Este capítulo tem como objetivo articular os dados apresentados no capítulo anterior, com a literatura. Como em cada uma das categorias já descritas, breves discussões com o referencial teórico foram introduzidas, este capítulo busca avançar no processo interpretativo, integrando teorias e dados, a fim de determinar a dinâmica de inclusão e/ou exclusão depreendida dos dados, de forma a ampliar a compreensão do fenômeno à luz dos referenciais teóricos da Psicologia Social, contribuindo para a área de estudo. Para efeito deste trabalho, consideram-se pessoas “diversas” ou “minorias” os alunos pertencentes aos grupos sub- representados, como cotistas, bolsistas, alunos prounistas, percebidos como de menor status social.
Hanashiro et al. (2011, p. 3) afirmam que embora os membros de grupos de maioria sejam historicamente aqueles que tiveram ou têm vantagens em poder e recursos econômicos, quando comparados com grupos de minoria, estes não percebem seu privilégio. Ofertar uma bolsa do ProUni para alunos aprovados pelo Enem, aos quais tantas outras oportunidades já foram negadas devido às restrições socioeconômicas, é considerado por alguns alunos não prounistas da IES pesquisada uma concessão de vantagem, o que denota essa falta de percepção das desigualdades de condições.
Não obstante, para alguém com vantagem que possui essa percepção há também uma imagem de que porque o aluno prounista não entrou pelo vestibular da IES é menos capacitado; e sua origem social e/ou o fato de sua formação ter sido em escola pública figuram como marcas ou estigmas vistos como negativos, de forma que, aos olhos de alguns alunos não prounistas, o potencial desse aluno seja desqualificado (GOFFMAN, 1988).
Assim como as sociedades têm se tornado mais heterogêneas (MOR-BARAK, 2005), o mesmo tem ocorrido com o perfil dos alunos da IES pesquisada. O perfil do grupo de alunos não prounistas desta pesquisa evidencia que, embora aparentemente a maioria dos professores e alunos entrevistados percebam o perfil do aluno da IES como predominantemente de classe média e média alta, o perfil de parte dos alunos entrevistados evidencia existir uma parcela de alunos de condições socioeconômicas menores, que trabalham e custeiam com esforço o próprio curso. Além destes, bolsas filantropia já eram concedidas na IES pesquisada antes que da adesão ao ProUni. Entretanto, na percepção de alguns alunos, a adesão ao ProUni trouxe para a instituição um aluno diverso ao perfil predominante. As manifestações de preconceitos
e discriminação em relação a esses alunos aqui apontadas permitem inferir que a heterogeneização ocorrida não é vista de forma positiva por uma parcela dos alunos.
Os dados analisados evidenciam que os grupos de prounistas e não prounistas percebem haver mais dissimilaridades do que similaridades entre eles. Considerando que a interação com pessoas com maiores similaridades percebidas resulta em emoções e atitudes intergrupais positivas, a partir das quais ciclos de autorreforço causal são criados (TRIANDS et al, 1994), a percepção de dissimilaridades entre esses dois grupos de alunos reduz a probabilidade de interação e consequentemente de intimidade entre eles. A diferença de classe social e experiências pessoais, principalmente, restringem a interação social, devido às restrições financeiras e barreiras intergrupos.
