GUIÃO DE ETREVISTA AO A&R DA SOY/BMG (Luís Costa)
PROTOCOLO DA ETREVISTA - Apresentação institucional.
- Apresentação do objecto de estudo.
- Solicitar autorização para gravar a entrevista. - Informar do não-anonimato.
GUIÃO DA ETREVISTA
I. HISTORIAL DA EMPRESA
1. Quais considera serem os momentos-chave que marcam a história da empresa?
2. Quais são as principais linhas estratégicas que presidem ao processo de reestruturação em curso, tendo em conta a funsão operada recentemente entre a Sony e a Bmg?
2.1. Quais as razões que estão na sua base? 2.2. Quais os principais domínios de incidência?
2.3. Quais os impactos mais assinaláveis ao nível da gestão dos RH e nos processos de tomada de decisão?
2.4. Qual a sua opinião global relativamente a este processo?
II. ESTRATÉGIA DA EMPRESA E EQUADRAMETO ISTITUCIOAL
3. Quais as razões que estiveram na base da fusão das duas organizações fonográficas? 3.1. Quais e em que domínios foram encetadas transformações com este processo (aferir: gestão dos RH, organização do trabalho, planeamento e gestão da produção, tecnologia, qualidade, processos de tomada de decisão)?
4. Que tipo de alterações implicou a criação das direcções no interior da empresa (aferir: divisão e organização do trabalho, estrutura organizacional, gestão dos RH, processos de tomada de decisão)?
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5. Quais as actuais actividades, estratégia e objectivos da SonyBmg em Portugal e em particular em relação à música Portuguesa?
6. Na sua opinião, quais são os principais factores de competitividade/ as vantagens competitivas da SonyBmg?
7. Quais pensa serem as principais prioridades e necessidades da empresa e da direcção no actual contexto económico mundial, nomeadamente com as alterações tecnológicas em curso e com consequêcia a nível da Propriedade Intelectual?
7.1. E as suas principais dificuldades?
8. Quais os objectivos a curto, médio e longo prazo referente à Música Portuguesa?
9. Como se articulam as actividades de A&R no interior da empresa e da direcção com as restantes áreas funcionais?
9.1. Quais as pessoas particularmente importantes na garantia desta articulação? 10. A direcção desenvolve actividades proactivas para o aparcimento e contratação de artistas de música portuguesa?
10.1. Quem são os profissionais que as asseguram?
11. Existem actividades funcionais em outsourcing? Se sim, qual a sua relação com a actividade de A&R na SonyBmg?
12. Qual a sua perspectiva relativamente à estratégia de articulação de actividades desenvolvidas no âmbito da música portuguesa e a estratégia da empresa a nível internacional?
13. Como caracteriza a concorrência nacional e internacional no sector fonográfico?
14. Como caracteriza o posicionamento e a estratégia da empresa no âmbito do sector fonográfico ao nível nacional e internacional?
14.1. Existem estratégias de cooperação com concorrentes?
14.2. Existem estratégias de cooperação com outro agentes culturais e/ou outras organizações do grupo económico a que pertence a SonyBmg?
15. Como vê o enquadramento legal da actividade fonográfica (aferir sobre legislação laboral, direitos de autor, enquadramento juridico da actividade editorial e relações institucionais com poderes públicos)
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III. ESTRUTURA PRODUTIVA, ORGAIZACIOAL E TECOLÓGICA
16. Como é que a direcção realiza o planeamento das suas actividades? 16.1. Qual a metodologia utilizada?
16.2. Com que periodicidade é feito este planeamento (aferir: quando é necessário, a curto prazo – a longo prazo - por períodos plurianuais com ajustamentos anuais)?
16.3. Quais as principais técnicas de planeamento das actividades utilizadas? 17. Como é que se organiza diariamente o planeamento das actividades?
17.1. Como se processa a transmissão das ordens/decisões entre os trabalhadores? 17.2. Segundo que metodologias se distribuem e organizam as actividades? 17.3. E como se coordenam as diferentes actividades entre si?
17.4. Como se processa o controlo geral das actividades? 17.4.1. Quem o assegura?
18. Como gere as actividades de A&R planeadas?
19. Costuma sentir dificuldades em alterar a estratégia definida para a actividade de A&R na música portuguesa?
20. Quais as tecnologias utilizadas na execução das suas actividades? 20.1 Que softwares são usados e o que acha da sua eficácia?
20.2 Que tecnologias são utilizadas como apoio à tomada de decisão na actividade de A&R na música Portuguesa?
20.3 Que género de informação as tecnologias descritas lhe propicionam quanto à Música Portuguesa?
IV. GESTÃO DOS RECURSOS HUMAOS E ESTRATÉGIA EMPRESARIAL
21. Quais as principais dificuldades com que a direcção se depara no domínio da qualificação dos trabalhadores da empresa?
