Materials and Method
4.2 MLC model in RayStation
5.1.7 Further work in Fidora
Durante a fase de análise de necessidades, foram realizadas ações para que se
alguns procedimentos necessários antes que se começasse a coleta de dados, os quais se
seguem. As ações realizadas para a análise de necessidades são identificação das IM do professor, aplicação do inventário de IM para os alunos, avaliação das IM dos alunos, exame de registros escolares, conversa informal com os alunos, apresentação das IM para os alunos, e também entrevista com a coordenadora pedagógica da escola.
3.3.1 Identificação das IM do professor
Como mencionado anteriormente, para que se faça uso de uma abordagem utilizando as IM - ou qualquer outra abordagem, como sugerem as leituras -, é necessário que se conheça primeiro as próprias inteligências. Este passo é de grande
importância, pois influencia a tipologia da prática do professor na medida em que se
toma consciência de suas virtudes e fraquezas. Como já dito, é natural que o professor
se incline a utilizar de forma mais freqüente atividades que abranjam suas inteligências mais latentes. É também a partir deste autoconhecimento que o professor poderá buscar maneiras de potencializar sua prática em conteúdos/atividades que abranjam suas inteligências menos latentes.
3.3.2 Aplicação do Inventário de IM
O inventário, tanto para o professor quanto para os alunos, consiste de uma lista de atividades, habilidades e hábitos para cada uma das inteligências, utilizado para auxiliar na identificação das inteligências mais desenvolvidas e menos desenvolvidas de uma maneira mais formal. Uma vez que a teoria das IM não prevê testes formais para se avaliar as inteligências, esse procedimento é realizado apenas no intuito de auxiliar o
professor no mapeamento de seu grupo de alunos e também de conscientizar os alunos
de suas próprias atividades. O inventário é subjetivo e as respostas podem mudar toda
vez que a pessoa o fizer, dependendo de uma variedade de fatores cognitivos, sociais,
psicológicos e pessoais. (Armstrong, 2000). (anexo 2)
3.3.3 Avaliação das IM dos alunos
Devido à natureza das IM, não é possível se aplicar qualquer tipo de teste19 para
avaliar as inteligências dos alunos, uma vez que nenhum teste pode determinar
precisamente a natureza ou a qualidade das inteligências de uma pessoa. Dessa forma,
os procedimentos de avaliação são de natureza subjetiva e dependem em grande parte
da observação do comportamento geral dos alunos dentro e fora da sala de aula. O
Inventário de IM também é utilizado no sentido de prover um mapa geral das
inteligências nas quais os alunos pensam ser mais ou menos capacitados. A utilidade da
avaliação das inteligências dos alunos é a de simplesmente orientar o planejamento das
atividades e, em um segundo plano, a de promover conscientização das inteligências dos
alunos por parte deles próprios.
3.3.3.1 Exame de registros escolares
Uma vez que não se tem o apoio de teste padronizados para se avaliar as IM dos
alunos, o método para se buscar um mapeamento das capacidades dos alunos em
atividades formais é o exame de registros escolares. Este procedimento consiste na
análise de provas, trabalhos, histórico escolar, participação em esportes, atividades
19
De fato, a teoria das I M é uma contra-proposta a qualquer tipo de teste que limite as inteligências a um simples conjunto de atividades de avaliação formal.
ligadas às artes e outras atividades. A utilização deste procedimento também não tem
por intenção a coleta de dados, e sim de complementar e sustentar as observações e
outros procedimentos utilizados para o diagnóstico, como, por exemplo, na tendência
musical forte no grupo de alunos comprovada pelos trabalhos apresentados pelos alunos
contendo referências à bandas de rock, ou pela participação dos alunos em bandas e
corais da escola). Outro exemplo se refere à inteligência Lógico-matemática:, por não
ser possível encontrar nenhuma evidência desta inteligência nos trabalhos, ou ainda, as
notas baixas em matérias como matemática, química e física, pode-se inferir que esse
inteligência é pouco desenvolvida neste grupo.
