Como mencionado anteriormente, realizamos um grupo de reflexão formado por oito pós-graduandos (mestrado e doutorado) que participam ou participaram dos NEP´s. O convite foi feito pelo email para todos os pós-graduandos do Programa de Estudos Pós- Graduados em Serviço Social da PUC – SP, também por telefone e contatos pessoais.
Convidamos para realização do Grupo uma experiente pesquisadora e também participante de um dosNúcleos de Pesquisa para que nos auxiliasse na conduçãodo grupo e que contribuísse para o entendimento e superação dos problemas que viessem a surgir. O objetivo maior que nos guiou para realização do grupo de reflexão era descobrir a contribuição dos Núcleos de Estudos e Pesquisa na vida acadêmica dos participantes.
No encontro, feitas as apresentações e esclarecimentos, iniciamos os trabalhos através do motivo que nos impulsionou a realizar a presente pesquisa, que era conhecer como os NEPs contribuem na vida e na formação dos acadêmicos. Para realizar a análise, lembramos a fala de Bernadete Angelina Gatti (2005:46):
“De forma semelhante ao que ocorre com os dados qualitativos nas pesquisas sociais, não existe um modelo único e acabado de análise de dados para os grupos focais. A capacidade de elaboração de um processo de busca de significados nos dados obtidos está vinculada à formação do pesquisador, a seu estofo teórico e a sua criatividade.”
De acordo com os depoimentos, organizamos o conteúdo em três categorias de análise, mas não em transcrever diretamente todas as falas, já que disponibilizaremos, em anexo, a transcrição na íntegra do grupo de reflexão, para que todos aqueles que se interessarem possam ver e fazer suas análises e conclusões.
Primeira Categoria de Análise
Como os NEPs contribuem na vida e na pesquisa dos acadêmicos
Constatamos que essa contribuição é expressa através da vida acadêmica, pessoal e profissional dos alunos, que se motivam por participar, alguns pela temática oferecida pelos NEPs por tratar de temas recorrentes em suas vidas, outros pela temática de suas pesquisas individuais, muitos para complementação dos estudos em busca de aprimorar seus conhecimentos
“(...) quando ingressei eu logo de cara percebi algumas afinidades no Serviço Social, pois não sei se todos sabem minha formação não é no Serviço Social, mas sim no Jornalismo, quanto às afinidades, não só profissionais, como de condutas pessoais, familiares dentre outras. Vejo que participando dos Núcleos os alunos fazem descobertas e apreendem teorias que aplicam não só no âmbito profissional, universitário e acadêmico, mas na vida. A partir de todo esse envolvimento dos alunos nos Núcleos de Pesquisa é que eu posso investir na minha vida profissional e também no meu projeto de mestrado. Verifico que a minha freqüência se dá pela afinidade temática, afinidade com as pessoas e
também pelo tema de pesquisa que estes realizam(...)” A.L
Outra questão que pudemos observar refere-se a importância da prática refletida. Esta abre um espaço para os profissionais que não estão com projetos individuais de especialização, mestrado ou doutorado, participarem dos Núcleos e discutirem suas ações aproximando a teoria da prática, e não dicotomizando-as em suas rotinas. O que acaba, também, por aproximar o profissional participante do universo acadêmico, podendo interá- lo a especializações em níveis de mestrado e doutorado.
“(...)ele tem uma característica muito importante que é a da “Prática Refletida”, este traz diversas realidades extra-universitárias para serem discutidas no Núcleo. Assim, sustenta um novo olhar para realização de novos projetos e a viabilização da participação de outros profissionais, que estão trabalhando e que desejam realizar a reflexão do tema discutido. Este tipo de participação evoca, posteriormente, na maioria dos profissionais participantes, a inserção destes no processo seletivo da Pós - Graduação. Vale destacar que este tipo de ação, onde se traz a prática para ser discutida na universidade me realiza, não só enquanto
profissional, mas enquanto pessoa, pois aprendem outras formas de olhar, trabalhar. E que, talvez, em uma disciplina, por seu padrão, estrutura, não pode proporcionar isto aos alunos.” S.
