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Digitalisering av spesialist-

Del III Utdypende omtale av

9.7 Digitalisering av spesialist-

relevantes e os condicionantes

O Projeto Pedagógico do Curso de Letras prevê “[...] uma formação baseada na prática docente construída, por meio da aquisição de competências e habilidades, visando relacionar teoria e prática, como também buscar subsídios teóricos que enriqueçam a sua prática, por meio da pesquisa”. (Lucélia)

O perfil do profissional formado no Curso de Letras tem: “a prática como eixo de formação”. (Luciana). Esse modelo de formação, de acordo com o Documento Final do VIII Encontro Nacional da Anfope (1998) a qual viabiliza ao professor: “[...] ser crítico, criativo, ético e tecnicamente capaz de contribuir para a transformação social [...]”. Essa atitude possibilita a realização de uma formação teórica e cultural mais sólida.

A prática contribui para: “[...] a formação do professor crítico-reflexivo que tem a prática como eixo de formação e de construção do conhecimento, através da reflexão, da análise e da problematização”. (Cláudia).

Corroborando essa afirmativa, Nóvoa (1995) destaca que a formação crítico-reflexiva, deve estimular os professores de buscar os meios propícios para a construção de um pensamento mais autônomo e que facilitem as dinâmicas de autoformação. Esses aspectos aludem para um investimento pessoal e para um trabalho livre e criativo sobre os seus caminhos e os seus projetos, com vista à construção de sua identidade profissional.

A formação inicial do professor enriquecida pela prática é evidenciada por Schön (2000), como um processo que favorece a atuação profissional que integra teoria enriquecida pela interação concisa do ‘saber’ e do ‘fazer’ do professor. Assim, o professor crítico- reflexivo deve ser capaz: “[...] de refeltir a sua prática e fazer intervenção na realidade escola”. (Leonardo).

A Matriz Curricular do Curso de Letras está organizada de maneira a conceber “[...] uma maior integração da teoria e da prática educativa, pois, o Projeto do Curso destaca algumas mudanças e para o enriquecimento da formação dos alunos. No âmbito do ensino, com a inserção das Práticas Curriculares, tem-se procurado superar a fragmentação teoria e prática.” (Claúdia).

Há que se ressaltar que o destaque no Projeto Pedagógico dessas ações, prevendo a realização de uma formação de base teórico-prática consiste no cerne do currículo do Curso e das estratégias metodológicas não garante que, de fato, essa proposta está sendo efetivada, de forma concisa, pois é provável que estas atividades ainda estejam sendo desenvolvidas, por um número reduzido de professores.

A implantação dessas atividades educativas está diretamente relacionada a um processo de tomada de decisão compartilhada empreendida pela instituição formadora, como também, um maior compromisso do professor formador com esta articulação e vice-versa.

Essa proposta, se colocada em prática de forma eficiente contribui para a formação do professor como um profissional que é capaz de lidar com os pressupostos teórico-práticos que tem sobre o ensino-aprendizagem e que reconheça as contradições existentes nas relações que ocorrem no interior da universidade e nas escolas de educação básica.

A matriz curricular baseada em eixos ou núcleos de formação foi apontada como uma organização “[...] que promove uma maior integração entre as disciplinas, visando o

desenvolvimento de um currículo mais integrado, de uma prática pedagógica interdisciplinar, de acordo com os eixos de formação”. (Luciana).

O desenvolvimento da prática pedagógica interdisciplinar contribui para a observância de um currículo mais dinâmico e integrado que demanda, sobretudo, a realização de ações definidas coletivamente pelos professores formadores, com vistas à apreensão de métodos e de recursos de ensino que concebam uma maior integração dos conteúdos das disciplinas curriculares do Curso.

No entanto, a participante admite que: “Apesar de nós professores ainda termos dificuldade de desenvolver nossas atividades de forma integrada, temos consciência da importância de realizar esse processo, pois, o Curso objetiva formar o professor crítico- reflexivo. Daí a necessidade de ampliação e da melhoria desses processos”. (Luciana).

A concretização de um currículo interdisciplinar exige uma maior fundamentação teórica dos educadores, alunos e comunidade acadêmica e, um dos meios para a sua realização é a ampliação de momentos para estudo coletivo dos educadores e das mudanças de modelos formativos, no que tange ao planejamento e a realização do processo ensino- aprendizagem, a luz de uma proposta curricular que tem como eixo articulador da dinamicidade e dialogicidade, dos professores e dos alunos instauradas, desde o início da formação do professor, para que estes aprendam a atuar interdisciplinarmente.

Deve-se ressaltar que esta indicação está vinculada ao desenvolvimento de currículo integrado que deve ser analisado, de forma contínua, o que exige em uma mudança de concepções teórico-metodológicas, de um agir e de um repensar relativas às ações já realizadas e de um planejar de novas estratégias para que esses propósitos não se constituam somente em instrumentos objetivados, em um plano teórico, comumente percebido, por meio das ações empreendidas, no interior das IES. Segundo Garcia (2004, p.49), a prática interdisciplinar:

[...] sugere aos professores a necessidade de aprender a exercer uma reflexão crítica sobre seus conhecimentos e seus modos de conhecimento. [...] é importante aprender a questionar e romper com formas tradicionais de conhecimento, modos de ensino e relações pedagógicas.

