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Videre forskning

5. Diskusjon og konklusjon

5.3 Videre forskning

A empresa suíça Roche Holding difere de outros rivais suíços e alemães por ser a única que não se originou como uma empresa de produtos químicos. Foi distintiva de outra maneira. A empresa, fundada como F. Hoffmann-La Roche por Fritz Hoffmann, em 1894 na cidade de Basiléia, mais de um século depois, totalmente controlada pela família Hoffmann. Também continua a ser uma das únicas empresas de controle familiar em produtos farmacêuticos e químicos. A empresa seguiu uma estratégia virtuosa, reinvestindo os lucros na comercialização de novos produtos, mas, também, por causa da riqueza da família, continuou a crescer através da aquisição de indústrias relacionadas. Para apoiar sua produção, rapidamente construiu uma organização de

marketing internacional e os laboratórios fundamentais para pesquisa e, em seguida,

evoluiu para a produção de seu próprio abastecimento de produtos da química fina. Sua subsidiária norte-americana, fundada em 1905, em Nutley (New Jersey), começou a produzir e comercializar produtos da química fina e suprimentos de fontes sintéticas e naturais, e a seguir passou para os medicamentos a partir destes ingredientes. Após a I Guerra Mundial, a F. Hoffmann-La Roche (EUA) desenvolveu técnicas para a produção em larga escala de vitaminas a granel e conquistou o mercado da Merck e de outras produtoras dos EUA. No fim de 1991, a Roche Holding (empresa sucessora da F. Hoffmann-La Roche) possuía mais de 50% do mercado mundial de vitaminas, outro exemplo de vantagens do pioneirismo (CHANDLER, 2005, p. 242).

Nas décadas de 1940 e 1950, sem os benefícios de um programa de emergência dos EUA em antibióticos, a empresa, juntamente com a Ciba-Geigy, pavimentou o caminho das benzodiazepinas (tranquilizantes), no qual o Librium (clordiazepóxido), introduzido em 1960, e posteriormente o Valium (diazepam), em 1963, foram os mais bem-sucedidos. Na verdade, o Librium rapidamente se tornou a droga mais vendida nos Estados Unidos, sendo ultrapassada pelo Valium, que permaneceu como best-seller das drogas do mundo até 1981. Durante a década anterior, os dois fármacos geraram US$ 2 bilhões em vendas anuais (CHANDLER, 2005, p. 243).

2.2. Entrando em novas tecnologias.

Na década de 1970, as empresas controladoras, como Merck e Eli Lilly, começaram a incorporar os resultados do novo aprendizado em biologia, com a criação do Instituto de Biologia Molecular, em Basiléia.

Em 1982, a F. Hoffmann-La Roche formou uma joint venture com a Glaxo da Grã- Bretanha para usar seus recursos de marketing nos Estados Unidos e para vender o seu produto inicial, um blockbuster anti-úlcera, o Zantac (ranitidina). Graças aos meios de comercialização e o know-how da F. Hoffmann-La Roche, o Zantac substituiu o Valium (cuja patente expirou em 1985) como a droga mais vendida do mundo. Em 1992, o sucesso da empresa abriu caminho para acordos de comercialização com outras nove empresas estrangeiras. Os Estados Unidos se tornaram não só líder mundial na descoberta de drogas, mas o maior mercado do mundo. Enquanto isso, em meados da década de 1980, com os conhecimentos técnicos decorrentes do novo instituto, e com dinheiro abundante fornecido pela família proprietária, a F. Hoffmann-La Roche deu entrada na engenharia genética, através de contratos e outros acordos com novas empresas de biotecnologia, quase todas estabelecidas nos Estados Unidos. Gambardella lista mais de trinta acordos entre 1984 e 1992. Estes incluem Genentech (1985), Biogen (1986), Genzyme (1987), Quiron (1988-1990) e Amgen (1988). Como resultado, a F. Hoffmann-La Roche se tornou líder em tecnologias da engenharia genética. Em 1990, seguiu-se a coroação com a aquisição de 60% da Genentech por US$ 2,1 bilhões (e com a Genentech veio a Cetus) (CHANDLER, 2005, p. 243).

Para facilitar esta expansão, os gerentes seniores da empresa, em 1989, centraram a base financeira e operacional das empresas na Roche Holding AG. Em 1994, a Roche adquiriu 49,5% da Syntex, pioneira em contraceptivos orais, com sede

em Palo Alto, Califórnia. Em seguida, foi formada a Roche Bioscience, com sede em Palo Alto, consolidando a gestão de suas propriedades de biotecnologia na Costa Ocidental. Como a Roche Holding manteve seu status como uma das mais poderosas fabricantes de medicamentos, continuou a expandir seus negócios de venda livre, ao contrário dos seus concorrentes americanos. Também manteve a sua constituição em clínicas, fragrância e sabor. Seu negócio de venda livre expandiu-se através da compra, em 1991, do negócio OTC da Sara Lee (uma empresa americana de alimentos). Em 1996, a Roche Holding comprou interesse da Procter & Gamble (50%) da Procter- Syntex, uma joint venture para comercialização de dois líderes das especialidades farmacêuticas, Aleve (naproxeno) e Femstat (butoconazol). Além disso, a Roche Holding formou uma parceria com a Bayer para comercializar uma série de seus respectivos medicamentos de venda livre. No aroma e sabor, um outro conjunto de produtos de consumo, a Roche Holding gastou cerca de US$ 1 milhão para adquirir a Cincinnati-basd Tastemaker (uma joint venture entre o Grupo Hércules e Mallinckrodt). Finalmente, em 1995, a Roche Holding tornou-se um player importante no setor de diagnóstico, através da combinação de seus laboratórios clínicos com os da National Health Laboratories para criar a maior rede mundial de serviço de laboratórios. No mesmo ano, expandiu seu compromisso com os laboratórios de ensaio através da aquisição de uma participação de 49,9% do Laboratory Corporation of America (CHANDLER, 2005, p. 244).

Em 1995, a Roche Holding informou US$ 14,7 bilhões em vendas, 63% em fármacos, incluindo os medicamentos de prescrição, venda livre e laboratórios de ensaio, 26% do seu volume em vitaminas e química fina, 10% em fragrâncias e aromatizantes e 6% em diagnósticos. Entre 1987 e 1993, quase duplicou suas vendas de US$ 7,8 bilhões para US$ 14,3 bilhões. Para a década de 1986-1995, sua renda cresceu de 5,3% para 22,9%, um recorde excepcional para uma empresa que opera em vários setores relacionados. Em meados da década de 1990, a Roche Holding tinha evoluído tanto quanto as gigantes americanas e suíças, com o seu enorme complexo de laboratórios de pesquisa, administrativos e outros escritórios da Roche Biomédicas Laboratories em Park Research Triangle, Carolina do Norte, sede industrial comparável à de Stanford Park, onde a Syntex tinha sido alojada com foco em atividades moleculares e genética, e do ainda maior e muito mais antigo complexo em Nutley, New Jersey. O crescimento resultou de um investimento interno, pesado e sustentado, mas as aquisições representaram os acréscimos mais significativos para a base da

investigação. Devido a esta grande empresa, juntamente com sua vizinha de Basiléia, a Novartis, as empresas farmacêuticas suíças seguiram os mesmos caminhos de aprendizagem relacionados e têm permanecido por mais de um século como líderes mundiais na indústria farmacêutica (CHANDLER, 2005, p. 244).