“A possibilidade de desenvolver uma pesquisa me viabilizou a entrada no mundo. Outro fator enriquecedor que os Núcleos proporcionam é a participação de diversos profissionais, graduandos e pós-graduandos, de diversas áreas. Isto enriquece as discussões, pois trazem realidades muitas vezes desconhecidas, pontos de vista diferenciados que contribuem e enriquecem não só a pesquisa, individual e coletiva, como também a vida de cada participante. Já estou a quase três décadas como Assistente Social, gosto muito da minha prática, acho ela muito enriquecedora, mas não tinha tempo de pensar de uma outra maneira, pensar essa prática, a partir de um referencial teórico, principalmente na minha área de álcool e drogas. E agora eu consegui administrar minha vida para poder e quem sabe poder participar de pesquisas mesmo.” R.
“(...). A princípio vim para dar uma consultoria, depois recebi uma proposta de participar do Núcleo, percebi e gostei da forma como a Maria Lúcia trabalha, que eu acho muito interessante. O primeiro grupo que eu participei foi um estudo sobre os textos de Marilena Chauí, sou fã da Marilena Chauí, e agora da transdiciplinaridade e outros temas. Acho uma característica interessante, pois somente depois de 70 anos é que eu estou aprendendo a ser pesquisador. Não sei se vou ficar muito tempo ou pouco tempo, mas de qualquer forma é algo novo para mim e muito interessante. Gosto de trabalhar com jovens, às vezes minha cabeça dá uma travada e vocês me ajudam um pouquinho... é isso que eu queria colocar.” V.
Os Núcleos como dissemos anteriormente se diferenciam em suas atividades, sendo uma delas o estudo. Nossa pesquisa pode evidenciar que a maioria dos núcleos realiza mais grupo de estudos, do que pesquisas, por diversos fatores que se salientam no decorrer de nosso trabalho. Contudo, a realização dos estudos torna-se pertinente na medida em que faz uma discussão para além das disciplinas, trazendo questões da realidade que contribuem na realização das pesquisas individuais, no trabalho enquanto técnicos e até mesmo na vida pessoal.
(...). A outra experiência é a experiência do estudo, da vertente de estudo deste Núcleo por discutir as questões do neoconcervadorismo, não só do Serviço Social, mas de outras profissões, do racismo, do corte étnico que muitas políticas sociais fazem, de formas veladas ou mesmo legalistas, pois mesmo através de uma lei pode-se segregar uma parcela da população, das novas manifestações ideológicas de racismo de idealismo como neonazismo, preconceitos, do corte étnico que as Políticas Sociais fazem, de forma velada, legalista, pois através de uma lei você pode segregar uma parcela da população que não raramente é de cor de pele diferente, da cor branca. Então são aspectos importantes que me fizeram
ter uma leitura mais qualificada do meu espaço de trabalho enquanto assistente social e principalmente como docente do serviço social, onde você pode de uma forma muito mais eficaz fazer a amarração do conhecimento do cotidiano social do aluno como a proposta de crescimento profissional que você esta oferecendo naquele momento da ‘aula’.” L.
Segunda Categoria de Análise
Como os participantes pensavam a pesquisa nos Núcleos de Estudos e Pesquisa do Programa de Ensinos Pós-Graduados de Serviço Social da PUC - SP.
