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Vekst

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2. Attraktivitetsbarometeret

3.3. Vekst

De acordo com Hengeveld; Mackenzie (2008), o Nível Representacional está relacionado aos aspectos semânticos das unidades linguísticas. O termo “semântico” deve ser entendido de duas formas distintas, segundo os autores: (i) como o modo pelo qual as línguas se relacionam com o mundo que descrevem e (ii) como o significado de unidades semânticas lexicais e de unidade semânticas complexas sem levar em consideração a maneira pela qual essas unidades são utilizadas na comunicação

8 Jonh was at the party (HENGEVELD; MACKENZIE, 2008, p. 117). 9 Para a GDF, “Predicar” é “Atribuir”.

(HENGEVELD; MACKENZIE, 2008, p. 128-129).

As unidades de análise do Nível Representacional são descritas em relação ao tipo de entidade ou categoria semântica ontológica que elas designam, por isso, neste nível, as unidades referem-se à função de designação (e não de evocação, que ocorre no Nível Interpessoal). Aos três tipos de categorias estabelecidos por Lyons (1977), Hengeveld; Mackenzie (2008, p. 131) acrescentam uma categoria de ordem mais baixa, a Propriedade (p), propondo quatro categorias semânticas básicas, a saber: indivíduo (x) – entidade de primeira ordem, que pode ser localizada no espaço e pode ser avaliada em termos de sua existência; Estado-de-Coisas (e) – entidade de segunda ordem, que pode ser localizada no espaço e no tempo e pode ser avaliada em termos de sua realidade; Conteúdo Proposicional (p) – entidade de terceira ordem, que constitui um construto mental, não podendo ser localizada nem no espaço nem no tempo, mas em termos de seu valor verdade; Propriedade (f) – entidade que não tem existência independente e pode ser caracterizada em termos de sua aplicabilidade. Além dessas categorias semânticas básicas, Hengeveld; Mackenzie (2008, p. 135) afirmam que há línguas que dispõem de outros tipos de categorias semânticas, tais como: Episódio (ep), Lugar (l), Tempo (t), Modo (m), Quantidade (q) e Razão (r).

Vejamos, a seguir, como elas estão organizadas na estrutura hierárquica do Nível Representacional:

Figura 5: Organização do Nível Representacional na GDF

Fonte: Adaptado de HENGEVELD; MACKENZIE (2008, p. 140).

O Conteúdo Proposicional (p) é a unidade hierarquicamente mais alta do Nível Representacional. Diz respeito a construtos mentais, tais como conhecimentos, crenças

e desejos, podendo ser factuais, quando correspondem a conhecimentos ou crenças sobre o mundo real, ou não factuais, quando correspondem a desejos ou expectativas em relação a um mundo imaginário (HENGEVELD; MACKENZIE, 2008, p. 144). Ressaltamos, também, que o Conteúdo Proposicional pode ser caracterizado em termos de atitudes proposicionais (certeza, dúvida, descrença) e/ou em termos de sua fonte ou origem (conhecimento comum partilhado, evidências sensoriais, inferência). A principal diferença entre o Conteúdo Proposicional (p) e o Conteúdo Comunicado (C) é o fato de que este sempre está relacionado ao Falante, enquanto aquele pode ser atribuído a outras pessoas que não sejam o Falante. O exemplo (4), abaixo, atesta essa distinção:

(4) Jennyacredita que sua mãe iria visitá-la10.

Em (4), o complemento do verbo acreditar constitui um Conteúdo Proposicional, que se manifesta na forma de uma oração finita [(que) sua mãe iria visitá-la]. Nesse caso, o Conteúdo Proposicional da oração encaixada é inferido com base no conhecimento que Jenny tem sobre os hábitos de sua mãe (o fato de, por exemplo, sua mãe sempre visitá-la no final do ano). Por outro lado, o exemplo (5), a seguir, caracteriza-se como um Conteúdo Comunicado em termos de sua natureza reportativa: o falante reporta, em seu próprio Ato Discursivo, um Conteúdo Comunicado obtido de uma fonte externa a ele:

(5) De acordo com John, a mãe de Jenny irá visitá -la11.

O Conteúdo Proposicional podem conter Episódios (ep). Tais unidades consistem de um ou mais Estados-de-Coisas tematicamente coerentes, que possuem unidade ou continuidade de Tempo (t), Lugar (l) e Indivíduos (x). Os Estados-de-Coisas

(e), por sua vez, são entidades que dizem respeito a eventos e estados que podem ser localizados em tempo relativo e podem ser avaliados em termos de sua realidade. A diferença entre Episódios e Estado-de-Coisas consiste no fato de que o Episódio caracteriza-se por modificadores de tempo absoluto (como yesterday/ontem, today/hoje,

tomorrow/amanhã etc.), e a categoria Estado-de-Coisas (estados, eventos) relaciona-se a modificadores de tempo relativo (como after lunch/depois do almoço, in two hours/em

10

Jenny believed that her mother would visit her (HENGEVELD; MACKENZIE, 2008, p. 144).

duas horas, moday/segunda-feira etc.), tal como podemos verificar no exemplo (6) a seguir:

(6) Ontem Sheila saiu antes do jantar12.

