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Ways of future improvements

In document MASTER’S THESIS (sider 58-63)

O Hospital do Conde Ferreira, situado na Rua Costa Cabral - Porto, foi inaugurado solenemente em 24 de Março de 1882. Trata-se de uma unidade hospitalar central, especializada na prestação de cuidados de psiquiatria e saúde mental, desdobrando-se a actividade assistencial pelo internamento de doentes agudos e doentes de evolução prolongada (residentes), pela consulta externa, pelo hospital de dia e área de dia.

Pertencendo inicialmente à Santa Casa da Misericórdia do Porto foi nacionalizado com a revolução de 25 de Abril de 1974. Com a publicação do Decreto lei n.° 232/95, de 12 de Setembro, iniciou-se o processo, por muitos contestado e com vários avanços e recuos, de devolução da gestão do hospital à Santa Casa da Misericórdia do Porto. Actualmente a gestão do hospital é assegurada pelo conselho de Administração do Hospital de Magalhães Lemos, já que em 30 de Dezembro de 2000 o Hospital Conde

Ferreira foi extinto enquanto pessoa colectiva de direito público, transitando os seus direitos e obrigações para o Hospital de Magalhães Lemos.

A área de influência deste hospital cobre as freguesias da parte oriental do Porto, e de diversos concelhos limítrofes, como Gondomar, Santo Tirso e Valongo. Para além desta actividade assistencial desenvolvida na área da sua responsabilidade, o Hospital Conde Ferreira presta apoio no internamento ao Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de Vale do Sousa.

O Hospital Conde Ferreira, construído nos finais do Século XIX, apresenta uma estrutura pavilhonar envelhecida, que apresenta um avançado estado de degradação, com péssimas condições hoteleiras e sem os equipamentos necessários ou pelo menos muito obsoletos para o tratamento dos utilizadores deste serviço de saúde.

Em termos de recursos humanos, após a publicação do Decreto Lei n.° 232/95, de 12 de Setembro, assistiu-se a uma progressiva diminuição do quadro de pessoal, que tem originado algumas dificuldades na gestão das necessidades. Em 31 de Dezembro de 2000, de acordo com o relatório de gestão, o Hospital do Conde Ferreira possuí 321 trabalhadores, dois quais 34 são médicos, 10 são técnicos superiores de saúde, três são técnicos de diagnóstico e terapêutica, 58 são enfermeiros, 32 são administrativos, 15 são operários e 168 pertencem aos serviços gerais.

A prestação de cuidados a pessoas em fase aguda da doença é desenvolvida em termos de internamento a partir das da Ia e 7a enfermaria de homens e da Ia e 7a

enfermaria de mulheres, num total de cerca de 108 camas disponíveis. Relativamente à área de dia e consulta externa, resultante do encerramento em 1997 do centro de apoio a toxicodependentes, tem sido privilegiado os tratamentos de desintoxicação e outros tratamentos biológicos, em regime ambulatório, a doentes toxicodependentes. Por outro lado, numa lógica de descentralização e de ligação aos sectores primários da saúde, mais próxima do modelo de psiquiatria comunitário, têm sido realizadas consultas locais em Gondomar, Valongo e Santo Tirso.

Em termos de prestação de cuidados a doentes crónicos ou de evolução prolongada, conceptualizados pelo hospital como aqueles "que se encontram internados hás mais de um ano na instituição, distribuídos por dois serviços: o de internamento de

doentes crónicos residentes e o centro de dia para doentes que residem nas famílias" (Relatório de gestão, 2000), a maioria tem permanecido nas instalações do hospital, embora sem grandes condições e estando próxima a data do seu encerramento.

O número de doentes crónicos em internamento completo, constituída na sua maioria por doentes esquizofrénicos ou com atraso de desenvolvimento intelectual sem retaguarda familiar ou social tem evoluído, passando de 273, em 31 de Dezembro de 1998, para 251 em 31 de Dezembro de 2000 (Relatório de gestão, 2000).

O Serviço de Terapia Ocupacional, a partir do qual seleccionamos os nossos utentes, foi aberto em 6 de março de 1978 por três elementos de enfermagem e um auxiliar de acção médica, possuindo inicialmente as actividades de lavores, cartonagem, cerâmica, jardinagem e agro-pecuária.

Actualmente, este serviço encontra-se situado na ala direita do recinto hospitalar, sendo todas as suas estruturas independentes relativamente ao edifício principal. O horário de funcionamento é das 9h às 12h e das 14h às 16h. As actividades que existem actualmente, que podem ser frequentadas pelo utentes internados ou por doentes do regime ambulatório são a cartonagem, a cerâmica, lavores, marcenaria, jardinagem, natação, teatro, dança, ginástica e actividades lúdico-recreativas (bailes, projecção de filmes, festas de santos populares...). Em julho de 2001 encontravam-se a frequentar diariamente este serviço cerca de 100 utentes, dos quais 45 sofrem de psicose esquizofrénica e encontram-se a residir no hospital.

O encaminhamento dos utentes para este Serviço é feita pelo médico psiquiatra do respectivo doente que na sua integração se deverá fazer acompanhar de um elemento da equipa de origem (internamento, consultas externas) e pela respectiva ficha de admissão, que deverá conter dados genéricos de caracterização. No processo de triagem é entregue ao utente um guia de acolhimento, onde se referenciam os seus direitos e deveres.

A equipa deste Serviço é constituída por um Médico Psiquiatra ( director de serviço), 6 enfermeiras, um professor de educação física, um ajudante de enfermagem, uma modeladora principal, um maquinista de malhas, um carpinteiro e cinco auxiliares de acção médica

4.4. Amostra

Neste ponto do trabalho pretendemos identificar os critérios e descrever o processo de constituição da nossa amostra, que como referenciaremos é constituída por três grupos. Efectuaremos também a caracterização das várias sub-amostras, e por conseguinte da nossa amostra em toda a sua globalidadade, tendo em conta alguns dados demográficos como idade, sexo, estado civil, escolaridade, condição perante o trabalho, última e actual profissão e finalmente datas do primeiro e último internamento em psiquiatria.

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