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Visualization of actin networks by IF staining

Respeitante à primeira parte do trabalho, parte teórica, procedeu-se à leitura exaustiva sobre o tema em questão, baseada em artigos científicos relacionados com o conceito e-liderança, fundamentalmente de origem americana e inglesa, visto ser um tema

Liderança Virtual E-liderança Competências Estilo Liderança Tradicional Modelos de Competências Estilos de Liderança

emergente e ainda pouco aprofundado em Portugal. A partir deste ponto, foram acrescentadas duas competências, ao Referencial de Competências de Liderança em Contexto Militar, presumivelmente, relacionadas com o contexto virtual, e chegamos a um inquérito por questionário que depois de cumprir os formalismos de validação foi aplicado a Oficiais da GNR com funções de liderança.

Após a realização dos inquéritos procedeu-se ao tratamento da informação facultada pelos inquiridos. Deste modo, na parte I do inquérito efetuou-se uma análise sociodemográfica e na parte II realizou-se a análise das respostas abertas do inquérito, através da análise de conteúdo, onde se definiu os segmentos e unidades de registo. Posteriormente, procedeu-se à realização das matrizes de registo de análise de conteúdo e efetuou-se a respetiva análise quantitativamente, através do registo de frequências. O Quadro nº 7 indica as unidades de contexto recolhidas através da aplicação do inquérito.

Quadro nº 7 - Matriz de codificação alfanumérica do inquérito

Segmentos Unidade de Contexto

Questão 1

Segmentação 1.1 Presença;

Segmentação 1.2 Relação Interpessoal; Segmentação 1.3 Meio de comunicação;

Segmentação 1.4 Interpretação e compreensão da informação; Segmentação 1.5 Gestão / avaliação das emoções e expetativas;

Segmentação 1.6 Pressupostos e condicionalismos na tomada de decisão; Segmentação 1.7 Eficácia;

Segmentação 1.8 Facilidade; Segmentação 1.9 Rapidez; Segmentação 1.10 Distância.

Questão 2

Segmentação 2.1 Gerir o Tempo / Recursos;

Segmentação 2.2 Gerar confiança / motivação nos outros; Segmentação 2.3 Compromisso;

Segmentação 2.4 Simplicidade; Segmentação 2.5 Objetividade;

Segmentação 2.6 Capacidade de comunicação / expressão escrita; Segmentação 2.7 Capacidade de perceção da missão;

Segmentação 2.8 Ponderação e consciência na tomada de decisão; Segmentação 2.9 Humildade / honestidade;

Segmentação 2.10 Coragem / determinação; Segmentação 2.11 Assertividade;

Segmentos Unidade de Contexto

Segmentação 2.13 Pensamento estratégico; Segmentação 2.14 Inteligência emocional; Segmentação 2.15 Pensamento crítico; Segmentação 2.16 Controlo e supervisão; Segmentação 2.17 Iniciativa;

Segmentação 2.18 Capacidade de decisão; Segmentação 2.19 Responsabilidade;

Segmentação 2.20 Conhecimento dos meios tecnológicos; Segmentação 2.21 Automotivação;

Segmentação 2.22 Feedback; Segmentação 2.23 Organização;

Segmentação 2.24 Capacidade de aprender e adaptar-se.

Questão 3

Segmentação 3.1.1 Participativo (liderança tradicional); Segmentação 3.1.2 Diretivo (liderança tradicional); Segmentação 3.1.3 Por delegação (liderança tradicional); Segmentação 3.2.1 Participativo (liderança virtual); Segmentação 3.2.2 Diretivo (liderança virtual); Segmentação 3.2.3 Por delegação (liderança virtual).

Neste seguimento, na parte III do inquérito, fez-se a análise quantitativa recorrendo ao método de Lawshe (1975), onde os itens foram submetidos a um conjunto de inquiridos (N), de modo a verificar a pertinência de cada competência mediante três opções de resposta: essencial (n); útil, mas não essencial; desnecessário. Mediante a fórmula que se segue obtém-se o valor do rácio de validade de conteúdo (RVC).

