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Vurdere og fatte vedtak om realkompetanse

Nunca é demais repetir: a educação não se completa sem o conhecimento artístico. Os museus devem tomar, por isso, papel proeminente na cultura social, com uma reserva de forças ainda não de todo aproveitada.

Podemos dizer que os museus têm três funções primordiais:

A) aquisição e preservação de objetos;

b) progresso de conhecimentos por meio do estudo dos objetos; c) difusão de conhecimentos para enriquecimento cultural dos povos.

Como observa Venâncio Filho, "não é apenas educativo o que dá conhecimentos, mas o que instiga a hábitos e inspira sentimentos. Por isso que é fator geral deve, antes de tudo, ser agradável e artístico".

Poderá o museu revelar aos visitantes menos cultos conhecimentos e emoções que, de outra forma, não teriam?

Eis uma questão que se presta a muita reflexão.

A noção histórica e científica pode ser total ou parcialmente com- preendida pelo público em geral, bastando para isso uma exposição clara e erudita. Mas a beleza de um objeto de arte não depende da lógica, da clareza e da demonstração. Não se trata mais de compreender, mas de sentir. Não é possível comunicar o sentido de um objeto de arte

por meio de uma simples explanação. É indispensável a revelação e só o senso artístico realiza esse fenômeno.

Embora, na opinião de muitos, o museu de arte seja destinado a uma elite, deverá ele, porém, contribuir para desenvolver e enriquecer em todos a sensibilidade artística.

A maneira de agir é delicada. Se, de certo modo, não se deve perturbar com uma pedagogia intempestiva a contemplação da obra de arte e insistir na maneira como foi concebida e executada, por outro lado se deve facilitar a aquisição de conhecimentos que a essa contemplação conduzam. Deve-se, por exemplo, proporcionar-lhes a oportunidade de observai uni pequeno detalhe, que possa despertar interesse.

De que forma levar à arte aqueles cuja sensibilidade não foi tocada? Certo é que as verdadeiras vocações não necessitam de estimulantes. Existem, no entanto, vocações incertas, sensibilidades recalcadas, mal dirigidas, onde a centelha aparece, se provocada. E é justamente essa, muitas vezes, a função do museu.

An apreciar a obra de arte, o público gosta de saber quando e como foi feita. Isto é o aspecto da história da arte.

Ela não basta. Seria preferir à obra, a sua sombra no passado; no entanto a explicação histórica pode interessar, não só pelo que ela em si mesma contenha, mas pelo que possa sugerir.

É bom conhecer as condições sociais que tenham influenciado a criação de uma obra para que melhor se possa compreender o seu sentido real. O encanto não está somente na forma visível, mas numa certa força expressiva, num prolongamento humano, neste invisível que se deixa apenas adivinhar.

Há quem se contente com o aspecto exterior e não se preocupe com o sentido das coisas. Para melhor apreciação, e não simples curiosidade, é que se procura conhecer a biografia do artista e seu ambiente social. Não será inoportuna, portanto, a documentação.

O museu não se restringe a expor suas riquezas; estimula, ensina e desperta sensibilidades. Aperfeiçoa o conhecimento das gerações novas, transmitindo-lhes o que de melhor produziram as gerações passadas. A qualidade espiritual do museu consiste cm est mular vocações latentes que passariam despercebidas se êle as não despertasse.

Os museus, que pareciam apenas destinados a evocar o passado, passaram, assim, a exercer papel atual e imediato.

O livro que durante tantos séculos foi um dos principais elementos para a difusão de conhecimentos parece estar sendo superado por novos meios, alguns visíveis, outros audíveis. É de notar que os livros e as revistas são pouco a pouco substituídos por hebdomadários e jornais. Nestes, o título toma mais espaço que o artigo. Atinge mais a vista que a ponderação. Tudo se resume no espetaculoso, no anúncio brilhante. na publicidade de sensação. Esta solicitação constante dos olhos corresponde ao nosso desejo atual. Vai de encontro à capacidade das massas, ao maior número de indivíduos.

Mas, o valor do espírito não está apenas nessa agitação, mas na profundidade. Os métodos modernos vão diretamente aos sentidos, registrando sensações: o cinema, o rádio estão ao serviço desse ritmo para enviar a todos os indivíduos, sem distinção de classe, as noções de uma idéia coletiva, idêntica e simultânea.

Ora, os museus satisfazem essas mesmais exigências modernas, trazendo, porém, em si mesmos, o corretivo próprio. Não é exagero considerar sua função como essencial, ao mesmo tempo que perfeitamente adaptada às condições atuais, no desenvolvimento e na salvaguarda de nossa civilização.

Não há dúvida que os museus possuem elementos à mão para oferecerem em exposição aquilo que atrai o olhar sem grande esforço de espírito. Mas, se o museu parece responder tão fielmente ao gosto de nosso tempo, que solicitações de mais profunda cultura ele faz ao visitante!

Suas coleções atraem o olhar, mas provocam contemplação e exigem observação. Entre os ritmos coletivos modernos, através do mistério contido em suas obras-primas, éle ensina a parar: obriga à concentração e reeduca as reações.

O livro pode estar sujeito a influências mais ou menos aleatórias; como, porém, duvidar das galerias onde repousa o prestígio dos séculos passados, mais forte, porque invariável ?...

Foi o sentido desse prestígio educativo que procurei aqui evocar.

Ele poderia aumentar em força se a escola não lhe fôr insensível, proporcionando o conhecimento da arte desde a infância, fazendo falar aos espíritos em formação rudimentar da história da arte.

Quanta coisa interessante a conhecer: as inscrições rupestres, as grandes construções egípcias, babilônicas, persas; o mistério do oriente; a riqueza do período clássico grego-rotnano; as catedrais românicas e góticas; o esplendor da renascença; as fantasias do barroco; o imprevisto do moderno...

Imitemos os europeus e os norte-americanos, quando levam a criança a ter interesse pela arte. primeiro como uma distração, visitando museus, executando desenhos espontâneos; depois, dirigindo-a na observação e seleção de obras- primas. Assim preparada ela desejará, no futuro, ter em volta de si um ambiente agradável, puro e elevado e, com'isso, concorrerá para a formação de uma sociedade mais harmônica e feliz.

O PROBLEMA DO ASSISTENTE NAS