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KAPITTEL 6- KONKLUSJON

6.1 Videre forskning

No estudo de Coase surge a pergunta: por que uma empresa internaliza atividades que poderia obter a um custo inferior no mercado, supondo a existência de ganhos de eficiência provenientes da divisão do trabalho? A fim de responder a essa questão, esses autores introduzem o conceito de custos de transação.

A firma surge como uma resposta otimizadora dos agentes econômicos, quando aos custos da organização dos contratos. Em virtude das falhas de mercado ocasionadas pela incerteza a respeito do futuro, da assimetria de informações, do comportamento oportunista, dos contratos incompletos dentre outros elementos que desviam o sistema econômico de seu funcionamento ideal, existem custos para a efetivação das trocas.Coase considera que a formalização da ECT deve ser vista como uma adição e não como uma separação da teoria neoclássica.

Furubotn e Richter (1991, p.1) citam que: “A Economia dos Custos de Transação busca estender o espectro de aplicações da teoria neoclássica considerando como os direitos de propriedade e os custos de transação afetam os incentivos e o comportamento dos agentes econômicos”.

Os estudos sobre os custos de transação por Oliver Williamson reconhecem as relações de autoridade e alguns problemas relacionados às grandes firmas. Para Williamson (1975) a NEI tem como objeto de análise a transação. Ele defende que qualquer relação contratual formal ou informal é passível de ser analisada pela TCT. Já Simon (1991) considera a NEI como a formulação explicativa dos fenômenos econômicos a partir do estabelecimento do contrato entre os agentes, mantendo-se no centro desta teoria a troca de mercado.

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Os atores da Economia dos Custos de Transação são denominados “homem contratual”, que são indivíduos potencialmente oportunistas, que agem sob racionalidade limitada e que realizam transações de acordo com a especificidade dos ativos, incerteza e freqüência das transações envolvidas. Ou seja, as conseqüências do oportunismo e da racionalidade limitada geram os custos de transação.

A economia dos custos de transação se baseia em dois pressupostos básicos relacionados à capacidade cognitivas dos indivíduos contratuais, que são o oportunismo e a racionalidade limitada. Onde o oportunismo, de acordo com Williansom (1993) são os custos ex-ante de preparar, negociar e salvaguardar um acordo bem como os custos ex-post dos ajustamentos e adaptações que resultam, quando a excussão de um contrato, sendo afetado por falhas, erros, omissões e alterações inesperadas, ou seja, são os custos de se conduzir o sistema econômico.

A racionalidade limitada segundo Williansom (1993);

“(...) refere-se ao comportamento que pretende ser racional mas consegue sê-lo apenas de forma limitada. Resulta da condição de competência cognitiva limitada de receber, estocar, recuperar e processar a informação. Todos os contratos complexos são inevitavelmente incompletos devido à racionalidade limitada.”

Opondo-se a teoria neoclássica de que os agentes são dotados de racionalidade maximizadora, Williamson, conclui a partir dos trabalhos de Simon (1959, 1976, e 1979), que a racionalidade é limitada e a assimetrias de informação, geram problemas como o risco moral e seleção adversa.

A existência e interação destes elementos geram os custos de transação que Pondé (1994) define como:

40 “nada mais são do que o dispêndio de recursos econômicos para planejar, adaptar e monitorar as interações entre os agentes, garantindo que o cumprimento dos termos contratuais se faça de maneira satisfatória para as partes envolvidas e compatível com a sua funcionalidade econômica”.

Assim os custos transacionais surgem a medida em que os agentes ao relacionarem entre si dão origem a problemas de coordenação quanto às suas ações. São, portanto, os custos de se utilizar o mercado, ou a coordenação através do sistema de preços.

Os contratos são incompletos desde suas origens, por causa da racionalidade limitada dos agentes econômicos envolvidos no estabelecimento e monitoramento dos mesmos (WILLIANSON, 1985). O que não se constituiria em um problema se não fosse o oportunismo uma característica presente nos agentes envolvidos nas transações (ZYLBERSZTAJN, 1995).

