12. Samferdsel
12.4. Vedlegg 4: Utkast til rettledning for skjema 50 Samferdsel for 2015
Provavelmente a questão introdutória mais relevante da Contabilidade de Custos, observando-se o encadeamento racional necessário para estabelecer um fluxo mais adequado para sua compreensão, diz respeito à percepção e à respectiva assunção da sua condição de componente efetivo da área de conhecimento contábil. Tem-se, nesse aspecto, portanto, a base para a seqüência de qualquer abordagem.
Admitir que esse segmento é parte da Ciência Contábil, e que possui objeto e objetivos específicos que podem ser estudados por meio dos fundamentos de sua teoria ou dos vários aspectos e possibilidades de aplicação, representa um importante pré-requisito para que haja um processo de comunicação consistente e a partir deste, maior facilidade de entendimento em qualquer discussão relacionada a esse tema.
A inserção coordenada e consistente da Contabilidade de Custos como componente legítimo do sistema de informações contábeis, também representa outro fator relevante na seqüência racional de construção de uma razoável compreensão quanto ao tema. Nesse enfoque, há um evidente fortalecimento da visão sistêmica, e o estabelecimento de uma lógica mais inteligível em relação ao ambiente contábil, pois expõem uma segmentação coerente e possibilita que as partes desse sistema sejam percebidas individualmente, no relacionamento de umas com as outras, e como um todo.
Para o presente estudo, esses aspectos são assumidos como fatores de extrema e indispensável relevância, representando um importante foco de sustentação do assunto, necessitando, ao menos, ser sucintamente expostos, pois entende-se representar a base fundamental em que toda a seqüência poderá racionalmente se amparar.
A Contabilidade de Custos além dos aspectos destacados apresenta uma série de divergências, carências e fragilidades que decorrem,
provavelmente, da falta de percepção quanto à necessidade de fundamentar teoricamente o contexto de suas aplicações. Dessa forma, necessita-se desenvolver a construção coerente de um arcabouço de sustentação teórica para a área de conhecimento. Em suma, nota-se um distanciamento considerável entre a aplicação e a teoria no âmbito da Contabilidade de Custos.
Além das divergências comumente observadas, dentre as quais, algumas o trabalho terá a oportunidade de tratar, existem outras questões de discussão que são raramente abordadas.
Há, por exemplo, que se considerar a limitação imposta à Contabilidade de Custos quanto à observação de seu alcance, reforçada pela literatura contábil em geral, bem como pela ação específica docente no âmbito acadêmico. Nesse ângulo, especificamente, pode-se destacar duas situações em que tais limites ficam evidentes.
Segundo Rocha & Santos (2003) há um considerável equívoco em demonstrar, excessivamente, a Contabilidade de Custos como instrumento voltado quase que exclusivamente para o “custeio de produtos” e “valoração de estoques” no processo de produção da atividade industrial.
Os autores indicam com muita perspicácia, que as práticas da área podem e devem ser aplicadas a muitas possibilidades ou, como se denomina tipicamente no meio contábil, a diversos objetivos de custeio ou ainda portadores finais, tais como: departamentos, centros de custos, atividades, processos, funções, máquinas, clientes, fornecedores, unidades organizacionais, projetos e equipes, dentre outros.
Ressaltam ainda, com bastante pertinência, que não existe qualquer restrição setorial à sua aplicação, e que assim, além da atividade industrial, há um imenso valor na sua utilização em outras áreas, como o comércio, a prestação de serviços, o agro-negócio, as entidades do terceiro setor, as entidades governamentais, e outras tantas atividades econômicas.
Certamente, a abordagem quase que única dos procedimentos de custeio relacionado à atividade industrial causa uma relevante carência no desenvolvimento de conceitos e aplicações referentes às demais áreas, além da
limitação da percepção quanto à abrangência da Contabilidade de Custos e, conseqüentemente, no que diz respeito à sua utilização efetiva.
Ainda assim, apesar do grande volume de abordagens sobre os procedimentos tipicamente desenvolvidos na área industrial, não existem conceitos e aplicações que possam ser considerados consistentes, provavelmente por conta da falta de aderência entre tais elementos.
Há uma repetição constante em torno de determinados assuntos sem que haja a necessária variedade e respectiva integração entre os diversos tópicos passíveis de discussão.
A Contabilidade de Custos, em especial, normalmente é notada em razão do grande volume de trabalhos relacionados aos chamados sistemas, métodos, ou mesmo técnicas de custeio, muitas vezes destacando um mesmo assunto, afinal, no âmbito das nomenclaturas típicas não há consistência quanto à definição mais apropriada.
Enfim, percebe-se que existe uma grande desorientação em relação aos fundamentos teóricos dessa área de conhecimento, pois nem mesmo acerca dos significados mais básicos dos conceitos mais elementares existe coesão, ocasionando extremas dificuldades de entendimento e respectivamente de comunicação.
Nota-se mesmo sem ter havido um aprofundamento no que diz respeito à gama de possibilidades de classificações e conceituações pertinentes à área de custos, que esse assunto representa um campo altamente complexo em que a perspicácia e o cuidado no seu tratamento são fundamentais.
Nesse sentido, entretanto, pretende-se insistir na abordagem básica mencionada (área industrial), ingressando no âmbito mais comum de observação da Contabilidade de Custos. Por outro lado, tem-se a intenção de tratar os sistemas de custeio evidenciando as características dos mesmos frente a questões que dificultam um entendimento mais claro e consistente quanto ao seu significado, e respectivamente no que diz respeito à identificação de sua dinâmica, rotina e fluxo de procedimentos típicos.
Dessa forma, ainda que se repita o direcionamento dos estudos, pretende-se, como por vezes já exposto até aqui, destacar, evidenciar ou resgatar algumas nuances que normalmente não são focadas ou até mesmo citadas em grande parte dos trabalhos da área, mas que precisam ser mais bem exploradas, seja para contribuir numa melhor estruturação ou para desmistificar algumas posições comumente expressas, a fim de minimizar, consideravelmente, o volume de críticas que as aplicações da área de conhecimento normalmente recebem.
Enfim, entende-se que o estabelecimento de uma organização efetiva dos conceitos teóricos, como base que são para as aplicações da Contabilidade de Custos é um objetivo que deva ser perseguido, e para o qual estudo se direciona, na intenção de contribuir pela evidenciação de aspectos relevantes ao contexto, por mais básicos e elementares que pareçam.