4.4 Gytefisk og gytegroper
4.4.2 Vurdering av resultatene
Segundo Luria, em seu livro Desenvolvimento Cognitivo, as primeiras tentativas de abordagem dos processos mentais humanos como produtos da
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evolução forma feitas na segunda metade do século XIX por Charles Darwin e seu sucessor Hebert Spencer.
Esses cientistas tentaram traçar os caminhos pelos quais se desenvolvem as formas complexas da atividade mental e determinar a maneira pela qual as formas elementares de adaptação biológica às condições ambientais se tornaram mais complexas ao longo do processo evolutivo. O enfoque evolucionista, bastante adequado para o estudo comparativo do desenvolvimento mental no mundo animal, viu-se numa espécie de beco sem saída ao tentar pesquisar a evolução da atividade mental humana. A noção segundo a qual o desenvolvimento individual repete o desenvolvimento da espécie (a “lei biogenética” ou a “lei da recapitulação”), que se tornou amplamente difundida na época, era claramente insuficiente e levava quando muito a conclusões superficiais e reacionárias, como por exemplo a de que os processos dos povos primitivos são muito semelhantes aos processos infantis (Taylor,1874), indicando, portanto, a “inferioridade racial” dos povos atrasados (LURIA,2010, p.20)).
Levy-Bruhl foi o primeiro a apontar as características qualitativas do pensamento primitivo e a tratar os processos lógicos como produtos do
desenvolvimento histórico.
Segundo Luria, a psicologia soviética alinhando-se com o pensamento de Marx e Lenin, sustenta que a consciência é a forma mais elevada de reflexo de reflexo da realidade e que esta não é dada a priori, não é passiva nem imutável. É formada pela atividade e usada pelos homens para orientá-los no ambiente, não a penas adaptando-as a certas condições, mas também reestruturando-se (2010,p.23).
A ideia de que as ações humanas transformam o ambiente de modo que a vida mental humana seja um produto das atividades continuamente renovadas, que se manifestam através da prática social e que os processos mentais dependem das formas ativas de vida num ambiente apropriado são princípios da psicologia materialista.
Luria coloca que pelo qual como as formas de atividade mental humana historicamente estabelecidas se correlacionam com a realidade passou a depender cada vez mais de práticas sociais complexas (2010). A formação da mente das crianças em desenvolvimento vai então ser afetada não só pelos instrumentos
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usados pelos homens em sociedade para manipular o ambiente mas também por produtos de gerações anteriores.
Na criança em desenvolvimento, as primeiras relações sociais e as primeiras exposições a um sistema linguístico (de significado especial) determinam as formas de sua atividade mental. Todos esses fatores ambientais são decisivos para o desenvolvimento socio-histórico da consciência. Novos motivos para a ação aparecem sob a forma de padrões extremamente complexos de práticas sociais. Assim são criados novos problemas, novos modos de comportamento, novos métodos de captar informação e novos sistemas de refletir a realidade (LURIA, 2010).
A partir do nascimento a criança aprende a comunicar-se com os outros à sua volta. Ela passa a viver num mundo de coisas, produtos históricos e trabalho social, ou seja, as formas sociais da vida humana começam a determinar o desenvolvimento mental do ser humano. Considere-se aqui o desenvolvimento da atividade consciente da criança. É por meio da ajuda do adulto que a criança aprende a comunicar-se e a desenvolver relações com objetos; ela assimila a linguagem – um produto do desenvolvimento sócio-histórico – e a utiliza para analisar, generalizar e codificar suas experiências; nomeiam objetos, usando expressões estabelecidas anteriormente na história, enquadrando assim esses objetos em categorias e adquirindo conhecimento. A linguagem que medeia a percepção, resulta em operações complexas como a análise da informação recebida, a ordenação perceptual do mundo e o enquadramento das impressões em sistemas. Desta forma, as palavras – unidades linguísticas básicas – carregam além de seu significado, também as unidades fundamentais da consciência que refletem o mundo exterior.
