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A VANSERTE MÅLE - OG STYRINGSSYSTEMER (AMS)

1. Innledning

1.7 A VANSERTE MÅLE - OG STYRINGSSYSTEMER (AMS)

Jesus faz-se presente, na vida humana de diversas formas e maneiras. Como vimos em capítulos anteriores, Ele vem ao nosso encontro e nós estabelecemos um encontro com Ele de diversas maneiras no decorrer da vida e da história.

Não há dúvidas de que a realidade central do sacramento é o batismo. Mas sabemos da importância que se têm para a comunidade dos discípulos de Jesus a sólida vida de comunhão com o Mestre na Eucaristia. “A Eucaristia é o lugar privilegiado do encontro do discípulo com Jesus Cristo. Com esse sacramento, Jesus nos atrai para si e nos faz entrar em dinamismo em relação a Deus e ao próximo”203.

Todos os sacramentos são lugares de encontro com Jesus Cristo. Neles, experimentamos a presença do Senhor e sua ação salvífica. Entre eles, a Eucaristia é o sacramento por excelência, O meio excelente da presença de Cristo na vida da Igreja. “A Santíssima Eucaristia contém todo o Bem Espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa”204.

Desde a Igreja primitiva, reconhece-se a presença do Senhor na fração do pão da comunidade (At 2, 42). É uma presença velada, que, porém, suscita na vida da comunidade o desejo da vinda do Senhor (Maranatha), pois traz a promessa da plenitude. A fórmula da consagração, palavras do próprio Cristo, demonstra o caráter pessoal da presença do Cristo ressuscitado: Isto é o meu corpo. O corpo, na linguagem semita, exprime presença, pois é idêntico à pessoa. Jesus está presente no sacramento da Eucaristia, culminando assim o seu grande desejo de permanecer com os seus até a consumação dos séculos (cf. Mt 28, 20).

A presença de Jesus, na Eucaristia, é sacrifical, ou seja, é presença e sacrifício, pois é o sacramento que realiza o memorial do sacrifício redentor de Cristo, atualizando-o e

202 ROCCHETTA, Carlo. Os sacramentos da fé, São Paulo: Paulinas, 1991, p. 189. 203 DA 251.

tornando-o presente. “A última ceia de Jesus apresenta-se de modo evidente como antecipação misteriosa, mas real do drama de sua morte sacrifical na cruz”205.

A Eucaristia é também banquete. “Este aspecto exprime bem a relação de comunhão que Deus quis estabelecer conosco e que nós mesmos devemos desenvolver mutuamente”206.Cristo quis estabelecer uma convivência fraterna com cada um de nós e desejou que participássemos da sua vida como verdadeiros irmãos, membros de uma única família

A presença de Cristo na Igreja dá-se mediante o mistério pascal, o sacrifício único de Cristo que, em sua memória, sacramentalmente, é feito na Igreja e pela Igreja. Portanto, na Eucaristia, Cristo doa-se inteiramente em vista da nossa salvação, a fim de restaurar a comunhão entre Deus e os homens que se deixaram guiar pelo pecado. O sacrifício de Cristo é a maior prova de seu amor para conosco. Na Eucaristia, celebra-se o sacramento pascal que nos garante a presença de Cristo que se entrega por nós em vista da salvação.

A Eucaristia é o sacramento da presença de Cristo, pois não é somente o mistério pascal que se faz presente, mas a própria fonte de salvação: Jesus Cristo. “Quando a Igreja celebra a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição do seu Senhor, esse acontecimento central da salvação torna-se realmente presente e realiza-se também a obra da nossa redenção”207.

Na Eucaristia, Cristo está por inteiro, nas substâncias do pão e do vinho. É a pessoa inteira de Jesus totalmente presente. A doutrina distingue o plano litúrgico do sinal do plano dogmático ontológico. No plano litúrgico do sinal, Cristo está presente de forma separada, no pão e no vinho consagrados, que fazem memória da sua paixão, morte e ressurreição. No plano dogmático ontológico, “o Senhor é sempre o ressuscitado e vivo e sempre está presente na plenitude de seu ser pessoal”208. No corpo do Senhor, está o Cristo vivo e ressuscitado. O corpo e o sangue do Senhor estão inseridos, na nossa história, na nossa vida. Portanto, no encontro com a Eucaristia, encontramos Jesus e nos alimentamos Dele.