A dinâmica das salas evidencia que categorizações, feitas com base em similaridades percebidas, dão origem aos grupos, sendo a criação de grupos o primeiro passo para o preconceito (ARONSON; WILSON; AKERT, 2002), uma vez que pessoas que não se enquadram no protótipo do grupo não são aceitas. Categorias como o “grupo dos Mauricinhos” ou aqueles que “têm um modo de vida de classe média alta”, “uma situação financeira muito próxima” ou “prounistas [que] se juntam” são critérios de agrupamentos referidos pelos entrevistados. Mor-Barak (2005, p. 132) assinala que a diversidade refere-se ao processo de gerar categorias distintas, “está relacionada, também, com o pertencer a um grupo diferente quando comparado ao mainstream na sociedade, que o torna suscetível a sofrer consequências resultantes de uma associação com o pertencer ou não a certo grupo social”. De acordo com a percepção dos entrevistados desta pesquisa, condições socioeconômicas, background e cultura/qualificação pessoal são características determinantes para a aceitação em alguns grupos. Estabelecer inglês fluente como prerrequisito para ser aceito em um grupo de trabalho, ao invés de domínio do conteúdo; objeção explícita à aceitação de alunos prounistas em alguns grupos são indicativos de que as essas categorias determinam as fronteiras intergrupais e estabelecem as características distintivas de pertença ao grupo, no qual aqueles que são diversos aos critérios estabelecidos não são aceitos. Portanto, ser prounista é uma dimensão de diversidade, pois traz implicações para a relações destes com os outros alunos IESzistas.
Devido à necessidade própria dos indivíduos de serem vistos de forma positiva em relação a outros relevantes, comparações sociais são feitas, geralmente favorecendo aqueles que pertencem ao ingroup (HOGG; TERRY, 2001). Decorrente de comparações, a condição de prounista é percebida como uma identidade de valor mais negativo, por isso esses alunos
buscam alcançar uma identidade que seja mais distinta, ao tempo em que os alunos não prounistas desejam e lutam para manter o status de condição comparativamente superior. A omissão da identidade é uma estratégia adotada por alguns alunos, eventualmente por todo o período da formação, para tentarem ser aceitos e incluídos. A busca por um desempenho superior também é percebida como uma forma funcional de obter distintividade intergrupo, porém, o que mais se mostra nos dados é que, as características pessoais desempenham importante papel para que sejam aceitos e a autoinclusão aparentemente é a estratégia mais efetiva.
Não foram identificadas estratégias do grupo de prounistas para o alcance de alguma mudança social para o grupo como um todo, verificando-se somente estratégias individuais a fim de alcançar uma mobilidade social. Com base no modelo dos cinco estágios da dinâmica intergrupos propostos por Taylor e McKirnan (1984 apud TAYLOR; MOGHADDAM, 1994), verificou-se um único caso de mudança intergupos, em que a aluna prounista se sente identificada como IESZista, tendo contudo ocorrido uma mobilidade social individual, o que faz com que ela considere haver mérito pessoal na conquista dessa mobilidade. Portanto, ao ser aceita como membro do outro grupo, ela despersonaliza e deixa para trás a identidade de prounista, para assumir o protótipo de IESZista. Praticamente metade dos alunos prounistas entrevistados percebe que as relações intergrupais são estratificadas e não há possibilidades de mudança, enquanto a outra metade acredita que há possibilidade de mobilidade individual, mas não do grupo, o que provavelmente justifique a falta de qualquer articulação coletiva. Matéria do jornal A Folha de São Paulo do dia 14/09/2014 noticiou a eleição de uma aluna negra e prounista do curso de Direito da IES pesquisada para presidente do Centro Acadêmico do curso, indicando uma situação que quebra um paradigma, pois concede um espaço que é ocupado por meio de voto democrático a uma representante de um grupo de minoria. A aluna representa as mulheres, os negros e os prounistas, podendo ser considerada o que Taylor e Moghaddam (1994) chamam de um “token”, ou seja, uma pessoa de referência, a partir da qual os alunos podem passar a perceber que são injustamente discriminados; que os faça tomar consciência de que habilidades e esforços pessoais não são suficientes para vencer as barreiras sociais e que as dimensões para comparação social, papéis e percepções assumidas precisam ser renovadas.
Tanto os discursos dos alunos não prounistas como dos professores pesquisados revelam que estes possuem uma hierarquia subjetiva de níveis ou graus de exclusão e de discriminação. A menção a uma exclusão leve, exclusão pior e exclusão agressiva é referida
por professores, enquanto os alunos minimizam ou banalizam esses comportamentos, utilizando termos como um “quezinho” de discriminação, uma “discriminaçãozinha” ou uma “exclusãozinha”, que dão uma conotação de distanciamento das implicações psíquicas e emocionais para aqueles que são vítimas de tais comportamentos.