De acordo com o modelo de Lawshe (1975), quando mais de metade dos inquiridos consideram um item como essencial, este possui algum grau de validade de conteúdo.

Na parte IV do inquérito efetuou-se um estudo idêntico ao da parte II, ou seja, uma análise de resultados baseada em frequências.

Sem esquecer todas as etapas de investigação mencionadas, a investigação para este trabalho decorreu desde o mês janeiro de 2014 com a escolha de um tema de estudo e a respetiva proposta até ao mês julho de 2015 que culmina com a entrega do RCFTIA.

3.3.1. Inquérito por Questionário

Para Sarmento (2013, p. 67), “o inquérito é um instrumento de pesquisa, que permite recolher os dados, os quais após a sua introdução numa base de dados e a aplicação adequada de métodos de análise, originam informações, que se consubstanciam em resultados. Estes resultados são analisados, comparados e comentados”.

Com a elaboração e aplicação do inquérito pretendemos verificar quais as competências e estilos de liderança associados aos Oficiais da GNR em ambiente ciberespaço. A estrutura do inquérito está dividida em quatro partes, a primeira refere-se à caraterização sociodemográfica onde é questionado o género (masculino ou feminino), o posto (Tenente, Capitão, Major, Tenente Coronel ou Coronel), a idade (20-29, 30-39 ou 40-49) e a frequência com que usa o computador na sua ação de liderança. Na segunda parte, os inquiridos encontraram três questões de resposta aberta com o intuito de verificar as diferenças entre liderança tradicional e liderança virtual/e-liderança, as competências mais relacionadas ao mesmo contexto e por fim verificar o(s) estilo(s) de liderança inerente(s) a cada Oficial, tanto no contexto tradicional como no virtual. Na terceira parte, mencionam-se os traços de personalidade, conhecimento, aptidões, atitudes, comportamentos e estilos associados à liderança, os inquiridos responderam segundo o grau de importância (essencial; útil, mas não essencial; desnecessário) a vinte e cinco questões fechadas, de acordo com a escala de Likert (escala ímpar). Na quarta e última parte foram apresentadas sete recomendações para liderar equipas virtuais, onde os inquiridos classificaram as recomendações de acordo com a sua pertinência em sete questões fechadas de resposta única (sim ou não).

3.3.1.1. Validação do Inquérito

Depois de elaborado, o questionário preliminar foi sujeito a uma comissão de validação, constituída por três especialistas no domínio técnico e científico e na área da investigação. Assim, foi pedido via correio eletrónico que avaliassem todos os itens do questionário, de modo, segundo Sarmento (2013, p. 94) a “evitar ambiguidades nas perguntas, eliminar enviesamento das perguntas, analisar a lógica das perguntas, verificar a

relação das questões nos grupos ou módulos, conhecer o interesse dos respondentes, rever a língua utilizada, analisar o tamanho e a apresentação do questionário”.

3.3.1.2. Pré-teste ao Inquérito

Após a validação do questionário preliminar, o mesmo foi submetido a um pré-teste, realizado por nove Oficiais da GNR com a intenção de verificar, que nenhuma das questões era de difícil interpretação ou compreensão, bem como, aferir o tempo que cada individuo demorava a responder ao inquérito por questionário na totalidade. Deste modo, ficamos em condições de prosseguir a investigação, uma vez que se verificou que nenhum dos inquiridos em pré-teste apresentou alguma dificuldade tanto em interpretar como em responder a qualquer item e que em média demoravam doze minutos a responder a todas as partes.

3.3.1.3. Inquérito Final

Tal como ilustra o Apêndice F - Layout do Inquérito, este encontra-se estruturado tal como descrito no ponto 3.3.1 - Inquérito por Questionário, visto que desde a elaboração do inquérito preliminar até ao inquérito final apenas foram modificadas algumas palavras, de modo a tornar mais fácil a interpretação do mesmo.