3. Metode
3.3 Vurdering av datagrunnlagets troverdighet
O modelo proposto se mostrou estatisticamente significativo nos três níveis segundo a análise de variância (ANOVA). É importante ressaltar que a capacidade explicativa da variância do Ideb das escolas teve um aumento com a inserção das variáveis de segundo e
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As tabelas completas com resultados detalhados do modelo encontram-se nos anexos. Cabe ressaltar que foi utilizado um modelo de análise de variâncias sem nos apegarmos fortemente aos problemas estatísticos, como forma de privilegiar a discussão acerca das influências das variáveis selecionadas sobre os resultados do Ideb das escolas.
terceiro níveis, o que demonstra que o modelo foi aperfeiçoando seu poder de explicação com a inserção dos novos níveis de análise. O percentual de explicação da variação do Ideb das escolas dos anos iniciais foi da ordem de 14,5% no modelo 1. Com a inserção das variáveis de nível dois, esse percentual de explicação aumentou para 22,9%. Já o percentual de explicação da variação, com a inserção das variáveis de nível três, foi da ordem de 30,9%.
Os resultados do modelo 1 estão descritos na tabela a seguir.
TABELA 5
Estimação dos coeficientes do Modelo 1 - Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Parâmetros Estimativa Erro-padrão Sig.
1 Intercepto 5,499 0,169 0,000 ESC 0,379 0,094 0,000 FORMAÇÃO 0,150 0,122 0,219 CONCURSO -0,012 0,220 0,956 VÍNCULO -0,208 0,216 0,334 TEMPTRAB 0,212 0,099 0,032 PLANOCARGOS 0,070 0,116 0,545 SALÁRIO -0,090 0,033 0,005 NUMESCOL -0,077 0,092 0,403 APOIO 0,348 0,098 0,000
Fonte: GESTRADO, UFMG, Banco de Dados TDEBB, 2010. Elaboração do autor.
Dentre as variáveis selecionadas para a análise, quatro obtiveram uma significância estatística para um intervalo de confiança de 95%: a escolaridade (ESC), o tempo de trabalho em educação (TEMPTRAB), o salário bruto recebido (SALÁRIO), e se conta com apoio para a realização das atividades (APOIO). Nenhuma das demais variáveis aparece como relevante para explicar a variação do índice. No caso da escolaridade, a interpretação sinaliza que o acréscimo de um desvio-padrão nessa variável soma 0,38 desvio-padrão ao Ideb da escola. Em relação ao tempo de trabalho em educação, o aumento de cada ano nessa variável acresce 0,21 desvio-padrão ao Ideb da escola. O fato de receber apoio para o desenvolvimento de suas atividades aumenta 0,35 desvio-padrão o Ideb da escola. No caso do salário, a relação aparece negativa, ou seja, o acréscimo de um desvio-padrão nesta variável diminui 0,9 desvio-padrão no Ideb da escola.
Os resultados do modelo 2, com inserção das variáveis de segundo nível, são descritos na tabela a seguir.
TABELA 6
Estimação dos coeficientes do Modelo 2 - Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Parâmetros Estimativa Erro-padrão Sig.
2 Intercepto 5,404 ,294 ,000 ESC 0,376 0,094 0,000 FORMAÇÃO 0,186 0,119 0,119 CONCURSO 0,026 0,220 0,907 VÍNCULO -0,168 0,212 0,427 TEMPTRAB 0,078 0,101 0,442 PLANOCARGOS 0,012 0,117 0,916 SALÁRIO -0,081 0,033 0,014 NUMESCOL -0,052 0,090 0,566 APOIO 0,252 0,103 0,015 ESTRUT -0,047 0,112 0,676 AVALIAÇÃO 0,108 0,240 0,654 ORGTEMP -0,272 0,149 0,068 PROJETO -0,033 0,122 0,786 GESTDEM 0,138 0,123 0,262 PROJECOL 0,157 0,120 0,192 DIRELIDER -0,053 0,098 0,589 CONSATUA 0,009 0,104 0,930 DIRADMIN -0,113 0,092 0,219 ACOMPATIV 0,222 0,123 0,073 CONTVOL -0,170 0,148 0,252 PARTENC 0,081 0,129 0,529 PARTCONS 0,315 0,103 0,002
Fonte: GESTRADO, UFMG, Banco de Dados TDEBB, 2010. Elaboração do autor.
Com a inserção das variáveis de segundo nível, quatro variáveis apresentaram significância estatística. As variáveis relacionadas à escolaridade, ao salário, e a se recebe apoio nas suas atividades se mantiveram, enquanto a variável relacionada à experiência em educação perdeu significância estatística. Das variáveis de segundo nível inseridas, somente a participação dos pais no conselho/colegiado da escola (PARTCONS) apresentou significância, sendo que nela o acréscimo de um desvio-padrão aumenta 0,32 desvio-padrão ao Ideb da escola.
Os resultados do modelo 3, com inserção das variáveis de terceiro nível, são descritos na tabela a seguir:
TABELA 7
Estimação dos coeficientes do Modelo 3 - Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Parâmetros Estimativa Erro-padrão Sig.