No balanço geral, verifica-se que existem três atitudes básicas em relação aos alunos prounistas: o mais raro, que é o acolhimento, ocorre eventualmente em relação a uma pessoa, porém em relação ao grupo só foi relatado uma caso; o mais comum, uma indiferença, por vezes desagradável; e, por fim, uma rejeição, que, embora não seja citada por todos, tem a força de transmitir uma mensagem de que esses alunos não são bem-vindos nesse ambiente. As análises sugerem que as estratégias de autoinclusão são capazes de quebrar as indiferenças, mas não as rejeições. Portanto, as características pessoais mostram-se uma dimensão importante para a inclusão em um meio que não é naturalmente receptivo.
Observa-se que o caráter de inclusão social do programa não é adequadamente alcançado, pois, no âmbito de Programa, a política do ProUni é limitada, uma vez que provê ao aluno somente condições de acesso, mas não de manutenção em uma IES com custos de manutenção altos. Esta seria necessária dado o perfil da região onde está localizada a IES e o padrão socioeconômico dos alunos prounistas, insuficientes para o pleno custeio do curso, enquanto a inclusão psicológica dificilmente é atingida, uma vez que esta depende também do comportamento dos outros indivíduos.
Infere-se que as práticas acadêmicas são voltadas para atender os interesses dos alunos pagantes, por serem supostamente “aqueles que mantêm a instituição” e garantem a sustentabilidade econômica dos cursos. Portanto, quando os valores e crenças pessoais de um grupo de alunos não prounista é contrária a aceitação de grupos diversos dentro da IES, estes se articulam e usam de estratégias de exclusão, como passeatas contra o Enem. Estando a inclusão relacionada ao sentimento de pertença a um determinado grupo social, os comportamentos de indiferença, e por vezes de rejeição, manifestos para com alguns alunos pode ser impeditivo para que esses tenham uma experiência real de inclusão, uma vez que essas são precedidas por comportamentos inclusivos. A inclusão também envolve a possibilidade de que, na interação com outras pessoas, o indivíduo possa ser completamente ele mesmo, permitindo aos outros serem completamente eles mesmos no contexto de engajamento em atividades comuns (FERDMAN et al., 2009). Porém, os dados evidenciam que a identidade de prounista é escamoteada por vários alunos, por considerarem que os alunos não prounistas “não os tratariam tão bem assim” se a revelassem. Alguns se veem
impedidos de acesso a algumas pessoas e grupos, impossibilitados de um engajamento em atividades comuns como grupos de trabalho, de convívio e de atividades sociais.
Se por um lado, da parte de alguns alunos não prounistas há uma clara posição de rejeição em relação ao Programa e por vezes a seus beneficiários, por outro não foram identificadas, na prática institucional, políticas ou ações que visem promover a inclusão, quer seja fornecendo preparo ou orientação clara aos professores de condutas possíveis ou minimamente discutidas as políticas de cotas e do ProUni com professores ou alunos. De acordo com Ferdman et al. (2009), o ingrediente-chave para que se obtenha os benefícios da diversidade é a inclusão. Ao omitir-se, a IES prossegue com o Programa de inserção de alunos e cumprimento de cotas, não se atentando aos conflitos e manifestações intergrupais de preconceitos, discriminação, que trazem consequências emocionais para os alunos bolsistas, reduzindo o caráter inclusivo do programa à concessão de acesso, mas não de pertencimento.
Dentro da IES, o modelo utilizado para gestão do ProUni está no que Thomas e Ely (1996) intitulam de Paradigma da Discriminação-justiça, cumpre-se a lei, inserem-se os alunos, sem maior preocupação com suas diferenças e dificuldades. A fim de reconhecer e valorizar as diferenças, as práticas da IES deveriam estar voltadas para o paradigma aprendizagem-efetividade, atentando para a integração desse grupo diverso, provendo condições para que estes pudessem se sentir respeitados nas diferenças e integrados à academia, à sala e ao grupo. Nesse paradigma, as diversas perspectivas trazidas pelos alunos deveriam ser reconhecidas e valorizadas, possibilitando criar uma universidade para todos efetivamente, na qual as experiências de vida e as diferenças na forma de pensar, aprender e crescer uns com os outros fossem incorporadas.
