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7 Konklusjon

7.4 Videre forskning

Para diagnosticar o nível de proficiência em língua inglesa em que estavam os participantes da pesquisa no início da licenciatura, o exame TOEFL iBT foi aplicado nas duas turmas. O exame gradua o indivíduo nas quatro habilidades linguísticas, pois é formado por testes de produção escrita e oral, e por testes de compreensão leitora e auditiva. Em cada teste, pode-se alcançar no máximo 30 pontos, o que totaliza o máximo de 120 pontos. Os

procedimentos de correção dos testes, assim como as pontuações das provas foram descritos no capítulo de Metodologia.

As tabelas abaixo apresentam o desempenho dos alunos30 de Fortaleza e de Beberibe na primeira coleta do TOEFL iBT.

Tabela (5): Médias dos alunos de Beberibe no pré-teste do TOEFL iBT Turma de Beberibe

Participante Audição Leitura Escrita Fala Total

(Beb1) 4,40 2,30 4,00 0,00 10,70 (Beb2) 5,30 8,40 0,00 0,00 13,70 (Beb3) 8,80 6,10 8,00 5,00 27,90 (Beb4) 3,50 3,80 0,00 4,00 11,30 (Beb5) 8,80 9,20 4,00 0,00 22,00 Média do Grupo 6,16 5,96 3,20 1,80 17,12

Fonte: Desenvolvida pelo autor

Tabela (6): Médias dos alunos de Fortaleza no pré-teste do TOEFL iBT Turma de Fortaleza

Participante Audição Leitura Escrita Fala Total

(Fort1) 6,20 7,70 8,00 4,00 25,90 (Fort2) 8,00 7,00 17,00 6,00 38,00 (Fort3) 15,90 13,90 17,00 14,00 60,80 (Fort4) 13,30 7,70 0,00 5,00 26,00 (Fort5) 0,00 3,10 0,00 4,00 7,10 (Fort6) 1,80 3,10 0,00 0,00 4,90 (Fort7) 3,50 10,80 0,00 10,00 24,30 Média do Grupo 6,96 7,62 6,00 6,14 26,71

Fonte: Desenvolvida pelo autor

30 Para preservar as identidades dos alunos participantes dessa pesquisa, identificamos cada por códigos que são

formados por uma parte do nome da cidade de origem do aluno e um número que lhe é dado para ser

diferenciado dos demais. Assim os participantes do grupo do ensino á distância estão reconhecidos pelos códigos BEB1, BEB2, BEB3, BEB4, BEB5 e BEB6, enquanto que os participantes oriundos do grupo do ensino

Diante dos quadros expostos compostos pelos números alcançados pelos participantes da pesquisa no pré-teste, podemos mencionar algumas evidências que surgem no primeiro momento da coleta de dados relativo ao conhecimento e à competência em língua inglesa dos alunos presenciais de Fortaleza e semipresenciais de Beberibe.

Antes de começarmos a apontar as características dos dois grupos à luz dos resultados do exame de proficiência, é importante ressaltar que não era esperado que os alunos se saíssem bem ou muito bem no exame. A escolha do teste TOEFL se deu por ser um teste validado e utilizado por muitas universidades do mundo para aferirem o grau de proficiência em inglês daqueles que desejam fazer parte de seu corpo discente.

O primeiro dado que chama atenção quando os dois quadros são sobrepostos é a média dos dois grupos. Naturalmente, a comparação entre ambos é feita. A média do grupo de Fortaleza é maior que a média do grupo de Beberibe, possivelmente, por uma série de razões que envolvem instâncias sociais como educacionais. A diferença sociopolítica das duas cidades, Beberibe com 49.311 habitantes – cidade litorânea localizada a 80 quilômetros de Fortaleza – e Fortaleza, a capital do Estado do Ceará, com 2.551.805 (dados do IBGE, 2013) evidencia que os habitantes da capital devem dispor de mais oportunidades de cunho educacional, informativo e cultural, o que lhes garante a possibilidade de maior contato com a língua inglesa em escolas, cursos de idiomas, veículos de comunicação e de cultura. Isso pode ser verificado nos dados revelados pelo questionário socioeconômico. Através dele, constata-se que os alunos de Fortaleza estudaram mais semestres em cursos de idiomas, têm mais acesso a programas de televisão em inglês pela TV paga, e leem mais em inglês, a partir do primeiro semestre que os alunos de Beberibe. É importante ratificar que a média de idade dos participantes de Fortaleza é maior que a média de idade dos participantes de Beberibe, outro fator que pode lhes garantir um desempenho melhor na língua inglesa, pois, naturalmente, em média, eles tiveram mais tempo para manter contato com o novo idioma.