A pesquisa é o motivo central dos NEPs no Programa de Estudos Pós-Graduados de Serviço Social da PUC – SP; interessou-nos conhecer como ela perpassa os NEP´s do ponto de vista dos participantes, pois são eles que “movem” as atividades dos Núcleos. Assim, observamos através das falas, que cada NEP tem sua especificidade onde alguns realizam pesquisas e outros somente estudos. Uma atividade não exclui a outra; há NEPs que conseguem administrar muitas atividades concomitantemente, porém vai da performa e organização de cada um, também considerando aqui os pontos favoráveis e desfavoráveis que aparecem durante as atividades e que irão favorecer a realização das pesquisas, ou não. O financiamento é um deles, que quando não é concedido, ou concedido precariamente acaba por inviabilizar ou prejudicar a realização de muitos estudos. Vejamos:
“Eu considero que nós temos que ponderar algumas coisas quando falamos de Pesquisa. Penso que temos que situar o que é a Pesquisa no âmbito do Brasil e também com um olhar pra outras realidades, outros países e como é isso é para a M. como pesquisadora, como profissional como estudante traz presente. Em várias outras realidades e países nós temos a profissão pesquisador e ai você tem um aporte para aquela atividade que você esta desenvolvendo e ela não se torna uma atividade onde tenho que ter apenas o desejo (...) e este fator financeiro é importante porque eu tenho que sobreviver, eu preciso comer, morar e dormir, vestir e várias outras necessidades básicas pelo menos. E aqui no Brasil, de forma geral nós vemos que a Pesquisa ela acontece no âmbito do desejo, da participação da dedicação, ou como alguns poderiam dizer como voluntariado. Não que nós não tenhamos pesquisas financiadas no Brasil, mas pelo menos no Serviço Social que é um pouco do patamar que a gente fala. Vejo
que tem outras áreas e profissionais presentes aqui, é um pouco mais difícil ser pesquisador, ser assistente social e pesquisador como profissão. Isso acontece com físicos matemáticos, principalmente a área das exatas, mas nas ciências humanas, no Brasil se houver, é exceção. Então acho que isso nós precisamos ponderar. Depois a outra questão que acho que é importante nós termos é: nós entendemos que a profissão não deve se distanciar da prática e da teoria. Entretanto não dissociar prática da teoria ela tem diferença de pesquisa e ai que nível de pesquisa, ou que aprofundamento de pesquisa nós podemos ter se eu tenho que trabalhar 40 horas como assistente social, como técnica da minha área para poder me manter e minha família e tudo mais. Tem essas questões, também a questão dos financiamentos dos projetos de pesquisa e toda a manobra que se tem que fazer no seu projeto de pesquisa para que se consiga alguns equipamentos básicos e às vezes temos o projeto aprovado mas com 50, 60 até 70% de corte no valor o que faz com que você tenha que recortar novamente o projeto e então vai acontecendo também um processo de precarização da pesquisa. Temos também aquilo que talvez seja o mais palpável aqui no processo de mestrado e doutorado que são as pesquisas singulares (...). Acho que nós temos que dizer qual é a pesquisa que a gente está falando e qual é o contexto e a conjuntura de pesquisa do Brasil (...). Então falar de pesquisa para mim é necessário dizer essas coisas. Depois a pesquisa tem sim uma contribuição com a prática, depois o fazer, a ação profissional, seja em extensão, seja em congressos, seja em cursos, mas também em nível de pós: especialização, mestrado ou doutorado tem a dimensão teórica e de pesquisa (...)”. M.
“Eu quando entrei no mestrado, logo de cara pensei: Será que eu posso ser só pesquisadora? Que me bateu uma paixão, tanto pela pesquisa individual quanto pelo processo, que desde 2007 a gente vem desenvolvendo um projeto em busca de um financiamento, então toda essa questão de montar um projeto de aprender a elaborar de buscar metodologias tudo isso foi me apaixonando demais, no entanto eu fui percebendo que nesse momento não é possível para eu viver só de pesquisa, por conta dessa falta de incentivo, a verba vem e quando vem tem seus entraves. Ai penso um pouco no que a M. falou da precarização. Quando o pesquisador de fato pode ser só pesquisador? ou pode ser pelo menos oito horas por dia pesquisador? O tanto que existe de incentivo tanto da universidade quanto dos órgãos de fomento? Ai fica, para mim, a evidência desta precarização porque poderia sair muito melhor, se sai bom poderia sair muito melhor numa pesquisa dentro da universidade (...). Então o que falta eu acho que é só o dinheiro, porque eu acho que existe sim pessoas dispostas a pesquisar, pessoas que estão tão apaixonada quanto eu por todo aquele momento de pesquisador de entrar em contato com seus sujeitos com suas teorias. A vontade existe, acredito que as vezes não existe a oportunidade de que você se dedique para. (..).” A. L.
