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7. Avslutning

7.2 Videre forskning

Concomitantemente ao processo de observação, analisamos de forma isolada os dados fornecidos pelos alunos dessa turma (2º D) no questionário, de forma a aprofundarmos o nosso conhecimento sobre seus interesses, suas opiniões, seu perfil, sua visão do professor e sobre a dinâmica das aulas. Apresentamos, a seguir, os resultados encontrados:

a) Dados pessoais: Sexo Masc. 21% Fem. 79%

Gráfico 10: Porcentagem dos alunos participantes da segunda etapa da pesquisa, segundo o sexo.

Idade 16 anos 17% 17 anos 8% 14 anos 33% 15 anos 42%

Os dados mostram novamente uma turma predominantemente feminina, com alunos cuja idade varia de 14 a 17 anos, sendo que a maioria tem entre 14 e 15 anos. Durante a observação das aulas não observamos nenhum problema relacionado à diferença etária dos alunos, que se mostraram bem entrosados. A maioria dos alunos estuda, em outro período, na própria escola que abriga o CEL, embora houvesse alunos também de outras escolas.

Dentre os alunos do 2ºD, nenhum cursa outro idioma fora do CEL. b) Motivos para estudar espanhol:

Tabulamos os dados referentes aos motivos apontados pelos alunos para terem escolhido estudar espanhol, entre todas as línguas oferecidas no CEL. Os resultados foram bem semelhantes aos obtidos no levantamento geral (que incluía as nove turmas):

Por que você decidiu estudar espanhol e não outra língua das oferecidas no CEL?

Gráfico 12: Motivos citados pelos alunos do 2ºD para estudar espanhol no CEL, em número de menções.

Ressaltamos, mais uma vez, que as informações prestadas pelos alunos sobre as razões que eles têm para estudar espanhol deveriam ser consideradas tanto pela professora quanto pela coordenação do curso, pois isso poderia resultar em alterações no programa de curso, na escolha do material didático, na metodologia etc. Vemos que os motivos apontados pelos alunos tendem a variar muito pouco, se compararmos o levantamento geral com o específico do 2º D, o que revela uma certa uniformidade nas razões apontadas. Entretanto, consideramos que, pelo observado, esses motivos não são nem mesmo conhecidos pelos responsáveis que organizam o curso, o que, possivelmente, pesa negativamente na motivação dos alunos.

c) Afirmações relacionadas ao grau de motivação dos alunos:

Tabulamos os dados referentes às afirmações e seu nível de concordância por parte dos alunos do 2ºD. Os resultados também foram bem semelhantes aos obtidos no levantamento geral (que incluía as nove turmas):

Classificação das afirmações em percentual de respostas positivas (1 e 2) – ordem decrescente (2ºD)

Entre as dez afirmações que mais receberam respostas positivas, oito coincidiram com os dados gerais (A2, A3, A8, A13, A27, A30, A47 e A52). Duas delas apresentaram um resultado positivo maior que a média: a A41 (O/A professor/a de espanhol é gentil e educado/a com os alunos) e a A44 (O/A professor oferece recompensas para fazermos as atividades125).

No outro extremo do gráfico, ou seja, as atividades que menos receberam respostas positivas, também coincidem (7 de 10) com as informadas pelos alunos de todas as turmas. As três afirmações que apresentaram um resultado negativo maior que a média foram a A40 (O professor devolve as nossas tarefas e avaliações rapidamente), a A5 (Em nossas aulas usamos recursos tecnológicos, como TV, vídeo e computador) e a A26 (Eu me distraio durante as aulas, pensando em outros assuntos alheios à matéria). Esses dados, por um lado, refutam a informação da professora de que “com freqüência” devolve aos alunos as atividades que lhes solicita. Por outro, confirmam um dos dados mais relevantes da observação das aulas: a distração dos alunos, que não se concentram nas aulas, muito possivelmente porque o ritmo dessas está em desacordo com as suas necessidades e com aquilo que poderia ser considerado adequado, conforme exemplificamos anteriormente (ver item 4.5.2).

d) Atividades:

Tabulamos os dados referentes às atividades e o nível de motivação que essas suscitam nos alunos do 2ºD. Os resultados também foram muito semelhantes aos obtidos no levantamento geral (que incluía as nove turmas).

Quanto mais próxima de 1 está a atividade, mais ela foi considerada motivadora por parte dos alunos. No outro extremo, quanto mais próxima de 4, menos motivadora, na opinião dos estudantes. Os resultados podem ser visualizados no gráfico a seguir:

125

Lembramos que essa afirmação teve seus valores invertidos. O resultado aponta, portanto, que não é freqüente o uso de recompensas externas por parte da professora, o que nos parece positivo.

2,79 2,75 2,67 2,46 2,42 2,29 2,29 2,21 2,21 2,13 2,04 1,83 1,58 1,46 1,33 0 1 2 3 4 Música Vídeo/Filme Jogo/Brincadeira Leitura de jornais/revistas Memorização de diálogos Explicação gramatical Exercício escrito Leitura de livros extra-classe Debate/Aula de conversação Redação Exercício oral Prova escrita Dramatização/teatro Chamada oral/Prova oral Seminário

Relação de atividades, segundo o grau de motivação que suscitam, em ordem decrescente de motivação - 2ºD

Gráfico 14: Relação de atividades, segundo o grau de motivação que suscitam – 2º D.

Assim como para a média de todos os alunos envolvidos na pesquisa, música, vídeo/filme e jogo/brincadeira foram consideradas, pelos alunos do 2ºD, as atividades mais motivadoras. Entretanto, embora tenham obtido valores relativamente próximos, no caso do 2ºD, as atividades com música e filme/vídeo são preferíveis a atividades que envolvam o jogo. No outro extremo do gráfico, as atividades consideradas pouco motivadoras foram as mesmas das apontadas pelo grupo maior. Ao compararmos a opinião dos alunos com a opinião de sua respectiva professora, vemos que:

a) a professora Regina considera atividades altamente motivadoras: música, jogo/brincadeira, leitura de jornais e revistas, debate/aula de conversação, exercício oral e chamada oral/prova oral. As três últimas foram mal avaliadas pelos alunos, que afirmam não se sentirem muito motivados quando as fazem;

b) das três atividades que a professora considera pouco motivadoras (memorização de diálogos, explicação gramatical e seminário), apenas seminário também é mal avaliada pelos alunos;

c) a professora afirma nunca dar atividades que envolvam vídeo/filme – e que, portanto, não saberia avaliar o grau de motivação que suscitam. Entretanto, para seus alunos, essa seria uma atividade altamente motivadora.

Conforme relatamos no item 4.6 a seguir, informamos a professora, durante o período de intervenção, entre outros aspectos, sobre as discrepâncias encontradas entre a sua avaliação e a dos alunos, no que se refere à motivação propiciada por determinadas atividades.