Contudo, um elemento que deve ser considerado antes que as comparações das notas dos participantes sejam comentadas é a quantidade de zeros que aconteceram nas duas turmas. As notas zero nas provas de escrita correspondem à desistência do participante em fazê- las. No momento da aplicação, eles não se sentiram capazes de cumprir as tarefas propostas. Nesse caso, percebe-se que o grupo de Fortaleza, apesar de ter obtido a maior média e, apesar de todas as vantagens socioeconômicas que lhe cercam, apresentou mais desistência no cumprimento de tarefas que a turma de Beberibe.

Apesar da virtuosa participação dos alunos semipresenciais, é inegável que as médias dos alunos presenciais são maiores. O melhor participante da turma presencial alcançou

uma pontuação duas vezes maior que o melhor da turma semipresencial, que praticamente se iguala ao terceiro melhor desempenho da turma presencial. Por outro lado, ao olharmos para os resultados menos satisfatórios dos grupos, o pior desempenho da turma semipresencial é duas vezes maior que o pior resultado da turma presencial. Podemos afirmar que o nível linguístico da turma presencial é mais heterogêneo que o da turma semipresencial.

Enfim, esse foi o ponto de partida para o estudo do desenvolvimento da proficiência em língua inglesa dos alunos (futuros professores de inglês) dos cursos de Letras presencial noturno de Fortaleza e semipresencial de Beberibe. Abaixo, apresentamos os resultados do pós- teste realizado após dois anos de contato com a língua inglesa nos cursos de Letras pesquisados.

Tabela (7): Médias dos alunos de Beberibe no pós-teste do TOEFL iBT Turma de Beberibe

Participante Audição Leitura Escrita Fala Total

(Beb1) 11,47 14,62 8,00 5,00 39,09 (Beb2) 8,82 5,38 11,00 5,00 30,21 (Beb3) 8,82 17,69 17,00 11,00 54,52 (Beb4) 5,29 6,92 14,00 4,00 30,22 (Beb5) 10,59 10,77 8,00 8,00 37,36 Média do Grupo 9,00 11,08 11,60 6,60 38,28

Fonte: Desenvolvida pelo autor

Tabela (8): Médias dos alunos de Fortaleza no pós-teste do TOEFL iBT Turma de Fortaleza

Participante Audição Leitura Escrita Fala Total

(Fort1) 9,71 14,62 14,00 17,00 55,32 (Fort2) 9,71 15,38 20,00 17,00 62,09 (Fort3) 10,59 16,15 20,00 26,00 72,74 (Fort4) 18,53 22,31 22,00 8,00 70,84 (Fort5) 8,82 10,77 17,00 22,00 58,59 (Fort6) 10,59 6,92 17,00 13,00 47,51 (Fort7) 16,76 16,92 11,00 29,00 73,69 Média do Grupo 12,10 14,73 17,29 18,86 62,97

Naturalmente, podemos observar que todos os participantes da pesquisa evoluíram em seus resultados totais no pós-teste. Os primeiros comentários que teceremos aqui considerarão os números brutos, sem terem sido tratados estatisticamente. Iniciamos com a comparação das médias brutas do pré e pós teste dos mesmos grupos.

O grupo de Beberibe (modalidade a distância) apresentou evolução das médias totais do TOEFL em todos os participantes e em todas as habilidades linguísticas. Contudo, destacamos duas médias que chamaram nossa atenção negativamente. O participante Beb2 involuiu na habilidade de leitura (8,40 no pré-teste e 5,38 no pós-teste) e o participante Beb3, o aluno com melhores resultados do grupo a distância, apresentou uma evolução muito pequena na habilidade auditiva (8,80 no pré-teste e 8,82 no pós-teste), mesmo assim eles mantiveram médias evoluídas no total geral do pós-teste. Esses resultados parecem expressivos para a modalidade a distância. Três de seus cinco alunos, participantes dessa pesquisa, mais que dobraram a média final do TOEFL no pós-teste.

O grupo de Fortaleza (modalidade presencial) também apresentou evolução das médias de todos os participantes em todas as habilidades linguísticas. Assim como no grupo da modalidade a distância, um participante do grupo presencial apresentou decréscimo na média de uma das habilidades pesquisadas. O participante Fort3 regrediu na habilidade auditiva (15,90 no pré-teste e 10,59 no pós-teste), mesmo assim sua evolução final geral no pós-teste foi mantida. De um modo geral, os participantes de Fortaleza, que já haviam iniciado a pesquisa com médias mais altas que os participantes de Beberibe, mantiveram essa tendência, e seus resultados finais demonstram uma evolução clara entre os dois anos de observação em todas as habilidades. Esses resultados ratificam todo o contexto de ensino de idiomas presencial que já está tradicionalmente constituído, assim como reflete a influência que as variáveis socioeconômicas apontadas anteriormente têm sobre o processo de aprendizagem e desenvolvimento de uma língua estrangeira.