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2. Teori

2.1. Verdsetting av skog

Para que se possa fazer uma discussão mais sustentada dos resultados obtidos, deverá ter-se em conta outros estudos realizados em Portugal neste âmbito, de forma a poder fazer-se uma comparação com estudos anteriormente explorados. Também se nos assemelha pertinente realizar uma comparação com estudos que reportem a toda a Europa.

A partir dos resultados recolhidos espera-se que estes concretizem os objetivos inicialmente definidos e averiguem um possível relacionamento entre as práticas parentais e o desenvolvimento de condutas de risco na fase da adolescência, confirmando que os pais funcionam como forte potenciador no comportamento e desenvolvimento dos seus filhos.

Conforme Cruz (2005), os aspetos que podem influenciar o comportamento dos pais para com os seus filhos são numerosos, encontrando-se muitas vezes associados à

personalidade de cada indivíduo e a um modelo de valores já enraizado pelos próprios pais.

Neste seguimento, ao analisar os resultados obtidos é necessário ter em conta um aspeto importante que se destaca nestes grupos de pais e que não foi explorado neste estudo, que é o facto de a maioria destes pais possuírem um história de vida caraterizada por um conjunto de problemas e dificuldades.

Prevê-se que certos fatores intrapessoais como a história de vida dos participantes referida anteriormente, surja como uma causa para estes pais não apresentarem competências e recursos emocionais para lidar com a exigência que o exercício da parentalidade pressupõe, uma vez que esta surge na literatura como sendo muito frequente (Xavier et al., 2013).

No que respeita aos resultados obtidos, é esperado averiguar a existência de práticas parentais inadequadas bem como uma resposta positiva no que concerne à necessidade de uma maior intervenção por partes dos profissionais relativamente ao desenvolvimento do papel parental.

Nos dias que decorrem torna-se cada vez mais difícil ser pai e mãe, assim os resultados obtidos serão fundamentais para a criação de uma política parental e de programas de prevenção nesta área. Será também necessário a existência de profissionais habilitados para trabalhar estas questões e intervir em situações de risco de forma adequada ao nível da família, nomeadamente ao nível dos pais (Magalhães, 2002).

Um baixo envolvimento dos pais na educação dos filhos, a falta de comunicação e cuidados para com eles, um contexto familiar violento e o envolvimento com grupos de pares violentos são as principais causas apontadas por diversos autores na literatura para o envolvimento dos adolescentes em condutas de risco (Carvalho, 2011).

No que concerne à relação existente entre o envolvimento dos adolescentes em condutas de risco e as práticas parentais, o autor mencionado anteriormente, refere ainda que, diversos estudos sobre a família e os jovens têm apontado os pais como um fator que potencia o desenvolvimento de condutas de risco nos adolescentes.

Conclusão

O presente Projeto de Graduação foca-se no fenómeno da parentalidade positiva e a sua relação com o desenvolvimento de condutas de risco nos adolescentes de modo a conhecer melhor esta problemática, através do conhecimento da realidade que se passa dentro de muitas habitações no contacto diário entre pais e filhos.

Sabemos que cada vez é mais difícil ser pai e mãe nos dias de hoje e cada vez existem mais pais a não saber como lidar com os seus filhos nomeadamente em fases de transição de vida complexas como a adolescência (Fusté et al., 1989).

A forma como os pais preparam e ensinam os filhos, as oportunidades e dificuldades da vida bem as modificações que os próprios pais sofrem ao longo dos anos, são particularmente relevantes para a formação da identidade na adolescência (Sprinthall e Collins, 2008).

De acordo com os autores anteriormente citados, nas famílias em que os pais expressam atitudes emocionais positivas, existe uma maior probabilidade de os adolescentes se empenharem no desenvolvimento de uma identidade madura sem índices de desenvolvimento de condutas de risco.

É necessário apostar na parentalidade positiva pois os adolescentes são o futuro da sociedade e a relação entre pais e filhos é algo único que jamais deve ser desvalorizada.

O Criminólogo possui aqui um papel vital, pois ao identificar os fatores de risco e proteção, vai atuar na gestão do risco e na proteção do fenómeno. Mediar o relacionamento na família, promovendo o apoio domiciliário torna-se um instrumento importante na articulação entre a relação pais e filhos.

Na nossa perspetiva, a intervenção de um Criminólogo na criação de programas de prevenção com abordagem na parentalidade positiva possui também extrema importância no apoio para o funcionamento competente destas famílias.

Sugerimos assim que se valorize o papel do Criminólogo, que se estimule atitudes positivas e reflexivas acerca do seu trabalho de modo a se reconhecer a pertinência e a importância da sua atuação no mundo profissional.

