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Hvorfor og hvordan virker det vi gjør?

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5. LÆRERENS RELASJONSKOMPETANSE

5.2 L ÆRERENS LEDERSKAP

5.2.1 Hvorfor og hvordan virker det vi gjør?

Uma das mais recentes descobertas no âmbito do estudo da felicidade é que, tanto no caso do indivíduo, como das sociedades, a felicidade não é meramente resultado de fatores positivos, mas a causa de resultados positivos. Neste sentido, a felicidade contribui para uma melhor saúde, para um melhor rendimento no trabalho, para relações sociais melhores e para um comportamento mais ético (Kesebier & Diener, 2008).

SAÚDE

A investigação demonstra que a felicidade tem impacto na saúde fisiológica do ser humano, melhorando a mesma. Um dos estudos mais mediáticos é o de Danner et al. (2001). Através de autobiografias de freiras católicas, escritas, quando em média tinham 22 anos, demonstraram haver uma correlação entre o teor positivo e a longevidade 60 anos depois. A relação positiva entre a felicidade e a longevidade foi corroborada, entre outros, por Diener e Chan (2011) e Vasquéz et al. (2004).

Um outro estudo interessante foi levado a cabo por Cohen et al. (2003). Estes investigadores expuseram um grupo de pessoas ao vírus da gripe e descobriram que pessoas com níveis de felicidade superiores, eram mais resistentes ao vírus.

Será importante referir que a felicidade não cura doenças, mas oferece proteção contra elas (Veenhoven, 2008).

REALIZAÇÃO

Segundo Fredrickson (1998) e Diener e Seligman (2004), a felicidade leva ao desenvolvimento e a uma melhor utilização de capacidades e recursos, sendo que tarefas tais como a resolução de problemas, correção de erros, tomada de decisões ou pensamento

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flexível, são desempenhadas com maior sucesso por pessoas felizes, ou colocadas artificialmente numa disposição feliz.

Diener et al. (2002) e Diener e Seligman (2004) evidenciam que pessoas felizes tendem a ter mais sucesso académico, a conseguir um emprego, a ter avaliações positivas por parte dos supervisores, e a ter salários superiores. Tendem também menos a perder o emprego, e em caso de desemprego, conseguem encontrar um novo emprego com mais facilidade.

RELAÇÕES SOCIAIS E COMPORTAMENTO PRO-SOCIAL

Estudos demonstram que felicidade tende a suscitar o que de melhor existe no ser humano, tornando-o mais social, mais cooperativo, e mais ético.

Neste sentido, indivíduos que apresentam níveis de felicidade superiores, tendem a avaliar de forma mais positiva terceiros, e depositam mais confiança nos mesmos. Assim, segundo Diener e Seligman (2004), pessoas felizes tendem a fazer avaliações mais positivas de pessoas que acabaram de conhecer, demonstram mais interesse em interagir socialmente e apresentam também uma maior abertura para self-disclosure.

Um estudo de Brehm e Rahn (1997) revela que os indivíduos que indicaram maior felicidade com a vida, demonstram maior confiança em terceiros.

Indivíduos mais felizes não só têm uma visão mais positiva de quem os rodeia, como também revelam um comportamento mais ético. James e Chymis (2004) levaram a cabo um estudo em que evidenciaram que respondentes com índices de felicidade mais elevados respondem de forma mais ética, quando confrontados com cenários, como adquirir algo que sabem que fora roubado, ou utilizar os transportes públicos sem pagar.

Como vimos anteriormente, praticamente todas as pessoas almejam serem felizes, sendo a felicidade considerada o derradeiro objetivo do ser humano (Frey & Stutzer, 2002). Tendo em conta a revisão bibliográfica que fizemos, sabemos que este objetivo do ser humano vem de mãos dadas com elementos positivos, tais como uma saúde mais robusta, melhores relações sociais, maior sucesso profissional, entre outros.

Será também importante salientar que Tov e Diener (2007) defendem que a felicidade não só aporta benefícios sociais a nível individual, mais também a uma escala maior, sendo que países mais felizes tendem a ter valores superiores em parâmetros como a confiança, voluntarismo e atitudes democráticas. Kesebier e Diener (2008) acentuam a ideia de que a

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felicidade não será apenas um objetivo centrado no indivíduo, mas que a felicidade do indivíduo se revela benéfica para o coletivo, uma vez que a felicidade do indivíduo contribui para um melhor rendimento no trabalho e para comportamentos mais éticos.

Neste âmbito, não poderemos de deixar de voltar a realçar os estudos de Li e Lu (2008, 2010), que encontram evidência para que a felicidade tenha uma relação positiva e causal com o crescimento económico, defendendo que o aumento de um desvio padrão na felicidade incrementa a taxa de crescimento.

Face ao exposto poderemos afirmar que será benéfico para os indivíduos, bem como para as sociedades em que estes se inserem, que os indivíduos sejam felizes.

