Kapittel 3: Metode
3.4 Workshop 1-6 innhold og gjennomføring
Dados do entrevistado:
Nome: Capitão Eusébio Local da missão: Afeganistão
Posto desempenhado na missão: Comandante de Grupo/Pelotão
Período em que decorreu a missão: de 15 de Fevereiro a 30 de Agosto de 2007 Data: 16/07/09
Pergunta 1 – Durante a missão que realizou, com que frequência teve de tomar decisões não programadas?
Resposta: Praticamente sempre que íamos para uma missão, todos os dias acontecia
qualquer coisa que não estava programada. É quase impossível prever todo o tipo de situações que possam surgir, tentávamos planear sempre o melhor possível mas as surpresas surgiam sempre e também devido ao tipo de situação existente no Afeganistão.
Pergunta 2 - Quais eram os tipos de problemas inopinados que normalmente surgiam durante a missão?
Resposta: Surgiam problemas dos mais diversos tipos, desde um problema numa viatura, o
falar com a população, entre outros problemas. Surgiam bastantes situações diversas.
Pergunta 3 – Qual era, em média, o tempo disponível que tinha para dar uma solução a um problema inopinado?
Resposta: O tempo disponível era sempre muito curto. Quando se está a comandar tem
sempre que se tomar decisões e neste tipo de decisões era necessário dar uma resposta quase instantânea.
Pergunta 4 – Antes de tomar qualquer decisão, procurava ajuda ou conselhos: dos pares, ou dos superiores, ou dos inferiores hierárquicos?
Resposta: Informava sempre a cadeia de comando, para saberem o que estava a
acontecer. Para tomar uma decisão, tentava consultar sempre os inferiores hierárquicos, neste caso, os sargentos. Se tiver que tomar decisões em fracções de segundo, isso não há tempo e tinha que tomar a decisão na hora, mas se tivesse algum tempo tentava consultar sempre os sargentos, sargento de grupo e comandantes de equipa, que são nossos auxiliares.
Pergunta 5 – Se afirmativo consulta, o porquê de os consultar?
Resposta: No início tentava consulta-los devido a eles terem mais experiência e já terem
efectuado uma missão lá no Afeganistão, mas com o passar do tempo também eu adquiria experiência e podia mais facilmente tomar as decisões sem os consultar. No entanto seguia o princípio que duas ou mais cabeças pensam melhor que uma, pois nós poderíamos estar a visualizar o problema de uma maneira e outra pessoa ver de outra maneira, por isso era sempre bom ouvir, porque assim poderia ter mais a certeza que não estava a esquecer de nenhum pormenor. Isto não quer dizer que a decisão era tomada pelos sargentos, era sempre por mim, mas era sempre bom ouvir outras opiniões.
Pergunta 6 – No seu ponto de vista, quais eram os factores que mais o influenciavam antes de tomar uma decisão?
Resposta: Antes de tomar uma decisão tinha em atenção ao tempo disponível, a segurança
dos homens que era dos factores mais importantes, e o cumprimento da missão.
Pergunta 7 – E quais os factores que menos o influenciavam na sua tomada de decisão?
Resposta: Quando tomava uma decisão tinha sempre em conta os factores de decisão e
não era possível descurar algum, por isso, todos os factores eram importantes e que não existiam factores que tivessem menos influência, porque no Afeganistão, um erro poderia causar a morte de um ou vários militares, logo tínhamos de ter sempre em atenção todos os factores.
Pergunta 8 – Quando tinha de tomar uma decisão, optava por ser só você a decidir, ou recolhia opiniões e só depois decidia, ou reunia um grupo de indivíduos e em grupo tomavam a decisão?
Resposta: Quando se está num teatro estrangeiro, convém nós consultarmos sempre as
outras partes. Estamos todos juntos 24 horas e é apropriado saber qual a opinião dos outros. No entanto, há situações em que temos de decidir na hora e aí decido sem consultar. Se tivesse tempo, consultava o meu Sargento de Grupo e depois os comandantes de equipa, logo normalmente consultava os meus inferiores hierárquicos.
Pergunta 9 – Neste momento e tendo em conta a experiência acumulada, quais os principais erros que se verificaram nas situações que não se desenvolveram da melhor forma?
Resposta: Eu preferia decidir mal do que não decidir, foi isso que nos ensinaram. Só o facto
de ter trazido os meus homens todos e ter cumprido todas as missões que me foram entregues faz com que todas as decisões que eu tenha tomado tivessem sido boas decisões. Uma má decisão num teatro como o Afeganistão, pode significar termos algumas baixas, e como cumpri os objectivos que me estavam impostos que eram cumprir as missões atribuídas e trazer para casa todos os meus homens, significa que todas as decisões foram bem tomadas e que não existiram erros.
2ª PARTE
Nas tomadas de decisão existem critérios de decisão ética, ordene por ordem de importância (1- muito importante; 2- importante; 3- menos importante)
Critérios Descrição Classificação
Utilitarismo A meta é fornecer o maior bem para o maior número 2
Direitos Decisões compatíveis com liberdades e privilégios fundamentais 3
Justiça Distribuição equivalente de benefícios e custos 1
A tomada de decisão em termos teóricos compreende três fases:
Fases Descrição Factores importantes
Preparação Identificado o problema passa-se à pesquisa e recolha de dados considerando todos os factores influentes
Tempo disponível
Terreno
Meios
Decisão Inclui o desenvolvimento de M/A, a sua análise e selecção daquela que melhor resolve o problema. Desenvolvidas as M/A, passa-se à apreciação de cada uma com o objectivo de determinar as vulnerabilidades e potencialidades
Experiência
Sensibilidade
Acção Após a decisão passamos à execução e vamos verificar se os resultados pretendidos estão a ser alcançados
3ª PARTE
Modelo Utilizado Analisar o problema
Expor o problema à cadeia de comando Ouvir opiniões (se houvesse tempo) Tomar a decisão
Passar à acção Supervisionar