Other work
3.2 Introduction to Esperanto
3.2.2 Word groups
Mediante a premissa de que a pesquisa sobre crenças do professor de LI provenientes de suas experiências em contextos de formação continuada é muito importante para melhor compreender o percurso de aperfeiçoamento profissional, apresentam-se algumas sugestões para futuras pesquisas:
investigar o impacto nos alunos e na comunidade escolar das mudanças operacionalizadas por professores de LI em formação continuada. Em outras palavras, verificar a experiência desses alunos e da comunidade escolar; como eles percebem e como reagem a essas mudanças;
levantar que fatores contextuais se apresentam como impeditivos para a realização de mudanças de crenças e/ou ações pedagógicas e, verificar as soluções encontradas, de maneira colaborativa – entre formadores de professores e professores, para contornar esses obstáculos.
pesquisar um grupo de professores em formação continuada com experiências de sucesso em mudanças em seus contextos de atuação profissional e levantar que fatores concorreram para a promoção dessas mudanças, tendo como base o discurso desses professores, bem como sua prática docente.
Para finalizar este trabalho, destaca-se que esta pesquisa estimulou, ainda mais a vontade desta pesquisadora em envolver-se com a formação
de professores, especialmente em aspectos relacionados à construção das crenças dos professores de LI, por compreender, que por meio delas pode- se contribuir para formação de professores mais reflexivos e conscientes dos fatores relevantes para o seu aperfeiçoamento profissional, possibilitando, em termos mais abrangentes, uma melhor adequação de objetivos, conteúdos e procedimentos dos cursos de formação de professores de LI.
Portanto, esta pesquisa levou a pesquisadora a compreender, com mais clareza, a importância de realizar ações para mudança do ensino de LI de forma colaborativa e reflexiva, em encontros com grupos de professores e em programas de formação continuada. Sabe-se que sozinhos, não é fácil realizar as mudanças necessárias. Nessa empreitada, retomam-se as palavras de Paulo Freire (ano 1979, p.14), que diz: “[...] não é possível fazer uma reflexão sobre a educação sem refletir sobre o próprio homem”. Assim, nenhuma reflexão sobre a educação é possível sem que também possamos refletir sobre o que somos, o que pensamos e acreditamos, e sobre o professor que desejamos, de fato, nos tornar.
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ANEXOS: ENTREVISTAS SEMIESTRUTURADAS
ANEXO A: ENTREVISTA COM O PROFESSOR PETER
Pesquisadora (P): Boa tarde, Cícero. Professor Peter (PP): Boa tarde.
P: Qual é a sua formação como professor de Inglês?
PP: Bom, eu fiz a minha graduação em Letras com licenciatura em Inglês e respectiva literatura. Além de Língua Portuguesa, na Universidade do Tocantins, Unitins, em Araguaína. Concluí o curso em 2001. Mas, durante o curso, tudo que eu aprendi de inglês foi lá no curso. Não tive a oportunidade de fazer cursinho particular. Enfim...
P: Foi no curso da graduação?
PP: Somente na graduação que eu estudei inglês.
P: E você achou que você saiu com um bom nível de Ingês?
PP: Eu penso que eu saí um pouco melhor quando a gente trata da habilidade de leitura e escrita. No entanto, quando se fala de listening, speaking, eu vi que meu nível é bastante limitado. E isso foi um problema que eu enfrentei na sala de aula, enquanto docente.
P: Bem, há quanto tempo você leciona inglês em escolas estaduais do estado do Tocantins?
PP: Bom, quando eu fiz o concurso para professor da rede estadual, em 2002, eu fiz o concurso como opção para professor de língua portuguesa. E fui aprovado. Fui lotado em uma escola em junho de 2002. E como havia déficit e eu tinha habilitação em inglês, eu peguei 50% de inglês, 50% de língua portuguesa. Então, de 2002 até 2007, eu trabalhei com língua inglesa e língua portuguesa ao mesmo tempo. Sempre mais ou menos 50%. Em 2007, por exemplo, eu fiquei com 100% de inglês.
P: Que bom. Mais Ensino Médio ou mais Ensino Fundamental?
PP: Mais Ensino Médio. Ensino Fundamental eu só trabalhei de 2002 a 2005. De lá para cá, só fiquei como Ensino Médio.
