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se em bom estado de conservação e possui uma pequena arquibancada.

A outra parece um pouco abandonada, haja vista o gramado que deveria

cobrir o campo não existir mais.

O laboratório de informática conta com dois ambientes: um (o maior deles) é destinado aos alunos, possui dez computadores e uma mesa de reuniões; o outro, uma saleta com um computador, é destinado ao professor responsável pela sala. Cinco desses computadores estão habilitados para o uso da internet.

3.2 ASPECTOS SOCIAIS

Descrever a socialização do espaço físico do ambiente escolar, bem como as relações interpessoais construídas nesse espaço, é muito mais subjetivo que a descrição feita anteriormente. Portanto, descreverei os aspectos sociais da escola a partir da minha experiência vivencial nesse espaço, considerando fatos, falas, gestos e olhares observados e que me foram sensíveis à compreensão do modo como a escola desempenha seu papel na sociedade.

É comum por toda a escola ver turmas inteiras fora das salas de aulas em função da falta de professores, seja por um motivo previsto como a do cumprimento de algum tipo de licença (maternidade, saúde, para concorrer a cargos políticos ou para qualquer outra de amparo legal), seja por imprevistos justificados tardiamente aos alunos (ou até mesmo não justificados). Esse é um dos fatos que geram grandes problemas ao cotidiano escolar, sobretudo no ambiente da sala de aula. Os alunos tendem a tomar a exceção (não ter aulas) como regra devido à grande freqüência em que se repete esse dado ano após ano.

A substituição de professores é um processo burocratizado, lento e não prioritário para muitas secretarias de Educação. Em se tratando de ausências imprevistas, então, torna-se inviável qualquer tipo de substituição levando-se em consideração esse processamento.

Os alunos acabam aproveitando os tempos de aula que deveriam estar sendo usados pelos professores, para os mais diversos tipos de atividades (ouvir música, jogar, brincar, brigar, namorar, etc.), bem diferentes daquelas que seriam possivelmente propostas pelos docentes, e, ainda, as tornam

imprescindíveis às suas tarefas cotidianas, invertendo, dessa forma, o papel da escola na vida deles. A escola deixa de ser o espaço privilegiado para a socialização de conhecimentos gerais e, sobretudo, de conhecimentos do meio científico, e passa a funcionar como um espaço privilegiado à concretização de atividades lúdicas, isentas de objetivos pedagógicos (e até de outras agressivas), bem distante do propósito original pensado para espaço/tempo escolar.

Um olhar mais aproximado do cotidiano da Escola Pedro Teixeira ocorreu no período de intervenção pedagógica. Para dissertar sobre o comportamento dos alunos, devo esclarecer que a participação deles no período da intervenção se deu em três momentos distintos: introdução da proposta (6a A e 6a B); desenvolvimento da primeira atividade (6a A); e desenvolvimento da segunda atividade (alunos voluntários da 6a A).

A turma da 6a B, com a qual convivi por menos tempo (10 horas/aula), era composta por 40 alunos, mas manteve uma freqüência média de 28 alunos por aula. No início, pensei que a novidade do meu trabalho ali é que poderia estar influenciando nisso. No entanto, a professora da turma informou-me que esse fato era comum e que achava até que estavam colaborando bastante comigo.

Na turma da 6a A, a percepção de seus comportamentos foi melhor. No início pareciam apreensivos com a proposta, mas aos poucos foram ficando cada vez mais à vontade e, conseqüentemente, se expondo mais a cada aula. Dentre os pormenores constatados no cotidiano deles destaco os que se referem à formação, por afinidades, de grupos distintos na sala de aula. Os

pontos destacados a seguir foram fundamentais para mudanças no encaminhamento metodológico da intervenção pedagógica:

x Os alunos mais tímidos sentavam-se no final da sala. Tratava-se de um pequeno grupo formado por meninos que sempre expunha sua participação através do cumprimento das tarefas e de perguntas feitas a mim, com toda discrição possível. Em regra, não se movimentava pela sala e nem procurava os demais colegas para quaisquer assuntos no horário da aula; x À frente da sala dois grupos de meninas se destacavam. Eram grupos

distintos no que diz respeito aos interesses comuns (tipo de conversas, de gostos, de afazeres, etc.), mas semelhantes em seus comportamentos. Ambos eram muito dispersos. Constantemente divagavam sobre outros assuntos e, principalmente, em brincadeiras com apelidos, piadas ou coisas do tipo. Quase sempre quando solicitados a integrar as atividades por meio de exposição oral, seja respondendo ou questionando, por registros no caderno ou no quadro, não conseguiam fazê-los ou os faziam de modo irônico ou satírico. Apresentavam grande dificuldade de concentração; x Um outro grupo bem identificado era o dos alunos que sentavam,

geralmente, no centro da sala. Preponderantemente masculino, congregava os alunos mais novos e sua marca era as constantes manifestações de brincadeiras quase sempre usando os objetos escolares de outros colegas na tentativa de chamar-lhes a atenção para si. Demonstrava dificuldades em concentrar-se nas atividades mesmo quando essas envolviam material manipulativo ou jogos. As atividades pedagógicas, de um modo geral, eram colocadas em segundo plano por esse grupo;

x Os demais alunos que não foram identificados pela classificação acima compunham cerca de 30% da turma. Aparecem pulverizados em termos de comportamentos grupais, mas mantêm algumas características comuns do tipo ler revistas sobre modas ou novelas, fazer tarefas passadas por outros professores durante as atividades que estavam sendo propostas, conversar em pares, ficar em silêncio constante, negar qualquer pedido de participação voluntária ou até mesmo negar qualquer tipo de manifestação durante a tentativa de interação professor/aluno/conteúdo.

Quanto aos alunos que fizeram parte do terceiro momento,