2 Barnevernlederes syn på barnehagen som tiltak
2.2 Vurderinger av barnehage som tiltak
• Aos níveis estratégico e operacional, a posição escolhida pelos portugueses para dar combate, garantiu uma máxima exploração dos pontos fracos do inimigo. Para alem de interceptar a progressão castelhana num ponto onde ainda lhe era possível fazer opções quanto ao itinerário para Santarém (seguir para Leste, por Porto de Mós, ou para Sul, por Rio Maior), estava muito afastada de fronteira terrestre, obrigando a um grande alongamento das linhas de comunicação que, naquele local, já se estendiam por quase 250 km, o que afectava a mobilidade, flexibilidade e prontidão ao exército castelhano.
• Durante toda a campanha, as opções da coluna castelhana foram ditadas pela escolha dos itinerários mais fáceis e rápidos para atingir Santarém, fazendo alterações apenas em função do conhecimento de bloqueamentos levados a cabo pela força portuguesa. Assim sendo, todos os movimentos foram previsivelmente canalizados pela topografia.
• Os movimentos do exército português assentaram sempre num judicioso aproveitamento do terreno, escolhendo sucessivas posições que barravam, nos locais militarmente mais adequados, a progressão castelhana. Foi sempre evidente a intenção de dar combate e impedir a progressão castelhana.
• A nível táctico, a escolha criteriosa do terreno onde dar combate, a par de uma leitura correcta da probabilidade relativa de adopção da modalidade de acção castelhana, levou a
Aljubarrota : Uma explicação geográfica
castelhanos, pela simples consideração dos dados da ordem de batalha, se equilibrasse e pendesse até para o lado português, no momento e local decisivos.
• A escolha e preparação do terreno conferiu uma nítida vantagem e maximizou o potencial de combate da força portuguesa, apoiando-lhe os flancos nas ribeiras de Vale de Madeiroso e Vale da Mala, permitindo-lhe barrar a progressão com as frentes possíveis em face dos efectivos disponíveis, canalizando as extensas frentes de ataque castelhanas para um espaço exíguo, completamente inadequado à tipologia e métodos de combate das forças atacantes, retardando-as, desorganizando-as e expondo-as mais tempo ao tiro flanqueante dos arqueiros e besteiros, que se viria a revelar decisivo.
• As linhas de água nas quais se apoiaram os flancos da força portuguesa, apesar de não muito profundas, impediram que os flanqueamentos tentados pela cavalaria ligeira castelhana pudessem, em tempo útil, afectar o resultado da batalha.
• O terreno escolhido pela força portuguesa permitiu também ao comando português, alterar rapidamente o dispositivo, sem mudança de táctica. Quer se tenha tratado de uma contingência devida à manobra castelhana, e discutimos a improbabilidade dessa hipótese, quer uma jogada psicológica previamente antecipada, a cumeeira de Aljubarrota revelou-se o terreno ideal para a prosseguir.
• A perseguição popular que, na sequência da batalha, se abateu sobre pequenos grupos de combatentes castelhanos, só possível em função de um terreno propício a este tipo de acções guerrilheiras, prenunciou o que mais tarde viria a acontecer na Guerra dos Sete Anos, na insurreição contra Junot e ao longo dos flancos de Massena, na sua progressão pelo Eixo do Mondego. De facto toda a região interior a Norte do Tejo, dadas as características do terreno, é propícia a este tipo de acções, o que confirma também a ideia de que os eixos que correm nestas zonas, malgrado os excelentes itinerários penetrantes, perderam importância relativamente às amplas zonas abertas da região alentejana e face a cenários modernos.
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