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Viktige kvaliteter i personalgruppa for å ivareta barn med særlige behov

renciado pela figura do gEnio político deve estabelecer normas, princípios

reguladores

da

ação coletiva. Tal annadura jurídica, configurada em termos

de uma ConstituiçllO, fornece as balizas para a ação social. No entanto, as

qualidades do gênio político colocam-no acima destas normas reguladoras.

O

gtnio, pelas qualidades excepcionais que lhe são inerentes, cria a ordem

e obtém a adesão do povo na realiução do projeto coletivo. Seu poder

advém exatamente

da

característica de ser fundador do novo sistema polí­

tico e social. Sua legitimidade e,tá ligada

à

realizaçllo da idéia nacional, que

se consubstancia no projeto de desenvolvimento industrial. Uma autoridat

de advinda da fundação de uma nova ordem e que se proponha a realizar a

idéia nacional deve e,tar concentrada nas mias do homem de Estado.

3. A

aventura política

A história do Brasil, principalmente a do século XIX, apresentada por Aze­

vedo Amaral, é a história do, equívocos, das anomalias. O Brasil leria sofri·

Auroridade e Polfrica 63 do, ao longo de sua vida, inúmeras enfermidades e, portanto, não conse­ guiu se desenvolver naturalmente e passar do Estado político ao Estado econômico. Os momentos de saúde representam, na maioria das vezes, a possibilidade de restaurar o primado do sentido econômico da evolução. O estágio superior da civilização' é identificado Com a sociedade industrial. A possibilidade de retomar a trajetória natural e desejável, desviada por fatores adversos, � atribuída às eliues, vistas como depositárias do que ele considera um instinto de conservação.

Para Azevedo Amaral, os três primeiros séculos da colonização foram de nafutezo tIlIili econômica do quo poJilica, sendo o �culo XV11 1 o mo­ mento mais impollllnte na fOI1ll.çIo da naclonalidade_ O autor conJider.

que a vinda da fam/lJa real representou um. al

t

el1lçllo negativa no desen­

volVU'nlmto que alé enl!o se processa,.., oc.uJonando a perda da

conscJên­

cJa

nacional e o desvlnuamento do sentido 16gico de nossa evoluçao_ E.!ta análi:le tcm lugar princjpalmente em A avenlUl'Q pollrica do Brasil. Em O Estado Quroritdr!o, ele retoma M linhas &"raIs de

sua explicaçãO, detendo­

... nO que oh"",. d. �antec.dmle. do Estado Novo", período que

vai da

PrOcllUOllçaO da Rep1lblica ait

1937_ Meomo

neste

Uvro,

elc m'nlém

sua

visao sob", as anDaalias do processo de evoluçllo polftica do

Brasll_

A primei",

blTllOira

que dificulla I Iwmoni. eotre as formas de orga­ nlPÇIo e a =lld.de decorre da própria origem coloni:l.L A configuração geogr4flca, clJmjtk:a e de fOl1llas de produçao eJUstente. nO Bsasil O tor­ naram profundamente diferente da "amblênciJJ metropolitana". Isto pr0- duziu conseqil!nciu de ordem psrqufca, trouxe deformaçOes de mentali­

dade e dificultou o emalzarnemo dos

co

lonos. Houve dIficuldade em .e configurar "uma coletividade coordenada por vínculos políticos e assim unida em um bloco capaz de tornar-se base de uma verdadeira nacionali­ dade (EA, pp.

18-9).

As deformações presentes na evolução política podem ser vistas nas seguintes características:

- a existência de uma classe dirigente poruadora de uma deforma­ ção mental, cujo traço é uma reaçlo hostil à osganização estatal. Os habi­ tantes acostumam·se a encarar o "Estado como entidade adversa e a verem na autoridade pública urna força permanentemente contrária aos seus legi- timos interesses" (EA, p. 22); .

- • vigência d. urna classe Inadequada ao exercício das funções po­ J(ticas. O. componenles pUJ'3Silários - IndMduos em funçOeS suballOlDJIs do Est

a

do -desenvolvem

"

tend

!n

ciJJa a uma insubordinação crônica con

t

I'" codu ti

fOrmai de

autoridade disciplinadora" CEA, p_

24).

O. compo­

nentes parasitários, em sua origem, relacionam-se ao processo de mestiça­ gem. (Este argumento o autor deixa de

'

ordar no decorrer da obra, sem que no entanto o contradiga.);

64

Estado

Novo:

Ideologia e Poder

- o contato permanente com o movimento intesectuas france. de­ formando o espírito brasileiro.

Com estes postusados, Azevedo Amaras destaca as sucessivas etapas da luta entre as forças vivas da economia e um Estado parasitlrio, desor­ ganizador do progresso nacional. A ação deformadora do curso natural do desenvosvimento tivera sugar de modo decisivo na Independência. A partir dar, o grupo parasitário passara a ocupar, para sempre, uma posição de destaque. A esse grupo juntaram-se os proprietários, espécie de aristocra­ cia, que perde sua força e prestígio a partir da crise da mineração e da in­ dústria açucareira.

Para Azevedo Amaras, a história do Segundo Reinado reflete o pro­ gressivo afastamento das instituiçOes posíticas da realidade, o que pode Ser constatado na imitaçao de parsamentarismo, regime po]{tico totasmente inaplicáves às condiç!)es brasiseiras. Dentre outros erros do Império, ele destaca a centrasização administrativa e a descentralização política. Dife­ rente da maioria dos autores de sua época, ese não vê o Império como mo­ deso a ser imitado, já que caracterizado do pesa força do centralismo, mas pelo controle do mando por uma csasse parasitária (prenúncio das análises sobre o controle do estamento burocrático?). O único autor que apresenta viSão simisar é Manuel Bonfim." Também para ese as instituiçOes posfticas siberais do Império estavam totasmente desvinculadas da realidade e indi­ cavam a incapacidade das elites, herdeiras da tradiçilo do Estado português, para encaminhar a colonização brasiseira.

