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7. REFLEKSJON OM FUNN

7.5 A VSLUTNING

Os Organic Light Emitting Diodes (OLED), que também são denominados por Light Emitting

polymers (LEP), significam em português um díodo orgânico emissor de luz. Constituem uma tecnologia que está afecta à classe das soluções de iluminação, dos ecrãs luminosos e dos monitores planos e são muito mais finos e consequentemente mais leves do que os

Um ecrã OLED é composto por díodos orgânicos, produzidos por moléculas de carbono que emitem luz ao receberem uma carga eléctrica. A sua principal vantagem é que, ao contrário dos díodos tradicionais, essas moléculas podem ser directamente aplicadas sobre a superfície do ecrã, usando um método de impressão, às quais são depois acrescentados filamentos metálicos, que conduzem os impulsos eléctricos a cada célula, resultando portanto numa tela digital com um custo muito baixo. Um dos primeiros equipamentos que surgiu e que utilizava esta tecnologia foi uma máquina de barbear da Philips, que mostrava o nível de carga da bateria e que por isso vendeu milhões de exemplares. Depois da experiência da máquina de barbear foram realizados muitos estudos nessa área e a partir da informação obtida nesses estudos, foi lançado algum tempo depois, no monitor da parte traseira de uma câmara de filmar Kodak, um ecrã colorido OLED [12]. Os OLEDs, enquanto tecnologia, estão estreitamente ligados aos televisores e aos monitores, pois é este o seu principal campo de actuação, mas outros equipamentos poderão usufruir das mais diversas características e funcionalidades desta tecnologia. Os díodos orgânicos emissores de luz estão a emergir como a tecnologia de ponta para a nova geração de ecrãs de tela plana passíveis de serem utilizados nos mais diversos aparelhos eléctricos, como telemóveis, rádios de automóveis, câmaras digitais, máquinas de barbear, GPS, Mp4, televisores, entre outros (Wong e Ho, 2009).

Neste momento os OLED não têm uma grande aplicação no mercado dos televisores de grandes dimensões, todavia, após o seu aparecimento, prevê-se ainda serem necessários alguns anos para que estes possam ter um impacto no mercado dos televisores (baixa de preços após a novidade). Como consequência de amplos esforços de investigação multidisciplinar, os OLEDs modernos têm muitas vantagens para as pessoas, quando comparados com outras tecnologias de reprodução de imagens, tais como, LCD, LCD+LED (Liquid Crystal Display Diodes) e mesmo PDP (Plasma Display Panel). A tecnologia OLED é considerada a revolução antecipada na indústria dos ecrãs e televisores, onde as principais vantagens para aplicações de tela plana, FPD (Flat Panel

Display), são as suas propriedades de auto-emissão, alta eficiência luminosa, capacidade

de cores, ângulo de visão alargado em cerca de 180º, alto contraste, baixo consumo de energia, baixo peso, possibilidade de imagem em larga escala e poder ser flexível (Corda, 2010).

Uma das principais características do ecrã orgânico é que ela possui luz própria, portanto não necessita de luz de fundo ou de luz lateral e ocupa menos espaço, dois

factores que tornam esta tecnologia adequada para uso em computadores pessoais. Outra importante característica é que ao emitir luz própria cada OLED quando não polarizado torna-se obscuro obtendo-se assim o "preto real", diferentemente do que ocorre com os LCDs que não conseguem obstruir completamente a luz de fundo [12]. Esta tecnologia tem como grande impulsionador do seu desenvolvimento (à imagem do que aconteceu anteriormente com o aparecimento dos LCD e dos PDP) a necessidade crescente de telemóveis, computadores portáteis e de todo um sem número de aplicações com dimensões reduzidas, necessitarem de um monitor com qualidade e tamanho reduzido, mas não só. Deve considerar-se também como impulsionador a vontade dos agentes que realizam o desenvolvimento tecnológico terem a intenção de incorporarem amiúde um visor de pequenas dimensões e com baixo consumo energético. Outro impulsionador da tecnologia OLED é a constante procura pela redução de espaço, pela diminuição de peso e pelo aumento da qualidade de imagem (Uchikoga, 2006).

Existem vários tipos de OLED, tais como os de matriz passiva, os de matriz activa, os transparentes, os de emissão superior, os de tipo dobrável e branco, entre outros [13], que se descrevem sucintamente nos parágrafos seguintes.

