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4   Plakatens kulturelle kontekst

4.3   Regjeringen og valg

1.1.1   Volksinitiative og referendum

Professora: Ah, eu acredito em Deus como o criador de tudo, como um pai, mesmo, eu acredito nele como pai, como criador dos homens, da natureza, de tudo, então pra mim ele é a força maior.

Coordenadora: Não, pra mim também, é o criador, né, e, seguindo bem a minha religião, Ele eu acredito que é um Deus em 3 pessoas, né,o Pai, o Filho e o Espírito Santo,é o Espírito Santo que mantém a força pra gente continuar o dia a dia, então Deus é presença no dia a dia da gente, acho muito difícil imaginar uma pessoa sem, sem ele.

P Sheila: Deus é o criador, devemos amá-lo com todas as forças, Ele tá acima de tudo. Nessa definição de P Sheila, observamos uma visão metafísica –Tudo é criado por Deus – e uma prescrição moral: amar a Deus é um dever.

M Sheila: Eu também concordo com ele mesmo, o nosso pai, nosso criador. M Marcos: Bom, pra mim, é o criador.

M Maria: Foi Ele que criou todas as coisas, que nos fez, então, é essa visão que a gente tem mesmo, bem de criador, de pai.

P Lucas: O criador de tudo, do universo.

P João: É, Deus é o criador dos céus e da terra e tudo que nele há, o que há nos céus e o que há na terra.

P Isabel: Ele (Deus) te convida pra participar e você fazer a sua parte na criação dele. Muitos entrevistados relacionaram a definição de pai com a de criador, como a origem de tudo e de todos, a quem temos o dever de amar. Assim como nosso pai é nosso gerador e devemos respeitá-lo e amá-lo. Neste sentido, a concepção de Deus como pai se assemelha à visão antropomórfica de Deus pelas crianças apontada por Piaget (1926/1975).

(B) Força/ energia.

Professora: pra mim ele (Deus) é a força maior. P Mateus: é uma força superior.

P Isabel: o que é pra mim varia conforme o dia, então, tem dia que eu quero sentir que tem uma força que governa as coisas e que ela me ajuda e me apoia nos meus desafios.

M Isabel: eu acredito que existe uma força, uma energia (...)

M Marta: Eu não, eu não vejo assim uma imagem, um, eu acho que é um somatório de coisas, de energia, de coisas boas e ruins, eu não sei, eu acho que existe, talvez deve sim existir (...) alguma coisa, né, alguma energia, eu acredito muito nisso, em energias positivas, né, em canalizar as coisas, mas eu não enxergo assim uma pessoa.

Observamos que tanto M Marta quanto M Isabel relacionaram Deus com energia, talvez por ambas não serem cristãs, tem concepções diferentes da visão cristã. Para elas, Deus não é uma pessoa, um pai, o que difere da concepção de Deus antropomórfico apresentada por Piaget

(1926/1975). Entretanto, a força nos governa, como na concepção de Deus como homem, que nos cria e governa, acompanha a vida dos homens, ajuda-os e os apoia.

(C) Superior.

P Sheila: Ele tá acima de tudo.

P Mateus: É um, é um, é uma coisa que é superior aos seres humanos, é uma força superior e que é onipotente, é onipresente e que guia os seres humanos.

M Mateus: Um ser supremo, acima de tudo, acho que Ele se sobressai acima de todos, de tudo que tem, Ele é um ser supremo.

(D) Regente.

M Marta: eu acho que existe, talvez deve sim existir algum regente.

M Isabel: eu acredito que existe uma força, uma energia, uma ordem, né, que chamam de ordem, que é o contrário de caos, que rege o universo de alguma forma.

Aqui, a ordem, o governo, é o principal elemento presente na concepção de Deus. Ele transforma o caos em universo e mantém esta organização.

(E) Não sabe.

Pd Marcos: É, eu não sei como responder a essa pergunta, acho que eu ainda não sei. M Marcos: É, ainda tá procurando a resposta.

Pd Marcos: Eu acho que é uma pergunta que eu ainda vou responder. Não tenho uma resposta pra esse pergunta, é uma pergunta que vale a pena procurar a resposta.

N: Você pensa em alguma coisa, ou sente alguma coisa, ou você pensa o que é Deus, vem alguma ideia assim, geral?

Pd Marcos: Não sei, não sei exatamente, tem vários sentidos, as pessoas dão vários sentidos, então cada vez que você vê uma pessoa falando, não sei em algum lugar, cada vez tem um sentido, né, tem vários sentidos.

N: Então pra você tem vários sentidos?

Pd Marcos: Eu acho que sim, eu acho que sim, as pessoas usam...

M Marcos: Não sei se é por ter estudado Artes, né, que você ficou um pouco questionando. N: Como assim?

Pd Marcos: Não sei, o próprio, no caso da História da Arte, a relação que os artistas tem com Deus é muito diversa, né, tem muitos sentidos, então eu não saberia dizer qual o meu sentido, qual o sentido que eu acho.

P Marta: Você quer que eu responda? O que que é Deus pra mim? Eu não sei responder o que é Deus, não é o mesmo Deus que os católicos falam, é mais amplo.

N: Como?

P Marta: Como mais amplo? É tão amplo que não dá pra explicar, então eu evito tentar entender, eu vou começar a mirabolar e vai folclorear a respeito do que é Deus.

Observamos que para P Marta Deus é inexplicável e por isso ele não queria defini-lo, enquanto Pd Marcos não sabe definir Deus por estar em busca de uma definição, de um sentido pessoal dele.

Dessa forma, os entrevistados pareceram ter concepções diversas de Deus, algumas mais abstratas, outras mais concretas, porém atribuindo sempre a Ele um caráter sublime, superior, como um agente não humano, conforme apontam Richert e Barrett (2005). Eles partilham de significados constituídos histórica, cultural e socialmente, mas tem (ou buscam) sentidos próprios para Deus, o como vimos nos estudos de Vigotski (1934/2009a).