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4.3 S IMULERING OG MODELLERING

4.3.2 Simuleringsmodeller

Com a percepção de que a aplicação dos sistemas de gestão com predominância eminentemente técnica, interferia de forma negativa nas relações humanas, os psicólogos Eric Trist e Daniel Katz e o engenheiro Henry Mintzberg desenvolveram a Perspectiva Integrativa. Como o próprio termo já indica, esta teoria procurou demonstrar como o conhecimento é tratado de forma fragmentada, os problemas organizacionais também o são e, portanto, não há mais espaço para a predominância de tal ação por parte das organizações.

A Perspectiva Integrativa foi subdividida em: 1) Escola Sociotécnica, tendo como principal pensador Eric L. Trist, psicólogo inglês que viveu nos Estados Unidos da América. Ele foi um dos fundadores do Tavistok Institute of Human Relations que tinha como atividade principal pesquisar a interferência dos sistemas técnicos nas relações humanas das organizações, por isso conhecida como Teoria Sociotécnica. 2) Teoria dos Sistemas, elaborada pelo psicólogo Daniel Katz, norte-americano, desenvolveu seus estudos comparando os sistemas organizacionais ao sistema do corpo humano, caracterizando as organizações pela “equifinalidade”. 3) Por último, a Teoria da Contingência, representada por Henry Mintzberg, canadense, engenheiro mecânico. Suas obras baseiam-se na ruptura do pensamento tradicional sobre as organizações, considerando a utilização da estratégia como uma habilidade que deve ser desenvolvida nos Cursos de Administração.

As obras de Mintzberg estão calcadas na crença de que a espontaneidade e a fé das pessoas fazem a diferença nas organizações. Por isso, é admirador dos processos administrativos intuitivos.

Assim, Mintzberg (1975, p.75) afirma que: “tenho simpatia pelo processo administrativo intuitivo, baseado em respostas imediatas”. Não considero a

estratégia como apoteose do racionalismo e, sim, como uma arte.

Uma das maiores lutas de Mintzberg é acabar com os mestrados de Administração na forma em que são configurados.

Os programas regulares de mestrado devem ser eliminados. Trata- se da forma incorreta de treinar pessoas que nunca foram gerentes a se transformarem em gerentes. Eles não sabem se querem treinar líderes ou especialistas. No momento, treinamos analistas financeiros e esperamos que se tornem líderes. Se pudéssemos proibir essas pessoas de chegar à presidência das empresas, esse seria um enorme benefício. (MINTZBERG, 1991, p. 47)

O programa de Mestrado idealizado por Mintzberg é estruturado para abranger cinco posicionamentos, como proporcionadores de formação das habilidades principais de um administrador: 1) reflexivo; 2) analítico; 3) voltado para o mundo; 4) colaborativo e 5) catalítico. Estes posicionamentos deverão ser desenvolvidos nas disciplinas do curso de Administração, utilizando-se da multidisciplinaridade.

Nessa perspectiva, os cursos de mestrado formariam gestores que teriam papel fundamental como líderes que buscam descobrir e estimular habilidades individuais coadunadas com as necessidades das organizações.

As teorias da Perspectiva Integrativa dominaram a década de 1990 e seguem ainda dominando o novo milênio com um desfile de grandes idéias desenvolvidas, geralmente, por meio da pesquisa acadêmica, mas que se tornam conhecidas sobretudo por meio das consultorias internacionais.

A necessidade de cursos, especialmente, os de Administração, que desenvolvam habilidades, atitudes e competências propostas por Mintzberg parece ser foco de reflexão, também, no ensino superior europeu.

da necessidade de reflexão e mudanças radicais na estrutura do espaço do Ensino Superior europeu. As discussões sobre o Processo de Bolonha apontam que a gestão das IES precisa ser sensível aos aspectos estratégicos operacionais, técnico- estruturais e logísticos de modo que esse conjunto dê a qualidade do ensino- aprendizagem, que é o objeto primeiro da organização educacional, tanto nas IES públicas e, em especial, nas particulares.

A predominância da cultura organizacional alicerçada pelos pressupostos burocráticos taylorista, fayolrista e weberiana parece ser a causa desse caos no Ensino Superior que consolidou a escola como uma organização burocrática, com seus processos controlados pelo Estado, distante do dinamismo dos mercados.

Entretanto, embora reconheça a necessidade de mudanças estruturais no Ensino Superior, o Ministério da Educação (MEC) é lento na promoção de mudanças e compactua com a manutenção dos antigos paradigmas com as IES.

Apesar disso, já se nota, desde 2000, a sinalização de flexibilidade do MEC quando extinguiram as antigas e arcaicas grades curriculares, substituídas pelos novos Parâmetros Curriculares do curso de Administração. Estes permitem que as IES tenham flexibilidade para alterá-los sem a necessidade de autorização do Conselho Nacional de Educação.

É chegada a hora e a vez da inovação dos sistemas de gestão das IES, mesmo porque o momento em que todos os ventos sopravam a favor das Escolas de Administração passou.

A crescente competitividade causada pelo grande número de IES aprovada no final da década de 1990 e a queda do poder aquisitivo dos discentes têm exigido das IES uma nova forma de ação diferenciada no oferecimento de seus serviços. Ou têm qualidade do ensino, conciliado com estilos de gestão que viabilizem os aspectos

pedagógicos e financeiros, ou não têm alunos.

A esse propósito ou as IES lideram o processo de transmutação educacional, estruturando sua governança de forma a dar garantias mínimas à empregabilidade, ou as empresas ocuparão esse espaço, fazendo desaparecer da história a Instituição Educacional.

De fato, em 1999, existiam 1.200 universidades corporativas em todo o mundo que cobriam praticamente todos os setores da indústria e de serviços que não concedem grau acadêmico. Entretanto, a mais famosa delas, a “Universidade do Hambúrguer” da McDonald´s, localizada em Illions, durante seus 35 anos de existência já produziu mais de 50.000 licenciados conta com 30 professores e oferece programas em 22 línguas. (DEARLOVE, 1999, P. 37)