3.3.3.2 Conversa informal com os alunos
Juntamente com a simples observação, pode-se constatar comportamentos e
hábitos fora da escola, percebidos tanto nas observações quanto nas tendências para
alguma inteligência demonstrada pelo Inventário. Os próprios alunos poderão confirmar
suas tendências para cada inteligência. A conversa informal, muito mais do que
qualquer outro procedimento formal de coleta de informações, poderá fornecer dados
mais consistentes para a definição de um panorama geral das inteligências do grupo de
alunos. Um exemplo pertinente de como a conversa informal com os alunos pode trazer
benefícios para a elaboração do diagnóstico é o caso de uma das alunas que foi
encontrada carregando uma carta de mais de vinte folhas para o namorado, contando
uma história toda ilustrada em desenhos. Essa aluna nunca havia demonstrado qualquer
capacidade espacial em sala de aula, e obviamente, esta carta nunca teria sido vista pelo
3.3.4 Apresentação das IM para os alunos
A apresentação das inteligências na fase de análise de necessidades é importante
não somente para uma conscientização do que estará sendo feito, mas principalmente para que os alunos compreendam a teoria, e por conseqüência compreendam que todas as pessoas são inteligentes de formas diferentes. Ao compreenderem que são inteligentes, e que existem outras formas de ser considerado inteligente diferentemente da tradicional20, os alunos poderão se sentir mais motivados a participar da aula, podendo inclusive ter uma maior compreensão das diversas capacidades humanas e de como elas podem ser valorizadas na sociedade.
3.3.5 Entrevista com a coordenadora pedagógica da escola, com a professora anterior e com os alunos
Devido a minha inexperiência como professor do Estado, a entrevista com a coordenadora pedagógica da escola (anexo 3), em conjunto com o plano de aula da escola para a disciplina inglês21 (anexo 4), serviu para definir os caminhos iniciais que deveriam ser tomadas no planejamento e aplicação do plano de aula, levando em consideração as diretrizes estabelecidas pela escola. Já a entrevista com a professora anterior (anexo 5) e a entrevista com os alunos (anexo 5), serviram para estabelecer a
20 A forma tradicional de ser inteligente é entendida neste projeto como a inteligência mensurável por
meio de testes como o teste de QI, em oposição à definição de inteligência de Howard Gardner, (2000).
21 As escolas do Estado devem ter um Plano de Aula para cada disciplina, não significa necessariamente
que o professor tenha que seguir todos os parâmetros estabelecidos por esse plano, é dada uma certa liberdade para que o professor possa planejar suas aulas conforme achar necessário. Em última instância, os parâmetros a serem seguidos são os estabelecidos pelo MEC (1998), ou seja, os PCNs.
metodologia de trabalho com a qual os alunos estavam acostumados, e, a partir daí
começar a intervenção para a pesquisa.
3.4 Instrumentos de pesquisa e procedimentos de coleta de dados
Tanto a teoria das IM quanto a Lingüística Aplicada sugerem instrumentos e procedimentos de coleta de dados semelhantes. No entanto, para a aplicação de uma abordagem que se utilize das IM, é necessário adotar um procedimento mais específico para essa abordagem. Para que o professor possa trabalhar com essa teoria é preciso
conhecer primeiramente suas inteligências mais desenvolvidas e menos desenvolvidas. A partir desse autoconhecimento, o professor poderá explorar ao máximo seus pontos fortes e procurar desenvolver seus pontos fracos.
3.4.1 Diário reflexivo
Durante todo o período de coleta de dados, de agosto de 2004 a julho de 2005, foi mantido um diário reflexivo, no qual foram registradas impressões ao se aplicar uma
atividade, intenções de mudanças no plano de aula, dificuldades encontradas no contexto de escola pública, discussões acerca das teorias que compõem essa proposta, observações dos comportamentos dos alunos e impressões a cerca dos resultados
alcançados. Também foram feitos registros nas sessões de visionamento das aulas de
vídeo, realizadas no intuito de analisar o funcionamento da aula, para que se pudesse