3 Intercepto 5,848 0,332 0,000 ESC 0,311 0,093 0,001 FORMAÇÃO 0,161 0,116 0,167 CONCURSO 0,117 0,215 0,588 VÍNCULO -0,165 0,207 0,425 TEMPTRAB -0,008 0,099 0,935 PLANOCARGOS 0,013 0,114 0,908 SALÁRIO -0,070 0,032 0,031 NUMESCOL -0,051 0,090 0,568 APOIO 0,184 0,104 0,077 ESTRUT -0,058 0,112 0,604 AVALIAÇÃO 0,058 0,241 0,811 ORGTEMP -0,235 0,147 0,111 PROJETO -0,082 0,120 0,496 GESTDEM 0,061 0,120 0,611 PROJECOL 0,131 0,118 0,268 DIRELIDER -0,075 0,096 0,437 CONSATUA -0,008 0,102 0,941 DIRADMIN -0,112 0,090 0,214 ACOMPATIV 0,233 0,121 0,054 CONTVOL -0,186 0,143 0,195 PARTENC 0,079 0,126 0,530 PARTCONS 0,269 0,102 0,009 TRABCASA -0,185 0,121 0,126 AMPLIA -0,300 0,092 0,001 AUMENTALUN 0,066 0,088 0,454 SUPCONT -0,061 0,097 0,530 AUMENTDES -0,079 0,106 0,456 INCFUNC -0,003 0,115 0,977 FORDOM -0,056 0,089 0,534 OBSTRANS 0,025 0,138 0,859 RESPCLASS -0,360 0,129 0,005 CONSTMUD 0,136 0,109 0,214
Fonte: GESTRADO, UFMG, Banco de Dados TDEBB, 2010. Elaboração do autor.
Com a inserção das variáveis de terceiro nível, cinco variáveis apresentaram significância estatística para um intervalo de confiança de 95%. A variável relacionada à escolaridade (ESC) se manteve estatisticamente significativa, apresentando uma leve diminuição na sua estimativa. O mesmo aconteceu às variáveis salário (SALÁRIO) e participação dos pais no Conselho/Colegiado escolar (PARTCONS). A variável relacionada a receber ou não apoio para a realização das atividades (APOIO) perdeu significância estatística com a entrada das novas variáveis. Duas variáveis de terceiro nível apresentaram significância
estatística: Se percebe ampliação da sua jornada de trabalho (AMPLIA), e Se considera a si próprio responsável pela classificação da escola nas avaliações realizadas pelos governos (RESPCLASS). As duas variáveis apresentaram valor negativo, o que se explica pela forma como foram construídas, sendo atribuído o valor igual a zero às respostas positivas em relação à percepção da ampliação da jornada de trabalho e ao sentimento de responsabilidade nas avaliações. No caso da ampliação da jornada de trabalho, para cada aumento de um desvio- padrão na resposta positiva diminui-se 0,30 desvio padrão no Ideb da escola. Em relação ao fato de se considerar responsável pela classificação da escola nas avaliações, a resposta positiva a esta questão diminui 0,36 desvio padrão no Ideb da escola.
Conforme se pode observar, a escolaridade é um fator importante, estando entre as variáveis significativas nos três modelos. Entre os docentes da pesquisa TDEBB, pertencentes a esta amostra e que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental, 40,9% possuem graduação como maior nível de escolaridade, enquanto 49% possuem algum curso de pós- graduação.
O salário também é uma variável presente nos três modelos, demonstrando a centralidade das condições de trabalho, que se relacionam à valorização do magistério e têm como focos centrais a remuneração e a carreira docente. Conforme destacam Oliveira e Duarte (2012, p. 59),
O fortalecimento do vínculo entre qualidade do ensino e valorização do magistério promoveu o aprisionamento da carreira e da remuneração dos docentes ao desempenho dos alunos, aprofundando a relação entre salário e premiação na composição da remuneração dos docentes.
Esta vinculação da remuneração dos docentes ao desempenho dos alunos pode explicar o comportamento negativo desta variável dentro do modelo aqui apresentado, uma vez que cabe aos docentes com pior remuneração buscar melhores ganhos salariais por meio de bonificações e premiações, que são conseguidas via melhores resultados nos índices de proficiência dos alunos. Cabe destacar que tanto o Ideb quanto as políticas de bonificação são ações relativamente recentes, sendo necessário um período maior de consolidação de tais políticas para proceder de forma mais segura a tais análises.
Lessard e Tardiff (2005), ao tratar do trabalho docente, destacam que há uma distinção entre a tarefa prescrita e a tarefa real. Tal distinção é utilizada para a análise da carga de trabalho do professor, fazendo uma diferenciação entre a carga de trabalho administrativa, ou
seja, que é definida pela organização escolar em função de normas oficiais, e as exigências reais do trabalho.
Nesse sentido, a análise do trabalho docente não pode limitar-se a descrever condições oficiais, mas deve também empenhar-se em demonstrar como os professores lidam com elas, se as assumem e as transformam em recursos em função de suas necessidades profissionais e de seu contexto cotidiano de trabalho com os alunos (LESSARD e TARDIFF, 2005. p. 112).
Outras variáveis que tiveram relevância dentro do modelo apresentado demonstram bem a importância desta distinção, como é o caso da percepção do docente sobre a ampliação da sua jornada de trabalho. 38,2% dos docentes participantes da amostra desta pesquisa, que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental, responderam ter esta compreensão. O modelo demonstra que a variável dependente (Ideb da escola) é sensível a tal percepção, uma vez que tende a diminuir seu valor com o aumento do número de docentes conscientes da ampliação de sua jornada de trabalho. É importante ressaltar, também, no terceiro modelo, o fato da variável relacionada a se sentir responsável pela classificação da escola nas avaliações ter significância estatística, mas com valor negativo, demonstrando que a percepção sobre esta cobrança acaba por impactar de forma negativa o resultado do Ideb.