Comportamentos inclusivos podem ser ações individuais, ações dos grupos e também institucionais, que se supõe, precedem a experiência de inclusão. Portanto, requer-se um compromisso institucional com uma atenção à diversidade; que as tensões e conflitos que ocorrem em seu ambiente ou seus agentes não sejam ignorados, e que os professores sejam preparados para resolução destes e inibidos de reproduzi-los. Os dados evidenciaram como estratégias possíveis, como encorajar discussões e debates, ampliando o conhecimento tanto de alunos como de professores acerca do que é essa política, do que o Programa preconiza, buscar evitar que situações de discriminações e exclusão sejam estimuladas ou reproduzidas.
Resultados dessa pesquisa diferem dos constatados por Santos (2011), pois a percepção de todo o grupo de bolsistas por ela estudado indica a existência de sentimentos de aceitação, integração e a ausência de qualquer situação de diferenciação com professores,
colegas e funcionários; alinhando-se com Nogueira (2013), que indica que a experiência acadêmica promove sentimentos de afeto e emoções contraditórias, tais como preconceito, exclusão, alegria e vitória. Das dissertações e teses revisadas para este trabalho, apenas Santos (2011a) teve alunos do curso de Direito como sujeitos de pesquisa, porém seu estudo fez uma abordagem sociológica, investigando o lugar assumido pelo ProUni em suas trajetórias de vida. Dessa forma, este trabalho apresenta uma amostra na qual três diferentes agentes de inclusão e exclusão foram investigados, o faz sob uma perspectiva teórica diferente das abordagens utilizadas pelos outros pesquisadores e contribui socialmente, dado ser o ProUni uma política recente, que ainda tem limitações em sua abrangência. Este tem se mostrado importante meio de acesso ao ensino superior e tanto no âmbito do sistema educacional como um todo quanto dentro da IES pesquisada, pode ser repensado e aprimorado, para que os benefícios desta possam ser ampliados e esses alunos incluídos e não inseridos nas IESs.
Há evidências de que os semestres iniciais são considerados mais críticos para os alunos prounistas e as resistências entre grupos são mais acentuadamente percebidas. No entanto, alguns desses alunos insistem em manter contato com todos, aumentando a possibilidade de vencerem as “barreiras”. Aqueles que conseguem formar vínculos de amizade, ao se sentirem aceitos no grupo, relatam até mesmo melhoria no desempenho, mudando os sentimentos iniciais, o que lhes possibilita uma experiência de inclusão.
Conforme assinalado por Hanashiro et al. (2011, p. 14), “[...] a inclusão depende do próprio indivíduo, de sua vontade e habilidade de desenvolver comportamentos que contribuem para fomentar sua inclusão”, porém eventuais barreiras a aceitação podem ocorrer. No momento inicial, em que os alunos estão se conhecendo e se dando a conhecer, o comportamento de autoinclusão é de fundamental importância. Conforme já apresentado anteriormente, existem receios dos alunos prounistas em relação ao novo ambiente e ao tratamento que receberão. Se esses alunos mantiveram uma posição passiva e insegura frente ao meio, as respostas de parte dos alunos não prounistas será de indiferença. No entanto, os dados aqui apresentados nos sugerem que há alunos cujos valores e crenças pessoais os fazem acreditar na distinção, superioridade de uns em relação a outros, e eles manifestam isso nas relações interpessoais. Em havendo qualquer marca distintiva, seja o tempo da chegada, a identificação voluntária ou involuntária como prounista, a postura “mais humilde”, tornará esses alunos suscetíveis a serem vítimas de preconceitos e discriminações.