“A Teoria dos Custos de Transação destaca a questão da organização econômica, como um problema de contratação, que pode ser resolvido de maneiras alternativas, de maneira que cada uma delas se associa a um mecanismo explícito ou implícito de contrato (Williamson, 1985). O objetivo fundamental da nova economia institucional, também denominada de Economia dos Custos de Transação (ECT) é o de estudar o custo das transações como o indutor dos modos alternativos de organização da produção (governança), dentro de um arcabouço analítico institucional. Assim a unidade de análise fundamental passa a ser a transação, operação onde são negociados direitos de propriedade, e o objetivo descrito acima pode ser revisto como: “analisar sistematicamente as relações entre a estrutura dos direitos de propriedade e instituições”” (ZYLBERSZTAJN, 1995).

Conforme Williamson (1991) o tipo de transação deve ser expresso de acordo com três características: especificidade do ativo, freqüência e incerteza.

A freqüência com que uma transação acontece pode determinar a possibilidade de internalizar etapas produtivas sem perder eficiência relacionada à escala e também pode ajudar a determinar a importância da identidade dos atores que participam da transação.

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O risco associado a uma transação é um segundo fator relevante que caracteriza a transação e influencia a maneira como os resíduos são distribuídos entre os participantes da transação. O risco associado à existência de possibilidades de oportunismo gera custos de transações que ocorrem via mercado, motivando a estruturação de formas de governança alternativas.

A especificidade dos ativos representa a característica de uma transação que mais irá influenciar na escolha da forma de governança, devido ao fato dos ativos mais específicos estarem associados a formas de dependência bilateral que irãoresultar na estruturação de formas organizacionais mais adequadas. Além disso, o nível de especificidade dos ativos está associado ao pressuposto da ação oportunística dos atores, que usam-se desta dependência da relação para obter quase-rendas apropriáveis. Klein, Crawford e Alchian (1978) definem:

“... quando a especificidade do ativo aumenta, são criadas quase rendas, levando à possibilidade de atos oportunistas. Os custos dos contratos geralmente irão aumentar mais do que os custos da organização integrada”.

Esta variável implica na existência de custos associados à impossibilidade de utilização alternativa do determinado ativo. Quando tais custos são próximos a zero isto indica que o ativo pode ser transferido caso aquela transação venha a ser interrompida, reduzindo, pois o custo associado às ações oportunísticas (ZYLBERSZTANJ, 1995)

A quase-renda se caracteriza como a diferença entre a renda de um investimento específico e sua segunda melhor opção, ou ainda o excesso gerado pelo investimento em ativos específicos. A Figura 5 mostra as variáveis relevantes na distribuição da quase-renda.

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Figura 5: Variáveis relevantes na distribuição da quase-renda. Fonte:Fitter e Kaplinsky (2001)

A curva sugere que a destinação da quase-renda é definida pelo consumidor de quem é o agente mais importante. A quase-renda seria destinada a agroindústria quando a marca de mercado desta fosse fator decisivo para o consumidor, onde as barreiras de entrada de novos produtores fossem baixas. Já onde o que traz o diferencial ou a qualidade ao produto seja o produtor, ou seja, em um ambiente com barreiras de entradas de novos produtores, a quase renda se destinaria ao produtor.

Estruturas de Governança

Observadas as características transacionais, as governanças podem ser de Mercado, de Hierarquia (governança unificada) ou Híbrida, gerando diferentes custos. A governança de Mercado mostra maiores incentivos e menores controles do que a governança de Hierarquia. Os teóricos consideram a governança de Mercado e Hierarquia como extremos, onde a estrutura de governança Híbrida

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apresenta características intermediárias, dentro desta polarização. Seguindo tais pressupostos teóricos pode-se observar(Figura 6) um esquema de formas de indução de governança por Zylbersztanj (1995):

Figura 6: Esquema de formas de indução a governança Fonte:Zilbersztajn, 1995