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Innovasjon som lukkede eller åpne innovasjonsprosesser

2 Teori og litteraturgjennomgang

2.4 Innovasjon som lukkede eller åpne innovasjonsprosesser

Uma proposta de análise da interlíngua do aprendiz, representada em suas produções, com base na acurácia, na complexidade e na fluência é sugerida por R. Ellis e Barkhuizen (2005; p. 139). Essa proposta está ancorada no fato de, segundo os autores, os aprendizes possuírem objetivos distintos quando estão usando a língua estrangeira em situações distintas, o que pode fazer com que seu nível de proficiência varie em termos de acurácia, complexidade, e fluência.

Acurácia, para Skehan e Foster (1996; p304), refere-se a quão bem a língua alvo é produzida de acordo com o sistema de regras dessa língua. O foco da acurácia é a ausência de erros, o que pode refletir um interesse exacerbado do aprendiz em utilizar formas bem controladas, fazendo com que suas produções se assemelhem ao máximo da língua alvo. Desta

forma, os autores relacionam a acurácia a tendências conservadoras de uso da língua, através do controle de um nível particular da interlíngua.

Complexidade diz respeito à produção da linguagem em níveis mais elaborados. Skehan e Foster mencionam dois vieses em que a complexidade pode ser considerada: a) um em que os aprendizes tendem a usar uma linguagem mais desafiadora e difícil, com o interesse em reestruturar os subsistemas da interlíngua internalizada; e b) outro em que o aprendiz se prepara para utilizar uma variação maior de estruturas, correndo riscos e almejando atingir um nível linguístico mais próximo do nativo.

Fluência, ainda de acordo com Skehan e Foster, é a produção da língua em tempo real sem pausas ou hesitações. A priorização do sentido em detrimento da forma no cumprimento de uma tarefa caracteriza a fluência, que é alcançada quando o aprendiz faz uso de estratégias que o levam a evitar e resolver problemas mais rápida e eficientemente.

R. Ellis e Barkhuizen (2005; p.145) consideram que mensurações específicas da acurácia e da complexidade podem ser aplicadas à linguagem oral ou à linguagem escrita; a mensuração da fluência, contudo, deve ser operacionalizada de maneira diferente. Os autores acreditam que mensurações diferentes de cada aspecto, produzindo resultados diferentes, ajudam a estabelecer a validade das mensurações e das consequentes conclusões.

Como esta pesquisa se propõe a analisar o desempenho linguístico nas quatro habilidades dos professores de inglês em formação, as medidas de acurácia, complexidade e fluência de suas produções orais e escritas são condições preponderantes para que se possa caracterizar qualitativamente o nível linguístico dos participantes.

R. Ellis e Barkhuizen (2005; p.147) consideram que um dos principais problemas para se analisar a produção oral é decidir sobre a unidade de análise e, consequentemente, como identificá-la. Eles sugerem que, nessas análises, seja utilizada a unidade de ‘Análise de Fala’ - AS (Analysis of Speech / AS-unit), proposta por Foster et al. (2000).

Foster et al. (2000; p.12) definem a unidade AS como um único enunciado do falante consistindo de uma oração independente, ou unidade sub-oracional, junta a qualquer oração subordinada20

, em que:

a) Uma oração independente seria aquela que inclua um verbo finito. b) Uma unidade sub-oracional independente consistiria de:

20“…a single speaker’s utterance consisting of an independent clause, or sub-clausal unit, together with any

- Uma ou mais frases que possam ser elaboradas em uma oração completa por meio de recuperação de elementos elípticos do contexto (por exemplo: Há quanto tempo você está aqui? Três meses21

)

- Um enunciado menor, que seria definido como uma sentença irregular ou

‘não-sentença’ (por exemplo: Oh. coitadinho! Obrigado! Claro!).

c) Uma oração subordinada consistiria de um verbo finito ou não-fininto junto a pelo menos um elemento oracional (sujeito, objeto, complemento ou advérbio). Como mostram os exemplos abaixo:

Eu trabalho para uma organização governamental em Bangladesh que é chamada de departamento de extensão agrícola. (2 orações, 1 unidade AS)

Eu não tive oportunidade de visitá-lo. (1 oração, 1 unidade AS)

Para eliminar dúvidas sobre a verdadeira ligação entre uma oração e outra, principalmente entre orações coordenadas, em situações de pausas na fala, Foster et al (2000; sugerem que a pausa não ultrapasse meio segundo. Nos casos de disfluência, relacionados abaixo, Foster et al sugerem que os pesquisadores adotem os seguintes procedimentos:

a) Os falsos inícios (situação em que um enunciado é iniciado e em seguida abandonado ou reformulado de alguma maneira) devem ser excluídos da contagem das palavras.

b) As repetições devem ser excluídas da contagem de palavras a menos que a repetição seja um artifício retórico.

c) As auto-correções (o próprio falante identifica seu erro durante, ou imediatamente após, sua produção, para e reformula a fala) devem ter apenas a versão final considerada.

d) As topicalizações (grupos frasais topicalizados geralmente pertencem à unidade de que eles são tópicos; geralmente a frase é iniciada por um pronome que se refere a eles, como em: e algumas crianças elas estavam jogando bola) devem ser incluídas nas unidades de análise, a menos que sejam seguidos por entonações decrescentes e uma pausa marcada.

e) A interrupção seguida de scaffolding (situação em que um segundo falante interrompe o enunciado do primeiro antes que ele termine ou tente continuar para completar o enunciado de quem estava com a palavra) são incluídas na unidade AS; contudo, somente são considerados aqueles enunciados produzidos pelo primeiro

21 Embora os autores citados apresentem seus exemplos em inglês, os exemplos apresentados nesse texto estão em

falante quando ele completa seu enunciado ou incorpora, em sua produção, o elemento de quem tentou ajudá-lo.

A unidade AS é considerada válida, por R. Ellis e Barkhuizen (2005; p.149), por duas razões: a) os estudos sobre pausas na fala do nativo sugerem que as unidades sintáticas são unidades genuínas de planejamento, pois muitas pausas ocorrem entre as essas unidades, especialmente entre orações; e b) a análise das unidades de fala AS são melhores que a análise de uma só oração, pois há evidência extraída de traços de pausas e entonação que os falantes planejam unidades oracionais variadas. O que Foster et al. propõem é que a habilidade de planejamento em um nível multi-oracional é importante para que se estabeleça o nível de proficiência do falante e se avalie a complexidade do desempenho particular dele.