P: Ótimo. Bem, agora vamos entrar em assuntos relacionados aos cursos de formação de professor do estado. Como eram realizados os cursos de formação continuada de Língua Inglesa, antes do projeto TEP?
PP: Quando eu assumi as aulas em 2002, eu tive uma pequena formação de dois dias na DREA de Araguaína, porque eu trabalhava em uma escola pública no município de Bandeirantes. E essa formação foi a primeira que eu tive. Então, à época, a SEDUC não tinha um planejamento ainda, um projeto de formação pensando em nós, professores. Mas a partir daquele momento, em 2003, eles criaram o Tocantins English Project. E eu fui incluído. Eram 220, se eu não me engano, professores da rede estadual e eu fiz a formação. Em 2003 eu fiz a capacitação. Se eu não me engano, 220 horas. E, logo no final de 2003, veio a seleção para uma especialização em parceria Ceduc, UFT e British Council e eu fui selecionado. E fiz esse curso em 2004. Após isso, eu diria que, para mim, acabou a formação.
P: Bem, já que você tocou nesse assunto, você sentiu que as suas expectativas – vamos voltar ao TEP um pouquinho – foram alcançadas no final do projeto TEP? PP: Porque quando a gente ouviu falar no projeto TEP, a gente tinha várias expectativas: “-Nossa, British Council, está vindo, enfim, um outro programa de formação.”
P: Então, a gente criou algumas expectativas em relação ao curso. Ou não criou? Quais foram as suas expectativas, aí, em relação ao curso no Tocantins English Project?
PP: Bom, enquanto cursista e pensando, lá, a formação que eu tive na graduação, eu avalio que o TEP deu uma contribuição muito grande. Eu adquiri muita experiência, melhorei a minha habilidade de listening, speaking porque no TEP isso era trabalhado. Apesar de nós termos, aí, encontros quinzenais ou somente mensais. Mas eram encontros que duravam dois dias.
Às vezes, nas imersões, nós tínhamos, aí, cinco dias onde todos tinham que falar inglês. E tínhamos oficinas, palestras. Então, naquele momento, quer dizer, foram dois anos que eu acredito que teve uma contribuição muito grande para a melhora do meu nível de Inglês, nas quatro habilidades, eu diria. Claro, eu esperava que continuasse. Mas, infelizmente, os recursos... Logo parou.
P: Bem, você já respondeu que suas expectativas foram alcançadas, porque você trabalhou as quatro habilidades. Enfim, você deu uma evoluída, no caso, nas habilidades de língua. Então, durante a permanência desse projeto TEP, você sentiu alguma dificuldade? Qual foi a dificuldade? Se é que sentiu.
PP: Eu senti muitas dificuldades. Por exemplo, quando vinham as atividades de produção escrita, que exigiam mais reflexão, que tínhamos que articular teoria, prática, por exemplo, isso, às vezes, era um desafio. Porque eu tinha que fazer pesquisa, ler em inglês. E não foi um ato que nós tivemos na graduação. Mas, realmente, não foi, digamos assim, culpa desse curso, do TEP: mas era uma deficiência que eu já trazia, que eu já venho com ela de algum tempo. Mas, aos poucos, eu fui superando. E, na especialização, eu tive mais dificuldades ainda. Porque lá, assim, realmente eram poucas pessoas: era só 30, se eu não me engano, cursistas. E o nível era, realmente, especialização. Eram leituras somente em Línguas Inglesa, aulas em língua inglesa. Enfim, então esse era o desafio tanto para escrever, para ouvir, entender. É claro que eu fui evoluindo. Mas foi um processo lento.
P: Um processo. E em relação a algum outro tipo de problema: logística ou problema...? Isso você acha que foi tranquilo, no caso? De transporte ou,...? PP: Bom, quanto à questão do transporte, foi muito bom. Eu não tenho do que reclamar. Por exemplo, quando nós íamos sair, nós geralmente tínhamos encontro em Guaraí ou Palmas. Eu recebia ajuda de custo da SEDUC, que era creditada na minha conta com antecedência, de modo que eu tinha condições de pagar o transporte, pagar o hotel e minha alimentação. Então,