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Sobre a estrutura organizacional, a empresa D em um primeiro momento considerou que a divisão em departamentos auxiliaria a atividade de inovação. Porém, para a realidade atual da empresa, existe a necessidade de se realizar mais investimentos na esfera organizacional. Mas, para que isso aconteça é necessário conquistar novos mercados, de modo a viabilizar essa estrutura. Nesse caso, a empresa considera que a estrutura atual não está propícia para a atividade de inovação, porém está focada em sua prioridade competitiva, o custo.

Como a empresa atua com estreito relacionamento com um único cliente, necessita aumentar a margem de lucro em função de negociações cada vez mais apertadas. Desse modo, a estrutura atual tem contribuído no sentido de se minimizar os gastos e garantir uma margem de lucro para a empresa. Além disso, pode-se observar certa resistência do proprietário em investir em novos mercados e diversificar sua carteira de clientes.

Ao ser questionada sobre os critérios para se ocupar uma posição chave na empresa, as respostas foram no sentido da competência, ética e capacidade de trabalhar em equipe.

A centralização do poder de decisão está na figura do diretor. Na empresa D, de acordo com o proprietário, a centralização das decisões na empresa facilita, especialmente, o controle de custos. Com relação à prioridade entrega, a empresa afirmou que as compras de materiais são programadas já desde a confirmação do pedido, não gerando impactos ao longo da execução das ordens de produção.

Já quanto ao grau de autonomia e comprometimento dos funcionários do nível operacional, há a liberdade para troca de ferramental por parte do pessoal de fábrica e autonomia para parar o equipamento e autonomia para parar o equipamento.

No que diz respeito ao comprometimento dos funcionários de fábrica, a empresa apontou que a maior parte do corpo de funcionários está comprometida e auxilia a empresa em busca de seus resultados, no entanto, há poucos problemas isolados.

Já quanto à escolaridade mínima para a função de operador de produção, exige-se ensino fundamental para funções relacionadas às atividades de auxiliar de produção e ensino médio para atividades com especificidades de operações ou equipamentos específicos.

Quanto ao modo como se dá a comunicação, se a mesma flui de modo formal ou informal, verificou-se que há a presença de formalidade para a execução da produção, porém a resolução de problemas e troca de informações entre departamentos se dá de modo informal. A formalidade se dá através de ordens de produção com os respectivos desenhos técnicos do produto acompanhando a mesma e requisições de compras de materiais.

Foi apontada a importância da formalidade na execução da produção no que se refere à qualidade do produto final. Embora o controle de custos seja também um resultado apontado por essas empresas para a formalidade dos processos, a conformidade com as especificações e a manutenção de um padrão de qualidade da produção foram apontadas como os resultados esperados em função dessa ação.

Existe um planejamento estratégico informal, interiorizado na figura do proprietário. A empresa D, de acordo com a resposta dada pelo proprietário, argumentou que não há a necessidade de um planejamento formalizado, pois a empresa insere-se em um segmento de prestação de serviços e a demanda por novos negócios é constantemente variável.

Hoje a empresa prioriza custo e essa prioridade é a norteadora na formulação das estratégias da empresa. Também foi reforçada por essa empresa uma estreita relação entre as prioridades competitivas e essa formulação informal de estratégias.

Quanto às atividades de suporte para tomada de decisão, a empresa D embora não tenha apontado a utilização de suporte estatístico ou banco de dados estruturados para a tomada de decisão, estabelece um controle de ordem de produção e ordem de compra de insumos. Segundo a empresa, essa organização favorece o controle dos custos da empresa.

Sobre o posicionamento da empresa frente ao mercado em que atua, a empresa D respondeu não realizar o acompanhamento da concorrência nem do lançamento de novidades da área em função da exclusividade de atuação no principal negócio em que atua.

Desse modo, a empresa considera que, quando está consolidada em um mercado, dificilmente um concorrente consegue entrar, principalmente quando se tem alto desempenho nos níveis de serviço prestados. Além disso, há um ajuste de ferramental e de dispositivos de fabricação de modo a se atender aos requisitos do cliente com um custo competitivo. Esses fatores demandam considerável tempo e esforços para serem obtidos.

Em relação às principais vantagens que a empresa possui em comparação aos concorrentes de maior porte, a empresa D também citou o fator da ética de trabalho, uma vez que em diversos momentos, atua com segredo industrial de seus clientes.

Como desvantagens, a empresa apresentou o que considera como fator inerente ao porte da empresa, ou seja, o pequeno capital de giro. Investimentos de altos aportes e novos projetos que demandem novas máquinas, novos ferramentais ou considerável aumento no número de funcionários devem ser cuidadosamente estudados, por não dispor de margem financeira para erros ou investimentos isolados que não sejam repostos no próprio projeto.

Sobre os fatores como as necessidades e pontos a se melhorar de modo a tornar a empresa mais inovadora e os fatores facilitadores para o processo de inovação na empresa de modo geral, a empresa D afirmou que atende um grande cliente há muitos anos, com um mesmo produto, o qual não tem buscado inovações nessa área e intensificado suas ações no mercado chinês. Desse modo, a empresa apresentou certo receio com o andamento das atividades e reforçou a necessidade de inovação para sua sobrevivência.

Além disso, apontou que o governo precisaria dar mais apoio à inovação com a diminuição da carga tributária, considerada excessiva pela empresa. Soma-se um receio, por parte do proprietário, em assumir investimentos maiores que a capacidade da empresa ou que não venham a ter sequencia futura.

No entanto, a empresa aponta determinados fatores internos que ela considera como um fator positivo para que ocorra a inovação. A própria informalidade da empresa e a forma como se relaciona e interage tanto internamente quanto com os clientes foi considerada como um fator positivo, uma vez que a relação é direta entre fábrica, direção e clientes, possibilitando respostas mais rápidas e troca de conhecimento in loco.