22. Gostava ainda que me esclarecesse sobre o papel e o lugar da formação e da gestão dos RH em relação à política em relação às novas tecnologias?
171 23.1. Quais são as que mais valoriza?
24. Tem sido desenvolvida alguma articulação entre as inovações aos níveis tecnológico e organizacional com acções ao nível da qualificação dos trabalhadores (solicitar exemplos)?
25. Como é que circula a informação internamente ao nível operacional?
26.1. Quais os principais suportes existentes em termos de circulação da informação (aferir: oralmente, reuniões, circulares internas da direcção, circulares gerais, sistema informático – intranet, informação em rede)?
27. A direcção tem tido necessidade de adoptar medidas de redução de efectivos? 27.1. Em que funções e profissões?
27.2. Quais as razões que estão na sua base?
27.3. Como é que se têm processado estes afastamentos? 28. A direcção tem tido necessidade de recrutar novos trabalhadores?
28.1. Para que funções?
IV. ITERACÇÃO E GRUPOS PROFISSIOAIS
29. Quem são os colaboradores operacionais chave na actividade de A&R e em especial no que concerne à música portuguesa, ou seja, aqueles que desempenham as funções mais importantes, estratégicas e decisivas para a prossecução dos objectivos da editora (aferir: categorias profissionais, profissões)?
30. Qual a importância da actividade de A&R (MP) face à estratégia e projectos da editora?
31. Como vê os diferentes grupos profissionais com quem trabalha: músicos, produtores de espectáculos, jornalistas (rádio e televisão), agência de artistas, outras editoras.
31.1. Como vê as novas tecnologias no relacionamento com esses grupos profissionais (aferir não só os agentes culturais estudados mas igualmente outros stakeholders)
31.2. Qual o peso destes grupos profissionais no processo de tomada de decisão interno quanto à Música Portuguesa? Em que medida eles são condicionantes das decisões?
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31.3 Qual o papel estratégico da relação da editora com as suas concorrentes, nomeadamente, na tentativa de superação da crise do sector?
IV. MERCADO E MÚSICA PORTUGUESA
32. O que entende por Música Portuguesa? 32.1. Como a SonyBmg entende a MP? 32.2. Existe alguma catalogação sobre a MP?
32.1. Em que medida ela condiciona o entendimento da SonyBmg e de si sobre a MP?
32.2. Em que medida o comportamento dos seus concorrentes influência a sua actividade nesta matéria?
33. Como vê a existência de um mercado de MP?
33.1. Acha que a comunidade de músicos que produz MP serve os interesses da SonyBmg para chegar ao mercado que pretendem?
33.1.1 Se sim, como se processa esse entendimento?
33.1.2. Se não, porque acha que existe esse desfasamento entre a música produzida e o mercado percebido pela editora?
33.2. Como vê a comunidade artística em Portugal?
34. Qual o processo de decisão relativamente à edição de artistas/músicos portugueses? 34.1. Que critérios são levados em conta/utilizados?
35.2. Que processo de recolha de informação formal e informal é realizada? 35.3. Como é aferido o mercado da música portuguesa pela editora?
35.3.1. Em que medida a internet e outras tecnologias da comunicação permite essa aferição?
34.4. Qual a ideia de risco sobre a música portuguesa?
34.5. Os exemplos de sucesso/insucesso de outras editoras são tidos em conta? 34.6. Os instrumentos sobre as vendas de fonogramas são determinantes na tomada de decisão? Em que medida são instrumentos fiáveis?
34.6.1. As mudanças que estão a ser operadas nas tabelas de vendas têm permitido mudar a percepção sobre o mercado português pela editora?
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34.6.2. Os instrumentos de medição em outras empresas ligadas à música (rádio, televisão, jornais, produtoras de espectáculos, etc) são relevantes e tidos em conta?
34.6.3. Em que medida os géneros musicais dos instrumentos de medição de vendas influênciam a categorização dos géneros musicais dentro da música portuguesa?
34.6.4. As categorias existentes nos instrumentos de medição uniformalizados em Portugal influenciam as tomadas de decisão sobre essas mesmas categorias na música portuguesa?
34.6.5. Como lida a SonyBmg com as fontes de informação/medição uniformalizados como as tabelas de vendas da AFP e novas formas informais de aferição de grupos de gostos musicais (aferir até que ponto estatísticas de websites ligados à música têm uma influencia informal no processo de decisão hoje)?
35. A SonyBmg participa em alguma rede de cooperação/contactos internacional? Se sim, quais as suas características?
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