O modificador de tempo absoluto ontem situa temporalmente tanto o Estado-de- Coisas Sheila saiu quanto o Estado-de-Coisas jantar, formando, assim, um único Episódio. Nesse contexto, o modificador antes, por outro lado, especifica a relação temporal relativa entre os dois Estados-de-Coisas: sair e jantar.

O Indivíduo (x) designa entidades concretas. Tais entidades, por sua vez, ocupam um lugar no espaço, de tal modo que dois Indivíduos não podem ocupar o mesmo lugar. As Propriedades (f) são categorias semânticas que não têm existência independente, podendo ser avaliadas apenas em termos de sua aplicabilidade. Assumem um papel fundamental no Nível Representacional, pois podem ocorrer nas representações semânticas de todas as unidades desse nível. Ressaltamos que podem ser de dois tipos: Propriedades Lexicais e Propriedades Configuracionais. A seguir, apresentamos um exemplo dado por Hengeveld; Mackenzie (2008, p. 216) que ilustra o primeiro tipo de Propriedades, as Lexicais:

(7) Uma casa antiga (f1) e uma moderna (f2)13.

As Propriedades Configuracionais, por seu turno, correspondem ao inventário de esquemas de predicação relevantes em uma língua e que são igualmente relevantes na construção de representações semânticas. A aplicação de uma Propriedade Configuracional pode ser observada na representação semântica do exemplo (8), a seguir, em que é possível verificar como uma entidade de primeira ordem e uma de zero ordem podem entrar na construção de uma predicação:

(8) Sheila (x) está doente (f)14.

O Estado-de-Coisas pode, ainda, ser caracterizado em termos de Propriedades

12 Sheila went out before dinner (HENGEVELD; MACKENZIE, 2008, p. 171). 13

Una casa antigua y una moderna (HENGEVELD; MACKENZIE, 2008, p. 171). 14 Sheila (x) is ill (f) (HENGEVELD; MACKENZIE, 2008, p. 181).

Configuracionais Aspectuais. Tais operadores podem codificar as fases envolvidas no desenvolvimento de um Estado-de-Coisas (aspecto progressivo, resultativo etc.) e a (in)completude do desenvolvimento de um Estado-de-Coisas (oposição Perfectivo e Imperfectivo). Os Lugares (l), tal como os Indivíduos (x), são entidades concretas, tangíveis. Tanto substantivos como advérbios e até orações podem indicar lugares, tais como: “I live in this home/Moro nesta casa”, It isvery cold here/Aqui é muito frio”, “I

like where you hung that picture/Gosto do local onde você pendurou este quadro”.

A categoria semântica Tempo (t) diz respeito aos diversos tipos de expressões de tempo: às ligadas ao momento da fala (como today/hoje, next year/no próximo ano), às que estabelecem pontos relativos na linha do tempo (como before friday/antes de sexta- feira), às que se relacionam a um calendário socialmente estabelecido (como

Wednesday Carnival/Quarta-feira de Carnaval, Christmas day/dia de Natal), às que identificam um ponto na linha do tempo (como moment/momento, at 2 o’clock/às 14 horas) e às que indicam um período na linha do tempo (como period/período,

april/abril) (cf. HENGEVELD; MACKENZIE, 2008, p. 257). A categoria semântica

Modo (m) está relacionada a expressões linguísticas que designam a maneira como um Estado-de-Coisas acontece (como Mary dance beautifully/Maria dança lindamente).

A categoria semântica Quantidade (q) designa quantias de fenômenos incontáveis e números de fenômenos contáveis (HENGEVELD; MACKENZIE, 2008, p. 268) (como em Mary eats a large amount of cheese/Maria comeu uma grande quantidade de queijo). Por último, a categoria semântica Razão (r) especifica, de acordo com Hengeveld; Mackenzie (2008, p.272), um tipo especial de Conteúdo Proposicional que representa os pensamentos que orientam ou conduzem um agente humano a agir de uma determinada maneira. Segundo Hengeveld; Mackenzie (2008, p. 272), o item why

do Inglês exemplifica a existência dessa categoria.

Tal como discutimos anteriormente, os níveis Interpessoal e Representacional estão relacionados com a operação de Formulação, pois traduzem, respectivamente, representações pragmáticas e semânticas relevantes nas línguas em estruturas subjacentes às formas linguísticas. Os Níveis Morfossintático e Fonológico estão, por sua vez, relacionados com a operação de Codificação, a qual é responsável por codificar as distinções interpessoais e representacionais nas línguas em formas linguísticas. A seguir, discutimos alguns pontos pertinentes sobre o Nível Morfossintático, mais especificamente aqueles aspectos relevantes para os objetivos do presente trabalho. Em relação ao Nível Fonológico, este não será tratado, posto que as distinções feitas neste

nível de análise não estão no escopo deste estudo da expressão da evidencialidade no Português.

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