A concretização da matriz curricular “[...] baseadas em competências e habilidades, se não forem bem analisadas podem conduzir para uma atuação profissional balizada nas ações previstas para a atuação dos profissionais liberais, de cunho técnico, fortalecendo as propostas neoliberais que prevêem o desenvolvimento de uma formação profissional, cuja prepararão técnica, que não valoriza o profissional que reflete a sua prática.” (Lucélia).

Essa percepção vai ao encontro à visão apresentada por Alarcão (2003, p. 24), que afirma:

[...] muitas são as competências desejadas e focadas pela pedagogia: a curiosidade intelectual, ter pensamento próprio, desenvolver mecanismos de auto- aprendizagem, capacidade de gerir a sua vida e de se adaptar, habilidade para lidar com situações novas, ter horizontes geográficos alargados, saber trabalhar em colaboração aceitando os outros e desenvolver a capacidade de autoconhecimento.

A concretização dessas competências39 pressupõe a identificação de um conjunto de conhecimentos (cognitivos e tácitos) que viabilizem a realização de um aprendizado reflexivo que, por conseguinte, contribui para o autoconhecimento, para que não se constituam em ações reprodutivas e instrumentais.

Quanto à execução do Projeto Pedagógico do Curso foi destacado que: O Curso tem conseguido avanços, pois têm dois grupos de Pesquisa com atividades de iniciação Científica, cujos resultados são apresentados em Congressos e Seminários, muitas delas voltadas para a melhoria do desempenho dos professores e dos alunos da educação básica”. (Claúdia).

A ampliação de atividades de pesquisa propicia uma formação vasta, incidindo na busca do desenvolvimento de atividades, dos professores formadores em conjunto com os acadêmicos, objetivando uma maior integração dos conteúdos vivenciados e apreendidos na instituição vinculados àqueles desenvolvidos nas escolas de educação básica.

Essas práticas podem consistir em meios propícios ao avanço das atividades de pesquisa e de um aprendizado mais interativo desenvolvidos em ambientes educativos diversificados, cujos resultados podem se reverter em instrumentos substanciais à efetivação mais ampla das metas previstas no Projeto Pedagógico do Curso, em conformidade com os objetivos e estratégias de ensino adotadas pelos professores formadores, contribuindo para o

39 As competências constante no Art. 11 das Diretrizes Curriculares Nacionais referentes à organização do

agrupamento ou integração das atividades pedagógicas e curriculares, de maneira consciente, autônoma e criativa.

Outro aspecto diz respeito à: “[...] ampliação de momentos destinados à realização tomada de decisão coletiva, principalmente, com relação à implantação das Diretrizes Curriculares efetivadas, a partir de ações e medidas tomadas em conjunto pelo colegiado do Curso possibilitaram o alcance de resultados mais amplos”. (Leonardo)

No entanto, foi enfatizado que um dos aspectos que dificulta o alcance eficiente das propostas do Projeto Pedagógico do Curso é: “[...] a falta do interesse e desconhecimento, pela maioria dos professores que, além de não terem participado ativamente da elaboração do Projeto, não têm interesse de conhecê-lo detalhadamente e não valorizam os aspectos que dizem respeito ao Pedagógico, como se o Curso fosse Bacharelado. (Lucélia).

A falta de um conhecimento mais amplo do Projeto Pedagógico bloqueia as possibilidades de alcançar as alcance das metas previstas e da adoção de métodos que viabilizem um maior diálogo ou integração entre as disciplinas.

Essa declaração destaca a dificuldade da implantação dos objetivos e das atividades explicitadas no Projeto Pedagógico do Curso, que se refere a um processo realizado de forma diferenciada pelos professores, cujos planejamentos, as metodologias, os recursos e as atividades avaliativas são efetivados a luz da concepção teórico-metodológica, de cunho mais tecnicista pelos professores e que não correspondem, na maior parte das vezes, com os demais educadores, principalmente àqueles que desenvolvem suas atividades embasadas nas abordagens didático-metodológicas balizadas na perspectiva pedagógica.

Para um melhor desenvolvimento do Curso é necessário: “Que todos conheçam o Projeto Pedagógico do Curso e tentem adequar os conteúdos das disciplinas, conforme as propostas ali apresentadas. Significa, pois, mudar, tanto as abordagens teóricas como as práticas [...]”. (Luciana).

É importante, pois existir um envolvimento coletivo, uma intencionalidade formativa comprometendo o colegiado do Curso como autores e atores, partindo de uma realidade concreta e das reais necessidades da implantação das propostas previstas no projeto pedagógico do Curso, a conscientização e atualização constante dos envolvidos e a

comunicação entre eles para que se possam desenvolver as atividades pertinentes ao processo de formação do professor.

Um entrevistado afirmou que: “[...] para o alcance das metas previstas no Projeto Pedagógico todos devem estar atentos para que seja possibilitado o cumprimento dessas metas, sem perder de vista a realidade na qual está inserido, ou seja, a realidade sócio- econômica e cultural dos alunos”. (Leonardo).

Assim, é essencial que todo o Colegiado do Curso esteja engajado nesse processo para que possa coligar as possibilidades e as dificuldades de colocar, em prática, as propostas do referido Projeto, de acordo com as suas condições, com as suas necessidades e com a realidade onde está implantado.

4.1.4. Curso de Pedagogia: As concepções de professor, o perfil profissional e a