Entretanto o mundo de objetos particulares e de significados de palavras que os homens recebem das gerações anteriores organiza não apenas a percepção e a memória (assegurando assim a assimilação de expressões comuns à toda humanidade), mas estabelece algumas condições importantes para o desenvolvimento posterior e mais complexo da consciência. Os homens podem mesmo lidar com objetos “ausentes” e assim “duplicar o mundo” através de palavras que mantêm o sistema de significados, esteja ou não a pessoa em contato direto com os objetos referidos pelas palavras. Dessa
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forma surge uma nova fonte de imaginação produtiva: fonte que pode tanto reproduzir objetos como reordenar as relações entre esses objetos, servindo assim como base para processos criativos altamente complexos (Luria, 2010 p.24).
Com isso podemos dizer que o sistema de linguagem e os códigos lógicos, como por exemplo o sistema hierárquico de cada sentença com suas construções verbais e lógicas, que permitem ao homem saltar do sensorial ao racional é tão importante quanto a matéria inanimada para a matéria viva.
Segundo Luria, esse processo complexo e intimamente relacionado com a incorporação da linguagem na vida mental da criança, resulta em uma organização radical do pensamento.
Vygotsky ao analisar as mudanças fundamentais no desenvolvimento dos processos mentais (mudanças que expressam sucessivas formas de reflexão da realidade), observou, que enquanto a criança pensa através de lembranças (memória), o adolescente lembra através do pensamento. Desta forma, a construção de formas complexas de reflexão da realidade e de atividade se dá juntamente com mudanças radicais nos processos mentais que afetam essas formas de reflexão e constituem o substrato do comportamento. Vygotsky chamou essa preposição de estrutura semântica e semântica da consciência (LURIA,2010).
Segundo Prestes em sua tese há um equivoco na tradução da palavra russa retch cita Luria para explicar o significado correto.
Como retch entendemos o processo de transmissão de informação por meio da língua. Se iazik (língua) e objetiva, e um sistema de códigos formado na historia social e é objeto de uma ciência especial – iazikoznanie (linguística) - retch e um processo psicológico de formulação e transmissão do pensamento por meio da língua, e como processo psicológico e objeto da psicologia e denomina-se de psicolinguística.Na realidade retch apresenta-se em duas formas de atividade.Uma delas e a transmissão da informação ou
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comunicação e exige a participação de duas pessoas: daquele que fala e daquele que ouve. A segunda forma de retch une o falante e o ouvinte num sujeito, neste caso retch não é um meio de comunicação, mas um instrumento do pensamento (LURIA, 2006, p. 277).
Sobre a percepção, Luria coloca que a psicologia tradicional ao encarar a percepção visual como um processo natural e comum a toda humanidade, não mutável através da história esperava encontrar leis fisiológicas ou mesmo físicas subjacente ao fenômeno da percepção, acessível à investigação pelos métodos mais elementares da ciência natural. Para o autor ,já na década de 30 com base nas evidências acumuladas nas décadas anteriores, a percepção passou a ser entendida como um processo complexo envolvendo complexas atividades de orientação, uma estrutura probabilística, uma análise e síntese dos aspectos percebidos e um processo de tomada de decisão (LURIA 2010). Em resumo, a percepção é um processo complexo estruturalmente similar aos processos subjacentes às atividades cognitivas mais complexas.
Podemos então concluir que, estruturalmente, a percepção depende das práticas humanas historicamente estabelecidas que podem não só alterar os sistemas de codificação usados no processamento da informação, mas também influenciar a decisão de situar os objetos percebidos em categorias apropriadas. Podemos, portanto, tratar o processo percptual como similar ao pensamento gráfico: ele possui aspectos que mudam com o desenvolvimento histórico (LURIA, 2010,p 38).
1.5 A imaginação criadora e a atividade criativa à luz da teoria histórico