Pretende-se com a proposta de investigação apresentada neste trabalho, junto de uma amostra de pais, contribuir através de uma abordagem mais concreta da problemática, para a adoção de estratégias mais eficazes que promovam a parentalidade positiva.

Este estudo procura também fornecer um contributo útil para alargar novos conhecimentos e investigações de maior profundidade nesta área. Espera-se acima de tudo promover uma maior consciencialização e sensibilização para esta temática, visto esta estar ainda pouco explorada no nosso país.

Não obstante, o presente estudo poderá também apresentar algumas limitações, nomeadamente no que diz respeito ao tamanho relativamente reduzido da amostra.

Para além disso, o recrutamento dos participantes por via da integração num programa de competências parentais promovido por uma Associação, implica que estes beneficiem de um certo acompanhamento específico, o que poderá levar a um enviesamento dos resultados.

Apesar das limitações, consideramos que este fornece um importante contributo para o aumento do conhecimento nesta área sendo assim necessário continuar a apostar no desenvolvimento da mesma e na procura de soluções para a estimulação da relação entre pais e filhos, promovendo a parentalidade positiva.

Como súmula de todos os estudos já referidos anteriormente, é de esperar que neste estudo, os pais que constituem a amostra apresentem ausência de uma parentalidade positiva, uma vez que estes são provenientes de contextos socioculturais peculiares e carenciados. Este facto leva-nos a esperar que no presente estudo se verifique a existência de práticas parentais inadequadas e consequente envolvimento dos filhos em condutas de risco.

Deste modo, considera-se que é importante que futuros estudos procurem clarificar de que forma as práticas parentais inadequadas, ou seja, a ausência de uma parentalidade positiva vai influenciar o desenvolvimento da adolescência dos filhos, bem como o impacto que estas práticas poderão causar no envolvimento destes jovens em condutas de risco.

Seria igualmente importante o desenvolvimento de outros estudos que apostassem em estratégias de intervenção na área da parentalidade positiva, para que desta forma se consiga intervir neste fenómeno de modo a obter resultados positivos e mudanças significativas em diversos núcleos familiares.

Assim, é crucial apostar na investigação desta área, bem como na adoção de estratégias de intervenção e prevenção. Para tal, sugerimos a implementação de programas e cursos de competências parentais a par de regulamentação de medidas de participação em intervenções de educação parental junto de pais ou cuidadores que

tenham assinado um acordo de promoção e proteção, isto é, essencialmente figuras parentais com défices no que concerne ao desempenho do seu papel parental.

Em suma, é de extrema importância o desenvolvimento de padrões de relacionamento saudáveis entre pais e filhos e a delineação de estratégias bem como a criação de medidas mais eficazes que devem incluir os pais como participantes ativos na promoção de uma parentalidade positiva.

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Anexo 1

Pedido de autorização à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Maia para a realização do estudo

Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Maia Rua Doutor Carlos Felgueiras, 265

4470-157 Maia - Portugal Telef. 229 490 333

Fax 229 490 333 Porto, 14 de Junho de 2015

Assunto: Solicitação de Autorização para a realização de um estudo na Associação de Solideriedade Social Mouta Azenha Nova.

Exmo(a) Presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Maia,

O meu nome é Jéssica Corvo, aluna da licenciatura de Criminologia da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, que se encontra de momento a realizar o Projeto de Graduação, sob a orientação do Professor Doutor Pedro Cunha.

Relativamente ao assunto em referência, venho por este meio solicitar a V. Ex.ª a autorização para poder realizar um estudo recorrendo a um inquérito por questionário junto de três grupos de pais que possuem processo em sede de promoção e proteção tendo sido encaminhados por esta instituição para frequentar um programa de competências parentais promovido pela Associação de Solidariedade Social Mouta Azenha Nova (ASMAN).

O referido estudo tem como objetivo caraterizar o fenómeno da parentalidade nestes grupos de pais, através da identificação do tipo de práticas parentais existentes entre pais e filhos. De uma forma mais específica, pretende-se perceber a relação existente entre estes pais e os seus filhos, bem como o tipo de práticas parentais adotadas por estes pais e o envolvimento dos seus filhos em condutas de risco.

Importa salientar que estes pais não necessitam de colocar a sua identificação, os questionários são anónimos e confidenciais.

Assim sendo, solicita-se que seja concedida a autorização para efetuar o referido estudo.

Com os melhores cumprimentos e grata pela sua atenção,

Anexo II

Pedido de autorização à Associação de Solidariedade Social Mouta Azenha Nova (ASMAN)

Associação de Solidariedade Social Mouta Azenha Nova

Rua Heróis do Ultramar, 4470 4470-057 Gueifães - Maia - Portugal Telef. 22 903 94 48

Fax 22 960 72 22 Porto, 14 de Junho de 2015

Assunto: Solicitação de Autorização para a realização de um estudo na Associação de Solideriedade Social Mouta Azenha Nova.

