Del III Utdypende omtale av
8.3 Videre utvikling av tjeneste-
relevantes e os condicionantes
O Projeto Pedagógico do Curso de História foi elaborado com intuito de “[...] oferecer uma formação ampla para os futuros professores, com conteúdos trabalhados, de forma integrada à sua ação futura, nas escolas de educação básica, fundamentada nos princípios técnicos, pedagógicos e conceituais”. (Hugo)
Essa proposta visa formar o professor de História, cujo: “[...] o perfil profissional relaciona-se ao professor investigador que inclui a qualificação para o desenvolvimento da investigação e produção de conhecimento sobre o próprio ensino da História (sentido, objetivo e forma, de relacionar a teoria e a prática) [...]” (Carlos).
Os aspectos apontados pelo interlocutor abarcam as conjecturas referentes à formação docente baseada na pesquisa norteada pela aplicabilidade das teorias educacionais, de técnicas e de conteúdos de ensino, visando o alcance das metas propostas.
Entretanto, um dos participantes admite que: “Para falar a verdade, nunca li o Projeto Pedagógico do Curso de História. [...]”. Minha função é fazer com que os alunos dominem os conteúdos que eu passo para eles”. (Humberto).
Essa declaração indica que a atuação desse profissional está direcionada, mas especificamente à sala de aula baseada em processo de ensino específico desenvolvido de forma isolada, que pode se constituir, somente, em um repasse dos conteúdos de sua disciplina aos alunos, para que estes sejam capazes de dominá-los e repassá-los, sem a preocupação de correlacioná-los a outros conteúdos e as outras áreas de conhecimento.
A postura desse profissional ressalta a ausência de um conhecimento mais aprofundado relativo às propostas destacadas no Projeto Pedagógico do Curso e das ações didático-metodológicas ali explicitadas, apontando para certo distanciamento entre a sua prática com os demais professores e que, por sua vez, dificulta a integração das disciplinas do Curso, a definição das metodologias e dos multimeios científicos e pedagógicos que favorecem a formação do professor de História.
Um aspecto destacado, de forma intensa pelos participantes refere-se às competências e habilidades profissionais previstas nas Diretrizes Curriculares por meio da Resolução nº. 1 do CNE/CP1 de 2002: “[...] se revertem em uma proposta de formação que está sendo apresentada de maneira diferente, mas que consistem em ‘velhas imposições’ dos órgãos governamentais que enfatizam a dimensão prática da formação, visando assegurar ou mesmo reforçar o caráter técnico do ensino”. (Carlos).
A aquisição dessas práticas segundo o participante, não consistem em propostas novas sugeridas, mas, como uma maneira de cumprir, assistematicamente, as propostas ou imposições oriundas dos órgãos governamentais, pelas políticas públicas aludidas nas legislações educacionais atuais, visando o fortalecimento de uma formação profissional com uma base técnica, em detrimento de uma formação crítica e reflexiva.
A percepção desse sujeito está relacionada à visão de Dubar (1998, p. 99), que afirma: “O modelo da competência não é novo, nem mais racional do que os outros. Ele corresponde a uma concepção das relações sociais de trabalho que valoriza a empresa e o contrato individual de trabalho”.
O currículo de História: “[...] organizado em eixos, mas destacando a obrigatoriedade do seguimento do conjunto de competências e habilidades profissionais devem ter significado para os alunos e, pra isso, devem ser analisadas, para que não se transformem, simplesmente, em práticas mecanizadas e em um cumprimento às exigências das Diretrizes Curriculares, ficando distante da realidade dos alunos”.(Hélio).
Essa afirmativa condiz com a concepção de Machado (2002, p.144), pois para o autor: [...] as competências e as habilidades representam potenciais desenvolvidos sempre em contextos de relações disciplinares significativas, prefigurando ações a serem realizadas em determinado âmbito de atuação. [...] as competências devem ser identificadas tanto como a construção de conhecimentos como uma atividade cognitiva, que se torna elemento necessário na definição de competências - visão cognitiva e não meramente instrumental [...].
Assim, a aquisição de competências e habilidades deve incidir em um processo que acople atividades cognoscitivas e atividades práticas, contribuindo para a intensificação de conhecimentos significativos e adequados a cada situação de aprendizagem.
Um entrevistado assegurou que: “Muitos professores desconhecem ou ignoram a existência do Projeto Pedagógico e das disciplinas que compõem a matriz curricular do Curso, pois, realizam suas atividades de ensino, da área de formação específica, de forma restrita e desvinculada das disciplinas pedagógicas e não conseguem transpor didaticamente, muitas competências e habilidades sugeridas no Projeto Pedagógico do Curso de História." (Hugo).
A ausência de um conhecimento mais aprofundado das diretrizes pedagógicas do Projeto Pedagógico do Curso, por alguns professores e, consequentemente, os conteúdos das disciplinas constantes na matriz curricular do referido Curso indicam que esses profissionais estão mais preocupados com os conteúdos específicos da sua disciplina desenvolvidos de forma isolada.
Essa situação acarreta a realização de um ensino-aprendizagem distanciado do projeto da instituição formadora e reforça a dificuldade de concretizar as atividades previstas.