OLEDs transparentes - TOLEDs (Transparent Organic Light Emitting Diodes)

Os OLEDs transparentes possuem somente componentes transparentes (substrato, cátodo e ânodo) e quando são desligados, são até 85% tão transparentes quanto o seu substrato. Têm o ecrã de ambos os lados transparente ou semi-transparente, conseguindo desta forma criar aparelhos com transparência. Quando um display de OLED transparente é ligado, permite que a luz passe nas duas direcções. O display OLED transparente pode ter matriz activa ou passiva. Essa tecnologia pode ser usada para displays "heads-up".

OLEDs de emissão superior - Top Emitting OLED

Os OLEDs de emissão superior possuem um substrato que pode ser opaco ou reflectivo. Estes são mais apropriados para projectos com matrizes activas. Os fabricantes podem usar os displays OLED de emissão superior em cartões inteligentes.

OLEDs dobráveis – Foldable OLED

Os OLEDs dobráveis possuem substratos feitos de lâminas metálicas ou de plásticos muito flexíveis, são muito leves e duráveis. Ao utilizá-los em dispositivos tais como telemóveis e PDAs, pode reduzir as quebras, a maior causa das devoluções ou reparos. De um modo geral, os displays OLEDs dobráveis podem ser costurados em tecidos para fabricação de roupas "inteligentes", tais como roupas de sobrevivência externa com um chip de computador integrado, telemóveis, receptor GPS e display OLED.

OLEDs brancos - WOLED (White organic light-emitting)

Os OLEDs brancos emitem uma luz branca, brilhante, mais uniforme e com energia mais eficiente do que aquela emitida pelas lâmpadas fluorescentes. Os OLEDs brancos também têm a qualidade das cores reais das lâmpadas incandescentes. Como os OLEDs podem ser feitos em folhas grandes, eles podem substituir as lâmpadas fluorescentes que são usadas actualmente em casas e prédios. O seu uso poderá reduzir potencialmente os custos de energia com iluminação.

OLEDs de matriz passiva – PMOLED (Passive Matrix OLED)

Os OLEDs de matriz passiva são feitos de camadas de tiras de cátodo, uma camada orgânica e tiras de ânodo. As tiras de cátodo são colocadas perpendicularmente às tiras de ânodo e com as suas intersecções compõem os pixéis onde a luz é emitida.

OLEDs de matriz activa - Active Matrix OLED (AMOLED)

Os OLEDs de matriz activa, são compostos de camadas completas de cátodo, moléculas orgânicas e ânodo onde um transístor de película fina ou matriz TFT é embutido na camada de ânodo. Tem o potencial para se tornar no maior ecrã do mundo e provavelmente irá ter resoluções nunca antes vistas.

O grande alvo da tecnologia OLED é aumentar o tempo de vida dos produtos cerca de 1000 horas (uma das desvantagens desta tecnologia) e iniciar a produção em massa para o público comercial. Apesar de terem um menor consumo energético médio que todos os seus concorrentes, na produção da cor branca, as telas OLED consomem três vezes mais, o que pode ser muito prejudicial para aplicações como telemóveis e dispositivos que dependam de bateria (Corda, 2010). O grande problema dos OLED, é o limitado tempo de vida que os materiais orgânicos proporcionam aos ecrãs OLED, em particular, a emissão da cor azul por parte dos OLED, que só tem em média um tempo de vida útil

de catorze mil horas, o que é um valor muito pouco aceitável. Nas tecnologias concorrentes o tempo médio de vida ronda as sessenta mil horas.

Há ainda a melhorar o processo de selagem dos pixéis, pois a água pode danificar os materiais orgânicos que compõem o OLED, o simples aprisionamento entre dois materiais plásticos não aparenta ser suficiente para assegurar a longevidade e a segurança do ecrã por muitos anos, principalmente no caso dos ecrãs dobráveis e flexíveis. Por fim, ainda não estão superados os problemas como a reflectividade, e a tecnologia OLED não é portanto fiável para utilizações como painéis publicitários

outdoors nem para salas com demasiada iluminação (Pardo, Jabbour e Peyghambarian,

2000). A longo prazo, o objectivo desta tecnologia é substituir as lâmpadas fluorescentes que tanto utilizamos. Os OLEDs mostram-se como a grande promessa para revolucionar as tecnologias de visualização e espera-se que seja a grande tecnologia do futuro no campo dos ecrãs planos. Especula-se que televisores e monitores OLED cheguem ao mercado em 2011 ou 2012 [14]. Esta tecnologia permite que os designers sejam cada vez mais ousados ao permitir que se criem equipamentos electrónicos que podem suportar esta tecnologia, ultrafinos, transparentes e dobráveis, ou seja, um novo universo para os designers.

Em baixo apresenta-se imagens com o design de dois produtos, um com o ecrã OLED transparentes e o outro dobravél.

Imagem 8 | Ecrã OLED dobrável (Fonte [15])