O tempo destinado à conclusão do mestrado e doutorado limita a rotina dos estudantes e participantes dos NEPs, bem como a falta de conhecimento de como se fazer pesquisa; ao analisar as falas verificamos que os alunos, por conta da falta de financiamento, do tempo, do custo de vida, acabam por individualizar sua participação nos Núcleos por conta de um tempo que necessariamente eles precisam adequar. Esse fato prejudica o resultado dos trabalhos realizados e muitos que nem chegam a se realizar.
Poderíamos dizer também que por mais que avançam os conhecimentos, as metodologias dos projetos ainda continuam “as mesmas”, estipulando prazos sem considerar as insondáveis mudanças e transformações que podem ocorrer durante as pesquisas, já que falamos de ciências humanas, do ser humano mergulhadas nas suas instabilidades e incertezas.
“Eu posso continuar falando da pesquisa, mais propriamente com ética. Para caracterizar, é uma pesquisa feita exclusivamente via internet. Porque a gente não tinha, logicamente, estrutura para ir às universidades, enfim, mas pelo que eu pude colher como contribuição é que a pesquisa ainda atrai poucos alunos para a disciplina de se pesquisar na medida em que o aluno me parece que ainda estão muito preocupados se a pesquisa estará relacionada como seu tema de pesquisa que este estará realizando no seu mestrado e no seu doutorado. Vejo que isso acontece e acho um fator "complicado", pois há perdas não só para o aluno, como para as Pesquisas a serem realizadas, pois muitas vezes vemos que os colegas tem dificuldades de fazer um curso de mestrado em dois anos. É pouco, ainda mais você tendo uma disciplina de pesquisa, de se dedicar pra o Núcleo precisa ter bastante desejo, vontade mesmo, e para muitos colegas o tempo atrapalha, a falta de organização, a distância de moradia. Porém, num geral a agente tem que ressaltar aqui que existe esta dificuldade de adesão à disciplina de pesquisa. Começa-se um grupo considerável e depois percebemos o esvaziamento e acaba que temos que abarcar a tarefa dos colegas que acabaram se desligando, logo a pesquisa se atrasa, perca um pouco da qualidade que poderia ter. Isso acaba impactando nos resultados pois a categoria espera um resultado da academia.” L.
“(...) eu queria falar sobre financiamento sobre a ótica de uma pessoa que ainda está iniciando numa pesquisa, mas também de uma pessoa que trabalha em instituições que recebe pesquisadores. Que é meu caso, trabalho numa organização pública que ao longo da minha vida de trabalho me acostumei a receber pesquisadores,
pessoas que vem da universidade querendo pesquisar alguma coisa na área pública. Acho que a pesquisa em ciências sociais ela é diferente da pesquisa em ciências exatas, ela é mais complicada por que vai lidar com seres humanos, em instituições. Então o tempo dela não é o mesmo que você vai ter em uma pesquisa básica onde você pode controlar todos os fatores tem um tempo e acabou. São seres humanos, geralmente as pessoas que a gente trabalha, são pessoas que não possuem recursos para voltar e ficar a disposição, o pesquisador por outro lado também tem o seu tempo.(...) Acho difícil não trabalhar com esta parceria, quem esta trabalhando tem que entender e apreender o valor dessa missão. Mas também que a universidade tem perder um pouco a arrogância de que você vai trabalhar com a questão do agir. Eu tive recentemente um convite de uma pessoa que veio e me disse: eu quero fazer pesquisa com quem só usa crack, mais nada. Onde você vai arrumar isso? Eu nem preciso ser uma pesquisadora, eu estou apenas dando um exemplo, para saber que é impossível você ter uma demanda dessa, e para que serve uma pesquisa...só isso?!(...) As instituições tem urgência de serem pensadas de serem pesquisadas, melhorar sob todos os aspectos, inclusive com o dinheiro mesmo, para não se jogar dinheiro fora, de ser uma coisa que venha mesmo melhorar trazer um beneficio a curto, médio e longo prazo. Para a gente trazer ciência para melhorar a vida das pessoas, melhorar as questões do dia-a-dia. Eu sinto que muitas vezes as pessoas chegam com uma hipótese tirada não sei da onde, e ai chora, pois você não vai ter como desenvolver aquilo, se estivesse pensado conosco isso lá...