Por isso, o sacramento da Eucaristia é celebrado enquanto ceia do Senhor. O corpo e o sangue do Senhor tornam-se comida e bebida. “Pois, minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida” (Jo 6, 55). No encontro com a Eucaristia, nós somos inseridos numa ceia, ou seja, no comer e no beber, na comunhão plena com o Senhor

205 ROCCHETTA, Carlo. op. cit. São Paulo: Paulinas, 1991, p. 297.

206 JOÃO PAULO II. Mane nobiscum domine. Carta Apostólica, 2004. São Paulo: Paulinas, 2004, 15. 207 JOÃO PAULO II. Ecclesia de Eucharistia. Carta Encíclica, 2003. São Paulo: Paulinas, 2003, 11. 208 ZILLES, Urbano. Os sacramentos da Igreja Católica. Porto Alegre: Edipucrus, 2001, p. 258.

ressuscitado e passamos a permanecer com ele num relacionamento pessoal de vida e destino. “Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6, 56). A presença sacramental do Senhor é permanente e constante na vida de quem o recebe. A comunhão é plena. O fiel que a recebe torna-se cristificado, divinizado. É inserido na vida do Senhor que o envia a ser no mundo sinal da presença do Cristo, da salvação no mundo inteiro.

A Eucaristia, como o sacramento da presença mais radical e mais real do seu Senhor nesta celebração sob a figura do banquete festivo, é também a realização suprema da natureza da própria Igreja, porque esta não é nem quer ser senão a presença de Cristo no espaço e no tempo209.

A Eucaristia é o alimento do discípulo missionário de Jesus Cristo. Somente ela é capaz de saciar a fome de vida e de felicidade. Ela fomenta a vida de comunhão com o Senhor e com o próximo. Ela é sustento da caminhada pastoral dos discípulos missionários de hoje. “Todas as comunidades e grupos eclesiais darão fruto na medida em que a Eucaristia for o centro de sua vida”210.

A Eucaristia torna-nos membros do único Corpo de Cristo, do qual nós comungamos, participamos (1 Cor 10, 17). Nela, experimentamos a vida eterna, a alegria duradoura, a presença constante do Senhor. Nosso dia a dia torna-se uma missa prolongada, ou seja, a ação do Senhor manifesta-se, nos nossos comportamentos, nas ações, nas atitudes. Ela é o alimento do caminho daqueles que fizeram seu encontro e desejam permanecer com Ele, experimentar sua presença, ouvir seus ensinamentos e viver sua forma de vida. O discípulo segue o Mestre e passa a ser testemunha viva daquele que o chamou. “Nesse sentido, quem introduz, nos mistérios, é primeiramente a testemunha; depois, esse encontro aprofunda-se, sem dúvida, na catequese e encontra sua fonte e ápice na celebração da Eucaristia”211.

Para o discípulo de Jesus era certo de que suas palavras permaneceriam em seus corações vivamente e assim a missão seria cumprida e assumida. Porém, Cristo desejo permanecer não só na convicção, mas também na comunidade dos discípulos. Sua presença seria constante e eficaz, por isso instituiu a Eucaristia. É no sacramento do seu corpo e do seu

209 RAHNER, Karl. op. cit. São Paulo: Paulus, 1989, p. 493. 210 DA 180.

211 BENTO XVI. Sacramentum Caritatis. Exortação Apostólica pós-sinodal. 2007. São Paulo: Paulinas, 2007, 64.

sangue que ele estabelece uma aliança nova e definitiva com seus discípulos e com a humanidade inteira.

É altamente conveniente que Cristo tenha querido ficar presente à sua Igreja desta maneira singular. Visto que estava para deixar os seus na sua forma visível, Cristo quis dar-nos a sua presença sacramental; já que ia oferecer-se na cruz para nos salvar, queria que tivéssemos o memorial do amor com o qual nos amou até o fim (Jo 13,1), até ao dom da sua vida212.

O encontro com Jesus Cristo, na Eucaristia, invade o coração humano do desejo de viver a vida divina e transbordá-la para o mundo inteiro. Na Eucaristia, encontramos Jesus, a Igreja e a salvação. “Assim, a Eucaristia não se separa da vida. Toda a vida humana, toda a história, inclusive a cósmica, fica assim incorporada ao sacrifício pascal de Cristo”213.