Nesse sentido, as áreas de formação específica e de formação profissional não comungam seus objetivos, suas metodologias e suas avaliações, dificultando, intensamente
a formação de um professor que sabe integrar os conhecimentos assimilados à sua prática nas escolas de educação básica – lócus de sua atuação profissional.
Um aspecto relevante relacionado à implantação do Projeto Pedagógico do Curso, segundo um participante diz respeito à “Ampliação das atividades acadêmicas, de cunho investigativo e as disciplinas de formação pedagógicas “[...] desenvolvidas desde o início do Curso parecem influenciar nas práticas educacionais de sala de aula, tanto em relação aos discentes quanto aos docentes, levando a uma maior integração do currículo, por meio das pesquisas e das atividades de Prática Curricular”. (Hélio)
O aspecto apontado pelo participante consiste em um aspecto relevante e significativo que contribui para o desenvolvimento mais integrado e diversificado do currículo do Curso, desmistificando o processo de formação de professor realizada, inicialmente, por meio das disciplinas específicas e, posteriormente, enriquecidas ou complementadas pelas disciplinas pedagógicas (Esquema 3+1)38.
Essa organização curricular dificulta o desenvolvimento de uma formação, cujos conteúdos teóricos, práticos, técnicos e científicos são desenvolvidos, concomitantemente, com os conteúdos de formação pedagógica e, que, consequentemente, minimiza a possibilidade da efetivação da relação teoria-prática, como também, a efetivação das atividades de pesquisa.
A declaração do participante indica que as mudanças relativas à forma como as atividades acadêmicas são desenvolvidas, por meio de atividades de pesquisa e de Prática Curricular contemplam os conhecimentos apreendidos nas diversas disciplinas do Curso e possibilitam aos futuros professores vivenciarem situações reais e, a partir dessas vivências investigarem as várias estratégias e recursos para empreender os processos de ensino e de aprendizagem, bem como identificar os principais entraves que permeiam esses processos.
38 Consiste em uma organização curricular, cujos conteúdos de formação técnica são desenvolvidos em três anos
e centrados no aprofundamento do conhecimento de conteúdo da área de formação mais um ano de disciplinas pedagógicas de formação específica para professores incluindo as práticas de ensino e o estágio supervisionado.
Entretanto, foi destacado que: “Um dos principais problemas que dificulta o alcance das metas estabelecidas no Projeto pedagógico do Curso está relacionados ao caráter massificante do sistema educacional e da relação ensino-aprendizagem. Em certo sentido, o Projeto Pedagógico expressa certa resistência a essa massificação, embora não se constitua em instrumento efetivo de superação dessa realidade”. (Carlos).
A afirmativa revela que a falta de um melhor esclarecimento da forma como o ensino e a aprendizagem estão organizados no Projeto dificulta tanto o alcance dos objetivos de ensino como a realização de uma formação do professor de História, visando à melhoria e o enriquecimento do aprendizado, no interior da universidade.
Segundo um professor: “Falta um maior incentivo, tanto dos professores como dos discentes de promover atividades investigativas, dificultando a caracterização da formação prevista no Projeto Pedagógico que é formar o professor investigador e oferecer a eles duas habilitações: a Licenciatura já existente e o Bacharelado”. (Humberto).
Um aspecto importante a ser considerado é que o oferecimento da Licenciatura e do Bacharelado implica em destacar diferença entre o perfil do profissional do Curso de História, pois enquanto a Licenciatura tem como objetivo central a formação de professores para a educação básica, o Bacharelado visa preparar, mas especificamente, o profissional para a pesquisa.
Todavia, o Curso de História com habilitação somente em Licenciatura pode ser organizado com ações que contemplem a incorporação de novas metodologias, de novas tecnologias e da inclusão de um maior número de atividades de pesquisas envolvendo outros campos de conhecimento necessários ao exercício do magistério, com a utilização de estratégias de ensino diversificadas e, a partir dos seus resultados, intervirem no processo adequadamente.
É imperioso, pois: “Antes colocar em prática as Diretrizes Curriculares Nacionais precisam ser entendidas e passar pelo crivo de uma reflexão crítica, de modo que os sujeitos envolvidos no processo formativo explicitem para si mesmos o sentido político de tal normatização. (Carlos).
Um estudo minucioso acerca das indicações ou orientações elencados nas Diretrizes Curriculares é imprescindível para a realização de uma proposta mais relevante e possível de
ser adotada, pois a partir de uma maior compreensão e de uma melhor identificação das estratégias viáveis e, em conformidade com as condições estruturais e pedagógicas da Unidade, prevendo-se o desenvolvimento de atividades didático-metodológicas de forma reflexiva, em torno da adoção dessas propostas.
Como sugestão viável à consolidação dessas Diretrizes Curriculares “É necessário que o Projeto Pedagógico seja concebido enquanto processo e não enquanto produto do curso de História, ou seja, é algo que precisa ser discutido e avaliado continuamente pelo colegiado”. (Hugo).
Nessa ótica, o Projeto Pedagógico é concebido como um instrumento balizador dos objetivos, das prioridades discutidos, analisados e estabelecidos, continuamente, numa perspectiva de trabalho coletivo compartilhado, por meio da reflexão contínua de todo o Colegiado. Entretanto, as ações devem ser evidenciadas como meios substanciais à concretização das metas propostas.
4.1.3. Curso de Letras: As concepções de professor, o perfil profissional e a