5. LÆRERENS RELASJONSKOMPETANSE
5.2 L ÆRERENS LEDERSKAP
5.2.2 Lærerens relasjonskompetanse og elevens sosiale kompetanse
A noção de cultura é secular, e no entanto, não existe nenhuma definição universalmente aceite (Bock, 2000). Há mais de 60 anos atrás foram identificadas mais de 160 definições distintas de cultura (Kroeber & Kluckhohn, 1952), e a cultura tem sido objeto de estudo nas mais diversas áreas, como a psicologia, a antropologia, a política ou a gestão, entre outros, sob os mais diversos nomes (Koltko-Rivera, 2004).
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Vejamos algumas definições17, que nos ajudarão a delimitar a nossa área de estudo. Uma vez que ao longo do presente trabalho nos iremos debruçar mais aprofundadamente sobre o referencial teórico desenvolvido por Hofstede a partir de 1980, vejamos a definição que encontramos no seu site oficial, que incorpora em si diferentes definições de cultura.
“A palavra cultura advém de uma raiz latina que significa o trabalhar do solo, como na agricultura. Em muitas línguas modernas a palavra é usada no sentido figurativo, com dois significados:
1. O primeiro significado, mais comum, é ‘civilização”, incluindo educação, modos, artes e ofícios e os seus produtos. É o domínio de um ‘ministério da cultura’. 2. O segundo significado deriva da antropologia social, mas nas décadas passadas
entrou na linguagem comum. Refere-se à maneira como as pessoas pensam, sentem e agem. Geert definiu-a como ‘a programação coletiva da mente, distinguindo os membros de um grupo ou de uma categoria de grupo de pessoas de um outro’. A ‘categoria’ pode referir-se a nações, regiões dentro ou através de nações, etnias, religiões, ocupações, organizações ou os géneros. Uma definição mais simples é ‘as regras não escritas do jogo social’.
Os dois significados não deverão ser confundidos. O nosso trabalho refere-se à cultura no Segundo sentido.” (Geert Hofstede & Gert Jan Hofstede, s.d.)
Para além de mencionar a etimologia da palavra cultura, esta definição faz a distinção entre dois sentidos desta palavra. O primeiro sentido será a cultura enquanto civilização, que é da responsabilidade de um Ministério da Cultura. No entanto o nosso objeto de estudo é, tal como o refere a citação, a cultura no sentido como deriva da antropologia, referindo-se a um conjunto de elementos, que definem como as pessoas se sentem e agem, e que distingue um grupo de pessoas de outro. Um aspeto relevante desta definição é o facto de referir que existem elementos que distinguem nações, regiões, etnias, religiões, organizações e mesmo géneros.
House, que encabeçou o projeto Global Leadership and Organizational Behavior Effectiveness (GLOBE), cujo objectivo é, como iremos ver mais à frente, o estudo da
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liderança intercultural, define cultura como uma partilha de valores, de crenças e de interpretações de eventos.
“ (…) teoricamente definimos a cultura como motivos, valores, crenças, identidades e interpretações ou sentidos de acontecimentos significativos partilhados, que resultam de experiências comuns dos membros de coletivos e que são transmitidos através de gerações.” (House et al., 1999, p. 13)
Esta definição é especialmente interessante, uma vez que inclui qual a origem da cultura (experiências comuns dos membros de um coletivo) e a forma como a cultura é propagada (transmissão através das gerações).
Edgar Schein (1992), um psicólogo que tem prestado contributos valiosos na área da cultura organizacional, também inclui a origem da cultura na sua definição da mesma. Para ele cultura é um conjunto de crenças partilhadas por um grupo, fruto de um processo de aprendizagem, em que aquilo que funcionou na resolução de problemas, tanto de adaptação externa, como de integração interna, é ensinado a novos membros do coletivo.
“ (…) um padrão de suposições básicas partilhadas que o grupo aprendeu ao resolver os seus problemas de adaptação externa e integração interna, que funcionou suficientemente bem para serem consideradas válidas, e como tal, para serem ensinadas a novos membros como o modo correto de percecionar, pensar e sentir em relação a esses problemas.” (Schein, 1992, p. 12).