(...) Eu espero que quando eu chegar aqui eu não me esqueça disso lá (risos) é verdade porque às vezes as pessoas, elas choram, ficam assim muito frustradas, por que não dá dessa forma, o tempo das pesquisas humanas para a sociedade é totalmente diferente, aliás você tem que controlar coisas incontroláveis, tais como o humor do gestor que está ali e pode te compreender ou não, que se ele fechar a porta para você, você não entra mesmo. E nós temos que compreender isso, porque eu fiquei muito incomodada com esta proposta e falei mas onde a senhora vai encontrar essa demanda e para que serve? Eu não estou veja bem sendo simplista, de achar que a gente tem que ter uma visão utilitária da pesquisa, não é isto que eu estou querendo dizer. Mas acho que nós temos que ser mais sensível para a realidade que está ali e não o que está na sua cabeça, se não nós vamos ficar com este divórcio eterno da realidade com a academia. Eu acho que a academia deve estar dentro dos locais, dentro da sociedade, o conhecimento junto das pessoas. E saber que ciências humanas é infinitamente diferente das ciências exatas, pois você pode ficar doente, ficar grávida...” R.
O termo pesquisa, a arte de pesquisar, também é entendido pelos participantes como algo maior do que a pesquisa desenvolvida no âmbito do individual. Ela necessita de
uma capacitação vivenciada, e o espaço dos Núcleos é que proporciona esta experiência. No entanto, estas oportunidades não são oferecidas em grande escala, pois há um déficit desde a quantidade de professores para oferecer este conhecimento para os alunos, quanto financeiro, como dissemos anteriormente. As pesquisas realizadas, acabam sendo da organização e do desejo do coordenador e participantes dos Núcleos, que elaboram os projetos e em sua maioria literalmente “pagam para ver [conhecer]”, fazendo rateio para apresentar suas pesquisas, realizar eventos e demais atividades que são custeadas pelos próprios integrantes do Núcleo.
“(...). Agora quando a gente fala sobre a pesquisa mesmo no seu caráter acadêmico a gente precisa de uma formação e essa formação que eu J. Fiz o mestrado não com a intenção de ser pesquisador, mas sim de ser docente, e ai eu percebi que vindo para o mestrado você poderia se capacitar mais um pouco e buscar ser um docente-pesquisador, até porque não se pode ficar separando, ser só docente e não se envolver com pesquisa e sim ser um docente pesquisador. Eu percebo que todos esses pontos que a M. coloca, a realidade brasileira em relação a pesquisa, que ainda é um lugar muito fechado e o Brasil a área de fomento é muito mais para a tecnologia do que para as ciências humanas. Mas ai tem outro movimento que nós devemos fazer também, porque a gente percebe que conversando com algumas pessoas que trabalham na CAPES, CNPq estas dizem que sempre tem dinheiro sobrando na área de ciência sociais, então ai o questionamento é o seguinte: será que os pesquisadores das ciências sociais não buscam fazer projetos e vem só fazer mestrado e doutorado inocente?(...) . Eu vejo que os próprios Núcleos são muito mais de estudo do que de pesquisa, pois quando eu entrei queria fazer parte de alguma pesquisa, queria buscar essa experiência, que só a minha experiência enquanto pesquisador individual eu já fiz no mestrado, lógico que no doutorado ele vai ter um aprofundamento diferenciado pelo mestrado, mas você quer ser mesmo capacitado, quer adentrar numa pesquisa. Ai você percebe que nos Núcleos as pesquisas que tem são poucas e ai as pesquisas que tem não são abertas para todos, nem como voluntário. Quando você percebe as pesquisas já estão acontecendo e para você participar é muito difícil. E ai o meu movimento junto com a Mc. e o grupo em busca dessa formação como pesquisador nós escrevemos um projeto e mandamos e este projeto foi financiado e a gente está no último ano, onde eu falo que foi a grande alavanca de buscar ser