ecol—gica para o gerenciamento da informa•‹o (1998), afirmam que Òa velha distin•‹o entre

dados, informa•‹o e conhecimento [...] Ž nitidamente imprecisaÓ e que Òinforma•‹o, alŽm do mais, Ž um termo que envolve todos os tr•s, alŽm de servir como conex‹o entre os dados brutos e o conhecimento que se pode eventualmente obterÓ (p.18). Estes autores entendem que, Òainda assim, encontrar defini•›es para esses termos Ž um ponto de partida œtilÓ para que, nos esfor•os de gest‹o de informa•‹o e conhecimentos em ‰mbito organizacional, as empresas tenham mais elementos para decidir sobre a aplica•‹o de recursos financeiros e de trabalho na gest‹o dos seus processos e ativos de tecnologias de informa•‹o. Nesse sentido, definem e caracterizam os tr•s conceitos como apresentado na tabela 2 acima.

TambŽm com o prop—sito de discutir o uso da informa•‹o na formula•‹o de a•›es estratŽgicas pelas empresas, Miranda (1999) conceitua ÔdadoÕ como Òo conjunto de registros qualitativos ou quantitativos conhecido que organizado, agrupado, categorizado e padronizado adequadamente transforma-se em informa•‹oÓ, entende conhecimento expl’cito como o Òconjunto de informa•›es j‡ elicitadas em algum suporte (livros, documento etc.) e que caracteriza o saber dispon’vel sobre algum tema espec’ficoÓ e, por œltimo, conhecimento t‡cito como o Òacœmulo de saber pr‡ticoÓ (p.286/287).

Peter Burke, na sua Ôhistoria social do conhecimentoÕ, usa Òo termo Ôinforma•‹oÕ para referir- se ao que Ž relativamente ÔcruÕ, especifico e pr‡tico, e ÔconhecimentoÕ para denotar o que foi ÔcozidoÕ, processado ou sistematizado pelo pensamentoÓ, e postula que Òa sabedoria, por outro lado, n‹o Ž cumulativa, mas tem que ser adquirida mais ou menos penosamente por cada indiv’duoÓ (BURKE, 2003, p. 19/20). No ‰mbito da explora•‹o das rela•›es entre os conceitos de informa•‹o e rede, Regina Marteleto afirma que

num encadeamento did‡tico dos conceitos de informa•‹o- conhecimento-saber, a informa•‹o estaria situada num primeiro grau do processo de apropria•‹o, express‹o e sistematiza•‹o dos significados, enquanto o conhecimento corresponde a um grau mais internalizado desse mesmo processo, o de produ•‹o de sentidos sobre as coisas do mundo. O saber situa-se numa terceira zona que reœne os cabedais sociais, tŽcnicos e cognitivos de institui•›es, pessoas e grupos, em grau de internaliza•‹o e externaliza•‹o que alia os conhecimentos ˆs praticas e ˆs experi•ncias, formando acervos, registros e documentos individuais e coletivos Ð a sabedoria (MARTELETO, 2007a).

Aldo Barreto prop›e uma pir‰mide por forma a relacionar ÔdadosÕ, Ôinforma•‹oÕ, ÔconhecimentoÕ, Ôintelig•nciaÕ e ÔsaberÕ e explicitar a condi•‹o de estoque ou fluxo de cada um desses elementos. Os Òdados em uma mem—ria - seja em dispositivo convencional ou em sistema digital -, e inseridos no estoque com a inten•‹o de posterior recupera•‹oÓ s‹o Òo conjunto est‡tico de itens agregado segundo critŽrios de interesse de uma comunidade de receptores potenciaisÓ. A informa•‹o Ž o estoque de fatos organizados e o conhecimento o Òfluxo de acontecimentos, isto Ž, sucess‹o de eventos, que se realizam fora do estoque, na mente de algum ser pensante e em determinado espa•o socialÓ. Os conceitos de Ôintelig•nciaÕ e ÔsaberÕ relacionam-se com Ôa a•‹o de introdu•‹o din‰mica de um conhecimento assimilado na realidade do receptorÓ e com a consci•ncia que o indiv’duo tem do seu conhecimento, isto Ž, quando este Òpensa no conhecimento que aceitou e acumulou nos recipientes da sua menteÓ (BARRETO, 2002, p.68).

Figura 3. Dos dados ao saber.

Fonte: BARRETO, 2002, p.68.