Tendo identificado a importância da felicidade para o indivíduo, bem como para o coletivo, poderemos afirmar que o estudo da felicidade se afigura relevante, no sentido de que apenas sabendo mais sobre a felicidade, nomeadamente o que a determina, será possível alcançar este derradeiro objetivo do ser humano. Di Tella e MacCulloch (2006) salientam a ligação natural entre a felicidade e a economia.

“Dados de felicidade estão a ser usados para enfrentar questões importantes na economia. Parte desta abordagem é bastante natural, uma vez que muitas questões na economia são fundamentalmente sobre a felicidade.” (Di Tella & MacCulloch, 2006, p. 43).

De um modo mais concreto, Veenhoven (1996) afirma que o estudo da felicidade pretende antes de mais estabelecer critérios da felicidade, para de seguida fazer uma comparação com a realidade, com o intuito de perceber o que terá de ser modificado para alcançar o ideal, sendo o objetivo final a construção de uma sociedade melhor.

“A preocupação principal nesta área é desenvolver critérios para a ‘boa’ vida. Objetivos seguintes são avaliar quão bem a realidade se adapta a estes parâmetros e estabelecer o que seria necessário para uma aproximação ao ideal. O motivo de muito deste trabalho é de criar uma sociedade melhor.” (Veenhoven, 1996, p. 11)

Todavia, a relevância do estudo da felicidade não se limita apenas à tentativa de descortinar os determinantes da felicidade. A construção de uma sociedade melhor passa, em grande parte pelo processo político, que através das suas diversas normas, leis e instituições molda a sociedade. Como vimos anteriormente, o estudo da felicidade permitiu aos economistas a

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construção de funções de utilidade que possibilitam a valorização de bens não comercializáveis. Deste modo, o estudo da felicidade poderá contribuir para a construção de uma sociedade melhor, através da construção de recomendações com base empírica.

“A capacidade de medir utilidade irá permitir cada vez mais que os investigadores façam recomendações à política pública, baseadas em resultados empíricos.” (Ferrer-i- Carbonell, 2013, p. 55)

Frey e Stutzer (2002) destacam a felicidade como derradeiro objetivo do ser humano e evocam três motivos que justifiquem o estudo da felicidade por parte da economia.

“Para além deste interesse intrínseco, existem três razões principais para que economistas considerem a felicidade. A primeira é a política económica.” (Frey & Stutzer, 2002, p. 402)

Estes autores expõem os trade-offs inerentes à política económica, apontado o trade-off entre o desemprego e a inflação como um dos mais importantes. Di Tella et al. (2001) evidenciaram a relação entre estes dois itens, mostrando que um aumento na taxa de desemprego implicaria um decréscimo na taxa de inflação. Com base em funções de felicidades, que permitem análises de custo-benefício, a investigação na área da felicidade providenciará informação numérica para uma tomada de decisão política mais objetiva.

“Outra razão pela qual a felicidade é de interesse para economistas é o impacto de condições institucionais, tais como a qualidade do governo e a dimensão do capital social no bem-estar individual.” (Frey & Stutzer, 2002, p. 402)

Frey e Stutzer (2002) referem um estudo que abrangeu 49 países entre os anos 1980 e 1990, e sugere que fatores, tais como maiores responsabilidade, eficácia e estabilidade do governo, acarretam benefícios fundamentais para o bem-estar. Helliwell (2011) defende que os efeitos benéficos da qualidade das instituições poderão ser mais elevados do que os benefícios oriundos da produtividade e do crescimento económico.

“A investigação na felicidade poderá também ajudar a entender a formação do bem- estar subjetivo.” (Frey & Stutzer, 2002, p. 403)

A relevância de entender a formação do bem-estar subjetivo, reside, segundo estes investigadores, nas novas perspetivas que este conhecimento poderá lançar sobre conceitos e

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suposições básicas da teoria económica. Se o ser humano será capaz de prever com sucesso as suas utilidades futuras (Loewenstein et al., 2003) ou se as autoavaliações de utilidade prevista, atual ou relembrada são conscientes (Kahneman et al., 1997) são alguns exemplos apontados. Mais conhecimento sobre a formação do bem-estar subjetivo poderá ajudar a desvendar enigmas empíricos, para os quais a teoria económica convencional não apresenta soluções, tais como o paradoxo de Easterlin, ou o facto de o trabalho ser considerado, desde sempre, um fardo, mas a falta dele, ou seja a situação de desemprego ter um impacto nefasto no bem-estar do ser humano.

Em jeito de conclusão da nossa reflexão sobre a importância do estudo da felicidade, citemos Ferrer-i-Carbonell (2013):

“(...) a importância de questões de felicidade reside na sua utilidade em compreender melhor as preferências e as aversões dos indivíduos, o que deveria contribuir para desenvolvimentos teóricos, estudos empíricos e aplicações orientadas para a política.” (Ferrer-i-Carbonell, 2013, p.55)

Tendo destacado a importância do estudo da felicidade no seio da ciência económica, não poderemos deixar de apontar o papel das universidades neste projeto.

“É fundamental o envolvimento das universidades, em Portugal há muito pouca gente dos meios académicos a trabalhar esta questão” (Ramos, 2012)

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