O meu nome é Jéssica Corvo, aluna da licenciatura de Criminologia da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, que se encontra de momento a realizar o Projeto de Graduação, sob a orientação do Professor Doutor Pedro Cunha.

Relativamente ao assunto em referência, venho por este meio solicitar a V. Ex.ª que autorize a realização de um estudo na entidade supramencionada.

O estudo consiste na realização de um inquérito por questionário junto de três grupos de pais que se encontram de momento integrados no programa de competências parentais promovido pela Associação supracitada e que decorre no espaço da mesma.

O referido estudo tem como objetivo caraterizar o fenómeno da parentalidade nestes grupos de pais, através da identificação do tipo de práticas parentais existentes entre pais e filhos. De uma forma mais específica, pretende-se perceber a relação existente entre estes pais e os seus filhos, bem como o tipo de práticas parentais adotadas por estes pais e o envolvimento dos seus filhos em condutas de risco.

Importa salientar que estes pais não necessitam de colocar a sua identificação, os questionários são anónimos e confidenciais.

Solicito que me seja concedida autorização para efetuar este estudo nas instalações da Associação Mouta Azenha Nova.

Com os melhores cumprimentos e grata pela sua atenção,

Anexo III

Questionário relativo ao fenómeno da parentalidade e o envolvimento dos adolescentes em condutas de risco

Inquérito por questionário sobre o fenómeno da parentalidade e o envolvimento dos adolescentes em condutas de risco

No âmbito da Licenciatura de Criminologia na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Fernando Pessoa, pretende-se proceder à recolha de informação relativamente às práticas parentais utilizadas, o tipo de relação existente entre pais e filhos e a sua associação com o envolvimento dos adolescentes em condutas de risco.

Por favor leia atentamente as questões abaixo efetuadas e responda sem indicar o seu nome.

INSTRUÇÕES:

Encontram-se de seguida um conjunto de questões relativas à qualidade parental e ao desenvolvimento da adolescência dos jovens. Pede-se que leia atentamente essas questões e exprima a sua sincera opinião relativamente a cada uma delas. Não existem respostas certas ou erradas. A sua opinião é o mais importante. Por favor, tente responder de acordo com o que acontece no seu caso e não como acha que deveria ser.

Responda a cada questão o mais sinceramente possível, colocando um (X) na opção que mais identifique a sua situação. Assegure-se que respondeu a todas as questões, devendo optar apenas por uma das hipóteses apresentadas.

As respostas a este questionário são absolutamente anónimas.

Obrigada pela sua colaboração!

DADOS PESSOAIS

Idade: _______ Sexo: F

M

Estado Civil: Solteiro(a)

Casado (a)/União de facto

Divorciado (a)/Separado(a)

Viúvo(a)

Profissão: ___________________

Habilitações literárias: Sem escolaridade

1ºCiclo

2ºCiclo

3ºCiclo

12ºAno

Ensino superior

Outro

Qual?_________________

Situação profissional: Desempregado

Contratado

Efetivo

1. Quanto tempo passa no fim de semana em interação com o(s) seu(s) filho(s)?

Até 1Hora

Entre 1 e 2 Horas

Entre 2 e 3 Horas

Mais de 3 Horas

2. Possui algum apoio familiar que ajude a cuidar do(s) seu(s) filhos? Avós

Tios

Padrinhos

Nenhum

Outro

Qual?________________

3. Na sua casa existe uma partilha de responsabilidades pelos vários elementos da família?

Sempre

Quase sempre

Às vezes

Nunca

4. Em sua casa existe dificuldade em fazer coisas em conjunto, como família? Sempre

Quase sempre

Às vezes

Nunca

5. Quando é preciso resolver problemas familiares a opinião do(s) seu(s) filho(s) é tida em conta?

Sempre

Quase sempre

Às vezes

Nunca

6. Conversa com o(s) seu(s) filho(s) sobre o seu dia-a-dia e os acontecimentos da escola?

Sempre

Quase sempre

Às vezes

Nunca

7. Com que frequência acompanha o(s) seu(s) filho(s) nos seus trabalhos da escola?

Sempre

Quase sempre

Às vezes

Nunca

Outro

Qual?_______

DADOS FAMILIARES

Número de filhos: __________ Idades: __________ anos Número de pessoas do agregado familiar: _______

8. Elogia o(s) seu(s) filho(s) quando este(s) manifesta(m) comportamentos e atitudes positivas?

Sempre

Quase sempre

Às vezes

Nunca

9. Estraga com mimos o(s) seu(s) filho(s) com a necessidade de ser uma boa mãe/um bom pai?

Sim

Não

10. Costuma estar atento às alterações de atitude e comportamento do(s) seu(s)