Paul Claval (2001), um geógrafo francês que se tem dedicado ao estudo da geografia e da cultura, usa uma metáfora bastante visual, na sua definição de cultura. Para Claval (2001), a cultura é uma bagagem, que contém ferramentas úteis para lidar com o ambiente e organizar a interação humana.
“Cultura é uma ferramenta útil para descrever a bagagem de know-how, atitudes, conhecimento e crenças que sociedades usam para controlar o seu ambiente envolvente e organizar a interação humana. Considerando os seus componentes normativos e religiosos, e o seu papel na construção de identidades, também esclarece o modo como conjuntos de atitudes e técnicas descoordenadas são transformadas em sistemas com as suas próprias dinâmicas.” (Claval, 2001, p. 4)
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Outro contributo interessante desta definição é o facto de referir a cultura como elemento que transforma atitudes e técnicas não coordenadas de um coletivo num sistema próprio.
Analisando as mais diversas definições de cultura, Taras et al. (2009), identificam elementos comuns a praticamente todas elas:
a cultura é vista como um constructo complexo, sendo muitas vezes representada com um pictograma do género de uma cebola, com a cultura central como coração, e práticas, símbolos, e demais elementos, constituindo as camadas exteriores (vide Gráfico 14, a título de exemplo)
a partilha da cultura entre indivíduos de um mesmo grupo
a cultura forma-se ao longo de um período de tempo alargado
a cultura é relativamente estável.
Gráfico 14: As camadas culturais segundo Trompenaar e Hampden-Turner (1997)
Fonte: Trompenaars e Hampden-Turner (1997, p. 6)
Será importante referir que no estudo da cultura, se distinguem diferentes níveis de análise, sendo a cultura individual, a cultura de grupo, a cultura de uma categoria profissional, a cultura organizacional e a cultura de uma sociedade, exemplos destes níveis de análise. Será importante referir que cada nível de análise tem características concretas. Hofstede (2011), por exemplo, salienta que as culturas nacionais se encontram impregnadas a um nível muitas
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vezes subconsciente dos indivíduos, enquanto as culturas organizacionais são conscientes e efémeras.
“Culturas societais, nacionais e de género, que as crianças adquirem a partir da sua mais recente infância, são mais profundamente enraizadas na mente humana do que culturas ocupacionais, adquiridas na escola, ou do que culturas organizacionais, adquiridas no emprego. As últimas são substituíveis quando as pessoas aceitam um novo emprego. Culturas societais residem em valores (muitas vezes inconscientes), no sentido de tendências amplas de preferir certos estados de assuntos a outros. Culturas organizacionais residem antes em práticas (visíveis e conscientes): o modo como as pessoas percecionam o que se passa no seu ambiente organizacional.” (Hofstede, 2011, p.3)
Devido ao seu interesse intrínseco, algumas áreas científicas tendem a debruçar-se mais sobre determinados níveis de análise, do que outros. Assim, a antropologia revela especial interesse pela análise da cultura a nível da sociedade, enquanto a psicologia analisa preferencialmente a cultura a nível do indivíduo. Já a economia revela um interesse transversal, como o ilustra o Gráfico 15.
Gráfico 15: As abordagens interdisciplinares à investigação intercultural
Fonte: Hofstede (2001, p. 19)
Segundo Hofstede et al. (2005), a cultura nacional é o nível de grupo mais alargado a que um indivíduo pode pertencer, e diversos investigadores apontam a cultura nacional como o principal nível de análise (Franke et al., 2002; Hampden-Turner & Trompenaars, 2000; Hofstede, 2001; House et al. 2002; Triandis, 1995). Uma vez que com o presente trabalho pretendemos comparar resultados de indivíduos de duas nações, também o nosso trabalho terá
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como unidade de análise a cultura no seu nível nacional. A cultura nacional é identificada como conjunto de elementos coletivos, tais como valores, normas, crenças e costumes, entre outros, que distinguem uma nação de uma outra (Hayton et.al., 2002; Hofstede, 1991).