Embora haja evidências de que para os alunos que chegam na primeira lista exista menor desconforto inicial, infere-se aqui que a autopercepção do aluno como de uma pessoa desacreditável, conforme referida por Goffman (1988), pode impedir a experiência de inclusão, pois inibirá a vontade e o desejo de se colocar frente ao meio. Verifica-se que P2M- IM e P6M-IM, que estão nos semestres iniciais, chegaram na primeira lista e entraram desde o primeiro dia de aula são retraídas e mantêm essa postura de retraimento desde o início do curso: não se envolveram em atividades extraclasse para expandir rede de contatos e não estão estagiando. Uma vez que “[...] a inclusão não reflete um comportamento natural dos indivíduos” (HANASHIRO et al. , 2011, p. 2), presume-se que se essas alunas não assumirem um comportamento autoinclusivo, ao término do curso o desfecho será como o de P10H-FN, que durante toda a formação esteve restrito a um pequeno grupo de convívio com outros alunos prounistas, sem vivenciar uma experiência de inclusão, não conseguindo quebrar as barreiras e resistências naturais e inerentes às relações interpessoais e intergrupais. No entanto, P1H-IM e P4M-IN, ainda no segundo semestre do curso, já ampliaram seus espaços de convivência, se engajaram em atividades extraclasse, indicam bom desempenho acadêmico como fator importante e mostram-se autoinclusivos, agentes da própria experiência de inclusão. P5M-IN expressa sua percepção de ser inclusa quando diz que se sente uma IESzista, sem fazer distinção entre a condição de prounista e dos outros alunos da IES.
P9H-FM e P10H-FN assumiram uma postura de omitir a identidade social de prounista, mas, aparentemente, por razões e com consequências diferentes. P9H-FM diz que não se identificava porque isso é indiferente, portanto, nas relações interpessoais se posicionou e se relacionou e de forma coerente com sua crença, interagindo com bom trânsito em sua sala e sentindo-se livre para expressar-se. P10H-FN, no entanto, omitindo sua identidade prounista, não se sente IESzista nem prounista, e até refere os prounistas como aos IESZistas como “eles”, indicando que não foi incluído ou identificado em qualquer dos grupos.
Dessa forma, conclui-se que na dinâmica entre alunos prounistas e não prounistas a formação de grupos com base nas similaridades percebidas, e em não pertencendo ao grupo majoritário, os alunos prounistas são percebidos como “exogrupo” e, portanto, mais homogêneos, dando origem aos estereótipos. Discriminações são manifestas principalmente no momento de formação de grupos de trabalhos e os preconceitos estão mais relacionados às condições socioeconômicas. Não havendo identificação ou similaridades percebidas não se estabelece relações mais próximas, o que impede maior intimidade entre os grupos e
desconstrução de crenças estereotipadas. Verifica-se inexistência de estratégias grupais de inclusão, sendo a autoinclusão a estratégia mais comumente observada, na qual engajamento em atividades extraclasse, desempenho superior e iniciativas pessoais de construção de redes de contato são as estratégias mais utilizadas e aparentemente mais funcionais. Uma vez que a necessidade de pertencimento é fundamental para o ser humano e constitui-se uma poderosa base motivacional para o comportamento interpessoal, quando o indivíduo vivencia uma experiência de exclusão ou rejeição e ela é frustrada, este passa a reagir com ódio, ressentimento e retaliação (MOR-BARAK, 2005; TWENGE; BAUMEISTER, 2005 apud HANASHIRO et al. , 2011). Ao perceber tanto por parte da IES como do grupo a inexistência de comportamentos inclusivos o aluno prounista fica impedido de vivenciar uma experiência subjetiva de inclusão, sendo por isso afetado em sua autoestima, o que pode comprometer seu desempenho. Constata-se que tanto para que haja uma experiência subjetiva de inclusão que possibilite a esses alunos um senso psicológico de pertencimento ao ambiente acadêmico da IES pesquisada quanto para que ocorra uma inclusão social que permita ao prounista desfrutar de uma universidade que é para todos, na qual a inclusão é regra e não exceção, há um longo caminho a ser percorrido.