Em contraposiçã

o

� hlstótia das anomalias do período imperial, o movimento republicano continha forças representativas dos interesses vi­ tais da economia brasiseira, das regiOes economicamente maís adiantadas, que necessitavam de um Estado capaz de amparar o desenvolvimento da riqueza. A Constituição de

1891

correspondia, até certo ponto, às reali­ dades que se apresentavam no Brasil naquela época. Nas críticas à obra dos constituintes há multo exagero e injustiças; em que pesem os erros ineren­ tes ao transpsante de um modeso, "a cópia das instituições dos Estados Unidos foi o que de mais reasístico e de menos nocivo se poderia ter feito

na organização da ordem republicana"

(u,

p.

44).

A Constituição de 1891

minimizou as tendências separatistas, ümitando-as à questão da autonomia estaduas, repudiou O parsamentarismo e aceitou o presidencialismo. Este sasvou a nacionalidade da desagregaç�o e possibilitou o desenvolvimento de uma açilo administrativa capaz de encaminhar o progresso econômico.

O que foi benéfico nurna época, entretanto, não o é mais em outra. O jogo das forças geradas pelo naturas da ordem estab l ­ cida traz problemas novos. o perigo de exacerbação do espírito regionasista dos estados mais prósperos e ricos, que demanda wna nova

Auroridade e Pollrica 65 solUçfo: contrapor à fo

r

ça económica do. lISlados •

autoridade coord

ena· dora e

unificadora

de um poder nacionaL

COflJlal .... , por IlSIim dizer, unu progreuiva def ... gem d .. /nstituJ· çoes frente às condiçOes

objetJ

.... A

re.u!dadc

se .ut ... cria

a

neoewdade de n

o

vas mudanças Instituelonals. Nesse tipo de an4!ise,

o

esquema ev

o

lu

·

tivo de Auvedo Amaral se faz presente

de modo clar

o. Entr

e

tanto, se suo mela é a harmonizaç�o entre instituiçlles e realidade, parece que os mo· II\C'ntOS

de

harmonia SilO sempre

cf!meros, já que

OCOr·

rem no,"". tran.form.ç� que

exigem mudanças. notor

que

o R

e

pfl

b

Uca

� vitta como

um movtmento no sentido d. Il

b

enaç!o das for· ças ecollÕmicaS contidas pelo Estado polftlco do ImpÜio. Nesse sentido, a ProclamoçAO da

República

alua d� mesma forma

que

o Eitado Novo.

Os p

r

o

b

lemas

que

8

Prlmeir. R

e

pu

bllc

a

enfrenta parecem ser mm de

funelonllmento

do que de ongem, como se pode deduzir, inclusive,

da

d�resa da Constiruiçfo de 1 89 1 . O grande defeito

de.tlc perlodo

� a

vigência de instituiçlles

Uberal-democráticas

corporlficadas no

sufrágio

unlversoJ. A fraude eleitoral, as

el

e.lçlle.t • hico de

pena, to

das aJ maz.elas eleitorais da República Velha nao parecem incomodar muito ao autor, já

que

o sufrágio universal não representa um beneficio' ao povo brasileiro, despreparado e com mentalidade distinta dos povos anglo-saxões, que tem um "pendor inato para aceitar sem relutância o comando de um chefe" (EA, p.

56).

A seu entender, a dissolução da Primeira República veio pro .... san· do·se durante quase 20 anos. A União tinha responsabilidades crescentes, sem o necessário aumento de recursos; os produtos brasileiros encontravam dlfleuldade no comércio intomadonal e 00 derrontavam cOm barreiras no men:ado (nt

e

mo. O erro mliÍS

g

ra

ve do.

constituintes de 91 Itlvla sido o

de "nJo

t

e

r

em por meio de um dispositivo exp

l

i

ci

t

o

a unidade do mercado internO nacional"

(U,

p. 5 1 ). !l, finalmente, vigia o sistema representativo direto pejo

sufIáglo

rsas, que só produzia

efeitos

preju. dlciail ' ellçiêncl. do Est.do.

A ílnlca

re.�o

diante da am •••• de mone do

o

rgan

i

smo nacional partiu d. o

liga.rq

uia. Os

grupos oligirquicos

"não eram a origem, mas o

ef

e

i

t

o d. Impoliçfo de uma organlzaçllo pol{Uca

Inadaptável

li. co

n

diçOes

soclalJ

e econômicas do país" (u , p.

66).

As oliSorqula. foram el

e

mentos

dirlge.des de emergência, expressando a rcaçlo

orgánico

d. soaJedod • • tClllativ. de impl.ntaça-o de

instltulçr>es

democrãticas no

Bratll. Às

primei·

10 ollgarquiat uribuÍ3·se a responsabilidade pelo "truso pol/tlco do pais, e houve

todo

um

esforço

bem.sucedld

o

para

derrubá·las (

presldenal. Her·

mes da Fonseca). Novos grupos, mais incapous e desligad

o

s dos interesses

da eCO<lomia regional, ascenderam 80

poder,

produzindo o rebaixamen·

to do nível d. repr nacionol nO Congresso. "O poder presidencial aumentava e la

t

endendo mesmo a hlpertrof .. r.se simultaneamente com a

66 Estado Novo: Ideologia e Poder

decadência parlamentar" (EA, p. 70). Assim, para o autor, a hipertrofia do

poder presidencial na:o era resultado da ambição de mando dos políticos

no poder, mas uma conseqüência inevitável da realidade nacional.

A importância crescente do presidente na elaboraç�o de leis, na